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Blog Magzen

Milton Zen

 

Uso de equipamentos causadores de distração do trabalho

Amigos, o pensar em segurança no ambiente do trabalho é uma atividade que aprendemos ao longo do tempo. Isso significa que tal comportamento não é instinto natural. 

Para nós, seres humanos, o que é natural é o instinto de preservação, ou seja, ao sermos atacados, o sistema corporal se prepara para a defesa e dependendo das circunstâncias para o contra ataque imediato. 

No ambiente empresarial, está em nossas mãos todo um conjunto de ações destinadas a evitar ocorrências indesejáveis, sejam elas no âmbito da qualidade, da preservação do meio ambiente e também da segurança do trabalho e da saúde ocupacional. 

Uma ocorrência indesejável, no caso do trabalho é caracterizada como um acidente do trabalho, podendo ser classificado como pessoal ou material. 

Como um acidente sempre é desencadeado por situações concorrentes ou ainda concomitantes, significa que ele acontece por vários motivos. 

A investigação da causa raiz é, então, sempre um grande desafio para os comitês de investigação da empresas. 

Estatisticamente falando, 96% (noventa e seis por cento) dos acidentes, ocorrem por uma questão comportamental, ou seja, nós seres humanos poderíamos tê-los evitado simplesmente estando mais atentos a normas e procedimentos, que devem ser aplicadas desde o momento da concepção de um projeto até a entrega do produto ou serviço. 

Para que possamos agir adequadamente com vistas a evitar acidentes, a melhor maneira é termos um Comportamento Preventivo, que significa identificarmos antecipadamente e controlarmos as variáveis da atividade no presente para que isso resulte em redução da probabilidade de consequências indesejáveis no futuro, para si e para o outro. Isso significa que tais ações estão em nossas mãos. 

Isso é o princípio do cuidado ativo, que representa na sequência: cuidar de mim, cuidar do outro e permitir ser cuidado. 

Acredito que tenham percebido que essa definição está embasada no AMOR ATIVO, que diz: Amar a si, ao próximo e permitir ser amado. 

Dentre os fatores que mais concorrem para a ocorrência de um acidente está a distração e a falta de cumprimento de procedimentos ou seja, falhas na disciplina operacional. 

E o que é Disciplina Operacional? 

É o ato de respeitar normas e procedimentos operacionais e administrativos. 

Isso significa que vários padrões são determinantes para evitar acidentes, sejam eles materiais ou com pessoas. A falha na disciplina operacional nos leva, portanto, a concretização de um ato fora ou abaixo do padrão. 

E o que é Ato abaixo do padrão? 

É a ação ou omissão (testemunhada ou não) que contrariando preceitos de segurança ou conduta esperada pode causar ou favorecer a ocorrência de acidentes. 

Exemplos:

– Deixar de usar EPI – Equipamento de proteção Individual, quando e onde necessários;

– Usar celular, smartphone, tablet, etc, em momentos específicos de trabalho;

– Dirigir veículo acima da velocidade permitida;

– Dirigir veículo falando ao celular sem utilizar viva voz;

– Desrespeitar a sinalização de segurança ou de isolamento;

– Obstruir equipamentos de  combate a incêndios, etc.  

– Atravessar a rua fora da faixa de pedestres,

– etc…

 As situações apresentadas acima demonstram claramente que consequências indesejáveis podem ser evitadas, pois dependem única e exclusivamente de nosso próprio comportamento.

 Vimos desenvolvendo em nossas empresas várias ações no sentido de reduzir acidentes, tais como a implementação de sistemas de gestão de SSO e nele realiza-se Auditorias internas e externas, Inspeções de Segurança, Verificações Programadas de Segurança, Verificações de Ciclos de Tarefa, Diálogos de Segurança, SIPATMA – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho e Meio Ambiente, etc.  

Várias campanhas foram desencadeadas, não apenas por parte das empresas e seus parceiros terceiros, mas também por parte do governo federal no sentido de agirmos de maneira adequada diante de fatos de nossa rotina e em nosso ambiente do trabalho. 

Assim, convido a todos a envidarem ainda mais esforços no sentido de eliminarmos tais comportamentos indesejáveis de nosso ambiente de trabalho, estando mais atentos às normas e procedimentos e cumprindo-os de maneira a evitarmos ocorrências indesejáveis. 

Exemplos de vídeos disponibilizados na internet são inúmeros e alguns estão listados nos links abaixo: 

  1. https://www.youtube.com/watch?v=M_m22ymaSaY
  2. https://www.youtube.com/watch?v=0qICexkLIiE
  3. https://www.youtube.com/watch?v=LS5s7Y6Rnck
  4. https://www.youtube.com/watch?v=vJK2HOJNowQ 

Um item que preciso mencionar é a questão do exemplo. 

Crianças crescem olhando as costas dos pais e tudo aquilo que virem ou perceberem será um fator influenciador para que possam realizar boas ações. 

No trabalho, os subordinados se desenvolvem utilizando como exemplo seus superiores hierárquicos. Isso significa, que se desenvolverão adequadamente e respeitarão normas e procedimentos se tiverem em seus superiores bons exemplos. 

Um líder, jamais deve se comportar como um contra exemplo. Ele necessita deixar claro seu posicionamento diante das diversas situações, mostrando a seus subordinados que é um profissional comprometido com a causa e no íntimo do seu ser é principalmente um convertido. Ou seja, estará sempre presente apoiando seus colaboradores. 

Cenas incentivadoras estão presentes no link abaixo: 

https://www.youtube.com/watch?v=vnGrjinOwuk

Mudar é sempre uma questão de foro íntimo, está em nossas mãos fazermos o melhor.

Nosso comportamento é o resultado de nossas atitudes mentais, daquilo que queremos ou acreditamos ser possível realizar.

Tudo, portanto, é uma questão de CVCP – Consciência, Vontade, Compromisso  e Persistência.

A série de vídeos do NAPO podem ajudar bastante no desenvolvimento de nossos profissionais. Recomendo utilizá-los.

Segue um exemplo no link: https://www.youtube.com/watch?v=ujwRicqL0d0

Após essas informações, convido a todos a buscarem alternativas de dar o seu melhor  evitando exposição a situações indesejáveis de riscos, que poderão resultar em acidentes pessoais e materiais.

Milton A G Zen

Eng. Segurança do Trabalho

12/11/2013
Uso de equipamentos causadores de distração do trabalho" addthis:description="Artigo dedicado a colocar em discussão o respeito a mormas e procedimentos no ambiente do trabalho e por paralelo no social, apresentando como evitar ocorr~encias indesejáveis.">

Regras de Segurança do Trabalho

Muito se tem falado e escrito sobre o que devemos fazer para nos proteger contra a cidentes no ambiente do trabalho. Entretanto, relendo um documento recentemente deparei-me com informações simples e básicas que podem muito nos ajudar a evitar acidentes.

O interessante é que elas se encontram muito próximas a nós, mas ao mesmo tempo distante de nosso dia a dia, pois tal documento é usado e em algumas vezes esquecido na gaveta.

Ma o que importa é citar quais são essas regras. Aqui vai.

  1. A distração é um dos maiores fatores de acidentes. Trabalhe com atenção e dificilmente se acidentará.
  2. A oficina e lugar de trabalho. As brincadeiras devem ser reservadas para horas de folga.
  3. Seus olhos não se recuperam depois de perdidos. Use óculos protetores sempre que o seu trabalho o exigir.
  4. A pressa e companheira inseparável dos acidentes. Faça tudo com tempo para trabalhar bem e com segurança.
  5. Quando não souber ou tiver dúvida sobre algum serviço, pergunte ao seu mestre ou capataz, para prevenir-se contra possíveis acidentes.
  6. As suas mãos levam para casa o alimento para sua família. Evite pô-las em lugares perigosos.
  7. Não deixe tábuas com pregos espalhadas pela oficina, porque podem causa de sérios acidentes.
  8. Comunique ao seu chefe toda e qualquer anormalidade ou defeito que notar na máquina ou ferramenta que for utilizar.
  9. Não improvise ferramentas, procure uma que seja adequada para o serviço.
  10. Lembre-se que você não é o único no serviço e que a vida de seu companheiro e tão preciosa quanto a sua.
  11. Utilize em seus trabalhos ferramentas em bom estado de conservação, para prevenir possíveis acidentes.
  12. Não fume em lugares onde se guardem explosivos e inflamáveis.
  13. Coopere com seus companheiros em beneficio da segurança de todos e siga os conselhos de seu chefe ou feitor.
  14. O hábito de usar cabelos soltos durantes o serviço tem dado causa graves e irreparáveis acidentes. Use touca protetora quando seu trabalho reclamar.
  15. Manda a lei que o seu o patrão forneça os equipamentos de proteção que você necessita para o trabalho, mas você também está obrigado a usá-los, para prevenir acidentes e evitar as doenças profissionais.
  16. Mostre ao seu novo companheiro os perigos que o cercam no trabalho.
  17. Cada acidente é uma ligação que deve ser apreciada, para evitar maiores desgraças.
  18. Todo acidente tem uma causa que é preciso ser pesquisada, para evitar a sua repetição.
  19. Se você for acidentado, procure logo o socorro médico adequado. Não deixe que “entendidos” e “curiosos” concorram para o agravamento de sua lesão.
  20. Se você não é eletricista, não se meta a fazer serviços de eletricidade.
  21. Procure o socorro médico imediato, se for vítima de um acidente amanhã será tarde demais.
  22. As máquinas não respeitam ninguém; mas você deve respeitá-las.
  23. Atenda ás recomendações dos membros da CIPA e dos seus mestres e chefes.
  24. Conheça sempre as regras de segurança da seção onde você trabalha. Conversa e discussões no trabalho predispõem a acidentes pela desatenção.
  25. Leia e reflita sempre os ensinamentos contidos nos cartazes e avisos sobre prevenção de acidentes.
  26. Os anéis, pulseiras, gravatas e mangas compridas não fazem parte do seu uniforme de trabalho.
  27. Mantenha sempre as guardas protetoras das máquinas nos devidos lugares.
  28. Pare a máquina quando tiver que conserta- lá ou lubrificá-la.
  29. Habitue-se a trabalhar protegido contra os acidentes. Use equipamentos de proteção adequados a seu serviço.
  30. Conheça o manejo dos extintores e demais dispositivos de combate ao fogo existente em seu local de trabalho. Você pode ter necessidade de usá-los algum dia.

Isso posto, tenho certeza de que estão se perguntando. Que documento é esse?

Pois bem, é a nossa velha Carteira de Trabalho.

