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El Niño acende alerta para redes elétricas mais resilientes

por admin | 21 ago, 2026 | Elétrica, Energia, Tecnologia | 0 comentários

Automação da distribuição e sistemas avançados de gestão permitem reduzir impactos de eventos climáticos extremos e acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia

À medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, a infraestrutura elétrica passa a desempenhar um papel cada vez mais crítico para garantir a continuidade do fornecimento de energia. Chuvas intensas, ventos fortes, descargas atmosféricas e ondas de calor podem provocar falhas na rede e aumentar a complexidade da operação das distribuidoras. 

Nesse cenário, o desafio não está apenas em responder rapidamente às interrupções, mas em desenvolver redes capazes de se adaptar, isolar automaticamente os trechos afetados e restabelecer o fornecimento no menor tempo possível. Em outras palavras, construir uma rede mais resiliente. 

Fenômenos climáticos como o El Niño reforçam uma necessidade que já faz parte da realidade do setor elétrico: combinar infraestrutura física com inteligência digital para aumentar a capacidade de resposta frente a condições adversas. 

“A discussão sobre os impactos do clima na rede elétrica não deve começar quando ocorre uma interrupção. É preciso preparar a infraestrutura com antecedência para responder de forma rápida e inteligente às situações que podem surgir. A automação permite que a concessionária tenha maior visibilidade da rede, identifique uma ocorrência e tome medidas para limitar seus efeitos”, afirma João Moura, Engenheiro de Produto da Eaton. 

Geralmente uma falta permanente pode exigir uma patrulha das equipes para primeira identificação do defeito, seguida da mobilização para execução dos reparos necessários. Durante eventos climáticos severos, esse processo pode se tornar ainda mais complexo devido a alagamentos, quedas de árvores, bloqueios de vias e dificuldades de acesso. 

É justamente nesse contexto que a automação da distribuição ganha relevância. Esquemas automáticos de recomposição da rede permitem identificar ocorrências, isolar os trechos afetados e restabelecer o fornecimento para a maior parte dos consumidores em questão de minutos, reduzindo significativamente os impactos da interrupção, logo DEC e FEC mais saudáveis. 

Nos últimos anos, distribuidoras brasileiras vêm ampliando seus investimentos em plataformas ADMS (Advanced Distribution Management System), que proporcionam uma visão integrada da rede e permitem a implementação de estratégias avançadas de operação e recomposição automática. Essas soluções utilizam informações em tempo real para localizar falhas, executar manobras e restabelecer circuitos por meio de caminhos alternativos de alimentação. 

Embora os sistemas ADMS representem um importante avanço na digitalização da distribuição de energia, sua implementação envolve desafios significativos de integração. Nesse contexto, soluções de softwares dedicadas ao gerenciamento de falhas, tensão e sobrecarga são importantes na jornada de modernização das distribuidoras, permitindo a implementação gradual de esquemas de recomposição automática, a validação de estratégias operacionais e a obtenção de ganhos concretos em confiabilidade e continuidade do fornecimento antes mesmo da adoção completa de uma plataforma corporativa de ADMS.

Seja através de um sistema ADMS ou outra plataforma para gerenciamento de faltas, para que essas funcionalidades entreguem todo o seu potencial, é fundamental que a rede disponha de ativos capazes de fornecer informações confiáveis em tempo real e executar manobras remotas automaticamente. Equipamentos de proteção e seccionamento, como Religadores Automáticos e Chaves Automáticas de Manobra, instalados ao longo do sistema de distribuição permitem que tais sistemas e/ou operadores tenham maior visibilidade da rede e flexibilidade operativa em cenários de contingência. 

Mais do que equipamentos individuais, esses dispositivos passam a integrar uma arquitetura de automação que conecta campo e centro de operação, fornecendo os dados necessários para que decisões sejam tomadas de forma cada vez mais rápida e inteligente. 

“Em um evento climático severo, uma ocorrência em um único ponto não precisa causar uma interrupção para uma região inteira. Uma rede automatizada consegue segmentar melhor o sistema e direcionar o impacto para uma área menor, enquanto o restante da rede continua operando”, explica João Moura.

Além da recomposição automática, a visibilidade operacional proporcionada pelos sistemas de supervisão e monitoramento permite acompanhar continuamente o desempenho da infraestrutura elétrica. Essas informações apoiam a tomada de decisão dos centros de operação e contribuem para estratégias de manutenção mais preditivas e eficientes. 

A utilização de dados em tempo real também permite identificar condições operacionais fora do padrão e antecipar intervenções antes que falhas evoluam para interrupções de maior impacto, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico. 

Os desafios para a rede não estão restritos às tempestades. Períodos de temperaturas elevadas também podem provocar aumento expressivo da demanda por energia, elevando o carregamento de determinados circuitos e exigindo maior flexibilidade operacional das distribuidoras. 

Nesse contexto, o investimento em religadores automáticos e chaves automáticas de manobra sob carga deixa de ser apenas uma ferramenta para resposta a emergências e passa a ser um elemento estratégico para garantir a continuidade do fornecimento, melhorar indicadores de qualidade e fortalecer a resiliência da infraestrutura elétrica. 

“Uma infraestrutura resiliente precisa combinar equipamentos, automação, monitoramento e inteligência operacional para responder rapidamente a diferentes cenários, sejam eles provocados por eventos climáticos extremos ou por mudanças nas condições de carga da rede”, afirma João Moura.

Para a Eaton, aumentar a resiliência da rede é uma jornada que começa pela construção de uma infraestrutura capaz de suportar esquemas de recomposição automática. O próximo passo é a adoção de dispositivos inteligentes, como religadores automáticos e chaves de manobra sob carga, capazes de supervisionar a rede, executar manobras remotas e tomar decisões locais de forma autônoma. À medida que a maturidade operacional evolui, investimentos em telecomunicações, integração de sistemas e plataformas avançadas de gestão permitem conectar os ativos de campo à inteligência operacional do centro de controle. Ao combinar automação, digitalização e dados em tempo real, as concessionárias podem operar a rede de forma mais dinâmica e eficiente, reduzindo o impacto das interrupções, melhorando os indicadores de continuidade e aumentando a confiabilidade do fornecimento de energia.

El Niño acende alerta para redes elétricas mais resilientes.corpo

El Niño acende alerta para redes elétricas mais resilientes.

Sobre a EATON Corporation

A Eaton é uma empresa de gerenciamento inteligente de energia dedicada a proteger o meio ambiente e a melhorar a qualidade de vida das pessoas no mundo todo. Fabricamos produtos para os mercados de data centers, serviços públicos, industrial, comercial e institucional, construção de máquinas, residencial, aeroespacial e mobilidade. Somos guiados pelo nosso compromisso de conduzir os negócios da forma correta, operar de maneira sustentável e ajudar nossos clientes a gerenciar a energia, hoje e no futuro. Ao capitalizar as tendências globais de crescimento da eletrificação e digitalização, estamos ajudando a resolver os desafios mais urgentes de gestão de energia do mundo e a construir uma sociedade mais sustentável para as pessoas de hoje e para as próximas gerações. 

Fundada em 1911, a Eaton evoluiu continuamente para atender às necessidades em constante mudança e expansão de seus stakeholders. Com receitas de US$27,4 bilhões em 2025, a empresa atende clientes em 180 países. Para mais informações, visite www.eaton.com. Siga-nos no LinkedIn.

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