São Paulo, 31 de março – O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) lançou a publicação “Sistema de Integridade: Fundamentos e Boas Práticas”, com diretrizes e boas práticas para a implementação de sistemas eficazes de compliance e governança. O lançamento no dia 27 de março, de forma híbrida, contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas, somando o presencial, na sede da entidade, e por meio dos que acompanharam pelo Youtube do IBGC. “Na publicação, trazemos uma reflexão mais ampla da integridade, que discute o papel de uma liderança ética para promover uma cultura íntegra e alinhada junto às pessoas e ao impacto causado pelas empresas na sociedade”, afirmou a diretora-geral do IBGC, Valeria Café, na abertura do evento.
O painel inicial, com o tema “Como o contexto político, econômico e social pode impactar a cultura de integridade das organizações?”, contou com a participação de Bruno Lasansky, sócio e CEO da Localiza&Co; Estevan Sartorelli, cofundador da Dengo e embaixador Endeavor Brasil; e Tania Consentino, vice-presidente para cibersegurança da Microsoft América Latina. Valeria Café realizou a mediação do primeiro painel.
“Está se falando muito atualmente no retrocesso da diversidade e inclusão, mas nós brasileiros deveríamos pensar muito no retrocesso do combate à fraude e corrupção. Não existe inserção internacional com negócios corruptos e a corrupção é o que mais traz pobreza para o mundo. Veja como a integridade é interessante: quando achamos que está tudo bem, por um descuido, vai tudo por água abaixo”, ressaltou Tania Consentino.
“Eu tenho dito que os melhores termos que entendo hoje para o ESG e sustentabilidade, num mundo em esses temas estão um pouquinho fora de moda, são afeto e cuidado. A ética vem desse afeto e a educação vem de berço e de casa. O ministério da educação deveria ser o de ensino”, enfatizou Estevan Sartorelli.
“Pessoas e organizações gostam de se relacionar com pessoas organizações éticas e corretas. A prática que não é legal, também pode acontecer na relação com você. Não podemos cair naquele negócio de reduzir a régua. Convido os executivos presentes neste evento a refletirem sobre a importância de serem agentes de mudanças em suas organizações”, destacou Bruno Lasansky.
Painel 2
O Painel 2, intitulado “Desafios e redes de apoio ao sistema de integridade”, contou com os seguintes participantes: Odair Oregoshi, compliance & risk director na Spic Brasil e coordenador da plataforma anticorrupção do Pacto Global Brasil; Marcelo Vianna, secretário de Integridade Privada da Controladoria-Geral da União (CGU); e Patricia Godoy, latam compliance officer da Gallagher. A mediação foi da coordenadora geral da publicação, Marilza Benevides.
“O primeiro desafio é transformarmos políticas, procedimentos e leis, coisas que são muito técnicas de advogados e de quem cuida de controles e de auditoria, como algo normal e parte de como a organização funciona. Para isso, não devemos usar jargões, usando uma linguagem de juridiquês e pedante, porque, senão, afastamos as pessoas”, assinalou Patrícia Godoy.
“Temos a real necessidade de juntar forças de pessoas, empresas e profissionais, que realmente acreditam e têm convicção no tema do combate à corrupção, para fazer a construção de uma sociedade diferente e melhor. Hoje, a plataforma anticorrupção conta com 350 empresas”, contou Odair Oregoshi, lembrando que o Pacto Brasil iniciou com somente quatro companhias.
“O lançamento do guia do IBGC ocorre em um momento oportuno, no qual discutimos seriamente se o enfrentamento da corrupção está perdendo forças”, disse Marcelo Vianna, secretário de Integridade Privada da Controladoria-Geral da União (CGU). Vianna ressaltou que a punição por parte do Estado frente às empresas, como uma medida de promoção da integridade, deve ser realizada de forma transparente.
Publicação
A publicação lançada pelo IBGC aborda os aspectos fundamentais para o bom funcionamento do sistema de integridade, começando, no capítulo 1, pela distinção entre programa, sistema e redes de integridade. O capítulo 2 se aprofunda na importância de uma cultura baseada em valores, enfatizando a importância de uma liderança madura e comprometida.
O papel dos agentes de governança é discutido no capítulo 3, destacando suas responsabilidades para que o sistema de integridade atinja o nível de maturidade desejado. O capítulo 4 apresenta os direcionadores e elementos de um sistema de integridade amplo, adaptável à realidade de cada organização.
“O nosso objetivo era trazer não somente a parte principiológica e teórica, mas também muitas contribuições de práticas, já experimentadas, que sabemos que dão certo”, explicou a coordenadora geral da publicação, Marilza Benevides.
Divulgação
Painel 1 no lançamento:debates com especialistas
A publicação pode ser acessada no Portal do Conhecimento do IBGC.
Sobre o IBGC
Fundado em 27 de novembro de 1995, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), organização da sociedade civil, é referência nacional e uma das principais no mundo no tema. Seu objetivo é gerar e disseminar conhecimento a respeito das melhores práticas em governança corporativa e influenciar os mais diversos agentes em sua adoção, contribuindo para o desempenho sustentável das organizações e, consequentemente, para uma sociedade melhor. Para mais informações, consulte o site do IBGC.
Para mais postagens, acesse manutencao.net.
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