Abraços

Milton A G Zen

magzen@manutencao.net

milton.zen@gmail.com

magzen@magzen.eng.br

 

09/08/2013
Regras de Segurança do Trabalho" addthis:description="Citamos simples regras com vistas a evitar a ocorrência de acidentes no trabalho. Seguindo-as, crescem a chances de nos expormos a riscos desnecessariamente.">

Acidentes de Trabalho Custam Tempo e Dinheiro – PREVENÇÃO é a SOLUÇÃO

A equipe de profissionais de segurança e medicina do trabalho das empresas brasileiras é reconhecida como uma referência, mas contar que por esse motivo ficam por si só reduzidas ou eliminadas as possibilidades de ocorrerem acidentes graves ou de elevado potencial de gravidade é contar com a sorte.

Como exemplo, os grandes projetos da área aeronáutica são falíveis apesar de todo desenvolvimento. Além deles, temos visto na mídia várias empresas onde ocorreram acidentes graves, sejam materiais ou com pessoas e que por vezes possuem Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional, e se falham, separadamente cada um de nós, também estamos expostos.

Apesar dos esforços empreendidos ao longo dos últimos anos, com a publicação de novas normas regulamentadoras e atualização das anteriores, temos visto constantemente informações nos diversos meios de comunicação de ocorrências acidentárias que resultaram em situações desagradáveis, boa parte causada basicamente por questões comportamentais, seja por falha no cumprimento de uma orientação, procedimento ou até mesmo na operação.

Estamos no segundo semestre de 2013 e os acidentes continuam a frequentar as páginas jornalísticas. Necessitamos portanto tomar uma atitude mais efetiva e melhorarmos nosso comportamento diante das questões de segurança, demonstrando melhor e maior disciplina em relação a esse quesito.

Precisamos trabalhar fortemente nosso compromisso com nossa própria segurança praticando adequadamente todas as normas, procedimentos e ordens de Segurança e Saúde Ocupacional, bem como os preceitos constantes do Sistema de Gestão Integrada praticado por muitas das empresas brasileiras.

É prioritário passar a ver a questão da segurança e saúde como Valor e portanto de grande importância, de maneira a proporcionar resultados mais efetivos na questão acidentária. A manutenção do estado de atenção deve ser constante, ou seja, da sociedade, dos organismos públicos, das empresas, dos gestores e colaboradores, quanto no tocante a manutenção adequada da infraestrutura física necessária, especialmente equipamentos. Idem para novos projetos sem esquecer do papel primordial que é exercido pelas equipes de manutenção de nosso Brasil nos diversos estados.

É indispensável o constante treinamento de todos os colaboradores, fator esse de extrema necessidade a ser aplicado em complemento às diversas ações de segurança previstas, estejam ou não em andamento, em qualquer âmbito, seja público ou privado, além daquelas que vierem a ser propostas e acolhidas.

Um exemplo de boa prática são os famosos diálogos de segurança, pois representam um verdadeiro exemplo no cotidiano empresarial. Outro exemplo de boa prática é a realização por profissionais de gestão da Verificação Programada/Planejada de Segurança, ou ainda a Verificação do Cicio de Trabalho.

Ressalto, que dentro das diversas palestras e cursos que tenho ministrado ao longo dos últimos anos, tenho recebido diversas e gratas sugestões e opiniões dos diversos profissionais que tive a grata satisfação de conviver através de uma participação ativas em tais cursos, seminários ou congressos.

Contudo, nada obstante toda a movimentação desencadeada nos últimos anos no tocante a questão da segurança do trabalho e prevenção de riscos industriais, entendo que a participação efetiva e constante de todos os colaboradores no processo é indispensável, especialmente quanto ao nosso comportamento seguro no cotidiano diante dos perigos e riscos.

Reafirmo que, Segurança, Saúde e Prevenção de Riscos, deve ser considerado um valor em nosso pais e não mais uma prioridade. Afinal, se desejamos a participação de todos nesse objetivo, o queremos no sentido de alcançarmos melhores resultados que provocarão menores perdas financeiras e de vidas humanas.

Você sabe quanto custa um acidente fatal?

Pelo lado empresarial pode ser quantificado. E pelo lado da família? Inexiste dinheiro que pague a falta de um ente querido.

Muitos dizem que a ocorrência do acidente é aleatória e fortuita. Na realidade somos nós que tomamos essa decisão por ela, facilitando inconscientemente como podemos sofrer um acidente. O que quero dizer é que acredito e afirmo que um acidente pode e deve ser evitado.

O PERIGO está à espreita e o Risco vive de oportunidade!!!!

Ações, mesmo as mais simples que podemos tomar, muitas vezes deixam de ter a atenção devida.

Para termos maior garantia de segurança e saúde ocupacional em nosso trabalho, relembramos a todos que são muitas as ferramentas disponíveis em um sistema de gestão integrada que podem colaborar para reduzirmos os perigos e riscos em nossas plantas e áreas de trabalho. Além disso, são vários os livros, artigos e informações disponíveis nos diversos portais na internet sobre o assunto, sem considerar aqueles oficiais.

Um comportamento seguro e assertivo aliado a um bom sistema de gestão resultam com certeza em boas práticas. O papel do gestor é primordial, pois ele é o exemplo para seus colaboradores. Cabe lembrar que não adianta termos uma legislação avançada, e até sistemas premiados e reconhecidamente de excelência, se não temos a disciplina de praticá-los constante e adequadamente.

Para comprovar tal afirmação, temos ainda ocorrências de acidentes graves ou de elevado potencial de gravidade que acabam causando dor e muitas perdas nesse imenso Brasil.

Necessitamos portanto, imediatamente, melhorar nosso comprometimento em termos um melhor comportamento além de ampliarmos nossa atenção e percepção de risco.

Além dos documentos de sistema e operacionais que muitas empresas disponibilizam a seus colaboradores, que estão em permanente processo de aprimoramento e que servem de embasamento para o trabalho, com certeza podemos melhorar nosso comportamento com vistas a termos um ambiente mais seguro.

A atenção a tais procedimentos é indispensável, além disso uma sempre e imediata comunicação ao superior hierárquico e se necessário aos profissionais e facilitadores de SSO de qualquer situação que possa parecer estranha ou coloque em risco você ou seu colega de trabalho é importante.

Ressalto que as equipes de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) de nossas empresas estão sempre prontas para servir, devendo mobilizar-se imediatamente quando solicitadas.

A grande vantagem de darmos a atenção devida aos quesitos de segurança e medicina do trabalho é a garantia de chegarmos ao trabalho íntegros e retornarmos à nossas casas e família do mesmo jeito.

Lembramos que a exemplo do quesito segurança, qualidade e respeito ao meio ambiente tem a mesma base, ou seja, o comportamento humano.

É bom recordar que inexiste time campeão sem foco e disciplina. Assim, como sempre, com a participação efetiva de todos, resultados apropriados serão alcançados.

A Alta Administração deve se fazer presente sendo exemplo? Deixe seu comentário. 

Eng. Milton Augusto Galvão Zen

http://manutencao.net/blogs/zen/

magzen@manutencao.net
milton.zen@gmail.com

05/08/2013
Acidentes de Trabalho Custam Tempo e Dinheiro – PREVENÇÃO é a SOLUÇÃO" addthis:description="Segurança, Saúde e Prevenção de Riscos, devem ser considerados um valor em nosso pais e não mais uma prioridade. Queremos menos perdas de vidas humanas.">

O RUGBY e o Mercado de Trabalho

Apresento esse artigo escrito de uma maneira um tanto diferente. A base é de uma entrevista. Boa leitura.

Ficha técnica

Nome: Milton Augusto Galvão Zen
Apelido no rugby: MEGATON
Idade: 53 anos
Nacionalidade: Brasileiro
Clube atual: Templarios Rugby Club
Clube onde atuou: Escola de Engenharia Mackenzie
Seleção que defendeu: Brasileira: sem partidas oficiais.
Posição: segunda linha

1 – Com quantos anos começou a jogar rugby? Quando o rugby passou a ser parte de sua vida?

Com 18 anos, ao entrar na escola de engenharia da Universidade Mackenzie, no dia exato da confirmação da matrícula fui abordado por dois veteranos jogadores de rugby. Seus nomes: Luis Dias Patrício (BATATA) e Paulo Roberto Maria Velzi. Me convidaram a assistir um treino e daí em diante não mais parei. Joguei firme por 8 anos e depois mais espaçadamente. Mas sempre pelo Mackenzie.

Pratiquei muitos esportes. Futebol de campo e de salão, no primeiro grau, antigos primário e ginásio. Basquete, vôlei e futebol de salão, foram meu forte no segundo grau (colegial). Até karatê pratiquei. Mas foi o bichinho do rugby que me conquistou.

Nele fiz muitos amigos com quem mantenho contato ainda hoje. Fui padrinho de casamento de um dos colegas e ele do meu. Seu nome, Reinaldo Lopes, conhecido na época com Reinaldão. Um grande segunda linha.

2 – Como se preparava para cada partida?

Como pratiquei esportes desde criança, uma das coisas mais importantes que sempre recebia de orientação era a questão da disciplina. Minha educação está embasada no padrão italiano e no português. Nesse ambiente familiar sempre fui cobrado por amor pelo que se faz, respeito ao próximo, lealdade e disciplina.

Assim, para assimilar os princípios do rugby foi bastante fácil.

O condicionamento físico era e continua sendo uma questão primordial para todo desportista. Para o rugby também. Quando treinava fortemente, aulas de condicionamento eram praticadas ao menos três vezes por semana. Quanto aos treinos táticos, pelo menos duas noites eram dedicadas por semana.

Os treinos eram intensos e nosso técnico sabia como exigir de seus comandados. Ele era romeno e a disciplina para os treinos era imensa.
Aos poucos fui ganhando confiança e após poucos meses de treino assumi a posição de segunda linha e não mais a deixei. No período em que joguei tive outros três jogadores como parceiros de segunda linha. Silvião, foi o primeiro. Reinaldão o segundo e Michel o terceiro.

Nos treinamentos iniciais batia-se muito os fundamentos do rugby. O passe e o tacle eram os principais. Sem eles, perdia-se e ainda se perde muito jogo.

Me dediquei de corpo e alma ao rugby. Foram anos especiais em minha vida. Acredito que foi no rugby que acabei por talhar e moldar os princípios finais para um mercado de trabalho competitivo.

Para as partidas nos finais de semana iniciava a preparação pelo menos dois dias antes. Minha alimentação era comedida e baseada em carbohidratos. Afinal em um jogo perdia pelo menos 3,5 a 4,5 quilogramas. É óbvio que os recuperava rapidamente, pois era necessário manter o peso e a força necessários para suportar um rítimo de jogo e treinos fortes.

O interessante que meu peso girava em torno de 102 kg. O foi por cerca de 14 anos. Hoje tenho 94 quilogramas. E nem de longe o preparo físico de antigamente.

