Q
Logo Manutenção.NET

Desenvolvido por CityPubli

NOTÍCIAS:

Maturidade na Gestão de Ativos e a Janela de Overton: Por que algumas boas práticas ainda parecem impensáveis para muitas empresas?

Muito se fala por aí sobre objetivos e metas quando estamos tratando de Manutenção. É fato e é imperativo saber onde se quer chegar e em que condições. Mas é importante deixar claro que Gestão de Ativos é uma jornada, um caminho, que não tem fim. O que foi ou não...

Duas em cada três empresas confiam na IA para reduzir custos e falhas, revela estudo

- Relatório produzido pela Fracttal conta com participação de mais de mil profissionais da área de manutenção em organizações no Brasil - Apesar do interesse pela tecnologia, a implementação de recursos de Inteligência Artificial nas operações ainda é limitada A...

Falha em data center expõe riscos operacionais e acende alerta sobre continuidade digital

Caso envolvendo a AGU evidencia impactos de instabilidades em sistemas críticos e reforça a importância de estratégias estruturadas de recuperação A instabilidade em sistemas digitais críticos deixou de ser um risco hipotético para se tornar uma ameaça concreta à...

ArcelorMittal Brasil investe em planejamento, gestão e inovação para otimizar gestão hídrica

As ações impulsionaram a segurança e a eficiência operacional nos territórios de atuação A ArcelorMittal Brasil vem ampliando de forma consistente seus investimentos e iniciativas voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos, consolidando o tema como um dos...

Fluke Networks lança seu primeiro conjunto de testes de perda óptica para ambientes de data center de larga escala

- Nova solução reduz para um segundo o teste de perdas em links de até 24 fibras - Ferramenta foi desenvolvida sobre a plataforma Versiv™, oferecendo testes mais rápidos, maior precisão e flexibilidade A Fluke Networks, player mundial no fornecimento de...

O custo invisível de decisões baseadas em dados de baixa qualidade

*Por Cesar Gomes À medida em que dados se tornam o principal insumo para decisões estratégicas, operacionais e financeiras no mundo corporativo, cresce também um risco silencioso: a má qualidade das informações que sustentam essas decisões. Vivemos em um momento no...

Compliance de fachada: o risco que começa na alta direção

Por Patricia Punder, advogada e CEO da Punder Advogados O debate público sobre integridade corporativa frequentemente parte de uma premissa imprecisa, que o Compliance existe para impedir ilícitos, mas não existe, nenhuma área de uma organização com capacidade de...

Gigante da movimentação: Brasil recebe a primeira empilhadeira de 70 toneladas para atender portos e indústrias

Antes restrito a grandes players globais, o modelo pioneiro chega para atender ao crescimento do mercado de logística e ao aumento das movimentações portuárias de cargas, que batem novo recorde no país, com foco em segurança e alta performance em condições extremas. A...

A arte da Consultoria: Afinal, quem pode ser consultor?

A consultoria verdadeira continua sendo um trabalho artesanal, quase clínico. Ela exige escuta, observação de campo, análise de dados e construção de soluções sob medida para cada contexto. Influencers ajudam a abrir horizontes e disseminar ideias. Consultores, por sua vez, entram nas organizações para entender profundamente a realidade e transformar recomendações em caminhos concretos de melhoria. Uma coisa inspira; a outra precisa funcionar no mundo real.

Responda as Pesquisas e Faça seu Benchmarking

Pesquisas de mercado, dentre diversas coisas, servem para nos situar onde as referencias estão, sejam elas positiva ou negativas. Participe dos nossos levantamentos e fique bem informado com seu benchmarking em mãos: ICIO - Índice de Complexidade Industrial e...

Novo sistema inteligente do CREA-RJ promete acabar com fraudes na ART

No CREA AQUI, maior encontro estadual da engenharia, agronomia e geociências, marcado para o dia 19 de março, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, vai apresentar uma medida inovadora que...

O que é realmente uma consultoria empresarial?

Consultoria é confundida com assessoria, mentoria, suporte técnico, participação em conselhos.
Quando essas funções são mal entedidas e ou definidas, começam os problemas. Consultoria acontece quando uma organização contrata um especialista para analisar, diagnosticar e propor melhorias em um determinado tema.

