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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Indicadores e Manutenção Corporativa

- 16/06/2008

Recebi uma consulta muito interessante de um Analista de Manutenção que achei de muito interesse para grande parte de nossos gestores e reproduzo aqui parte de nosso diálogo por e.mail:
“Já fiz um primeiro contato contigo a algum tempo atrás, mas só para lembrar, hoje estou em processo de construção da manutenção em um grupo de oito plantas …, e praticamente o processo de estruturação … já está no fim com os devidos equipamentos e planos de manutenção preventiva. … Enfim hoje estamos em um nível mais trabalhado no que diz respeito a estrutura geral de manutenção e a partir de agora devo começar a divulgar os resultado que já media durante a implantação e agora estão mais consistentes.
A minha dúvida surge em algo que parece ser simples a primeira vista mas que tem um impacto grande na gestão que é a seguinte: Temos uma metodologia de trabalho com base no TPM … e hoje os nossos planos de manutenção são com base na condição (inspeção) na sua maioria, … eis as perguntas:
– É correto trabalhar com a metodologia de Inspeção e reparo?
– Devo modificar a visão do custo com base em inspeção para visão planejada? (quando apresento a diretoria não soa
como se estivessemos tendo uma estratégia de quebra – conserta?)
O nosso budget é elaborado com foco preventivo que chamamos de grandes eventos de manutenção, que são exatamente as paradas para preventivas elaboradas pelos fabricantes, mas isso não tem refletido na nossa visão com mostrado nos nossos números.
… agradeço se tiver material ou até mesmo um livro para recomendar …, pois preciso melhorar a gestão disso.
Um forte abraço,

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Minha resposta (também editada) ao Amigo, que chamaremos aqui de Roberto

Caro Roberto,

Pelo visto você tem um belo desafio pela frente e desde já os meus parabéns pelo trabalho executado até aqui.

… por coincidência, estou agora, com minha equipe, prestando serviços de consultoria e assessoria para uma grande empresa brasileira, com grande número de plantas industriais, como é o seu caso.

Eles possuem um bom sistema de gestão da manutenção corporativo e cada unidade está se esforçando em galgar alguns degraus em termos de indicadores de manutenção classe mundial.

O primeiro trabalho que fazemos com cada unidade é uma Análise e Diagnóstico da Manutenção, exatamente para identificar os pontos fortes e fracos, para alimentar um plano de ação que coloque a empresa no nível competitivo que a empresa está exigindo.

… É a avaliação 360°.

O resultado é um relatório amplo, com 2 gráficos tipo RADAR. E o melhor é que como o nível de gestão também participa no levantamento das informações, ao apresentarmos os resultados, eles já estão comprometidos com a seqüência do trabalho.

Neste trabalho se verifica muita coisa, até aspectos conceituais dos indicadores, como é o caso principal de sua solicitação.

Temos até um capítulo específico para o assunto BUDGET que você comenta.

Sobre o seu caso, com 8 plantas, harmonizar conceitos, práticas e indicadores, é fundamental para ter sucesso na aplicação de uma política corporativa.

Sem estratégia e sem conhecer a ti mesmo, a guerra já pode estar perdida, lembre-nos dos ensinamentos de Sun-Tsu em “A Arte da Guerra”.

E sobre seu questionamento objetivo, em minha opinião, manutenção corretiva é aquela que fazemos sobre ativos que estão em modo de falha. Não é uma questão de programação e ou planejamento.

Muitas empresas acumulam um backlog de serviços exatamente para CORRIGIR as falhas em grandes paradas. Ocorre muito em empresas cujos sistemas produtivos têm equipamentos de reserva.

Portanto, se você interfere nos equipamentos sem que os mesmos estejam “quebrados”, trata-se de PREVENTIVA, não importando a origem da programação do serviço, se por inspeção ou recomendação do fabricante.

Observo ainda, concordando com você, que ter bons índices é mais que importante, é o objetivo mor da manutenção organizada. Mas saber apresentá-los também é fundamental, sob pena de um trabalho imenso ser considerado pífio por absoluta falta de comunicação.

Indico-lhe que acesse nosso Portal e, a título de exercício, faça uma A&D gratuita e flash, pelo link https://manutencao.net/v2/modules/smartsection/item.php?itemid=18

Aproveitando a oportunidade, peço-lhe que divulgue entre as suas fábricas o nosso trabalho na área de Indicadores de Manutenção. Quanto mais profissionais e empresas nos ajudarem nas pesquisas, melhor será o resultado de nossos levantamentos. O site para cadastro é o www.indicadoresdemanutencao.com.br

Estou a sua disposição.

Abraços

PW

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Publicado por: Paulo Walter

1 Comentário


  1. Thanus Saliba

    Caro Roberto, me coloco a sua disposição para trocarmos idéias/conhecimentos sobre a manutenção planejada. Sou consultor de TPM e recentemente passei por situações semelhantes a sua. Coordenei a implantação do TPM e Três Plantas de um grupo automotivo. Coordenei a implantação da Manutenção Planejada (foco na Mautenção de Classe Mundial) em uma grande fábrica de celulose.
    Sobre suas dúvidas:
    É correto trabalhar com a metodologia de Inspeção e reparo?
    Sim é correto. Contudo, vale lembrar que a política de manutenção a ser adotada tem que passar por uma avaliação de criticidade/impacto das falhas do equipamento no processo como um todo. Qualidade, custo, atendimento, segurança e meio ambiente etc)
    – Devo modificar a visão do custo com base em inspeção para visão planejada? (quando apresento a diretoria não soa
    como se estivessemos tendo uma estratégia de quebra – conserta?)
    Gostaria de lembrar que a manutenção gasta para se gastar menos (custo otimizado). É importante mostrar os ganhos em função da eliminação de perdas ocorridas e/ou potenciais.
    O nosso budget é elaborado com foco preventivo que chamamos de grandes eventos de manutenção, que são exatamente as paradas para preventivas elaboradas pelos fabricantes, mas isso não tem refletido na nossa visão com mostrado nos nossos números
    Budget é um dinheiro gasto antecipadamente. Muitos convivem passivamente com estas despesas. Precisamos analisar nossos custos intensivamente e trabalhar continuamente e melhorias para reduzir os custos. (sugestões para redução de custos podemos falar mais tarde)

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