3 – Poderia nos contar algo sobre um momento memorável como jogador de rugby?

Minha carreira como jogador sempre foi muito feliz, pois nunca tive sequer uma contusão grave em quase 14 anos de prática. Joguei bastante e durante alguns anos, ganhei alguns títulos. Não foram muitos, mas todos eles me deixaram feliz em poder contribuir para todo um time a ser campeão, ou ainda vice-campeão.

Joguei rugby apenas na categoria adulta e quando tivemos um técnico argentino, cujo nome era Luis Hector, conheci o que significava a prática desde cedo por parte dos jovens argentinos. Lá, as crianças nascem e parece que já iniciam sua carreira de jogador de rugby. Já nascem praticando. Não é a toa que possuem o melhor rugby na América do Sul.

Tive a oportunidade de ser convocado para a seleção brasileira e participar de muitos treinos, porém em um deles acabei sofrendo uma contusão que em função da proximidade do campeonato sul americano, acabei sendo cortado.

Depois dessa oportunidade acabei não tendo outra, afinal já havia iniciado uma carreira profissional na área de engenharia e não tinha mais o tempo necessário para desenvolver um trabalho forte de preparação.

Vestir a camisa da Seleção Brasileira, mesmo que por pouco tempo, me trouxe muito prazer. Estar entre os melhores do Brasil, me fez perceber que poderia contribuir muito para o desenvolvimento do esporte.

Joguei de 1983 até 1990 com menor participação nos campeonatos. E foi na Mack-Med de 1990 (veteranos) que obtive meu último título de rugby. Essa disputa sempre foi muita aguerrida entre nós da engenharia e os colegas médicos.

No início desse ano, mais precisamente em janeiro 2011, foi que tive a oportunidade de conhecer um dos fundadores do Templarios Rugby, de São Bernardo do Campo. Seu nome, Diego Martins, também capitão do time. Pedia auxílio para a condução do esporte na região.

De pronto questionei se estavam com intenções de se dedicar forte ao rugby e quanto teriam de disciplina para tal. A resposta foi direta. Total disposição. Queremos crescer e precisamos de ajuda para alcançarmos resultados mais rapidamente.

O técnico que os apoiava era e ainda é o Sr. Leandro Pereira, mais conhecido como Chubby. Ex-jogador do SPAC e atualmente assistente na Confederação Brasileira de Rugby, ajudando a treinar a seleção feminina.

Percebi então que havia chegado o momento de retornar ao rugby. Dar aquela atenção que há muito desejava. Passei então a dedicar parte de minhas horas semanais ao rugby. Maior volume de leitura técnica e de busca de informações sobre a atualidade do rugby.

4 – E a homenagem Destaque em Rugby?

Essa homenagem recebi no ano de 1980. Ela era dada àqueles jogadores que haviam se destacado ao longo dos anos de universidade. Para a homenagem contava-se a dedicação, o amor pelo esporte, os títulos alcançados e obviamente a presença constante nos treinos e jogos.

Ver seu trabalho reconhecido é muito bom e só o recebi porque meus colegas também acreditavam que tais esforços mereciam ser valorizados.

Os títulos que conquistei durante esse período que pratiquei o rugby foram importantes, mas esse reconhecimento de todo um grupo de colegas representa tanto ou mais do que os campeonatos alcançados.

5 – E como assistente técnico?

Hoje, sou assistente técnico do Templarios Rugby e a primeira providência que tomei a aceitar apoiar e treinar a equipe foi realizar o curso de Coach nível 1 da CBRU.

Agora, apenas aguardo receber o certificado e assim que ocorrer, na primeira chance farei o curso de nível 2.

Agradeço a DEUS essa nova oportunidade de me aproximar do esporte e estou me dedicando a ele. Em alguns momentos preciso fazer algumas negociações com minha esposa, afinal já não tenho 30 anos e tenho muitos outros afazeres. Os treinos ocorrem às segundas e quartas feiras a partir das 21:30h na ADC Mercedes-Benz em Diadema, estado de São Paulo.

Como sou associado, tive aceito meu pedido para abrirem espaço para nossos treinos no campo principal. Inclusive realizamos partidas amistosas utilizando o campo de gramado artificial.

Uma das considerações que sempre faço nos treinos é a necessidade de dedicação ao esporte. Sempre fui muito exigente comigo, em todos os sentidos, e preciso me policiar, pois os jovens estão iniciando no esporte agora. Minha esposa sempre me lembra que é preciso ter cuidado ao exigir aquilo que você ainda não sabe se o outro poderá dar.

Ter apoio médico, hoje é muito importante no esporte. A maioria dos jogadores são praticantes de jiu-jitsu, judô ou mesmo são professores de educação física. Apesar disso, tenho certeza de que já perceberam que o rugby é completamente diferente. Como esporte de contato, força e agilidade, exige-se muito do corpo.

É necessária uma atenção especial ao aspecto psicológico, afinal as partidas são sempre muito disputadas.

5 – Qual sua visão sobre o presente e o futuro do rugby no Brasil?

Pelo que tenho acompanhado da seleção brasileira de rugby é que um trabalho sério está em desenvolvimento. Os resultados alcançados demonstram isso. Vejam os resultados desse último sul americano. Duas derrotas e uma vitória.

Derrotas para Chile e Uruguai, forças do rugby em nossa região depois da Argentina. Os resultados foram magros a favor de nossos adversários. Ganhamos do Paraguai com folga. Portanto estamos crescendo verdadeiramente. Até 2016, quando o esporte será um dos que estarão presentes na olimpíada, com certeza representaremos o país com uma força considerável.

O rugby em nossa terra está em pleno desenvolvimento. Depois do futebol é o esporte com maior penetração na mídia internacional. Os volumes financeiros dedicados a ele são imensos.

Na partida final da Copa da Europa, entre os clubes do Leinster (irlandês) e Northampton Saints (inglês) por 33 a 22, com direito a um verdadeiro show, foi presenciado por 74000 pessoas em um estádio completamente lotado.

A transmissão direta e ao vivo pela TV, com comentários de especialistas no assunto demonstram que o esporte está se viabilizando financeiramente no Brasil.

O apoio que a Confederação Brasileira de Rugby tem recebido de grandes empresas é um sinal claro de crescimento do esporte no Brasil.
Eu, que tenho acompanhado de perto o esporte nos últimos meses, pude constatar a quantidade imensa que não para de crescer, de novos clubes de rugby. Se você digitar na internet Rugby no Brasil verá o volume imenso de links que aparecerão. O crescimento é portanto sustentável e viável.

6 – Como você faria um paralelo entre o rugby e sua profissão como gestor atuando em uma grande emrpesa?

Desde que me formei na escola técnica, isso nos idos anos de 1975, sempre tive a oportunidade de trabalhar com excelentes profissionais. Tive o cuidado de me espelhar nos melhores.

Mesmo durante o período escolar, ainda no ginásio sonhava em ter a qualidade de uma professora de matemática, cujo nome era Dna. Ondina. No colegial técnico, prestava muita atenção no Prof. Frassatti e no Prof. Mueller. Eram no meu entender espetaculares.

Já na faculdade de engenharia, um dos que mais me chamou a atenção foi o Prof. Roman Albrandt, sua especialidade era eletromagnetismo. No pós de engenharia de segurança do trabalho, dois professores me chamaram a atenção. Foram eles, Prof. Celso Atienza e Elias de Paula.

Nas empresas em que trabalhei como engenheiro, a primeira foi a Westinghouse do Brasil, nela meu mentor foi o Sr. Grianfrando Paganelli, gerente de projetos. Na ASEA buscava aprender com o Eng. Jose Carlos das Neves e hoje na Mercedes-Benz do Brasil, o primeiro foi o Engenheiro Wieland Kroener e após sua aposentadoria e falecimento o Eng. Luis Tavares de Carvalho, hoje consultor passou a ser o meu mentor.

Além do ambiente empresarial, me dedico também ao universitário, pois desde 1998, sou coordenador do curso de pós-graduação de Gestão da Manutenção na Fundação Educacional Inaciana – FEI e professor convidado para o curso de engenharia de segurança do trabalho na mesma entidade.

Aprendi muito com vários outros profissionais ao longo de meus quase 35 anos de trabalho e a todos faço questão de deixar o quanto sou grato pela oportunidade que tive em trabalhar com eles.

O grande elo entre todos eles, que me fez prestar muita atenção nas suas atitudes foram o amor pelo que fazem, a dedicação ao trabalho, o respeito ao próximo, a lealdade, a força do coletivo e a união, a constante atualização e a busca do auto-desenvolvimento, além de muita disciplina, dentre outros comportamentos.

Todos esses aspectos comportamentais e técnicos são primordiais no ambiente do trabalho, e eu os tive reforçados nos anos de prática do Rugby. Nele, dois técnicos me ajudaram a alcançar os resultados que obtive no esporte. Foram o Sr. Vogel e Sr. Luis Hector.

Assim, o esporte ajudou-me a moldar o profissional que sou hoje. Tenho consciência de que continuarei a aprender sempre, principalmente porque o mundo continua em constante mudança.

Em recente publicação, Willian McRaven listou as principais regras para alcançar sucesso em uma missão. Para quem não sabe, ele é um dos responsáveis pelo ataque bem sucedido à Bin Laden.

A teoria apregoada por ele é:

1. Simplicidade. Escolha poucos alvos a serem atingidos rapidamente. O excesso de objetivos obriga o uso de mais soldados e tira velocidade da ação. Use todas as informações ncessárias sobre o adversário e armas e tecnologia devem e podem ser usadas.
2. Segurança. Mantenha o treinamento da tropa longe dos olhos do adversário, assim como data e local do ataque.
3. Repetição. Todas as etapas da operação devem ser simuladas à exaustão.
4. Surpresa. A hora do ataque deve explorar as fragilidades do adversário. Ações divisionárias podem e devem ser utilizadas. Isso confunde o adversário.
5. Velocidade. É um dos principais fatores de sucesso. Quanto mais tempo levar para realizar a ação, maior a possibilidade de reação do adversário se preparando para a defesa e contra ataque.
6. Propósito. Todos devem conhecer o objetivo da ação a ser realizada e precisam estar comprometidos pessoalmente com o resultado para que possam superar quaisquer imprevistos.

Um mercado competitivo em um mundo globalizado é com certeza estressante.

Dos gestores mais jovens espera-se grande disponibilidade para viagens constantes, reuniões fora de hora e em qualquer lugar do mundo, múltiplas línguas e diversidade cultural.

Essas necessidades, também se repetem no Rugby. Intercâmbio entre nações é uma constante. O técnico da seleção brasileira é argentino. Busca-se aprimorar esse intercâbio com outros países como os europeus e África do Sul.

