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Um Guia para Tomadores de Decisão na Gestão de Ativos: Os Nove Principais Pontos a gerenciar no ano de 2025

por admin | 19 dez, 2024 | BLOGS, Paulo Walter | 0 comentários

A gestão de ativos é uma disciplina estratégica que exige uma abordagem integrada e multidimensional, especialmente diante das rápidas transformações tecnológicas e organizacionais.

Não tenho bola de cristal, mas o passado recente ensina. Há um ditado antigo que diz: “cobra que não anda não engole sapo”.

Sim, em time que está ganhando se mexe sim. Se voce não se cuidar, seu concorrente vai lhe ultrapassar e comer poeira não faz bem a ninguém.

Abaixo vai minha lista dos pilares fundamentais que os profissionais devem priorizar para uma gestão de ativos eficiente e alinhada às melhores práticas:


1. Definição de Missão, Visão e Alinhamento Estratégico

Estar em sintonia com a empresa, é fundamental. Não invente. A gestão de ativos deve ser um reflexo direto dos objetivos organizacionais.
Isso inclui:

  • Definir a missão da gestão de ativos: Alinhada às metas gerais da empresa.
  • Estabelecer metas anuais e de longo prazo: Garantindo consistência no planejamento plurianual.
  • Integração com ESG: Incorporar critérios ambientais, sociais e de governança para alcançar sustentabilidade e impacto positivo.

 


2. Auditoria, Certificações e Benchmarking

Quem disse que a Gestão de Ativos está no bom caminho e entregando o que dela se espera? Um olhar externo sempre será contributivo.

E dar uma olhada no que rola no mercado só pode trazer coisas positivas.

Auditorias regulares, alinhadas a normas como ISO 55001, e programas de benchmarking desempenham um papel essencial em:

  • Identificar lacunas em relação às melhores práticas do mercado.
  • Comparar desempenho com empresas líderes do setor.
  • Fortalecer a credibilidade organizacional por meio de certificações.
  • Promover aprendizado e inovação com base em referências externas.

3. Gestão Orçamentária e Financeira

O Orçamento reflete o que se tem de recursos, compromissado com o que se vai entregar.

Não há estratégia onde não se tem metas e objetivos bem estabelecidos.
Um controle financeiro robusto assegura a alocação eficiente de recursos, incluindo:

  • Elaboração de orçamentos detalhados para manutenção.
  • Análise de indicadores como ROI (Retorno Sobre Investimentos) e ROA (Retorno Sobre Ativos).
  • Gestão do custo de manutenção em relação à receita e à operação.

 


4. Otimização de Processos e Tecnologias

O tempo passa e as coisas mudam. Se não houver constante atenção às novidades, estamos condenados a requentar o passado. Não tem jeito. Do telegrama ao WhatsApp nem foi tanto tempo assim.
Investir em tecnologias e metodologias de gestão de processos é essencial para:

  • Automatizar tarefas rotineiras e aumentar a precisão das operações.
  • Implementar ferramentas como QR codes, dispositivos móveis e softwares de gestão avançados.
  • Promover maior rastreabilidade e eficiência operacional.

 


5. Manutenção Baseada em Confiabilidade e Maturidade

Adotar programas como 5S, KAIZEN, FMEA, TPM e RCM, e trabalhar na maturidade da manutenção, garante:

  • Integração da manutenção com o compliance e a governança corporativa.
  • Minimização de riscos operacionais e aumento da resiliência.
  • Desempenho consistente que sustenta os objetivos organizacionais.

A maturidade na gestão de manutenção promove a continuidade operacional e consolida a manutenção como um diferencial estratégico no esforço organizacional.

 


6. Transformação Digital: IA, IoT e Digitalização

Não é preciso desespero, mas estar ligado, com um olhar adiante, é que faz a diferença entre quem lidera e quem somente corre atrás.
As tecnologias emergentes estão transformando a gestão de ativos. Para acompanhar essa revolução, é necessário:

  • Adotar IoT para monitoramento em tempo real e manutenção preditiva.
  • Utilizar inteligência artificial para análise de dados, previsão de falhas e otimização de processos.
  • Digitalizar a gestão de ativos com ferramentas que permitem melhor controle e tomada de decisão.
    A integração dessas tecnologias não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade para a competitividade.

 


7. Engajamento e Desenvolvimento de Pessoas

Gestão de Ativos nunca será um trabalho solo.
Constituir um time, empodera-lo, motiva-lo, mante-lo. Simples, não? Muitas empresas e suas lideranças negligenciam o básico. Os profissionais são o maior ativo da organização.

Programas de treinamento e desenvolvimento trazem retorno para a organização e sem esse investimento todos os outros perigam não dar resultado. E não estamos falando de treinamentos regulamentares, exigidos por lei ou por questão de ANS (Acordo de Nível de Serviços) com clientes. No mínimo devem ser capazes de:

  • Capacitar equipes para lidar com mudanças tecnológicas.
  • Promover engajamento e retenção de talentos.
  • Fomentar uma cultura de melhoria contínua e inovação.

 


8. Monitoramento, Indicadores de Performance e Melhoria Contínua

Quem não sabe de onde veio, como está agora, nunca saberá para onde está indo.
“Quem não mede, não gerencia” é uma expressão do Deming, cunhada no século passado e que continua 100% atual.

O uso de indicadores como OEE, MTBF, MTTR e backlog é indispensável para:

  • Acompanhar a evolução do desempenho.
  • Identificar oportunidades de melhoria e benchmarking.
  • Implementar ciclos de melhoria contínua: Utilizar análises regulares para otimizar processos e resultados.

A melhoria contínua deve ser parte integrante da gestão de ativos, garantindo a adaptação constante às mudanças do mercado.


9. Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental

Somos parte envolvida e comprometida com o planeta, nossas comunidades e a herança do que recebemos e vamos deixar. Não há propósito que se sustente sem levar em consideração as boas práticas de tudo que se relacione a EHS (Environment, Social and Governance).

É mandatório gerenciar recursos como água, energia e resíduos de forma responsável não apenas cumprindo os regulamentos, mas também:

  • Fortalece a imagem da empresa perante stakeholders.
  • Reduz custos operacionais e impactos ambientais.

 

 


Conclusão da Bola de Cristal

A gestão de ativos não pode se resumir a ser eficiente, é preciso que seja eficaz. Já faz tempo deixou de ser apenas uma tarefa técnica, precisando assumir seu papel e responsabilidade dentro de uma estratégia organizacional que conecta tecnologia, pessoas e processos. Com alinhamento estratégico, transformação digital, benchmarking, e foco em ampliar a maturidade e melhoria contínua, as empresas podem maximizar o uso de seus ativos em verdadeiros pilares de resiliência e competitividade.

Agora é o momento de agir. A preparação antecipada garante que a gestão de ativos não seja apenas um suporte, mas uma força motriz para o crescimento e a inovação organizacional.

No mais, bora sermos felizes!

Que venha 2025.

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