Porque a Manutenção no Brasil ainda engatinha quando tem tudo para estar correndo?

Por que a Gestão de Ativos no Brasil ainda é tão atrasada?
Depois de analisar dados de centenas de empresas brasileiras, o Anuário da Gestão de Ativos e Manutenção no Brasil – 2025 revelou algo preocupante:

Centros de Custos e Contas Contábeis como Recursos Gerenciais na Maturidade da Manutenção

Toda Contabilidade organiza onde os custos e receitas da empresa acontecem e de que forma eles se caracterizam. São os Centros de Custos e Contas Contábeis. Dois elementos que na Gestão de Ativos mostram a maturidade da manutenção, com a qualidade dos relatórios gerenciais e a capacidade de apoio na tomada de decisão estratégica.

Lei paulista sobre carregadores em condomínios amplia debate nacional sobre direito e segurança

Norma válida em todo o Estado de São Paulo impede negativa sem justificativa técnica e reacende discussão sobre competência legislativa no país A mobilidade elétrica já não é tendência futura. Ela é realidade presente nas garagens dos condomínios brasileiros. Segundo...

IoT industrial permite prever falhas em máquinas e acelera a digitalização das fábricas

Com mercado global projetado para ultrapassar US$ 670 bilhões até 2032, IoT industrial ganha força no Brasil e muda a lógica da manutenção no chão de fábrica A manutenção industrial está passando por uma transformação silenciosa e estratégica. Sensores inteligentes...

Taxa de condomínio sobe 59,6% acima da inflação e já consome mais da metade do salário mínimo no Brasil, revela Índice Superlógica

• Levantamento com a maior base de condomínios do país mostra valor médio da taxa de R$ 828,13 e inadimplência de 6,28% no país em 2025 • Relatório traz ranking das regiões com maior média de inadimplência da taxa de condomínio no país • Juros, inflação e custos...

Qual a dúvida sobre OPEX e CAPEX na Gestão de Ativos?

Artigo avança na compreensão de temas como Centros de Custos, Contas Contábeis e gestão orçamentária da manutenção, com a distinção entre OPEX e CAPEX.

FG incorpora máquina inédita no Brasil e eleva padrão tecnológico e agilidade das fundações do Senna Tower

A FG Empreendimentos acaba de dar mais um passo decisivo na execução do Senna Tower, em Balneário Camboriú, com a incorporação ao canteiro de obras da perfuratriz italiana MAIT CFA 34-36, equipamento de alta performance equipado com a maior hélice contínua já...

Manutenção é Custo ou Investimento?

Manutenção é custo sim. E reconhecer isso é o primeiro passo para a maturidade da gestão de ativos. Em praticamente todo evento técnico, aula de pós-graduação ou discussão no LinkedIn surge alguém afirmando com convicção: “Manutenção não é custo, é investimento.” A...

Data centers: vilões energéticos ou aliados da transição verde?

Por Fernando Palamone Toda vez que se fala em novos data centers no Brasil, a reação é quase automática: “e o consumo de energia?”. A pergunta é legítima, mas incompleta. No mudo todo, data centers respondem por cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade. É uma...

Artigo – Internacionalização da manutenção industrial

Por Jurandir Ferreira de Sousa, técnico em mecatrônica e CEO da Erluma Comércio de Máquinas e Manutenção Industrial A manutenção industrial deixou, há muito tempo, de ser uma função operacional limitada ao chão de fábrica. Hoje, ela ocupa posição estratégica na...
Logo Manutenção.NET

NEW

Maturidade na Gestão de Ativos e a Janela de Overton: Por que algumas boas práticas ainda parecem impensáveis para muitas empresas?

Muito se fala por aí sobre objetivos e metas quando estamos tratando de Manutenção. É fato e é imperativo saber onde se quer chegar e em que condições. Mas é importante deixar claro que Gestão de Ativos é uma jornada, um caminho, que não tem fim. O que foi ou não...

Duas em cada três empresas confiam na IA para reduzir custos e falhas, revela estudo

- Relatório produzido pela Fracttal conta com participação de mais de mil profissionais da área de manutenção em organizações no Brasil - Apesar do interesse pela tecnologia, a implementação de recursos de Inteligência Artificial nas operações ainda é limitada A...