Como podem peceber o mundo hoje é todo conectado. O esporte e o ambiente empresarial estão entrelaçados e as experiências vividas em ambos os ambientes podem e devem ser aproveitadas.

Recomendo que todos aqueles que tiverem uma chance de poder contribuir para o desenvolvimento do esporte, seja qual ele for, tenho certeza de que agregarão valor ao seu curriculun vitae.

Essa é a realidade a ser enfrentada e vencida.

Milton A G Zen
@twitter.com/magzen

22/05/2011
O RUGBY e o Mercado de Trabalho" addthis:description="Apresento esse artigo escrito de uma maneira um tanto diferente. A base é de uma entrevista. Boa leitura. Ficha técnica Nome: Milton Augusto Galvão Zen Apelido no rugby: MEGATON Idade: 53 anos Nacionalidade: Brasileiro Clube atual: Templarios Rugby Club Clube onde atuou: Escola de Engenharia Mackenzie Seleção que defendeu: Brasileira: sem partidas oficiais. Posição: segunda […]">

A SOCIEDADE EVOLUI E PAGA O PREÇO

Ao final do século 19 o meio principal de transporte era através da tração animal, sendo o cavalo o mais comum. Entretanto, um grande sonho do homem na época era o de substituir a tração animal por uma máquina. (mais…)

26/07/2010
A SOCIEDADE EVOLUI E PAGA O PREÇO" addthis:description="Ao final do século 19 o meio principal de transporte era através da tração animal, sendo o cavalo o mais comum. Entretanto, um grande sonho do homem na época era o de substituir a tração animal por uma máquina.">

A Espiritualidade Corporativa

“Líderes lutam constantemente para alcançar bons resultados e obter o melhor de si e do grupo.” Milton Augusto Galvão Zen

Muito do que tenho apresentado em congressos, seminários e registrado em meus livros já publicados serve de apoio para o desenvolvimento de um tema que aos poucos está tomando corpo nas empresas, que é a discussão da espiritualidade corporativa.

Esse assunto, nos últimos anos tem sido bastante discutido no meio das empresas que perceberam que não apenas o aspecto técnico, mas também o espiritual é importante para o ser humano. Eu tenho certeza de que o ser humano está alcançando um novo estágio evolutivo, onde os desafios materiais passaram a representar apenas uma das etapas que nos interessam. A outra, representa o que deixaremos para os nossos descendentes e a mais importante é a que nos levará a um outro lugar, que dependendo da crença de cada um de nós será o paraíso ou o inferno.

Minha crença está em Jesus Cristo, e através Dele sei que posso chegar a Deus. Para Ele, não basta que realizemos boas ações, mas sim que sejamos bons no íntimo de nosso ser, além do mais, seremos justificados pelo que somos em nosso interior, pelo quanto trabalhamos divulgando a palavra e não apenas por nossas obras.

Dentre os principais conceitos da espiritualidade corporativa podemos encontrar:

. A Inspiração e a Ciência. Os conhecimentos científicos são aliados aos conhecimentos das experiências diárias de cada um de nós, e a inspiração é o elemento que possibilita essa aproximação, pois é o sentimento que move o indivíduo a realizar as ações que deseja.

É interessante lembrar que o MOTIVO para uma mudança está dentro de cada um de nós, e não em nosso próximo.

. A Criatividade e a Emoção, são a fonte da expressão individual. Quando a criatividade e a percepção dos sentimentos das emoções são desenvolvidas, o conhecimento racional pode ser melhor apreendido. Não existe um ser humano que seja somente racional, e a emoção deve vir a tona para que as etapas seguintes possam ser trabalhadas.

Muito do que somos, está ligado a emoções contidas em nosso eu interior e que por algum motivo foram arquivadas e precisam ser expostas para que possamos trabalhá-las e aproveitar essa grande oportunidade de melhoria.

. A Saúde e o Bem Estar, representa a oportunidade de a empresa oferecer recursos para que o funcionário mantenha-se equilibrado em ambas, pois, com o aspecto físico debilitado, o colaborador estará impossibilitado de desenvolver os aspectos, emocional, intelectual e espiritual.

Devemos nos lembrar que nosso corpo é nosso templo, e o recebemos para que cuidemos dele, até o dia que o estaremos entregando ao nosso Pai. Assim precisamos cuidar dele com todo o esmero possível.

. A Liderança Eficaz, busca mostrar a maneira mais adequada e humanizada que um líder tem para dialogar com seus colaboradores, que são os fatores fundamentais para que mudanças ocorram.

. A Mudança Organizacional, começa como já dissemos por nós mesmos, e aqueles que são líderes devem estar cientes de que mudanças ocorreram a partir do momento que eles mudarem. Quem são esses líderes? São os Diretores, Gerentes, supervisores e toda a liderança intermediária de uma empresa. É através deles que crenças, atitudes e valores são transmitidos aos demais colaboradores da empresa.

É bom recordar que os filhos crescem olhando as costas dos pais. Se os pais fornecerem bons exemplos de vida, os filhos saberão absorvê-los.

. A Responsabilidade Social, representa um fator indispensável para que os colaboradores percebam que seu papel e o da empresa como cidadãos ultrapassa as cercanias da corporação. Muitas empresas provém excelentes benefícios sociais aos seus funcionários e infelizmente, para muitos, a empresa não faz mais do que sua obrigação. Isso com certeza está errado, a empresa tem muito interesse que esses benefícios possam ser de alguma maneira estendidos a todos aqueles que nos cercam.

Finalmente, a verdadeira união entre os pontos acima nos levará ao resultado principal do processo de espiritualidade corporativa. Devemos buscar harmonizar a riqueza do valor material e financeiro com a riqueza do valor não material, como o social, o ecológico e o espiritual.

“O Segredo do Sucesso não é adivinhar o Futuro, mas sim estar preparado para um Futuro Incerto. Melhor será se você puder criá-lo.”Milton Augusto Galvão Zen

Milton A G Zen
magzen@manutencao.net
magzen@uol.com.br

25/07/2010
A Espiritualidade Corporativa" addthis:description="“Líderes lutam constantemente para alcançar bons resultados e obter o melhor de si e do grupo.” Milton Augusto Galvão Zen Muito do que tenho apresentado em congressos, seminários e registrado em meus livros já publicados serve de apoio para o desenvolvimento de um tema que aos poucos está tomando corpo nas empresas, que é a […]">

O Significado da Vida

Todos os dias ao sair da cama faço uma oração rápida e inicio minha rotina.

Durante o asseio aproveito para ouvir ou assistir a pregação da palavra, que entendo ser muito mais importante do que as últimas notícias econômicas ou políticas.

Não temos filhos, mas temos cães e gatos, para ser mais exato, 10 em casa. O Ruivo e a Quika, além da Manoela, Clarissa, Catarina, Ludimila, Lisa, Ana Helena e o Átila. Tenho uma conversa rápida com eles, pergunto-lhes como foi a noite e entrego palitos de snack aos cães.

Antes de descer, beijo minha esposa, desejo-lhe um bom dia e peço uma benção especial de JESUS para ela.. Na cozinha, faço um lanche rápido, tomo minhas vitaminas e depois passo pelo escritório para minhas orações e leitura da palavra.

Ao chegar na empresa, peço sempre o apoio de Jesus com a finalidade de cumprir adequadamente minhas obrigações, bem como desenvolver e manter um ambiente feliz e de respeito no trabalho.

Cumprimentar a todos com quem trabalho, faz parte da rotina diária. Afinal, desejar um bom dia faz bem para qualquer ser humano.

Nossa auxiliar disponibiliza todo o programa do dia, e se necessário replanejamos de maneira a nos adequarmos às mudanças.

Atender ao telefone, dizendo bom dia, meu nome, o da empresa, do departamento, com quem deseja falar e no que posso ajudar colocando-me à disposição, é uma questão de respeito ao próximo.

Nas reuniões departamentais, jamais esqueço que trabalho com seres humanos e não com máquinas.

Tenho uma frase que sintetiza esse pensamento. “Cem por cento do meu papel é dedicado a manter a equipe feliz, e com todo o apoio necessário de forma a alcançar o melhor resultado possível, maximizando o ganho e o lucro empresarial”.

Também sou professor e coordenador no curso de pós-graduação de Manutenção e também professor no curso de Segurança do Trabalho, em ambos, aplico os mesmos princípios e valores.

Participo também de associações de engenharia e procuro colaborar sempre no sentido de multiplicar o conhecimento adquirido, afinal tive oportunidades que outros não tiveram.

Vale lembrar que durante 12 anos fui síndico, sub-síndico e conselheiro do condomínio onde morei, onde procurei realizar ações no sentido de satisfazer a maioria, utilizando-me da democracia a que todos temos direito. Onde atualmente moro, procuro colaborar da mesma maneira.

Para mim, o significado da vida está em SEGUIR OS PRINCÍPIOS CRISTÃOS SERVINDO AO PRÓXIMO. E o seu?

Milton Augusto Galvão Zen
www.magzen.eng.br
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16/07/2010
O Significado da Vida" addthis:description="Todos os dias ao sair da cama faço uma oração rápida e inicio minha rotina. Durante o asseio aproveito para ouvir ou assistir a pregação da palavra, que entendo ser muito mais importante do que as últimas notícias econômicas ou políticas. Não temos filhos, mas temos cães e gatos, para ser mais exato, 10 em […]">

Atitudes Corporativas

Quero aproveitar uma recente reportagem publicada na revista VEJA, do dia 07 de julho para fazer um complemento.

Passar por cima do próprio chefe é uma das atitudes que deve estar ausente do repertório de trabalho de um bom profissional. Tal posicionamento significa respeitar seu superior hierárquico, demonstrando, além disso, disciplina.

Mesmo em um momento de uma grande idéia, deve-se trabalhar por ela buscando apoio e sugestões do superior e também dos demais colegas. Se deseja que haja um desenvolvimento adequado de sua idéia é primordial criar parcerias.

Ser mais amigo daquele que possui poder em detrimento de outro colega profissional deve ser evitado, pois tratar pessoas de maneira tão diferente demonstra basicamente que você deseja obter vantagens dessa aproximação agindo, portanto, de maneira desonesta e não ética. É bom lembrar que ao agir dessa maneira estará também afastando outros colegas de seu convívio, pois o sinal que se dá aos demais é que a amizade deles não lhe interessa.

Lembra-se daquele abraço forte, caloroso, dos beijinhos no rosto de suas colegas de escritório que já fizeram questão de deixar claro que não gostam dessa sua atitude. Pois bem, apesar de sermos brasileiros, podemos ser respeitosos e comedidos. Assumir uma liberdade de proximidade com quem mostrou que não a quer é um comportamento indevido e, portanto, prejudicial ao ambiente de trabalho. Respeitar o ser humano seja ele, homem ou mulher é uma condição básica no ambiente profissional e social. É bom lembrar que uma empresa é um ambiente com regras que devem ser cumpridas.

