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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Papo para Líderes, Chefes e Gestores

- 07/01/2009
Todo mundo passa por situações desconfortáveis em algum momento de sua carreira e vida profissional.

É assim que a coisa funciona. Desde os primórdios bíblicos existem os tempos de vacas gordas e os de vacas magras.

 No entanto, é no momento difícil que os líderes bem-sucedidos desenvolvem técnicas para reconhecer suas vulnerabilidades e fazer ajustes rápidos.

E questionar-se freqüentemente é uma forma do líder não ser pego pelo rodamoinho que leva ao fundo do rio em sua correnteza avassaladora.

Como anda sua atuação em algumas áreas?

1. Visão e prioridades

Uma pergunta importante: “Com que freqüência você revisa e comunica a visão e as prioridades do seu negócio ou da área sob sua responsabilidade?”.

Não há como conduzir pessoas se elas não sabem qual é o objetivo e o que é esperado delas. Infelizmente, muitos líderes negligenciam a visão de futuro e a forma dela ser facilmente compreendida.

Perguntas que devem ser feitas:

– Nosso pessoal sabe qual é a visão de futuro do negócio?

– Estão identificadas e comunicadas as três ou cinco prioridades-chave para conseguir alcançar a visão estabelecida?

– Se perguntados, os colaboradores saberão expressar a visão e quais são as prioridades?

 

2. Gestão de Tempo

Como você está sendo feito o aproveitamento do tempo? O tempo tem um papel importante na consecução da visão e no atendimento das prioridades. Na realidade o tempo é nosso bem mais precioso e mais escasso também. E aqui a conotação é de horas disponíveis mas também de fazer as coisas no momento certo, do inglês timing.

É triste, mas é verdade. Muitos gestores não podem responder a essa pergunta com precisão, pois não monitoram seu próprio tempo e não podem fazer uma avaliação realista e honesta de como gerem o tempo da equipe.

É caso de perguntar-se:

– Como está o aproveitamento do meu tempo?

– Estamos realmente focados e atendendo as principais prioridades?

– Como a equipe gasta seu tempo?

– Será que eles estão atendendo às reais necessidades da empresa?

 

3. Não esqueça do Feedback

Empresa ou área onde não há feedback, ninguém sabe se está indo bem ou mal.

Tem gente que acha críticas desmotivam os empregados, que discussões são sinônimo absoluto de confrontos e que conversas francas não são bem aceitas.

E feedback não é algo pra ser feito no fim do ano. Este é um grande erro.

As pessoas só podem aprender, sobre o trabalho e sobre si mesmas, quando há retorno e na hora oportuna. Só há esperança de melhorar o desempenho, se houver investimento no aumento da confiança e na manutenção de canais de feedback abertos.

Vale perguntar:

– Temos feedback oportuno e direto para as pessoas?

– Há liberdade para os subordinados se expressarem e que possam dizer coisas que incomodem, mas que precisamos ouvir?

 

4. Planejamento e Plano B

Se você nem imagina o que vai estar fazendo daqui a três meses, a coisa está feia.

E se tem esse planejamento, mas se algo não correr como devia, não sabe qual é a ou quais são as alternativas, a coisa continua feia.
Líder é aquele cara para quem a gente olha e pergunta: sim, e agora?

Sem liderança o que acontece é a estagnação pessoal e do negócio.

O Líder desafia as pessoas, delega tarefas e se libera para concentrar-se em questões estratégicas críticas enfrentadas pelo setor ou pela empresa. A falta de um plano de trabalho, e alternativas, significa a falta de rumo e que qualquer resultado obtido será bom ou ruim, dependendo do humor de quem analisa.

Verifique:

– Será que eu e meu pessoal sabemos o que, quando, onde, como e porque as coisas serão feitas?

– Quais são nossos reais desafiados?

– Cada um sabe a parte que lhe toca e a importância do trabalho individual para o sucesso coletivo?

 

5. Trabalhando sob pressão

Na crise é que se conhecem os verdadeiros campeões.
As ações de um gestor durante momentos estressantes causam um profundo impacto sobre o comportamento dos colaboradores.

Os Líderes bem-sucedidos sabem o que pode agudizar os maus momentos e transformá-los em catástrofes, ampliando as reações estressantes.

A pressão faz parte dos negócios, mas afeta a cada pessoa de forma diferente.

O líder está sempre sendo observado. E emoções são contagiosas. Partindo da liderança então, podem ser o que faz o sucesso ou melar todo um trabalho.

É bom questionar-se:

– Como está o clima?

– Quais acontecimentos nos pressionam mais?

– Como me comporto e como se comporta a equipe sob pressão?

– Que sinais temos “convencionados” para mostrar o stress?

 

6. Perseverar na coerência com os Valores

Cada pessoa em particular tem seu estilo de trabalho e liderança, bem como crenças e valores pessoais. As organizações também. E em situações de crise não é hora de ficar “em cima do muro”.

Quando os valores estão realmente impregnados em nossa forma de ser, trabalhar, coexistir, não é por causa de uma crise que vamos “dar um tempo” nas questões importantes e menos ainda fomentar um clima que incentive os funcionários a fazê-lo.

É hora de perguntar-se:

– Valores como Segurança das Pessoas e respeito ao meio ambiente é só discurso ou é prática necessária?

– Passada a crise poderei olhar para meus colaboradores e falar sobre Valores com toda a tranqüilidade?

– Haverá condições de cobrar das pessoas as atitudes que tenham por base o comportamento da liderança durante a crise?

 

 

 

 

O ano de 2009 promete. Teremos fortes emoções.

Abraços

PW

 

 

 

Publicado por: Paulo Walter

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