Falha em data center expõe riscos operacionais e acende alerta sobre continuidade digital

Caso envolvendo a AGU evidencia impactos de instabilidades em sistemas críticos e reforça a importância de estratégias estruturadas de recuperação A instabilidade em sistemas digitais críticos deixou de ser um risco hipotético para se tornar uma ameaça concreta à...

ArcelorMittal Brasil investe em planejamento, gestão e inovação para otimizar gestão hídrica

As ações impulsionaram a segurança e a eficiência operacional nos territórios de atuação A ArcelorMittal Brasil vem ampliando de forma consistente seus investimentos e iniciativas voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos, consolidando o tema como um dos...

Fluke Networks lança seu primeiro conjunto de testes de perda óptica para ambientes de data center de larga escala

- Nova solução reduz para um segundo o teste de perdas em links de até 24 fibras - Ferramenta foi desenvolvida sobre a plataforma Versiv™, oferecendo testes mais rápidos, maior precisão e flexibilidade A Fluke Networks, player mundial no fornecimento de...

O custo invisível de decisões baseadas em dados de baixa qualidade

*Por Cesar Gomes À medida em que dados se tornam o principal insumo para decisões estratégicas, operacionais e financeiras no mundo corporativo, cresce também um risco silencioso: a má qualidade das informações que sustentam essas decisões. Vivemos em um momento no...

Compliance de fachada: o risco que começa na alta direção

Por Patricia Punder, advogada e CEO da Punder Advogados O debate público sobre integridade corporativa frequentemente parte de uma premissa imprecisa, que o Compliance existe para impedir ilícitos, mas não existe, nenhuma área de uma organização com capacidade de...

Gigante da movimentação: Brasil recebe a primeira empilhadeira de 70 toneladas para atender portos e indústrias

Antes restrito a grandes players globais, o modelo pioneiro chega para atender ao crescimento do mercado de logística e ao aumento das movimentações portuárias de cargas, que batem novo recorde no país, com foco em segurança e alta performance em condições extremas. A...

A arte da Consultoria: Afinal, quem pode ser consultor?

A consultoria verdadeira continua sendo um trabalho artesanal, quase clínico. Ela exige escuta, observação de campo, análise de dados e construção de soluções sob medida para cada contexto. Influencers ajudam a abrir horizontes e disseminar ideias. Consultores, por sua vez, entram nas organizações para entender profundamente a realidade e transformar recomendações em caminhos concretos de melhoria. Uma coisa inspira; a outra precisa funcionar no mundo real.

Responda as Pesquisas e Faça seu Benchmarking

Pesquisas de mercado, dentre diversas coisas, servem para nos situar onde as referencias estão, sejam elas positiva ou negativas. Participe dos nossos levantamentos e fique bem informado com seu benchmarking em mãos: ICIO - Índice de Complexidade Industrial e...

Novo sistema inteligente do CREA-RJ promete acabar com fraudes na ART

No CREA AQUI, maior encontro estadual da engenharia, agronomia e geociências, marcado para o dia 19 de março, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, vai apresentar uma medida inovadora que...

O que é realmente uma consultoria empresarial?

Consultoria é confundida com assessoria, mentoria, suporte técnico, participação em conselhos.
Quando essas funções são mal entedidas e ou definidas, começam os problemas. Consultoria acontece quando uma organização contrata um especialista para analisar, diagnosticar e propor melhorias em um determinado tema.

Porque a Manutenção no Brasil ainda engatinha quando tem tudo para estar correndo?

Por que a Gestão de Ativos no Brasil ainda é tão atrasada?
Depois de analisar dados de centenas de empresas brasileiras, o Anuário da Gestão de Ativos e Manutenção no Brasil – 2025 revelou algo preocupante:

Centros de Custos e Contas Contábeis como Recursos Gerenciais na Maturidade da Manutenção

Toda Contabilidade organiza onde os custos e receitas da empresa acontecem e de que forma eles se caracterizam. São os Centros de Custos e Contas Contábeis. Dois elementos que na Gestão de Ativos mostram a maturidade da manutenção, com a qualidade dos relatórios gerenciais e a capacidade de apoio na tomada de decisão estratégica.

