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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

QUAL O CUSTO QUE A MANUTENÇÃO DEVE TER?

- 30/05/2008

Das muitas consultas que nos chegaram nos últimos dias, dentro deste fantástico trabalho sobre Indicadores da Manutenção, que está rolando em nossa rede, selecionei uma bem simples e objetiva que nos foi formulada pelo Rodrigo lá de Barueri, que trabalha numa grande empresa de Logística e tem ativos de grande porte: Quanto podemos ou devemos gastar em manutenção? .
Caro Rodrigo
Minha resposta é: quanto menos melhor.
Meio óbvio, não? Nem tanto.
Segundo nossas pesquisas, ainda em andamento, somente 41,48% de nossas empresas fazem gestão de custos na manutenção.
E segundo dados da ABRAMAN, pelo levantamento de 2007, o custo médio da manutenção nas empresas brasileiras é de 4% em relação ao faturamento.
A questão é: se voce não controla quanto gasta, como vai gerenciar uma possível otimização deste gasto?
Portanto, para quase 60% das empresas brasileiras, a lição de casa é fazer seus controles acontecerem, para ver o quão distante estão das empresas concorrentes que estão no tal patamar de 4%.
Tenho feito trabalhos para empresas diversas e o que observo no campo é de que nas empresas “descontroladas” o custo da manutenção costuma estar bem acima da média das empresas que já exercem gestão de custos em sua gestão global de ativos.
Temos muito a falar a respeito.
Abraços e bom fim de semana

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Publicado por: Paulo Walter

23 Comentários


  1. Antonio Salvador Lussari

    Caro Paulo,

    Como voce tem comentado, o ideal é ter o custo da Manutenção sempre o menor possível, quem nos dera próximo de zero. Na empresa onde atuo como Gestor da Manutenção, este custo está entre 2 e 3% do Faturamento bruto, o que conforme média acima, estaria razoável. Porém para a Diretoria da empresa, estamos muito além da meta.
    Um dos problemas que mais tem influenciado os altos custos, é a própria condição atual do equipamento, ou seja, está entrando na 3a. etapa da Curva da Banheira.
    Aí vem meu desafio, como demontrar se o equipamento já não está na hora de ser substituído?
    Deixo então uma pergunta que talvez voce possa esclarecer, como encontrar o ponto ideal entre Gasto e Vida útil de um Equipamento para ser substituído? Como estrar certo que o Equipamento está na fase final de sua útil?
    Bem se voce puder enviar-me algum matrial a respeito, desde já agradeço.

    Lussari

    • Emiliano Ferreira

      Lussari, estou com a mesma dúvida que você. Já achou a resposta para a relação entre o custo do reparo de um equipamento e seu valor? Muitas pessoas que conheço adotam um padrão de boa prática de instrumentação que seria por volta de 40% de seu preço. Mas, analisando este problema mais a fundo, acredito que diversas questões como a eficiência do equipamento, e a perda de produção envolvida caso o equipamento fique indisponível deve ser levados em conta, entre outros. Você havia pedido algum material para o Paulo Walter. Ele conseguiu te fornecer? Se sim, favor me repassar.

  2. Carlos Henrique

    O custo com manutenção, pelo que tenho experiência, deve ser maior no que se diz respeito a prevenção de falhas do que com gastos com correção de falhas, pois o equipamento que tem uma boa inspeção de manutenção terá menos problemas do que aquele que não apresenta nenhuma inspeção, gerando com isso quebras e paradas de máquinas que trazem prejuízo e transtorno para a empresa.

  3. Alberto

    Bem o custo de manutenção, quanto menor melhor, mas sabe-se que para tudo existe limite. Acredito que um custo de 1% sobre o faturamento da empresa seja um bom indicar. Na empresa que trabalho geralmente conseguimos atingir este indicador. Não sei qual seria a média nacional, mas acredito que seja bem maior a 1%.

  4. Roberto Dias de Araujo

    Prezado Paulo,
    “Custo de Manutenção” é um tema interessante para ser abordado. Existem várias ferramentas, sistemas de apuração e indicadores diversos. Mas dentro deste tema o que mais me atrai, e estou trabalhando neste sentido, é de uma formulação sobre o “LUCRO” gerado pela manuten

  5. Sergio Seleghim

    Tenho receio em fixar parâmetros, acredito que ao criar índices possamos estar subestimando ou superestimando. Cada caso é um caso, por isso a necessidade de um gestor, com a mesma sensibilidade de um médico, que diante de um diagnostico procede diferentemente para cada paciente, de acordo com as características do paciente.
    Entendo que a manutenção deve ter o menor custo possível sim, porem com a precaução de não impor prejuízo ao sistema produtivo de que participa, ou a depreciação do capital.

