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Investimentos de R$ 258 bilhões nas redes elétricas impulsionam demanda por tecnologia para gestão de ativos

por admin | 18 ago, 2026 | Elétrica, Gestão da Manutenção, Tecnologia | 0 comentários

A expansão e modernização da infraestrutura elétrica brasileira aumentam a necessidade de operações conectadas, manutenção preditiva e acesso a informações em tempo real para as equipes de campo

Brasil, agosto de 2026 – O setor elétrico brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão impulsionado pela modernização da infraestrutura e pelo avanço da transição energética. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as distribuidoras do país investirão aproximadamente R$ 258 bilhões entre 2026 e 2030 na expansão, modernização e renovação das redes de distribuição. Paralelamente, o órgão estima que a capacidade instalada de geração crescerá 9,1 GW somente em 2026, impulsionada principalmente pela entrada em operação de novos projetos de energias renováveis

Esse cenário aumenta significativamente a quantidade de ativos distribuídos em operação e eleva a complexidade da gestão das redes elétricas. Ao mesmo tempo, o setor precisa responder ao crescimento da demanda por energia, integrar novas tecnologias, melhorar a confiabilidade do sistema e preparar sua infraestrutura para um ambiente cada vez mais digital e conectado.

Nesse contexto, a transformação digital deixa de ser apenas uma iniciativa de inovação para se tornar um componente estratégico da operação. O desafio das empresas de energia e utilities já não consiste apenas em ampliar sua infraestrutura, mas também em administrar ativos distribuídos, reduzir interrupções, otimizar os equipamentos de campo e transformar o enorme volume de dados gerado diariamente em decisões que aumentem a eficiência operacional.

Grande parte da infraestrutura elétrica continua operando com equipamentos que exigem manutenção constante e apresentam diferentes níveis de integração tecnológica. Ao mesmo tempo, a incorporação de energias renováveis, redes inteligentes, sensores conectados e sistemas de monitoramento aumenta a complexidade das operações e exige maior capacidade de resposta em tempo real.

Outro desafio crescente é a disponibilidade de profissionais especializados. Além de renovar sua força de trabalho, as empresas precisam capacitar seus profissionais para atuar em um ambiente cada vez mais digitalizado, no qual plataformas de gestão de ativos, inteligência artificial e dispositivos móveis fazem parte da rotina diária.

“A transformação digital está redefinindo a forma como as empresas de energia gerenciam seus ativos e executam suas operações em campo. Hoje, a vantagem competitiva está na capacidade de conectar pessoas, equipamentos e informações para acelerar a tomada de decisões e reduzir os tempos de resposta diante de qualquer incidente”, afirma Russell Younghusband, Diretor Global do Setor Automotivo da Getac.

À medida que a digitalização das operações avança, também cresce o volume de dados gerado por sensores, medidores inteligentes, sistemas de inspeção e equipamentos conectados. O desafio deixa de ser apenas coletar informações e passa a ser utilizá-las de maneira inteligente para antecipar falhas, otimizar recursos e apoiar a tomada de decisões em campo.

Nesse cenário, a manutenção preditiva ganha papel de destaque. O monitoramento contínuo dos ativos permite identificar sinais de possíveis falhas antes que provoquem interrupções no fornecimento de energia, reduzindo os custos de manutenção corretiva, aumentando a disponibilidade da infraestrutura e prolongando a vida útil dos equipamentos.

A necessidade de respostas rápidas se torna ainda mais evidente diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos, que exercem uma pressão cada vez maior sobre as redes elétricas e exigem mais agilidade das equipes responsáveis pelo restabelecimento do serviço. Quanto maior a visibilidade das operações em campo, mais eficiente será a alocação de recursos e a priorização das ocorrências.

Nesse contexto, os dispositivos móveis robustos desempenham um papel estratégico. Projetados para operar sob chuva, poeira, vibrações, altas temperaturas e outros ambientes de alta exigência, eles permitem que os técnicos acessem continuamente ordens de trabalho, mapas, históricos de manutenção e aplicativos corporativos diretamente no local da intervenção, mesmo em condições adversas.

Além de aumentar a produtividade, essas soluções fortalecem a comunicação entre as equipes de campo e os centros de operação, reduzem deslocamentos desnecessários, agilizam inspeções e contribuem para operações mais seguras e resilientes.

“À medida que as operações se tornam mais distribuídas e orientadas por dados, é fundamental garantir que a informação correta chegue às pessoas certas no momento em que precisam tomar decisões. A mobilidade robusta conecta ativos, pessoas e sistemas, permitindo operações mais eficientes, seguras e resilientes”, destaca Younghusband.

Com investimentos recordes previstos para os próximos anos e uma infraestrutura cada vez mais conectada, o setor elétrico brasileiro entra em uma nova etapa de transformação. Mais do que ampliar a capacidade de geração e distribuição, o desafio será construir operações capazes de integrar tecnologia, dados e mobilidade para garantir maior eficiência, continuidade do serviço e segurança em um cenário de crescente complexidade operacional.

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