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Brasil – Realizado por meio de um convênio entre a CNI e o Procel, Programa Brasil Mais Produtivo Eficiência Energética auxilia pequenas e médias empresas a reduzir custos com energia elétrica de suas operações

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O setor industrial brasileiro é responsável por cerca de 36% do consumo total de energia elétrica do país, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE/2018). O grande dispêndio de eletricidade para as atividades industriais também se reflete, muitas vezes, na saúde financeira das empresas. Os custos com energia são uma das principais despesas da grande maioria, em especial os negócios de pequeno e médio porte. Dessa forma, para reduzir os gastos e melhorar a competitividade da indústria nacional, o Governo Federal lançou o Brasil Mais Produtivo Eficiência Energética (B+P EE). Realizado por meio de um convênio entre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o programa auxilia empresas de todo o país a reduzirem o consumo de energia de suas operações a partir de uma consultoria técnica que orienta sobre as melhores práticas e alterações a serem realizadas. O convênio, que contou com um investimento total de mais de R$ 9 milhões, prevê o atendimento de 300 empresas dos setores de alimentos e bebidas, têxtil, transformados plásticos, cerâmica vermelha, cosméticos e metal mecânico. O trabalho começou a ser realizado em 2018 e, entre as empresas que já participaram, a redução média do consumo de energia chegou a 34%. A previsão é que o trabalho seja finalizado até setembro deste ano.

“O objetivo é reduzir o custo de produção da indústria nacional e, obviamente, a energia é um desses custos, eliminando principalmente os desperdícios no seu uso, o que, via de regra, não impõe investimentos significativos aos empresários. Com isso, você aumenta a produtividade e, portanto, a competitividade da indústria nacional quase que instantaneamente. É comum a equipe técnica da indústria não enxergar esses potenciais de economia ou subavaliar esse desperdício, uma vez que normalmente eles têm como preocupação principal a continuidade da produção. Muitas vezes trata-se de melhorias na gestão energética dos processos. Tive a oportunidade de realizar inspeções in loco e conversar diretamente com os empresários ou gerentes de plantas industriais, e é impressionante como eles demonstram sua satisfação com os resultados do programa”, reporta o engenheiro eletricista e responsável técnico do projeto pela Eletrobras, Marco Aurélio Moreira. Para o engenheiro, tão importante quanto os resultados já alcançados pelo programa, é a possibilidade de se introduzir o conceito de melhoria continua estabelecido no âmbito da Norma de Gestão de Energia ISO 50001.

A iniciativa voltada à promoção da eficiência energética é uma das extensões do Programa Brasil Mais Produtivo, promovido pelo governo, e surgiu a partir de um projeto-piloto realizado com 48 empresas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O bom resultado alcançado no projeto, baseado em uma metodologia de redução de consumo de energia elétrica, fundamentalmente pela identificação e eliminação de desperdícios operacionais (OPEX), motivou a realização do convênio e justificou a inclusão do recurso para o atendimento das empresas no 1º Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel/2017). Com o convênio firmado, o trabalho de consultoria ficou a cargo do Senai, instituição administrada pela CNI, que atua como executor técnico do programa por meio de seus departamentos regionais. O atendimento das empresas é feito por profissionais da instituição, que promovem as consultorias nas empresas. A metodologia aplicada segue um padrão, e as recomendações são adaptadas de acordo com a particularidade de cada empresa, conforme explica a gerente de Inovação e Tecnologia do Departamento Nacional do Senai, Vanessa Canhete.
As primeiras empresas que participaram do B+P EE alcançaram uma redução média de 34% no consumo de energia elétrica

“O programa tem uma metodologia padrão, e o objetivo específico é de aumento da eficiência energética dos sistemas produtivos. Então, é por meio da melhoria no consumo de energia, de recursos da produção em indústrias e por meio também nas premissas da ISO 50001. É o aumento da eficiência energética. E um dos indicadores que nós temos é a redução do consumo. O programa tem algumas premissas. É um atendimento intrafirma, a definição do custo é a partir de uma análise de retorno de investimento e resultados comprovados. Esses resultados começaram com os pilotos e o que foi comprovado foi baseado para metrificar o programa. Todos os indicadores e as metas são mensuráveis no chão de fábrica das empresas. O desenho das ações, as definições de critério de atendimento, tudo é feito a partir de análise técnica para otimizar ferramentas e usando metodologias aplicadas ao aumento da eficiência energética. A grande premissa, realmente, é que esse escalonamento em todo Brasil é de forma padronizada, tanto em termos de abrangência nacional quanto em qualidade. Então, são os mesmos indicadores, as mesmas metas para todos as empresas participantes”, ressalta.

