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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

O Mundo Vai Acabar

- 17/01/2011

Está previsto nos escritos antigos que o mundo vai acabar.

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Se vai acabar, não estou certo, mas, se acabar, depois, com certeza, vai ser a turma da Manutenção quem vai ter que colocar tudo no lugar de novo e estabelecer as condições operativas originais.

Em minhas andanças pelas empresas brasileiras, de todos os tipos e portes, me deparo constantemente com o mais variado leque de desculpas para não se investir em manutenção. Do simples e seco “não precisa não”, sem maiores ou melhores explicações, típico de empresas conduzidas por míopes autoritários, ao “tá funcionando? Então não mexe.”, bordão supersticioso do incompetente inconfesso.

E quando o desastre vem, e ele sempre vem, os (i)responsaveis se saem com o chavão de que “o evento foi anormal, muito acima do padrão, algo que estava acima do que qualquer um de nós pudesse pensar.”

Sabe como se evita o desastre? Nâo se evita. Mas se mitiga, diminui as consequencias e, principalmente, se alivia a extensão dos prejuízos.
A isso se chama gestão do risco. E fazer a manutenção adequada é simplesmente fazer a analise dos riscos.

Em pesquisas recentes feitas pela RBM – Rede Brasileira de Manutenção, ficamos sabendo que 72% das empresas brasileiras não tem usam NENHUM indicador na gestão da manutenção. Ou seja, é como se na maioria das gerencias de manutenção se trabalhasse com uma venda nos olhos, tampão nos ouvidos e luva de raspa para consertar relógios.
Esse tipo de gestão, da corrente majoritária , é o que chamo de técnica VQV (Vamu Que Vamu).

Nessa semana horrenda que entristece e envergonha a todos os brasileiros, moradores do Estado do Rio ou não, a incuria, a miopia e a safadeza do poder publico mostraram em numeros expressivos a morte de centenas de  pessoas como indicador de nossa pobreza politica. Governos continuados ou não, recentes ou repetidos, sempre suportados por administradores concursados com a aprovação da inepcia da licença a premio ofensiva, nos legaram a bomba relogio que explodiu em agua e lama na madrugada da terça-feira passada, fazendo o mundo acabar na região serrana do Rio de Janeiro.

O Brasil é um grande VQV.
No caso deste desastre pluvial, todos os indicadores estavam presentes. Só não viu quem não quis.
Qualquer analise e diagnostico aplicada àquelas regiões, por mais simples que seja, terá um resultado unico: Mudar é preciso.

Só a mudança cultural e comportamental poderá trazer à luz bons planos de preventiva e preditiva para as comunidades instaladas no mais alto risco.

Sugiro, como ação basica e desinfectante, que se pinte uma placa e que seja colocada na entrada de cada uma das centenas de Novas Friburgos, Teresopolis e Petropolis deste país. E a partir delas se faça o resto: “Sob nova Direção”.

Abraços

Paulo Walter

Publicado por: Paulo Walter

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