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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Retratos da crise: E a Terceirização na Manutenção, ó…

- 14/09/2016

A tendencia da terceirização na Manutenção brasileira vinha num viés de alta desde 2009 até o ano de 2014. Sempre um pouco mais a cada ano.

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A terceirização de processos é uma tendencia mundial e seu avanço é um indicador importante da pujancia nas economias mais avançadas deste planeta.
É em serviços que mais se gera emprego e renda e, consequentemente, impostos.

O mercado de serviços funciona assim quando a economia vai bem: quanto mais se contrata, mais empresas de serviços aparecem para atender a demanda; as empresas, ao contratarem mais, aprendem a contratar melhor; a concorrência aumenta, aumenta a qualidade dos serviços ofertados; melhores serviços, mais eficiência, melhores resultados; mais contratos, mais empregos e melhoria da mão de obra empregada.
Esse ciclo é chamado “ciclo virtuoso”, pois todo mundo sai beneficiado.

Mas, a história segue seu curso e vem a crise provocada, agravada mais e mais a partir do fim de 2014, com a forçação de barra para atender necessidades eleitorais e com a persistência de erros já conhecidos por todos nós. É o “ciclo destrutivo”.

Parar de Cair Antes de Começar a Subir

As mais recentes pesquisas da RBM – Rede Brasileira de Manutenção, realizadas através do site www.indicadoresdegestao.com, mostram que a área de serviços na Manutenção no Brasil sofreu, nos três últimos anos, uma marcha a ré que levou as coisas aos patamares de 2010.
Já há indicadores de que a queda chegou ao fim e há uma estabilização nos negócios e há até uma perspectiva de melhora para 2017. A se confirmar a melhora de cenário, o Brasil terá perdido 6 anos na evolução do mercado.

Vamos aos números:
– A pequisa sobre Manutenção PREDITIVA no Brasil – edição 2016, mostrou que houve uma queda impressionante na contratação de serviços de termografia, análise de vibração, análise de óleos e outras. Em 2014 86,3 % das empresas tinham algo de preditiva contratado externamente. Em 2016 somente 68,4% contratam esses serviços externamente.
– 51,4% das empresas apontam dificuldades no Custo para rodarem seus programas de preditiva, enquanto que a dificuldade de aplicação das técnicas preditivas é um problema somente para 17,1% das empresas.

– Já a pequisa sobre Manutenção PREVENTIVA no Brasil – edição 2016, nos informa que, com a queda da atividade industrial, ociosidade de produção em quase todas as fábricas, os programas e indicadores deram uma “afrouxada”. Reduzindo equipes próprias, cortando contratos, cortando na carne, as empresas desmobilizaram programas diversos, mesmo aqueles que trazem economias importantes, como a reciclagem de lubrificantes (menos 12% em 3 anos), redução de consumo de energia (menos 18% em 3 anos).

– Já da pequisa sobre Orçamento da Manutenção para 2017 temos números mostrando que para 71,2% das empresas participantes do levantamento nacional, o orçamento da Manutenção em 2017 vai ficar do mesmo tamanho ou diminuir um pouco. E isso ocorre mesmo indicando que para 47,1% das empresas o cenário para 2017 é de crescimento de produção e do faturamento. Ou seja, para a Gestão de Ativos Físicos, o ano que vem vai ser de aperto e muita exigência.
– Nesta pesquisa sobre o Orçamento 2017 há a informação de que a Terceirização vai crescer em 37,1% das empresas brasileiras enquanto as equipes próprias vão crescer ali pelos 38%. Um empate técnico, digamos.

– A pequisa sobre Terceirização na Manutenção Brasileira – edição 2016, realizada bem no início do ano (fevereiro e março), mostrava que a previsão de terceirização de serviços ao longo deste ano e projetando-se para 2017, vai passar pelo crivo da qualidade.

Nas Maiores os Maiores Tombos

Todas as empresas de serviços que atuam nas áreas de Manutenção e Facilities, de todos os portes, acompanharam a economia nacional e tiveram muitos contratos cancelados ou reduzidos. Algumas até desapareceram ou foram engolidas pela concorrência. Acontece neste tipo de ciclo que estamos vivenciando.
Quem mais sofreu foram as mega empresas de serviços, principalmente as de origem multinacional. Nessas empresas, mais que nos concorrentes nacionais, a regra tem sido cortar estrutura de apoio, substituir pessoal qualificado e experiente por “pessoal mais barato”, sacrificando a qualidade do que se entrega, pois é enorme a pressão para a obtenção dos números finais positivos exigidos por suas matrizes.

A pesquisa das Marcas Mais Conhecidas da Manutenção Brasileira, encerrada em julho passado, mostrou que as “campeãs do mercado” continuam campeãs mas tiveram perdas expressivas em market share, chegando algumas delas a experimentarem um recuo de 12% em sua participação mercadológica.
A mesma pesquisa mostrou também que a pulverização foi a tônica do mercado. Talvez pelo fato de que muita gente boa abriu empresa após ser demitido e presta os chamados “serviços locais”.

As empresas de menor porte, tradicionais e em geral nacionais, têm mais flexibilidade e seus executivos têm feito a gestão da crise com o olhar para a sobrevivência. Sei de várias empresas que fizeram acordos com seu pessoal mais graduado para adequarem-se a remuneração e os resultados. Não se perde qualidade e garante-se a continuidade dos negócios. Até a crise passar.

O que concluo é que para muita gente, 2016 já terminou e tudo o que se faz agora é olhando para 2017.

Bem que a festa de réveillon podia ser em 31 de outubro, não é mesmo?

Abraços
Paulo Roberto Walter
Consultoria em Gestão de Serviços
paulo.walter@manutencao.net
www.manutencao.net
www.indicadoresdegestao.com

 

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Publicado por: Paulo Walter

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