Outro modelo bastante disseminado no ambiente corporativo é a velha mania de apelidar colegas de trabalho. As pessoas têm nome, não são meros números apesar dos muitos que carregamos, como o RG, CPF, PIS/PASEP, etc…

Apelidar um colega de trabalho, principalmente quando o apelido é jocoso e utilizado no sentido de menosprezar o colega, é uma tremenda gafe profissional além de poder ser considerado um crime. Chame as pessoas pelo nome e procure identificar se ela deseja ser chamada por um título anterior como Senhor, Senhora, Doutor, Doutora. Lembre-se, respeitar o que a pessoa é faz parte do relacionamento construtivo.

Diferenças existirão sempre e o segredo é saber conviver com elas e buscar aproveitar o que de melhor as pessoas possuem.

Outro aspecto que chamo atenção é o quanto você dissemina suas diferenças familiares e sociais, ou seja, o quanto briga ou discute em família, com esposa, filhos e até com vizinhos. Quando existe um fato relevante, é importante recordar que o mesmo é pertinente ao ambiente particular e não ao do trabalho. Saber separar os mesmos é uma regra que deve ser bem cumprida dentro de uma corporação.

Muitos dos profissionais hoje fazem parte de redes sociais. Elas são importantes para o desenvolvimento profissional e da troca de informações entre as pessoas. O importante é saber usar adequadamente essa ferramenta. É primordial usá-la dentro da etiqueta social e profissional, evitando despejar informações desnecessárias, fazer fofocas ou até mesmo inventar estórias sobre pessoas que conheça. Fofoca diz mais sobre quem a escreve do que daquele de quem se escreve.

Utilizar-se de atributos físicos através do uso de roupas mais chamativas e provocativas, pode ser considerado, dependendo do ambiente de trabalho como uma busca de favores pessoais que soam inadequados aos demais e, portanto antiéticos. Lembre-se, para cada ambiente existe uma vestimenta mais apropriada. Atenção para a famosa sexta-feira do happy hour, ela pode descambar para o indevido.

Para aqueles que são casados e trabalham na mesma empresa, vem aqui um alerta. Cuidado com as demonstrações de carinho e afeto. Em muitas empresas, tais demonstrações são inadmissíveis, apesar de não colocarem dificuldades para manter ambos empregados.

Muitos passam por grandes dificuldades e podem às vezes até chorar no ambiente de trabalho. Chorar é uma das recomendações dos profissionais da área médica para diminuir o estresse. Entretanto, eles não recomendam chorar em público ou até mesmo chegar a fazer escândalo, que é totalmente desnecessário e inadequado. Afinal, o que os demais colegas têm a ver com suas grandes oportunidades de melhoria. Portanto, para desestressar aproveite para dar uma volta e ao retornar que esteja ok.

Quero acrescentar que de acordo às consultorias de recursos humanos, boa parte das demissões ocorrem hoje por falhas comportamentais e não por questão de deficiência técnica. Assim, é importante estarmos atentos a mais esse detalhe no ambiente do trabalho.

Abraços

Eng. Milton Augusto G Zen

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16/07/2010
Atitudes Corporativas" addthis:description="Quero aproveitar uma recente reportagem publicada na revista VEJA, do dia 07 de julho para fazer um complemento. Passar por cima do próprio chefe é uma das atitudes que deve estar ausente do repertório de trabalho de um bom profissional. Tal posicionamento significa respeitar seu superior hierárquico, demonstrando, além disso, disciplina. Mesmo em um momento […]">

Eficiência X Eficácia

Colegas, após ler um pequeno artigo em um blog de um colega de profissão, Sr. Afonso Bezerra – www.manutencaoeficaz.wordpress.com , deixei como comentário o texto abaixo.

Tema relevante para a arte da manutenção. O mesmo tem ao longo dos últimos anos sido discutido no curso de Pós-Graduação de Gerenciamento da Manutenção do Centro Universitário da FEI em São Paulo. Muitos profissionais entendem que ser apenas eficiente é o normal, visto as condições que muitas empresas disponibilizam em termos de mão de obra e equipamentos para execução de seus trabalhos.

A atividade de manutenção, seja ela própria ou terceirizada é de extrema importância para um negócio perene. Entretanto, devido a grande demanda de produção que hoje vivemos, está bastante difícil a execução de programas de manutenção preventiva, restando portanto, ampliada a manutenção corretiva, que é mais cara, e também prejudicial para a disponibilidade do equipamento ou da instalação.

Quanto maior o grau de ocupação das instalações sem a devida contrapartida na execução das atividades de manutenção, maiores são os riscos de perda e desperdício. As equipes de manutenção estão vivendo um dilema, pois necessitam ser eficazes e são cobradas por isso e encontram dificuldades para cumprir o que se espera delas.

Aliado a isso, temos a dificuldade de mão de obra qualificada. Nossa carência em termos de engenharia gira em torno de 20.000 engenheiros, fato esse que repercute diretamente em nosso campo de atuação.

Os cursos de Pós-Graduação no Brasil formam algo em torno de 120 profissionais/ano como Gestores de Manutenção. Para atender nossas necessidades esse número é muito menos do que o mínimo. Mesmo crescendo o número de participantes e de formandos em algo em torno de 10%, a equalização deve ocorrer apenas em 15 a 20 anos.

E se lembrarmos que 2014 e 2016 estão muito perto e que vários são os projetos de infraestrutura a serem realizados, a falta de profissionais capacitados, habilitados e atualizados será um fator crucial a ser melhorado.

Isso demonstra entretanto um grande desafio para todos nós. Haja oportunidade de melhoria!!!! Zen. www.twitter.com/magzen

16/07/2010
Eficiência X Eficácia" addthis:description="Colegas, após ler um pequeno artigo em um blog de um colega de profissão, Sr. Afonso Bezerra – www.manutencaoeficaz.wordpress.com , deixei como comentário o texto abaixo. Tema relevante para a arte da manutenção. O mesmo tem ao longo dos últimos anos sido discutido no curso de Pós-Graduação de Gerenciamento da Manutenção do Centro Universitário da […]">

Ética, Comportamento e Acidentes

Atuar dentro dos princípios éticos significa respeitar os direitos do próximo além de reconhecer suas obrigações e deveres. Entendo que atuar dentro de tais princípios é agir da mesma maneira com o que diz respeito ao meio ambiente, flora e fauna e ambiente social e do trabalho.

Estamos vivendo um período de grande aprendizagem na história recente do nosso Brasil. Princípios e valores básicos de humanidade são jogados na lata do lixo, pois muito do que temos visto na mídia demonstra claramente tal falta da prática desses valores.

Viver dentro da ética é agir constantemente respeitando a tudo e a todos. A começar resepitando a família, os pais, parentes, os amigos, e mesmo aqueles que pouco convivemos e principalmente demosntrando respeito pelos desconhecidos. É primordial sabermos usar adequadamente o senso de justiça e o da reciprocidade.

Apesar de ser engenheiro e não filósofo, sugiro fazermos uma reflexão sobre o seguinte: ao aceitarmos que regras básicas de convívio social sejam quebradas, estamos na realidade dando um recado para aqueles que querem levar vantagem uma sugestão para elevar o seu grau de desrespeito e desonestidade para com os que o cercam sem a preocupação de serem repreendidos.

Vejamos alguns exemplos: na escola, o aluno desrespeita o professor e em algumas vezes até o agride, na rua os motoristas burlam a legislação de trânsito, estacionando em lugares proibidos, ultrapassando em locais perigosos, e até mesmo desrespeitando o horário permitido para utilização do seu veículo.

A ética no meu entender deve ser um exercício diário, ou seja, deve ser aplicada cotidianamente, pois somente dessa maneira acabará se incorporando à sociedade e se transformará em cultura. Uma frase de Aristóteles diz: “Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito”. Pois bem, se desejamos uma sociedade justa e honesta, precisamos praticar tais princípios.

Filosofando mais um pouco, tenho certeza que uma sociedade pode ser também conhecida em seus valores pela maneira como trata o meio ambiente e os animais. “Me digam como tratam os animais e o meio ambiente, que lhes direi o nível cultural da nação”. Nesse aspecto, temos também muitas oportunidades de melhoria. Ouvimos constantemente sobre empresas que pregam respeito ao meio ambiente, entretanto devastam hectares de florestas nativas em nome do desenvolvimento e de sua ganância financeira.

Tenho visto muitas empresas publicarem códigos de ética com a finalidade de resgatar princípios que longe ficaram. É certo que muitos estão buscando valores esquecidos, porém nem todos procuram ter um comportamento ético adequado.

O comportamento humano tem hoje uma grande cesta de oportunidades de melhoria. A partir do momento que temos dificuldade para até falarmos bom dia para nós mesmos, imagine expressar isso para aqueles que conosco trabalham.

O comportamento positivo é percebido; como já escrevi em artigo anterior; quando nos deparamos com pessoas que são ao menos comprometidas e agem dentro de princípios e valores de respeito a tudo e a todos. Os que seguem fortemente e têm fé em tais valores, eu os classifico como convertidos.

É necessário, portanto, incentivar a todos a respeitarem as leis básicas, pois acredito que passarão a respeitar mais a si próprios, e com o tempo, o próximo e também à cidadania. Nas empresas, há uma situação que está bastante ligada a esses princípios e normalmente é tratada apenas como desleixo do ser humano, o acidente do trabalho.

Eu pessoalmente acredito que seja também, por parte dos colaboradores, uma demonstração clara de desrespeito aos princípios básicos, que no ambiente do trabalho nos remete ao cumprimento de normas e procedimentos empresariais. Os empregados percebem claramente que os valores que a gestão tanto prega, muitas vezes são desrespeitados por ela. Gestores ao trabalharem dando um jeitinho, passam aos seus colaboradores a idéia de que se os chefes podem, eles também. É a estória de que os empregados se desenvolvem olhando as costas dos superiores hierárquicos. Nesse caso, o exemplo dado pelos superiores é prejudicial ao ambiente de trabalho.

Se um colaborador no ambiente produtivo percebe que sua chefia apenas fala da boca para fora, ele também desvalorizará aquilo que o chefe desvaloriza. Entretanto, muitas vezes, ao burlar ou trabalhar dando um jeitinho acaba se expondo a riscos desnecessários sofrendo acidentes que causam sérias lesões, afastamentos do trabalho, e até mesmo a sua morte e a de colegas.

Portanto, cabe uma pergunta para realizarmos uma reflexão mais profunda. Será que uma empresa que tem um número elevado de acidentes tem também uma grande probabilidade de que seus princípios e valores sejam pouco praticados ou constantemente desrespeitados?

