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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

RESULTADOS FINANCEIROS GERADOS PELA MANUTENÇÃO – Isso existe?

- 05/05/2008

Minha ida ao EUROMAINTENANCE 2008 – Congresso Europeu de Manutenção que aconteceu em Bruxelas, na Bélgica no início do mês de Abril, tinha o firme propósito de colher informações sobre o estado da arte em termos de gestão da manutenção. Confesso que estava cético. Com a internet e a comunicação on-line fica difícil acreditar que haja algo novo para ser apresentado num congresso, que já não esteja fortemente em uso e disseminado.
Ledo engano.
Fiquei sabendo de um monte de coisas. A maioria dessas novas informações está mais ligada aos resultados do que as formas e ferramentas das práticas.
Por exemplo, fiquei sabendo que o grupo CARGILL, gigante mundial do setor de alimentos e fertilizantes, em seu planejamento estratégico ambicioso (coisa típica de quem é líder) compra ou constrói seis novas unidades industriais a cada ano. E duas destas unidades são compradas ou construídas com o ganho adicionado e a economia proporcionada pela gestão de manutenção de ativos, dentro de um programa mundial da empresa, tocado por uma diretoria corporativa.
Calcado em confiabilidade e num mix de indicadores para pilotagem do programa, a CARGILL colhe os frutos de um trabalho estruturado, paciente e perseverante, que já tem sete anos.
Segundo os gerentes com quem falei, o investimento do programa já retornou alguma vezes. O número preciso é segredo de estado, mas é coisa na casa de centenas de milhões de dólares ao ano. Como o programa já tem sete anos …
Uma conseqüência forte destes resultados, bem medidos, é que o budget da manutenção é definido em bases empresariais, com os resultados financeiros esperados estabelecidos numa visão de longo prazo. Nada de números mágicos, impostos na base do “achometro”.
Sem fazer trocadilho com a atividade da empresa, eles são o benchmarking para quem acredita que quem planta colhe.
Nos próximos textos vou falar de outras empresas que tem a mesma abordagem para gestão de ativos, com sucesso igual e retorno diferenciado.
Se quiser mais informações de como estruturar uma política multi-site, dentro do modelo classe mundial, me escreva: paulo.walter@manutencao.net.
Abraços

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Publicado por: Paulo Walter

2 Comentários


  1. Antonio Salvador Lussari

    Caro Paulo,

    Como já me identifiquei, sou Chefe da Manutenção de Máquinas da Bosch Freios. Confesso que mesmo dentro de outras unidades na Bosch Brasil, ainda encontro muitas dúvidas sobre indicadores da Manutenção. O que é mais comum no mercado, Gasto / Máquina?, Gasto / Faturamento? Gasto / Hora Trabalhada? ou outro qualquer. Esta unidade em Campinas, atende ao Mercado Automobilístico – Sistema de Freios. Portanto seu parque é formado basicamente por Centros de Usinagem e Linhas de Montagem.
    Tenho hoje dois grandes desafios, primeiro garantir a disponibilidade dos Equipamentos acima de 96% (com OEE de 85% minimo) e segundo controlar os Gastos dentro do Budget planejado que nunca consigo.
    Voce tem algo (empresas) para que eu possa usar/consultar como referência?

    Grato.

    Salvador

  2. Rubens Roberto Faria Garcia

    Meus caros amigos,
    O olhar que colocamos sobre os custos de manutenção, sacrifica velhos e superados conceitos que confundem custos de manutenção e custos da manutenção.
    Vejam que pra inicio de conversa julgo de extrema maldade, por parte de alguns especialistas, quando tentam nos induzir a criarmos indicadores para efeito de avaliação de desempenho da gestão da manutenção, pelo critério preconceituoso de comparação entre empresas diferentes.
    Falar-se de indicadoes internacionais de referencia para avaliarmos os custos da manutenção significa delegarmos ao departamento financeiro da companhia a responsabilidade pelo perfil do custeio do orçamento e investimentos previstos no periodo, visando incrementar a receita líquida considerando a Capabilidade dos ativos produtivos.
    O Controle Estatisco do Processo de produção da planta, que não pode ser controlado pelo gestor da manutenção, junto com os custo alocados ao centro de custos da manutenção e ROE definirão o verdadeiro perfil dos custos da manutenção.
    Os custos de manutenção devem ser delegados ao gestor da manutenção, que deve estar focado, prioritariamente, no MTBF de cada ativo produtivo e no MTTR de cada intervenção de manutenção. A disponibilidade de cada máquina , decorrente dos indicadores da gestão de cada máquinas é que ditará para cada planta de processo, de forma inequivoca, a matriz dos custos ( qualificação da mão de obra, recursos disponiveis, politica de estoque da empresa, burocracia de contratação de serviços e compra de materiais, estrutura de comando, fator beta dos equipamentos considerando controle estatistico de manutenção….).
    Assim, recomendo:
    a)avalie a caracteristica da manutenção , use critérios especificos através do gráfico ARANHA;
    a)defina, consultando outros setores da companhia, qual a visão sobre cada um dos pontos analisados;
    c)forme um grupo multifuncional e aplique em diferentes pontos da planta a teoria MCC ou RCM;
    d)se for possivel faça IBR e MBR;
    e)fale com a área financeira e veja qual o Retorno sobre o Capital Investido desejado pela direção da empresa;
    f)monte ou ajuste a estrutura de apoio aos serviços de manutenção a luz do plano de produção e caracteristica da planta da fabrica;
    g)contrate mão de obra certificada pela ABRAMAN,
    H)calcule o custo de cada OS e estabeleça a relação R$ por m3, R$ por kg ou R$ por m2 ou por unidade de peças produzidas no mes ou ano, e avalie junto com a área de produção e financeira qual o desempenho da manutenção.
    grato,garcia

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