A metodologia do programa é dividida em quatro etapas. A primeira é um diagnóstico do consumo energético, com a identificação de usos finais da energia e cargas-alvo, como equipamentos, máquinas e insumos, além de sistemas motrizes, de ar comprimido, de bombeamento, de distribuição, térmicos, entre outros. Em seguida, vem a fase de coleta e análise de dados, feita dentro da empresa participante do programa. A terceira etapa e quarta etapas são a apresentação de propostas de intervenção para o empresário e a fase final de implementação e acompanhamento, totalizando um serviço de consultoria de 140 horas. O objetivo é que, ao colocar em prática as orientações, a empresa possa reduzir seu consumo de energia elétrica em, no mínimo, 10%.

“O diagnóstico é de acordo com cada empresa, mas a metodologia segue esse roteiro, e a apresentação da intervenção muda de empresa para empresa. Tem empresa que vai apenas revistar como se dá a leitura de cargas. Nós dividimos em CAPEX e OPEX, elas podem ou não optar. Se a empresa for fazer um investimento, um CAPEX, em cima daquela solução, ela vai ter um investimento maior. Mas a metodologia só considera o que realmente foi implantado durante o momento da consultoria, que não envolve grandes investimentos. É isso que nós consideramos como indicador principal. Fica uma lista de ações, que o empresário pode ou não decidir fazer futuramente”, destaca Vanessa Canhete.
A metodologia do B+P EE prevê uma consultoria de 140 horas e é dividida em quatro fases: diagnóstico; coleta e análise de dados; apresentação de propostas de melhoria; e implementação

Para a gerente de Inovação e Tecnologia do Senai, o Programa Brasil Mais Produtivo Eficiência Energética é de extrema relevância para a indústria nacional, uma vez que é voltado para empresas de pequeno e médio porte, classificação que, atualmente, abrange grande parte do setor. Dessa forma, além de promover a eficiência energética nos sistemas produtivos, o programa, segundo Vanessa Canhete, pode auxiliar na permanência dessas empresas no mercado.

“Acho que o programa pode auxiliar completamente. Ele tem um foco bastante específico, uma metodologia desenhada para pequenas e médias empresas. E quando nós falamos de pequeno e médio porte, estamos falando que somente empresas de 11 a 200 empregados puderam participar desse programa. Com a expansão do programa essa metodologia pode ser aplicada em mais empresas de pequeno e médio porte e nós sabemos da dificuldade dessas empresas de se manter no mercado, de ter seus custos e seu fluxo de caixa saudável. Então esse programa traz um grande benefício, tanto em conscientização de eficiência energética, mas também em redução de custos para a empresa, que é bastante importante nesse sentido. Existem outros programas para empresas de grande porte; nós estamos falando de outras metodologias. Esse programa, especificamente, é para empresas de pequeno e médio porte. Então, mais ainda a importância desse programa para esse tipo de empresa, que é a grande maioria hoje no país”, ressalta Vanessa Canhete, afirmando que há possibilidade de um novo convênio para o atendimento de outras empresas no futuro.

Brasil Mais Produtivo

O Programa Brasil Mais Produtivo foi desenvolvido pelo Governo Federal em 2016, com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade das indústrias do país, por meio da redução de custos de produção.

Além da fase dedicada à eficiência energética, o programa já teve outras duas etapas voltadas para empresas com produção manufatureira, atendendo também empresas de pequeno e médio porte, dos setores metal mecânico, vestuário e calçados, moveleiro e de alimentos e bebidas.

As ações foram realizadas pelo Senai, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Autora: Débora Anibolete

Disponível em:   Procel Info

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