Milton A G Zen
magzen@manutencao.net
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07/06/2010
Ética, Comportamento e Acidentes" addthis:description="Atuar dentro dos princípios éticos significa respeitar os direitos do próximo além de reconhecer suas obrigações e deveres. Entendo que atuar dentro de tais princípios é agir da mesma maneira com o que diz respeito ao meio ambiente, flora e fauna e ambiente social e do trabalho. Estamos vivendo um período de grande aprendizagem na […]">

A Ética e a Legalidade

“De tanto ver triunfar as NULIDADES, de tanto ver prosperar a DESONRA, de tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos DOS MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça, e TER VERGONHA de ser honesto!” (Ruy Barbosa – Senado Federal, 1914).

Um grande conflito é o que estamos vivendo nos dias de hoje, pois nem tudo que é legal é ético e nem tudo aquilo que é ético é legal. O conhecimento humano se desenvolve cotidianamente e da mesma maneira a moral e os costumes.

Quando do início da era humana, a escravidão era uma prática que existia, pois os povos conquistados tinham sua liderança simplesmente eliminada e a população ficava a mercê dos conquistadores. Tal situação se manteve até meados do século passado, tendo sido marcante até a segunda grande guerra. Hoje a escravidão é velada, e até em nosso país temos ouvido notícias de que ainda ocorre. Tal fato não só é ilegal, mas também imoral, apesar de que aqueles que a praticam não a consideram dessa maneira.

O mesmo princípio vale para o meio ambiente. Entendíamos até muito pouco tempo atrás que nossas árvores e florestas seriam eternas, que o oxigênio idem e que o petróleo era uma fonte de energia inesgotável. Pois bem, a situação mudou. Hoje sabemos que a fonte da vida, a água, precisa ser muito bem cuidada, que a poluição do ar cresce assustadoramente ano a ano. Com já dito, o conhecimento humano se desenvolve dia a dia. Hoje nossas leis têm com certo atraso acompanhado tal evolução. Infelizmente, o que deixou de evoluir foi o respeito humano. A ambição e a ganância têm provocado e continuarão a provocar, sabe-se lá até quando, a destruição do homem.

Guerras são empreendidas com a desculpa de implementar a democracia, florestas são simplesmente dizimadas com a alegação de que precisamos de pastos para a pecuária e para as grandes culturas, como a cana de açúcar, soja ou até mesmo café e trigo.

Hoje destruímos o meio ambiente, não apenas nos grandes centros, mas também no interior do Brasil, a exemplo do que ocorre no Pantanal e na Amazônia. Mesmo perto de nós esta situação ocorre. Riviera de São Lourenço, bairro de Bertioga de alto poder aquisitivo, localizada no litoral norte do estado de São Paulo é um exemplo vivo de tal conflito.

Apesar da legalidade de desmatamentos que têm ocorrido, me parece imoral derrubarem áreas inteiras de Mata Atlântica (nativa) maiores que o Maracanã, simplesmente para implantar mais um módulo composto de casas ou de prédios. Áreas antes intocadas foram ou são dizimadas em dez ou quinze dias, tudo à luz do dia ou na calada da noite, pois os trabalhos são ininterruptos e ouve-se moto-serra e tratores trabalhando até o início da noite, reiniciando os trabalhos à primeira hora de sol. Incrível é saber que empreendedores praticam e são certificados pela ISO 14000.

Como escrevi no início do texto, nem tudo que é legal é moral e ético. Isso se repete também no meio político, pois o que temos visto é uma pura falta de vergonha. Infelizmente a população tem memória curta e muitos serão reeleitos simplesmente por esquecimento dos atos falhos cometidos.

A justiça é lenta, para não dizer quase parada, já que milhões de processos circulam no judiciário, que não possui mão de obra suficiente para julgar em tempo hábil, além das milhares de possibilidades de recorrer-se de decisões anteriores.

No âmbito da justiça do trabalho o mesmo fato se repete, e como tudo é muito lento, o desrespeito para com a legislação permanece. Existem no momento até seminários para se discutir porque o passivo trabalhista e o contencioso têm crescido. Ouve-se a boca pequena, apesar de nomes de empresas nunca serem citados, que mesmo que vendam todos os seus ativos financeiros, ainda seria insuficiente para cobrir o passivo trabalhista.

Mas como poderíamos evitar situações como as até agora comentadas? Para muitos a resposta seria simplesmente, que em todas as esferas deveríamos possuir mão de obra técnica e humanamente preparada, incluso aqui uma fiscalização forte e rigorosa.

Isto sem dúvida ajudaria muito evitar ilegalidades e imoralidades. Entretanto, entendo que uma ação ainda maior ajudaria bem mais que a anterior. Sabe qual é?

Simplesmente sermos e praticarmos a honestidade e a lealdade em todos os meios e momentos que vivermos.

Permitam-me lembrar um fato. Jesus deseja que sejamos bons e honestos em todo nosso ser e não apenas da boca para fora. Parece-me que a decisão está novamente em nossas mãos. Meu caro leitor, o que você escolherá?

Milton A G Zen
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11/04/2010
A Ética e a Legalidade" addthis:description="“De tanto ver triunfar as NULIDADES, de tanto ver prosperar a DESONRA, de tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos DOS MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça, e TER VERGONHA de ser honesto!” (Ruy Barbosa – Senado Federal, 1914). Um grande conflito é o […]">

Manutenção Preditiva

Realizar uma ação preventiva normalmente é difícil de ser aceita. Primeiro por que acreditamos que em time que está ganhando não precisa de melhoria, em segundo é desnecessário gastar dinheiro e por último, queremos manter o desconhecido bem distante de nossos olhos.

Temos medo do desconhecido, e se o tornarmos claro, deveremos assumir uma posição que demandará de nossa parte uma ação. O mesmo vale para a manutenção de nossa saúde. Enquanto jovens acreditamos que somos infalíveis e com o passar dos anos, se não aceitarmos que nosso corpo precisa de maiores cuidados, poderemos perecer precocemente.

Nas empresas vale a mesma regra. Existe um sem número de técnicas de ações preditivas. Boa parte delas são oriundas das técnicas médicas. A análise de um lubrificante é semelhante ao do nosso sangue. Procuramos nele resíduos diversos, que possam nos indicar o que está ocorrendo no interior da máquina. É a ferrografia. Através dela podemos detectar muitos desgastes em andamento.

A análise de vibração, nos permite analisar o alinhamento e o correto acoplamentos das partes. A ultrassonografia, nos possibilita identificar a regularidade da superfície, a existência ou não de trincas ou ainda variações da composição de um material.

A endoscopia, a exemplo de nosso corpo, nos mostra o que ocorre no interior das máquinas. Para que essa técnica possa ser melhor utilizada, as máquinas precisam ser construídas de maneira apropriada. No futuro usaremos pequenas câmaras fotográficas que serão injetadas na circulação de um sistema de lubrificação e veremos claramente as falhas existentes.

Com a termografia detectamos trincas em fornos, falhas de acoplamento, atritos diversos em redutores, além daqueles ligados aos aspectos elétricos normalmente já utilizados. E se aliarmos o sensoramento remoto, teremos a possibilidade de acompanhar a operação e a vida de um equipamento sentados em uma mesa nos escritórios de manutenção.

Se temos tantas vantagens com a utilização de tais técnicas preditivas, devemos ampliar esse conhecimento e divulgar o seu aproveitamento de maneira a alcançar ainda melhores resultados empresariais. Basta querermos!

Um abraço.

Milton Zen

15/11/2009
Manutenção Preditiva" addthis:description="Realizar uma ação preventiva normalmente é difícil de ser aceita. Primeiro por que acreditamos que em time que está ganhando não precisa de melhoria, em segundo é desnecessário gastar dinheiro e por último, queremos manter o desconhecido bem distante de nossos olhos. Temos medo do desconhecido, e se o tornarmos claro, deveremos assumir uma posição […]">

ORGANIZAÇÃO

A Organização no ambiente do trabalho é um dos itens mais importantes para a obtenção de resultados empresariais.

Lembro-me de quando era criança e minha mãe ensinava que eu deveria manter meus materiais escolares limpos e organizados. O objetivo era permitir que estivessem disponíveis quando necessário.

A mesma orientação servia para os brinquedos. Ao longo do tempo parece que muitos foram esquecendo de tais orientações e deixaram de aproveitar no ambiente do trabalho toda aquela educação familiar.

Muitas vezes, quando visito outras empresas percebo as grandes oportunidades de melhoria que elas possuem, mas por estarem desatentas ao que as cerca perdem a chance de melhorar. O que devemos fazer para reaprender?

Em primeiro lugar está em abrir o coração e reconhecer que temos limitações e que necessitamos estar constantemente em um processo de aprendizagem. Aprender sempre é a chave do bom resultado.

Você que é o responsável em liderar equipes, disponibilize parte de seu tempo em sua rotina para visitar e conhecer em detalhe as áreas sob sua coordenação. Verifique o que está fora do lugar ou que considere um desvio e anote de maneira que possa em uma etapa posterior participar de ações que possam orientar a melhor maneira de realizar a organização. Isso feito, que tal montar um trabalho em grupo e através das equipes buscar aproveitar os ensinamentos do 5S.

Iniciem por conhecer a metodologia, treinando os colaboradores e buscando seu apoio para essa nova etapa empresarial. A seguir separem os objetos necessários dos desnecessários, organizando o absolutamente necessário por proximidade e utilização freqüente e pouco freqüente.

Depois, limpem e mantenham limpo o ambiente de maneira a permitir uma visualização do mesmo de maneira adequada e mais fácil para alocar os itens necessários. A seguir, padronize o que foi organizado, facilitando sempre sua localização e por último, busquem e mantenham a disciplina. É ela que fará com que haja o compromisso e o respeito pelo implementado.

Uma das grandes vantagens desse processo é o trabalho participativo e de camaradagem, onde aprendemos a conhecer as necessidades e anseios do grupo, melhorando o relacionamento entre todos.

Boa sorte.

Milton A G Zen
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23/09/2009
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ENVOLVIDO, COMPROMETIDO OU CONVERTIDO

Muitos perguntam: Por que os diversos níveis de chefia de uma empresa apresentam-se diferentemente engajados nos projetos empresariais? A mesma questão vale para os demais colaboradores.

Gostaria de lembrar-lhes a composição do “bife a cavalo”: a galinha fornece o ovo, o boi o bife. Ou seja, a galinha está envolvida com o processo de formação do bife a cavalo e o boi, verdadeiramente comprometido, visto que deu sua vida para que o mesmo existisse.