  6. Allan Christian da S.Oliveira

    Hoje devemos ter um custo minimo de manutenção, com o auxilio de software de gerenciamento de manutenção conseguimos enxergar onde e como estamos aplicando esse custo destinado a manutenção, o melhor, é que podemos ajustar os gastos e fazermos investimentos nas areas que são necessarias, como por exemplo, comprar um equipamento novo substituindo aquele que chegou em seu fim de vida útil e só está dando prejuizo a area de manutenção. Toda empresa nosdias atuais devem ter um software de manutenção para controlar todos os custos desta area.

  7. Domingos Sande

    Quando falamos em manutenção devemos ser extremamente cautelosos, porque a idéia que a palavra “Manutenção” nos proporciona é de custo. Agora, quando nos programamos e possuímos uma estrutura de manutenção, iremos agir muito preventivamente e preditivamente, evitando as corretivas, que normalmente possuem um alto custo. Mas, para isso acontecer é de suma importância que o corpo funcional seja devidamente treinado e comprometido com a ideologia de atuação. Manutenção eficaz não é aquela que mais atua corretivamente, e sim aquela onde as intervenções sejam feitas em paradas previamente programadas e/ou agendadas.

  8. Genivaldo Ramos

    Professor, neste artigo o sr. cita que o custo da manutenção deve ser proximo a 4% do faturamento e o professor Tavares, em outro artigo, cita que o custo deve estar proximo a 2% da depreciação.
    As minhas dúvidas são:
    1. Estes valores são equivalentes?
    2. Caso não sejam, qual indicador é mais utilizado mundialmente e no qual é no Brasil?

    Aproveitando a oportunidade quero dizer que estou a procura de novos desafios (emprego). Tempo vários anos de experiência em PCM e estou disposto a mudar de empresa e de segmento.

  9. José Hélio Ferreira Souza

    Caro Paulo,

    Concordo com seu comentario, o ideal e ter o custo da Manutencao sempre o menor possivel, porem devemos ter como rotina analisar em cima de parametros para podermos decidir melhor e avaliar sempre o custo benefi­cio, mesmo que o custo inicial seja maior, ao longo tempo ele dilui. No mais e como o colega Antonio Salvador Lussari diz: a condicao do equipamento, que estao entrando na 3a. etapa da Curva da Banheira que mais afeta nossos altos custos.

    Jose Helio Ferreira Souza

  10. ALEXANDRE CALDAS

    Paulo eu trocaria a palavra CUSTO pela INVESTIMENTO.
    Quanto eu devo investir na manutenção?

    Veja o custo do equipamento NOVO; o custo do equipamento parado.
    A vida útil que o fabricante projeta caso vc siga as recomendações.

    O faturamento por equipamento.

    Ah e o mais importante o time responsável pela manutenção x compras x controles – EXISTE SINERGIA OU COMPETIÇÃO?

  11. Carlos Xavier

    Olá Paulo.

    Acredito que um grande vilão para as empreas que não gerenciam de fato os custos com manutenção é a MÉDIA. Se na média estou bem, não há o que mexer e se estourar o orçamento, a culpa é de uma corretiva (não prevista é claro), cuja culpa é de um ativo antigo, que não ém culpa de ninguém.

    Trabalho há 14 anos com soluções de TI especializadas em gerir Manutencão de Frota e tenho consciência que fazer gestão dá trabalho e nem sempre temos as feramentas necessárias. Mas existe um atalho que dá resultado: começar pelas exceções. Indicadores que me demonstrem os 80-20 (80% que posso resolver com 20% de esforço) trazem resultado a curto e médio prazo, dando força e ânimo para que se possa planejar os resultados esperados a longo prazo.

    Acredito que não devamos misturar “o que está bom” com “o que não está bom”, pois você corre o risco de estar em uma média satisfatrória.

    Busque ferramentas que indiquem a exceção, que demonstrem os pequenos pontos que podem ser melhorados agora e que causarão grande impacto positivo – e tome ações para reverter o quadro.

    Abraço.