Lei paulista sobre carregadores em condomínios amplia debate nacional sobre direito e segurança

Norma válida em todo o Estado de São Paulo impede negativa sem justificativa técnica e reacende discussão sobre competência legislativa no país A mobilidade elétrica já não é tendência futura. Ela é realidade presente nas garagens dos condomínios brasileiros. Segundo...

IoT industrial permite prever falhas em máquinas e acelera a digitalização das fábricas

Com mercado global projetado para ultrapassar US$ 670 bilhões até 2032, IoT industrial ganha força no Brasil e muda a lógica da manutenção no chão de fábrica A manutenção industrial está passando por uma transformação silenciosa e estratégica. Sensores inteligentes...

Taxa de condomínio sobe 59,6% acima da inflação e já consome mais da metade do salário mínimo no Brasil, revela Índice Superlógica

• Levantamento com a maior base de condomínios do país mostra valor médio da taxa de R$ 828,13 e inadimplência de 6,28% no país em 2025 • Relatório traz ranking das regiões com maior média de inadimplência da taxa de condomínio no país • Juros, inflação e custos...

Qual a dúvida sobre OPEX e CAPEX na Gestão de Ativos?

Artigo avança na compreensão de temas como Centros de Custos, Contas Contábeis e gestão orçamentária da manutenção, com a distinção entre OPEX e CAPEX.

FG incorpora máquina inédita no Brasil e eleva padrão tecnológico e agilidade das fundações do Senna Tower

A FG Empreendimentos acaba de dar mais um passo decisivo na execução do Senna Tower, em Balneário Camboriú, com a incorporação ao canteiro de obras da perfuratriz italiana MAIT CFA 34-36, equipamento de alta performance equipado com a maior hélice contínua já...

Manutenção é Custo ou Investimento?

Manutenção é custo sim. E reconhecer isso é o primeiro passo para a maturidade da gestão de ativos. Em praticamente todo evento técnico, aula de pós-graduação ou discussão no LinkedIn surge alguém afirmando com convicção: “Manutenção não é custo, é investimento.” A...

Data centers: vilões energéticos ou aliados da transição verde?

Por Fernando Palamone Toda vez que se fala em novos data centers no Brasil, a reação é quase automática: “e o consumo de energia?”. A pergunta é legítima, mas incompleta. No mudo todo, data centers respondem por cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade. É uma...

Artigo – Internacionalização da manutenção industrial

Por Jurandir Ferreira de Sousa, técnico em mecatrônica e CEO da Erluma Comércio de Máquinas e Manutenção Industrial A manutenção industrial deixou, há muito tempo, de ser uma função operacional limitada ao chão de fábrica. Hoje, ela ocupa posição estratégica na...

Fi-lo porque qui-lo: O ônus e o bônus de ser a pessoa que está no topo da equipe de gestão

 O “santo graal” da gestão e da eficiência operacional, esse negocinho básico do nosso dia a dia no chão-de-fábrica, precisa de que as engrenagem funcionem, com cada pilar bem alinhado:
  • A pessoa certa: Competência técnica aliada à inteligência emocional e ao perfil comportamental adequado para a função.
  • O lugar certo: Onde o talento daquela pessoa é melhor aproveitado e onde ela tem autonomia para agir.
  • A hora certa: O timing. Uma decisão excelente tomada tarde demais perde seu valor; cedo demais, pode ser precipitada.
  • A informação certa: Dados precisos, filtrados e contextualizados. O excesso de informação (infoxicação) atrapalha tanto quanto a falta dela.
Se faltar qualquer um desses elementos, o risco de erro aumenta exponencialmente. É o equilíbrio entre recursos humanos, estratégia e dados. O desafio moderno é que a “hora certa” está cada vez mais curta, o que exige processos de decisão muito mais ágeis.

Para desenvolver meu tema titulei este artigo com a expressão “Fi-lo porque qui-lo”. Significando “fiz porque quis” – a frase ficou famosa no Brasil na década de 1960, sendo atribuída ao Presidente Janio Quadros, que se comunicava com seus subordinados através de bilhetinhos escritos a mão e teria usado esse aforismo ao responder a um repórter que lhe perguntara o motivo de ter tomado uma determinada atitude. Típica de quem está na liderança e não tem porque se explicar no exercício de suas atribuições estatutárias. Rever essa frase num artigo político me deu vontade de escrever algo a respeito, extamanet num momento em que estou em meio a trabalha de consultoria para um grande grupos economico.

monteeuse 750x120

Convenhamos, quem nunca esteve em dúvida na hora de decidir?

