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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

A TERCEIRIZAÇÃO da Manutenção avança no Brasil. Apesar da crise ou por causa da crise?

- 06/03/2017

Hoje saiu o relatório da pesquisa anual , edição 2017, sobre TERCEIRIZAÇÃO na Manutenção Brasileira.

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Essa pesquisa é realizada pelo site www.indicadoresdegestao.com, um dos canais da da RBM – Rede Brasileira de Manutenção.

Os números da pesquisa mostram que a Terceirização também foi afetada pela crise em que o Brasil se arrasta desde final de 2014.

O número de empresas que terceirizam serviços manteve-se estável (87%) em relação a 2016, observando-se que entre as multinacionais esse índice chega a 96% enquanto entre as nacionais está em 62%.

 

Dilema Shakespeariano

Terceirizar ou não terceirizar, eis a questão.
Com a lei geral sobre Terceirização prestes a ser votada na Câmara do Deputados, em Brasília, veremos como o mercado vai se comportar. O assunto esteve parado desde 2002, por conta da ação de alguns partidos políticos que vêm a liberação da Terceirização como um obstáculo à sua vontade de estatização geral.
Mas voltando aos números da pesquisa, não houve muita mudança no amor e ódio à terceirização na Manutenção: 33% são contra e 67% a favor. Quando se aplica um filtro nas respostas, vemos que o pessoal da alta gestão (gerentes e diretores), são amplamente favoráveis (92 %) a se terceirizar muitas atividades de Facilities e Manutenção.
A pesquisa mostra que Terceirização na Manutenção só é palpável nas empresas com mais de 500 empregados.

 

 

Terceirizar para reduzir Custos

Entre as empresas que já tinham a prática da terceirização cresceu o número de serviços contratados (aumento de 3%).
E a necessidade de redução de custos subiu de 22 para 27% como motivo para se terceirizar, enquanto a expertise do prestador de serviços ficou estável na casa dos 35%.
O serviço mais terceirizado do Brasil continua sendo a Manutenção de Ar Condicionado (67,4%), seguido de Manutenção Predial (55,2%) e Serviços Gerais (Chaveiro, marceneiro, etc.) que é algo praticado em 53,5% das empresas.
Cabe um destaque para a Limpeza Predial que em 2016 era terceirizada em 22% das empresas e hoje já está presente em 33% delas.

 

Melhorou mas fica como está

Uma boa notícia: 86% das empresas recomendam as empresas que lhe fornecem os serviços. No ano passado esse índice foi de 80%.
Uma notícia ruim ou boa, dependendo de quem lê: as empresas vão manter seus níveis atuais de terceirização. Quem tem, tem e fica como está. Quem não tem, não pretende ter.  Tanto é assim que somente 25,9 % das empresas pretendem aumentar seu nível de terceirização e 17,6% pretendem diminuir. Números quase iguais aos que se apresentaram no últimos 3 anos desta pesquisa.

 

O relatório completo foi entregue hoje aos 1020 profissionais, de 977 empresas, que responderam a pesquisa durante os meses de janeiro e fevereiro deste ano.

Quem desejar participar dessa e outras pesquisas, deve se cadastra no site www.indicadoresdegestao.com. Cada pesquisa gera um relatório e quem responde ganha o reporte de graça.

Abraços

Paulo Walter
Consultor em Gestão de Serviços

 

 

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Publicado por: Paulo Walter

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