O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) reforça o papel dos profissionais na adaptação climática e no enfrentamento da vulnerabilidade urbana
Abre nesta segunda-feira (10/11), na Zona Azul da COP30, o Pavilhão Cidades Resilientes, espaço que reunirá governos, universidades, entidades profissionais e especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios da adaptação climática nas cidades. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) é um dos principais parceiros da iniciativa e participa da Green Zone e Blue Zone.
A curadoria é liderada pelo Instituto Bem Ambiental (IBAM), organização reconhecida pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O pavilhão conta com o apoio do Conselho Federal de Química e do Grupo MYR, e estará localizado na Blue Zone, área da COP30 que abriga as negociações oficiais e a Cúpula de Líderes.
Ao longo de dez dias, o pavilhão sediará mais de 50 painéis, palestras e exposições interativas, com foco em infraestrutura verde, drenagem sustentável, mobilidade urbana, descarbonização e financiamento climático para municípios.
Durante o evento, o CAU/BR lançará a publicação “CAU na COP30 – Contribuições da Arquitetura e Urbanismo para uma Transformação Ecológica de Desenvolvimento”, resultado do projeto Amazônia Legal: CAU na COP30, desenvolvido pela Comissão Especial de Política Urbana e Ambiental (CPUA-CAU/BR). O livro reúne artigos de mais de 40 autores indicados pelos conselhos estaduais e do DF, apresentando reflexões e propostas para cidades mais justas, resilientes e de baixo impacto ambiental.
O pavilhão é o primeiro espaço brasileiro com curadoria técnica dedicada à adaptação climática urbana, Soluções baseadas na Natureza (SbN) e planejamento territorial resiliente. Nos dois primeiros dias da COP30, o CAU/BR participa de painéis sobre:
- Projetos urbanos resilientes ao clima
- Urbanismo participativo
- Arquitetura social
- Estratégias de adaptação arquitetônica
Vulnerabilidade Urbana
O debate ocorre em um contexto de agravamento da vulnerabilidade urbana: segundo o Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas (SIMCLIM/MCTI), o número de eventos extremos relacionados às chuvas triplicou desde os anos 1990, e mais da metade dos municípios brasileiros apresentam alta vulnerabilidade climática. Além disso, 41% dos domicílios urbanos são considerados inadequados, segundo a Fundação João Pinheiro (2024).
Com a participação do CAU/BR e de mais de 200 especialistas, o Pavilhão Cidades Resilientes busca transformar conhecimento técnico em ação concreta, promovendo soluções urbanas sustentáveis que unam ciência, planejamento e responsabilidade social.
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Assessora de Imprensa – Sandra Bezerra
Beatriz Petrola
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