Estar em posição de mando, exercer a posição, implica em arcar com os resultados, positivos ou negativos que dela venham a decorrer.

Trazendo da história e folclore da política naciona, desço agora oa meu nível pessoal. Na linha do eu sei, eu vi, eu estava lá.

Tem uma frase inesquecível que ouvi no meu primeiro dia a bordo de um navio graneleiro da Vale do Rio Doce (Doce Angra), quando embarquei pela Marinha Mercante no porto de Tubarão – ES. Ao me apresentar ao Comandante, no meio da conversa que fluia, ele olhou firme e disse:

“Paulo, a bordo temos dois tipos de pessoas. Há aquelas que levam o navio… e aquelas que o navio leva. Escolha em qual time você vai jogar.”

Naquele momento, talvez eu não tivesse a dimensão completa do que aquilo significava.

Hoje, depois de décadas convivendo com gestores, líderes e executivos — e sendo um deles — posso afirmar com tranquilidade:

Essa é, talvez, uma das definições mais simples e mais profundas sobre liderança que já ouvi.

O topo não é um lugar. É uma responsabilidade.

Muita gente olha para o topo da estrutura organizacional e enxerga poder.

Eu enxergo outra coisa. Enxergo decisão.

E mais do que isso: decisão sob pressão, com informação incompleta e com consequências reais.

Quem está no topo não tem o privilégio de “esperar para ver”. Quem está no topo precisa decidir. Todos os dias. O dia inteiro.

Quantas decisões um gestor toma por dia?

Quem tiver a resposta certa tem direito a um Pastel de Belém na famosa Confeitaria Colombo na Rua do Ouvidor, na cidade do Rio de Janeiro/

É óbvio que não existe um número exato — e isso já diz muito.

Mas posso te garantir uma coisa:

São muitas. Mais do que a maioria das pessoas imagina.

E o mais importante não é a quantidade.

É o peso individual dessas muitas decisões.

Resumindo, e para dar continuidade ao tema que escolhi para hoje, ao longo do dia, um gestor transita entre três camadas de decisão:

Decisões Estratégicas (o futuro do negócio)

São aquelas que moldam o rumo da empresa. Mesmo que sejam relacionadas a uma área em destaque.

  • Invisto ou não em tecnologia (IA, IoT, CMMS)?
  • Redefino o modelo de manutenção (própria vs terceirizada)?
  • Assumo um risco regulatório ou paro a operação?
  • Antecipar CAPEX ou conviver com o risco operacional?

E aqui entra um ponto que poucos observam:

👉 Pelo princípio de Pareto, cerca de 20% das decisões (estratégicas) respondem por 80% do impacto no negócio.

Aqui não existe botão de “desfazer”. São decisões que, muitas vezes, só mostram seus resultados meses ou anos depois.

E, quando mostram… já é tarde para voltar atrás.

Decisões Táticas (como a estratégia vira realidade)

São as decisões que estruturam o caminho. Mesmo aquelas tomadas no ambito setorial.

  • Como organizo minha equipe? Engenharia forte ou execução forte?
  • Quem eu promovo? Quem eu desenvolvo? Quem precisa mudar de posição?
  • Quando contratar — e quando segurar?
  • Como priorizo o backlog?
  • Quais indicadores realmente importam?
  • Qual fornecedor entra — e qual fica de fora?

Aqui mora um dos maiores erros que vejo nas empresas:

Estratégias boas sendo destruídas por decisões táticas ruins.E aqui o Pareto também aparece:

Os outros 30% das decisões (táticas) sustentam ou sabotam aquilo que foi definido no topo.

Decisões Operacionais (o calor do momento)

Essas são as mais rápidas — e, muitas vezes, as mais ingratas.

  • Paro a linha ou continuo produzindo?
  • Libero o equipamento com risco controlado?
  • Atendo a produção ou preservo o ativo?
  • Intervenho agora ou programo depois?
  • Troco a peça ou “deixo rodar mais um pouco”?