De acordo com o dicionário Michaelis, envolver significa: enrolar-se, embrulhar-se, cercar, rodear, circundar, incluir-se, comprometer-se. Já o significado de comprometer é: obrigar-se por compromisso.

Já conforme o dicionário Houaiss, envolver significa: cobrir-se com invólucro, enrolar-se, tomar parte em, e o significado de comprometer é: expor-se a risco, dar como garantia moral, obrigar-se por compromisso.

Pois é, o sentido de comprometer-se acrescenta o sentido de obrigação, de responsabilidade moral. Essa percepção é sutil, mas muito importante. Muitos dos projetos desenvolvidos em nossas empresas ganham apenas o envolvimento das pessoas e assim se desenrolam sem participação efetiva da liderança e colaboradores e os resultados esperados deixam de ser alcançados. Mas, os projetos que possuem um compromisso forte dos líderes e colaboradores resultam muito melhores.

Outro exemplo é: “João, você pode arriscar-se nesse projeto, pois estou lhe dando todo apoio, e, além disso, estou logo atrás de você. Se precisar de algo, estou à sua inteira disposição”. Tais palavras são corriqueiras nas empresas, mas não trazem consigo o compromisso do líder, pois quem se arrisca não é ele, e sim o colaborador. Quem garante que o líder estará pronto para proteger o colaborador no momento necessário?

Outra situação é a do general que manda seu soldado para o front e diz a ele que tudo que ele necessitar lhe será fornecido, ou mesmo, lhe será garantida a vida. Pois bem, o general está bem protegido no quartel enquanto o soldado está completamente exposto. Esse pensamento não possuía o General Patton, famoso por suas ações no front na II Grande Guerra, pois estava sempre ao lado de suas colunas.

Percebem que os resultados poderiam ser melhores se houvesse por parte dos líderes e dos colaboradores um sentimento ainda mais profundo pelo projeto em desenvolvimento? Que sentimento seria esse?

Eu afirmo que é o mesmo sentimento que possui um crente. Crente é aquele que possui uma fé que leva tudo demasiadamente a sério e acredita num ente superior.

O que é ser um verdadeiro crente?

O conceito necessário é o de ser um convertido. Converter segundo os mesmos dicionários significa mudar uma coisa em outra, mudando sua forma, seu estado ou sua propriedade. Fazer mudar de crença, de opinião, abraçando novo credo religioso.

Pois é, assim posso afirmar que uma Liderança Eficiente e Eficaz começa em nós mesmos. Se desejarmos que as pessoas hajam de maneira efetiva, devemos lembrar que um processo de mudança do comportamento externo das pessoas jamais será duradouro se não houver uma mudança interna.

Assim, a verdadeira mudança no comportamento ocorrerá quando houver mudança no CORAÇÃO (Espírito). É lá que está nossa essência.

Portanto a mensagem que devemos levar ao próximo deve ser aquela em que nos tornemos pessoas diferentes, não apenas em agirmos de maneira diferente. “Devemos aprender a não apenas fazer coisas boas, mas em sermos pessoas boas”.

Assim, posso dizer com certeza que, devemos atuar no coração para obtermos mudanças reais e assim alcançarmos resultados que além de serem eficientes serão eficazes.

Portanto, podemos acrescentar ao texto o conceito sobre Líderes que são dois os tipos: Líderes acima de tudo, e Servos acima de tudo.

Líderes acima de tudo: São os que naturalmente tentam controlar, tomar decisões, dar ordens. Não gostam de feedback porque o vêm como ameaça à sua posição, que é exatamente o que mais querem manter.

Líderes que são servos acima de tudo: São chamados e não levados a liderar, pois desejam ser naturalmente útil. São libertos em relação à sua posição. Além disso, sentem-se bem com o feedback, porque acreditam que assim poderão servir melhor.

Portanto, o líder eficaz sabe realizar sua abordagem em três áreas: Comportamental (Mãos-Corpo), Intelectual (Cabeça-Mente) e Emocional (Coração-Espírito).

Por último menciono Mateus 12:25: “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá”.
O que quero dizer com isso?

Bem, se desejamos obter resultados eficientes e eficazes, precisamos estar unidos, isso quer dizer que todos devem estar convertidos. Acreditar e agir no sentido do bom comportamento é primordial para que nossas empresas sejam perenes.

Milton Augusto G Zen
www.magzen.eng.br
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14/08/2009
ENVOLVIDO, COMPROMETIDO OU CONVERTIDO" addthis:description="Muitos perguntam: Por que os diversos níveis de chefia de uma empresa apresentam-se diferentemente engajados nos projetos empresariais? A mesma questão vale para os demais colaboradores. Gostaria de lembrar-lhes a composição do “bife a cavalo”: a galinha fornece o ovo, o boi o bife. Ou seja, a galinha está envolvida com o processo de formação […]">

Quem tem Problemas?

Estamos caminhando para terminar mais um ano e com certeza muitos estão dando graças a DEUS devido aos problemas que tiveram e ainda os que estão por aí para serem eliminados.

Recentemente ouvi uma frase: “Problema é uma oportunidade travestida de muito trabalho (Henry Kaiser). Pois bem, eu complementaria com outra. “Se estiver vivendo uma crise, CRIE”. (mais…)

29/07/2009
Quem tem Problemas?" addthis:description="Estamos caminhando para terminar mais um ano e com certeza muitos estão dando graças a DEUS devido aos problemas que tiveram e ainda os que estão por aí para serem eliminados. Recentemente ouvi uma frase: “Problema é uma oportunidade travestida de muito trabalho (Henry Kaiser). Pois bem, eu complementaria com outra. “Se estiver vivendo uma […]">

A Empresa é justa?

Inicio fazendo outra pergunta. A sociedade é justa?
A resposta imediata será não. Pois bem, se a sociedade em que vivemos não é justa e está apoiada no meio familiar, que também muitas vezes não é justo. O que diremos da empresa?
Uma empresa é composta de seres humanos que são oriundos de famílias e de um meio social que nem sempre é justo. Lembrem-se que a empresa não é casa de caridade, e sendo composta de pessoas muitas vezes injustas, busca ainda basicamente o lucro. (mais…)

19/07/2009
A Empresa é justa?" addthis:description="Inicio fazendo outra pergunta. A sociedade é justa? A resposta imediata será não. Pois bem, se a sociedade em que vivemos não é justa e está apoiada no meio familiar, que também muitas vezes não é justo. O que diremos da empresa? Uma empresa é composta de seres humanos que são oriundos de famílias e […]">

O que faz uma nação prosperar? E uma empresa?

Inovação é uma das ferramentas mais apropriadas para provocar o desenvolvimento de uma nação. O dinamismo de sua população evita a manutenção do status quo, provocando uma constante quebra de paradigmas que resultam em contínua mutação e melhoria. (mais…)

05/07/2009
O que faz uma nação prosperar? E uma empresa?" addthis:description="Inovação é uma das ferramentas mais apropriadas para provocar o desenvolvimento de uma nação. O dinamismo de sua população evita a manutenção do status quo, provocando uma constante quebra de paradigmas que resultam em contínua mutação e melhoria.">

Talentos

Há cerca de oito anos conhecemos uma senhora descendente de espanhóis. Ela era a responsável pela organização de um restaurante self-service na cidade de Bertioga, no bairro da Riviera de São Lourenço. Uma mulher forte, inteligente, extremosa cozinheira e altamente comprometida com suas atividades e responsabilidades. Para completar também evangélica e temente a DEUS. Seu marido, ex-profissional de montadora de automóveis, hoje falecido, colaborava bastante na condução dos negócios, que compartilhavam com seu filho, genro e filha.

Por ser extremosa cozinheira desenvolvia, treinava e organizava pessoalmente todas as atividades até a colocação dos pratos no balcão para os clientes. Tudo tinha e ainda tem que ser perfeito. Treinou pessoalmente vários profissionais que hoje atuam de maneira independente. O nome dela é Conceição.

Sua filha, quando a conhecemos já atuava na parte do gerenciamento do negócio como responsável por toda a parte de relacionamento com os seus colaboradores, fornecedores e pagamentos diversos. Profissional a exemplo da mãe, comprometida e zelosa de seus deveres. Busca sempre apoiar, respeitar e orientar os colaboradores, ajudando-os em tudo que lhe é possível.

Sua responsabilidade pela organização dos investimentos e despesas traz consigo a convivência com o estresse diário de uma vida corrida, agitada e que demanda muita atenção naquilo que realiza. Mas tenho certeza, o faz com amor e carinho. Seu esposo, profissional de grande experiência na área desempenha um papel de recepção, direcionamento e organização da equipe de garçons e atendentes, criando uma atmosfera cordial e amigável com o cliente, que sempre retorna. O nome da filha é Edivânia e o do esposo dela Euclides.

Dessa união, resultou uma menina que cresceu em um meio repleto de bons exemplos, de trabalho e de incrível talento. O resultado só poderia ser de uma excelente profissional. Aprendeu todos os macetes de uma cozinha: design, organização e orientação dos colaboradores. Para completar tornou-se maravilhosa chefe de cozinha. Formou-se em gastronomia, fez vários cursos complementares e hoje além de nos brindar com as delícias que aprendeu em família, nos premia com outros pratos que vem aprendendo com grandes chefes.

Mesmo com sua pouca idade, vem expondo seu trabalho demonstrando seu talento e fazendo degustações para pessoas bastante interessadas em aprender algo que as retire de sua rotina e lhes leve ao mundo fantástico da alta gastronomia. Seu nome é Fernanda.

Apelidei-as triunvirato GIMENEZ. Talento não é apenas um dom que se adquire ao nascer, mas também se constrói com exemplos, modelos e feed-back.

Eu e minha esposa, além de clientes, pois nos deliciamos com os quitutes talentosamente elaborados, temos a sorte de tê-las como amigas e irmãs em CRISTO.

TALENTO, como já dito, nasce e pode ser edificado. É insubstituível, e custa para aparecer outro semelhante. Mas, nos deixam de presente o seu legado.

E você? Como está desenvolvendo seu talento? E qual será o seu legado?

Milton A G Zen
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23/06/2009
Talentos" addthis:description="Há cerca de oito anos conhecemos uma senhora descendente de espanhóis. Ela era a responsável pela organização de um restaurante self-service na cidade de Bertioga, no bairro da Riviera de São Lourenço. Uma mulher forte, inteligente, extremosa cozinheira e altamente comprometida com suas atividades e responsabilidades. Para completar também evangélica e temente a DEUS. Seu […]">

Know-how, um novo desafio!

Esse assunto é de extrema importância para nossa indústria e, portanto para nosso país. No artigo anterior comentei que a perda de capital intelectual, bem esse, intangível é muito perigoso para a sobrevivência da empresa mãe, quando opta por uma terceirização baseada apenas no custo.

