Logo Manutenção.net

HOME

ARTIGOS

NOTÍCIAS

EVENTOS

PODCAST

POST EM VÍDEOS

BLOGS

REVISTA ONLINE

FALE COM A MANUTENÇÃO.NET

INSCREVA-SE E RECEBA OS BOLETINS

Desenvolvido por 

CityPubli

Notícias:

NEW

Logo Manutenção.net

A engenharia por trás do show: CREA-RJ já registra mais de mil Anotações de Responsabilidade Técnica para o Rock in Rio 2026

por admin | 1 set, 2026 | Elétrica, Engenharia -, Segurança no Trabalho | 0 comentários

Quando as luzes se acendem e milhares de pessoas voltam os olhos para os palcos do Rock in Rio, uma complexa operação de Engenharia já está em pleno funcionamento nos bastidores muito antes do show começar. É nesse território invisível ao público que o CREA-RJ atua. No dia 26 de agosto, uma equipe da Fiscalização do Conselho percorreu as instalações do mega festival com o objetivo de acompanhar as atividades técnicas, verificar a regularidade de profissionais e empresas e atuar de forma preventiva para identificar e corrigir possíveis irregularidades. Até sexta-feira, 28 de agosto, a Fiscalização contabilizava o registro de 1.039 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), de 59 empresas e 178 profissionais envolvidos nas atividades técnicas do festival.

 Em 2026, a Cidade do Rock ocupa 385 mil metros quadrados no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e recebe aproximadamente 100 mil pessoas por dia, reunindo seis palcos (Mundo, Sunset, New Dance Order, Espaço Favela, Global Village e Supernova), cinco brinquedos (roda-gigante, tirolesa, montanha-russa, megadrop e discovery), estruturas temporárias, instalações elétricas, restaurantes, áreas de convivência e uma série de serviços técnicos.

 “Com a Fiscalização do CREA-RJ presente no Rock in Rio temos a certeza de termos profissionais capacitados e habilitados em todas as áreas que são necessárias para o bom desempenho do festival e, com isso, garantimos a segurança da sociedade como um todo e do público que estará presente durante os dias do evento”, afirma Cosme Chiniara, gerente de Fiscalização do CREA-RJ.

O gerente de fiscalização do CREA-RJ, engenheiro Cosme Chiniara, mostra o QR Code que exibe informações sobre os responsáveis pelas estruturas do parque do Rock in Rio.

O gerente de fiscalização do CREA-RJ, engenheiro Cosme Chiniara, mostra o QR Code que exibe informações sobre os responsáveis pelas estruturas do parque do Rock in Rio.

Além de Cosme, estiveram presentes na ação, o coordenador de Fiscalização Externa, Leonardo Canário; a coordenadora de Fiscalização Interna, Ana Tavares; a coordenadora de Planejamento de Fiscalização, Maira Lima; o supervisor de Fiscalização da Capital, Leonardo Alves; o supervisor da Fiscalização Serrana, Alex José Ferreira Santos e os agentes de Fiscalização Andrea Rabello e Pedro Paulo Ghenov.

Até o fechamento desta edição (28 de agosto), a Fiscalização contabilizava o registro de 1.039 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), de 59 empresas e 178 profissionais envolvidos nas atividades técnicas do festival.

Fiscalização preventiva

A atuação do CREA-RJ começa antes da abertura dos portões e continua durante todo o evento. Segundo Leonardo Canário, coordenador de Fiscalização Externa, a parceria com o Rock in Rio permite que possíveis irregularidades sejam identificadas antes que se transformem em problemas. “Nossa Fiscalização atua de forma orientativa e preventiva, porque entendemos que não basta penalizar profissionais e empresas quando uma irregularidade é identificada. O nosso principal objetivo é agir antecipadamente, orientar, corrigir e evitar que essas irregularidades permaneçam ou se transformem em problemas durante o evento”, explica.

Uma equipe do Conselho permanecerá in loco durante todo o festival, prestando apoio técnico em situações de risco, ocorrências imprevistas e na identificação rápida dos responsáveis por estruturas, sistemas ou serviços. A Fiscalização também acompanhará o Livro de Ocorrências de cada brinquedo, que deverá estar disponível no local para o registro de irregularidades constatadas pelos usuários, condições anormais identificadas pelo responsável técnico e respectivas providências.

Mais uma vez o Conselho vai fixar QR Codes nas instalações. Ao escanear o código, qualquer pessoa poderá consultar instantaneamente a ART e os dados do engenheiro responsável técnico pela instalação.