  12. Sandro Beltrão

    Paulo

    Inicialmente, seria interessante nós, operários da manutenção, descaracterizarmos o termo CUSTO quando tratamos da disciplina manutenção. Sou da corrente que enxerga a manutenção como investimento e não como custo. Ver a seguir, algumas justificativas.

    1) A atividade manutenção só existe por causa do fator depreciação do ativo industrial. Deve-se portanto desmistificar a condição de que a atividade de manutenção encerra nela própria a “culpa” pelas paradas e indisponibilidades do ativo industrial. O grande problema, é que essa “culpa” encontra-se culturalmente incorporada pelos mantenedores e é largamente explorada pelas áreas de produção, gerências e diretorias industriais.

    2) Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde todo e qualquer item do ativo industrial apresentará defeitos e, não havendo intervenção, falhará. Aí é que entra a real função da manutenção: disponibilizar equipamentos. Ou seja, a partir das diversas técnicas e ferramentas de gerenciamento de falhas disponíveis, introduzir e sistematizar procedimentos que garantam o maior “MTBF” e o menor “MTTR”. Agindo-se dessa forma, a manutenção passa a constituir-se num Centro de Agregação de Valor, contrapondo-se ao termo “Centro de Custo” largamente utilizado. É certo que o desemboldo financeiro pertinente à manutenabilidade do ativo industrial continuará existindo, mas em valores bem mais reduzidos.

    3) É no mínimo razoável afirmar que, em si só, a área de manutenção não encerra quaisquer tipos de custos próprios, uma vez que suas atividades são decorrentes. Ou seja, todo e qualquer desembolso financeiro pertinente às atividades de manutenção, logicamente, deve ser agregado ao custo operacional do “item” que naturalmente se depreciou. Não existe culpabilidade da área da manutenção nesta ocorrência, até mesmo porque a depreciação deu-se em “decorrência” da utilização do “item” com fins de produção. Portanto, se existem desembolsos financeiros, estes devem ser agregados aos Centros de Custos das áreas produtivas.

    4) Concluo, incorporando a linha de pensamento que defende a manutenção como fator de “investimento” e não de “custo”. Afinal, cada centavo investido na recuperação do ativo industrial, tem a finalidade elementar de manter o seu valor original (R$).

    Prof.º Sandro Beltrão
    CCM / CEFET-AL
    (82)2126-7031/9968-3627
    sandrobeltrao@uol.com.br / sandrobeltrao@gmail.com

  13. Moisés Rodrigues

    Temos algumas ferramentas para a gestão da manutenção, vários indices de acompanhamento, os quais podem demonstrar quais os custos envolvidos e se estão sendo corretamente investidos do ponto de vista de prioridades e retornos agora outro ponto que merece atenção é a getão dos materiais envolvidos em nossas ações, em todos os casos que conheço delegado a outros setores, como a Armazenagem e Suprimentos, que também em todos os casos que conheço não entendem, não querem e não precisam conhecer nossos processos internos de planejamento de manutenção onde os materiais são vitais para a execução, ocasionado assim um custo, e este sem dúvida custo mesmo, no principal insumo de qualquer empreendimento, o tempo, aumentando o tempo de parada, o tempo de transporte, o tempo de armazenagem, o tempo para retrabalho e diminuindo o tempo entre falhas, o tempo de vida útil e todas as mazelas que já conhecemos por trabalharmos com o tempo curto.
    A má gestão sobre nossos materiais este sim o grande custo da manutenção, daí a pergunta:
    Será que está sendo medido esta perda na média dos custos da manutenção que aparece como sendo de 4% ?

  14. Silas Oliveira

    Caro Paulo,

    A função primordial da manutenção é manter a confiabilidade e disponibilidade dos ativos com custos otimizados e competitivos. Evidente que o planejamento estratégico da manutenção é que dará o norte a ser seguido garantindo a sobrevivência e perpetuidade do negócio. Um fator importante é como aplicar “certo” o dinheiro a ser investido na manutenção, tarefa muitas vezes difícil de se realizar. Isto sim fará a diferença na gestão. A manutenção deve caminhar na direção de conhecer o orçamento base zero, ou seja, o que preciso investir para manter a minha planta operando com confiabiliadade e disponibilidade requerida? Este orçamento é fundamental para que se consiga performance no acompanhamento do mesmo, mapeando os desvios planejados em todas as direções.