Entendo que nesse ritmo a empresa perecerá, e perguntei: Quando será isso? Minha resposta foi: Tudo dependerá do mercado e de seus competidores. A que melhor direcionar tais mudanças e souber valorizar seus talentos manter-se-á viva.

Pergunto: É fácil substituir talentos? Minha resposta é não. Talento não se substitui, o que vem depois é um outro tipo de talento. Com certeza diferente do anterior, com qualidades e defeitos que poderão ser melhorados.

Lembremos de fatos como no automobilismo. Nick Lauda, Nelson Piquet, Airton Senna, Michael Schumaker, dentre outros, foram e continuam sendo talentos incomuns. No futebol, Edson Arantes do Nascimento, o PELÉ, continua sendo o maior. Muitos outros vieram depois dele, mas nenhum com tantas qualidades reunidas.

Pois bem, afirmei que a empresa que melhor trabalhar as mudanças manter-se-á viva. Mudança passa com certeza pela busca de novos talentos, inclusive em outras empresas e até mesmo em outros países, quando optamos por uma transferência de atividades.

Isso significa que terceirizar pode ser uma excelente alternativa para a sobrevida de sua empresa, visto que se houver a possibilidade de trabalhar com talentos melhores que os que você possui, será vantajoso, mesmo que venha a pagar mais por isso, diante dos resultados que poderão ser alcançados.

Em uma economia globalizada como a que estamos vivendo hoje, muitas empresas estão buscando alternativas em outros países, que possuem talentos incomuns e que por estarem em um processo inicial de desenvolvimento, têm um custo menor. Essa é também uma das características da terceirização na atual economia.

Essa adaptação traz a galope a necessidade de ampliar o relacionamento entre países, empresas e profissionais. Lembre-se que um negócio não se faz sozinho, mas através de uma rede de relacionamentos. Ele será perene, se conseguir atender às necessidades e expectativas de seus clientes dentro das condições que o mesmo está disposto a pagar.

É um grande desafio, quem sobreviver, verá!!!!!

Milton A G Zen
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23/06/2009
Know-how, um novo desafio!" addthis:description="Esse assunto é de extrema importância para nossa indústria e, portanto para nosso país. No artigo anterior comentei que a perda de capital intelectual, bem esse, intangível é muito perigoso para a sobrevivência da empresa mãe, quando opta por uma terceirização baseada apenas no custo. Entendo que nesse ritmo a empresa perecerá, e perguntei: Quando […]">

Para onde vai nosso know-how?

Atuo no ambiente empresarial, bem como no universitário. Faço palestras, cursos e mini-cursos, e aos poucos, nesses anos todos constatei que o conhecimento humano tem se reduzido nas empresas.

Elas continuam reduzindo suas estruturas, tudo para enfrentar um mercado competitivo. Antes, onde tínhamos um diretor com tres a quatro gerentes, ou ainda um gerente com três a quatro supervisões, hoje temos um supervisor com o mesmo tipo de estrutura, mantendo-se o mesmo número de colaboradores.

Assim, o conhecimento aos poucos vem sendo desvalorizado, pois em uma estrutura demasiadamente enxuta, tem-se pouco tempo, para não dizer quase nenhum, para a realização de treinamentos, tanto de reciclagem quanto para agregar novos conhecimentos. Aliado a isso, está uma reduzida estrutura de recursos humanos, que em função da perda de seu valor estratégico deixa a empresa sem possibilidades de direcionar e buscar novos conhecimentos para sua continuidade e desenvolvimento.

As indústrias estão necessariamente e obrigatoriamente atualizando seu parque de máquinas e instalações, comprando equipamentos que custam milhões de dólares, mas, as pessoas que os operam são jovens e tampouco são treinadas o suficiente para assumirem tal responsabilidade. Isso faz com que haja baixo compromisso com o objetivo determinado, bem como expõe esses profissionais a trabalho para as quais não foram devidamente preparados.

Os cargos de gestão remanescentes tem sido sistematicamente ocupados por profissionais muito jovens, sem experiência de vida e tampouco de mercado, fato que dificulta uma boa análise das ocorrências para uma adequada e correta tomada de decisão.

Isso se repete não apenas no ambiente empresarial, mas também em diversas outras áreas. É a necessidade de reduzir custos, visto a grande possibilidade de redução das despesas de salário e os encargos a ele atrelados.

A base para alcançar bons resultados está calçada no conhecimento e experiência da equipe com que se trabalha, bem como, das instalações que tem à sua disposição. Existem empresas, onde a nova liderança, antes de assumir essa função, é obrigada a conhecer as atividades e equipamentos que gerenciará.

Assim, os riscos de falha diminuem. Novos funcionários assumem responsabilidades apenas e após receberem instruções efetivas e da liderança, pois ela é a responsável direta pela orientação e condução adequada dos trabalhos.

Sou a favor de adequações estruturais nas empresas principalmente quando se busca a sinergia. Tenho participado delas nos últimos 18 anos, mas divirjo, dos princípios que muitas empresas tem usado, quando desfazem essas estruturas e terceirizam atividades olhando apenas o custo envolvido.

Assim, se perde muito, tanto na empresa contratante quanto na contratada, com reflexos em todo mercado. Isso é muito perigoso para a sobrevivência da contratante, visto que aos poucos está se desfazendo de seu capital intelectual e intangível. Entendo que nesse ritmo a empresa sofrerá conseqüências talvez irreversíveis.

Quando será isso? Tudo dependerá do mercado e de seus competidores. A que melhor direcionar tais mudanças e souber valorizar seus talentos manter-se-á viva. Boa sorte a todas!!!

Milton A G Zen
www.magzen.eng.br
magzen@magzen.eng.br
magzen@manutencao.net

19/06/2009
Para onde vai nosso know-how?" addthis:description="Atuo no ambiente empresarial, bem como no universitário. Faço palestras, cursos e mini-cursos, e aos poucos, nesses anos todos constatei que o conhecimento humano tem se reduzido nas empresas. Elas continuam reduzindo suas estruturas, tudo para enfrentar um mercado competitivo. Antes, onde tínhamos um diretor com tres a quatro gerentes, ou ainda um gerente com […]">

O Medíocre e o Meio Ambiente

Vamos discorrer um pouco sobre o que representa o medíocre quanto ao aspecto de defesa da Natureza e do Meio Ambiente.

“O MEDIOCRE NÃO SE EXPÕE E JAMAIS QUESTIONA. NÃO REPRESENTA AMEAÇA E CONVIVE TRANQÜILAMENTE COM QUALQUER SITUAÇÃO OU JOGO DE PODER”.

Realmente, as palavras acima são bem colocadas. Poucas pessoas fazem ou farão uma análise de sua maneira de pensar, chegando à conclusão de que jogam no time dos medíocres.

É importante notar que a palavra medíocre, aqui, não deve ser considerada em sentido pejorativo, mas sim quanto ao seu significado. Medíocre é aquele que ocupa o meio, nele se instalando, não apresentando novidades ou mesmo questionamentos e, portanto, não se expondo.

O medíocre existe em todo lugar, inclusive no Brasil. A sociedade que deseja procurar a vanguarda quanto à defesa do meio ambiente e do mundo animal, precisará dos inovadores, dos lutadores. O mesmo vale para as diversas sociedades ou organizações não governamentais. A inovação e a luta constante fazem parte da evolução. Inovar não significa apenas criar algo que seja de outro mundo, mas também realizar o mais simples ou o mesmo de maneira diferente, desde que com o objetivo de crescer e melhorar continuamente o meio em que vivemos e em que viverão nossos descendentes.

Nossa sociedade passa por um processo evolutivo, mas ainda temos um mercado cada vez mais ávido pelo lucro fácil, onde diversos empreendedores buscam espaço ao sol, visto conviverem em um mercado competitivo. Assim, as chances dessas empresas atingirem adequadamente seu cliente são cada vez menores. É preciso que tenham uma consciência profunda de seus erros e procurem corrigí-los com a maior brevidade possível. Empreendedores necessitam saber ouvir e detectar quais são os anseios do meio social onde pretendem realizar seus investimentos. Precisam saber mudar e respeitar a sociedade e a natureza.

A participação efetiva da sociedade e de seus representantes; sociedades amigos e organizações não governamentais; representará um passo bastante grande. Mas no momento tal praticamente inexiste e a consulta não ocorre e, portanto, o meio ambiente em que vivemos tem sofrido grandes danos. A Mata Atlântica nas cidades litorâneas e próximas ao litoral tem sido severamente destruída. O ciclo da Mãe Natureza vem sendo constantemente quebrado e já estamos sentindo as conseqüências. Mover o “Dinossauro” que muitas vezes são estas empresas não será nada fácil, mas terá que ser feito de forma conjunta e, um dia haverá ainda mais respeito pelo homem e pelo meio ambiente.

Várias técnicas de administração participativa têm sido usadas pelas empresas para melhorar seus fluxos internos, mas precisam ser ampliadas para o meio social onde acontecem seus investimentos. A sociedade está exigindo essa participação, não aceita mais ser ludibriada e tem lutado pelos seus direitos. Para que isso continue a acontecer, deveremos perseverar. Não tenho dúvidas de que seremos ouvidos.

A união de todos, sociedades amigos e organizações não governamentais, juntos nesse processo, é premente. Aqui, que me desculpem os medíocres. Se não se abstiverem de atitudes prejudiciais, com certeza muitos mais sofrerão as conseqüências, estas sim negativas e bastante danosas.

Devemos lembrar que muitos são os que já moram ou pretendem morar definitivamente em nosso Brasil e aqui têm delineado seu futuro familiar. Quanto mais cuidarmos da Mãe Natureza, quanto mais a respeitarmos, quanto mais melhorarmos o nosso Meio Ambiente, mais nosso Brasil será cuidado e respeitado por todos aqueles que vierem nos visitar ou aqui residir. Tudo é uma questão de cultura ambiental.

É claro que poderíamos escrever mais sobre este assunto. Faço votos de que as palavras acima sirvam para reflexão. E para aqueles que estão acostumados à reflexão e não se consideram medíocres, trabalhem multiplicando-as.

Milton A G Zen
magzen@manutencao.net
magzen@uol.com.br
magzen@magzen.eng.br

11/06/2009
O Medíocre e o Meio Ambiente" addthis:description="Vamos discorrer um pouco sobre o que representa o medíocre quanto ao aspecto de defesa da Natureza e do Meio Ambiente. “O MEDIOCRE NÃO SE EXPÕE E JAMAIS QUESTIONA. NÃO REPRESENTA AMEAÇA E CONVIVE TRANQÜILAMENTE COM QUALQUER SITUAÇÃO OU JOGO DE PODER”. Realmente, as palavras acima são bem colocadas. Poucas pessoas fazem ou farão uma […]">
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