Engenharia em todas as etapas

Para o engenheiro de produção Renan Mattos, analista de Legalizações do Rock in Rio, a Engenharia está presente praticamente em todos os processos que transformam o projeto do festival em uma operação segura e funcional. “O trabalho começa muito antes da abertura dos portões. Está presente nos estudos preliminares, no planejamento, na elaboração e compatibilização dos projetos, na implantação e distribuição dos espaços, no dimensionamento das estruturas temporárias, nas instalações elétricas e ilhas de geradores, nos sistemas de prevenção e proteção e em toda a infraestrutura necessária para que o evento possa acontecer”, destaca.

Segundo ele, diferentes especialidades trabalham de forma integrada. A coordenadora de Fiscalização Interna do CREA-RJ, engenheira civil Ana Tavares, reforça: “Temos aqui Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, de Produção, de Segurança do Trabalho, todas em prol da segurança e também do grande espetáculo que vai acontecer durante os dias do Rock in Rio.”

Palco mais tecnológico

Uma das principais novidades da edição de 2026 está no Palco Mundo, que ganhou aproximadamente 2.400 metros quadrados de painéis de LED. Somados os diferentes espaços da Cidade do Rock, são cerca de 5 mil metros quadrados de LED. A transformação visual também amplia os desafios técnicos. Os painéis acrescentam peso às estruturas e demandam sistemas elétricos, de processamento e controle cada vez mais complexos.

Para Leonardo Alves, supervisor de Fiscalização da Capital, a mudança evidencia o protagonismo da Engenharia Elétrica. “Esse ano temos uma novidade no Palco Mundo, que também é um serviço técnico. O palco será todo feito de LED. É uma atividade técnica interessante para a gente ver, porque requer um engenheiro eletricista acompanhando”, explica.

Cidade movida a energia

A infraestrutura elétrica é um dos pilares do festival. Segundo o engenheiro eletricista Rui Guimarães, que atua no Rock in Rio desde 2017, a operação é complexa. “Isso aqui é quase uma cidade pela capacidade de energia que utilizamos. Temos mais ou menos em torno de 300 e poucos megavolts de distribuição de energia, com ilhas de geração e subestações”, afirma. A operação precisa ainda garantir redundância. Nos cinco palcos, dois geradores são utilizados, cada um capaz de assumir 50% da carga, reduzindo o risco de interrupção durante os shows.

É uma estrutura que o público raramente percebe. “As pessoas só percebem quando falta”, resume Rui. A engenheira eletricista Ariza Miranda, da Rock World, vive em 2026 seu primeiro Rock in Rio. Depois de participar do The Town, em São Paulo, ela encontrou no festival carioca uma operação de escala ainda maior. “Esse é meu primeiro festival. Fiz o The Town em São Paulo, só que as dimensões aqui do Rock in Rio são muito maiores do que o festival de lá, então o desafio é muito maior”, conta.

Ariza atua na instalação elétrica dos estandes e nos sistemas de backup das subestações, fundamentais para manter energia, internet e infraestrutura nas diferentes áreas da Cidade do Rock. “A emoção que a gente tem quando liga todo o parque depois da montagem é incrível e também vem de ver todos esses artistas que a gente só vê pela TV ao vivo. Também é outra grande emoção”, relata.

Ela destaca ainda a crescente presença feminina na construção do festival. “A Rock World é uma empresa muito inclusiva, onde ela preza pela presença feminina. Então temos muitas mulheres na área da Engenharia e Arquitetura executando essa Cidade do Rock.”

Nos bastidores do rock

Para Leonardo Alves, a importância da fiscalização está justamente naquilo que o público não vê. “Na condição de fiscal do CREA-RJ trabalhar aqui, estar atuando aqui dentro, ajudando a promover segurança para a quantidade de pessoas que está aqui dentro é muito importante, é gratificante. A gente leva o trabalho sempre muito a sério, vai sempre no detalhe que outras pessoas acabam não vendo.”

A atuação envolve brinquedos, estruturas, instalações elétricas, aterramentos, sistemas de geração, içamentos, movimentação de cargas, rotas de emergência e demais atividades técnicas. O acompanhamento do CREA-RJ se soma às ações de outros órgãos envolvidos na segurança do evento, como o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Grande parte desse trabalho acontece longe dos olhos do público. São profissionais habilitados, empresas, projetos, cálculos, inspeções, testes e sistemas de segurança que precisam funcionar de forma integrada para que o espetáculo aconteça.

Para o CREA-RJ, estar presente na Cidade do Rock é reafirmar sua missão de valorizar o exercício profissional responsável e contribuir para a proteção da sociedade.

Mais informações:
Assessor de imprensa Crea-RJ: Jorge Antonio Barros

(21) 99977-2289 -jorge܂barros@crea-rj.org.br

Clique aqui e veja mais noticias

0 Comentários

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



Patrocínios