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Com três mortes por Covid-19 em 10 dias, refinaria de Araucária pode entrar em greve sanitária

por admin | 7 abr, 2021 | Notícias | 0 comentários

Após registrar três mortes por Covid-19 em menos de duas semanas, trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) podem entrar em greve sanitária nos próximos dias.

Com três mortes por Covid-19 em 10 dias, refinaria de Araucária pode entrar em greve sanitária

No último sábado (3 de março), inclusive, dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina protocolaram um documento acusando a Petrobras de descumprir o decreto número 7.145, que impôs medidas mais restritivas para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Além disso, há o temor de que a realização de uma parada de manutenção, prevista para acontecer a partir do dia 12 de abril, exponha os profissionais a um risco ainda maior de contaminação.

Presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Alexandro Guilherme Jorge explica que, normalmente, entre 300 e 400 pessoas trabalham diariamente na refinaria. Recentemente, porém, teve início a chamada ‘pré-parada de manutenção’, com o início da montagem de andaimes, retirada de isolamento dos equipamentos da refinaria e trabalho de oficina, com a preparação de tubulações e componentes que já se sabe que serão substituídos. Essa etapa, que já ocorre há cerca de 45 dias, colocou 800 pessoas a mais na rotina da refinaria. E a partir do dia 12 de abril, quando começa efetivamente a parada de manutenção, o número de trabalhadores externos na refinaria subiria para cerca de 2 mil.

Já durante a pré-parada de manutenção, contudo, situações de aglomeração teriam se tornado frequentes na Repar, o que provocou um aumento no número de contaminações entre os trabalhadores.

Embora a Petrobras não informe o número de profissionais contaminados pelo coronavírus na unidade, sabe-se que pelo menos três pessoas faleceram em 10 dias, o último óbito tendo sido registrado na quinta-feira (1º de abril), quando faleceu Carlos Eduardo Correa dos Santos, o Cadu, que tinha 45 anos.

Pai de gêmeos (um menino e uma menina), ele era supervisor de controle de qualidade da empresa Service Engenharia, contratada para a parada de manutenção da Repar.

“Hoje, a refinaria tem os trabalhadores próprios, que são cerca de 400 pessoas que fazem parte da operação e também do administrativo.

Agora, para a parada, vem os contratados temporários, que ficam 45, 60 dias na refinaria.

Dois desses que faleceram [Cadu e Rodrigo de Souza Germano, 36 anos] são desses contratos temporários e outro [Marcos da Silva, 39 anos] é um trabalhador que estava há 20 anos na refinaria”, relata Alexandro, comentando ainda que há evidências de que a contaminação desses profissionais ocorreu dentro das instalações da Repar.



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