  15. Gilmar G. de Oliveira

    O custo em si mesmo não significa aboslutamente nada. Da mesma forma que economizar, em determinada situação, também pode representar tanto uma boa estratégia quanto uma falta de bom-senso. O conhecimento é fundamental para se tomar decisões de quanto, como e onde dispender recursos – sejam monetários, de tempo etc. As abelhas constrõem seus favos em formato hexagonal, pois este é o que produz a maior relação entre a quantidade de cera e o volume de mel que pode ser armazenado. Isto denota aplicar recursos com base no conhecimento. Até que ponto vale investir e manter um determinado equipamento é uma decisão que deve ser tomada com base em conhecimento global – com participação das equipes de operação, engenharia, financeiro, qualidade etc. Nenhum setor – isoladamente, conseguirá definir a melhor estratégia para a empresa. Dados embasados no conhecimento científico e na experiência (empirismo) serão importantes para alimentarem a base de dados para a melhor decisão. Não se faz a guerra sem conselhos, pois é vital conhecer os pontos fracos e fortes do exército inimigo para delinemento do plano de ação. Da mesma forma as equipes de manutenção, engenharia, produção e outras devem avaliar – conjuntamente, até onde é possível avançar com os recursos existentes, quais devem ser os passíveis de reparos, além daqueles que devam ser descomissionados e, finalmente, o que deve ser especificado como investimento. Os índices são métricas – que se associam como conseqüências. O saber é a essência, que levará o negócio ao resultado satisfatório.

  16. Daniel M. Lotto

    O melhor custo está relacionado àquele que proporciona a manutenção obter e manter maior diponibilidade técnica e confiabilidade do processo produtivo alinhada aos resultados financeiros da empresa, ou seja, não adianta gastar exageradamente para se ter os melhores índices se isto poderá impactar negativamente no resultado financeiro da empresa.

  17. Luciano G Fernandes

    Somos de uma empresa de pequeno porte,porém o custo da manutenção gira em torno de 2% do faturamento bruto.
    Nossa preocupação está na identificação ideal do indicador de manutenção,pois trabalhamos com a filosofia do Kaizen,e mesmo considerando uma quebra ou um desgaste normal do equipamento,quando vamos realizar o conserto pensamos em uma melhoria ou modificação de tal componente,projeto da máquina,afim de estender a sua vida útil,pois,sabemos por melhor que seja projetado um equipamento,quando o mesmo for colocado em produção o mesmo aparecerá problemas ou (oportunidades de melhoria).
    No caso dos indicadores temos a seguinte separação:Fazemos um levantamento do indicador que se refere a manutenção real e separamos do indicador da melhoria executada no equipamento.Este da melhoria não entra no indicador de manutenção.
    Na questão da prevenção,nós fazemos uma avaliação de risco de cada equipamento,por ex:Aquele equipamento que se parar de trabalhar a empresa também pára,este achamos que vale apena investir na prevenção mesmo sabendo-se que poderia ir mais longe.
    Os outros então fazemos inspeções,deixamos as peças mais críticas de reposição em disponibilidade,caso haja alguma quebra a parada desta máquina por horas ou até um dia,não teremos grandes problemas!

    Obrigado!

  18. Carlos Sajorato

    Boa tarde.
    Para um planejamento futuro (Wiplan) qual a maneira correta de planejar os custos de manutenção? Devo utilizar o histórico de custos do ano anterior? Existe algum índice global que define isto?

    att,
    Carlos Sajorato

  19. Paulo Ribeiro

    Estou precisando de materiais didaticosl que me ajude a traçar um plano de manuntenabilidade de novos equipamento de uma grande empresa. Nesse plano devo classificar os equipamentos e subconjuntos, estudar a manutenabilidade dos subconjuntos de maior criticidade e propor soluções. Para cada subconjunto escolhido devo tambem fazer estudo de ergonomia.

  20. Marco Bacedo

    Tenho duvida de qual o indice ideal entre % de horas paradas de manutenção versus horas disponiveis.
    Tambem vale 4%?
    Obrigado por quem me responder pos email.

  21. vanderson

    Bom dia

    Qual o custo que vc considera ideal para a manutenção sobre o faturamento da empresa( percentual )?
    obrigado…

  22. Márcia

    Boa noite,
    Gostaria de saber se posso solicitar que tenha uma medida de qualidade mínima sobre o software a ser desenvolvido por uma empresa. Pensei em usar o MTBF = 120 horas para os primeiros 30 dias após implantação, que é o período de garantia da solução. Isso se faz em propostas comerciais deste tipo de solução? Se não, qual é a prática comum para isso?
    Obrigada.

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