São decisões tomadas no “campo de batalha”. E, muitas vezes, com alguém olhando para você esperando uma resposta imediata.

E aqui está o restante do Pareto: 50% das decisões são operacionais — mas muitas delas só existem porque decisões melhores não foram tomadas antes.

O paradoxo do topo

Existe um paradoxo que poucos entendem:

Quanto mais você sobe, menos decisões você pode errar — e mais decisões você precisa tomar.

E isso não aparece no organograma.

Não está no contrato.

Mas está presente em cada reunião, em cada e-mail, em cada ligação fora de hora.

E, como diz a velha e sempre atual Lei de Murphy“Se alguma coisa pode dar errado… vai dar.”

E normalmente vai dar… no pior momento possível. E é exatamente aí que o topo é testado.

Liderar é muito mais do que mandar

Ao longo dos anos, fui entendendo que estar no topo não é apenas decidir.

É exercer, simultaneamente, múltiplos papéis:

  • Liderar quando ninguém mais quer assumir a frente
  • Inspirar quando o time perde o sentido
  • Instrumentar quando faltam ferramentas e método
  • Cobrar quando o resultado não vem
  • Comemorar quando dá certo (e dar o crédito certo)
  • Consertar quando dá errado
  • Desistir do que não faz mais sentido
  • Arriscar quando ficar parado é mais perigoso
  • Motivar mesmo quando o cenário não ajuda
  • Comunicar — sempre, mesmo quando a mensagem é difícil
  • Punir – quando essa for a imperativa necessidade

E aqui vai uma verdade que aprendi na prática:

Quem não consegue transitar entre esses papéis… não sustenta o topo.

Decidir também é escolher quem vai sofrer (e quando)

Essa é uma das partes mais duras — e mais reais — da liderança.

Toda decisão tem impacto. E, muitas vezes, esse impacto significa desconforto para alguém:

  • Para a operação
  • Para a manutenção
  • Para o financeiro
  • Para o time
  • Para pessoas específicas

Porque sim — liderar também é decidir sobre pessoas:

  • Promover alguém que ainda não está pronto
  • Tirar alguém de uma posição onde não performa
  • Demitir quem não entrega
  • Contratar apostando no potencial

E cada uma dessas decisões carrega um peso que não aparece em planilha nenhuma.

No próximo texto dessa série, vou aprofundar exatamente isso:

👉 Decidir é, inevitavelmente, escolher um trade-off.

E quem não entende isso… sofre — e faz os outros sofrerem ainda mais.

O elo com a Arte da Consultoria

Aqui entra um ponto que conecta diretamente com algo que tenho defendido há muito tempo:

A diferença entre quem está dentro do sistema… e quem consegue enxergar o sistema.

Na série A Arte da Consultoria, que está aqui no site na área de Blogs, eu exploro exatamente isso:

  • O gestor vive a pressão
  • O consultor observa a estrutura
  • O gestor decide
  • O consultor ajuda a enxergar melhor

E não se trata de certo ou errado.

Se trata de perspectiva.

Porque, muitas vezes, o problema não é a decisão.

É o contexto em que ela está sendo tomada.

Para Serviços de Consultoria em Gestão de Ativos, fale com a Lima Walter Consultoria 

Voltando ao navio

Aquela frase do meu comandante continua atual:

“Há aqueles que levam o navio… e aqueles que o navio leva.”

Ao longo da minha carreira, vi muita gente competente sendo levada pelo navio. Não por falta de capacidade técnica.

Mas por falta de posicionamento, clareza e, principalmente, coragem de decidir.

Concluindo (por enquanto…)

Depois de muito remar em rios, lagos e mares, com tempo bom e ruim, cheguei a conclusão que estar no topo não é sobre status. É sobre responsabilidade.

É sobre carregar o peso das decisões que outros não podem — ou não querem — tomar.

E, no final do dia, a pergunta continua sendo a mesma:

Você está levando o navio… ou sendo levado por ele?

Continuação da série

No próximo artigo vamos ampliar o que já pinçamos um pouquinho aqui neste artigo:

“Decidir é escolher quem vai sofrer (e quando): o lado oculto da gestão”

Quer receber notícias como esta? Se inscreva agora!

monteeuse 750x120
×