In-Haus 750x120
oferecimento
Esqueci minha senha
Avatar photo

Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

INDICADORES E A REALIDADE DA MANUTENÇÃO NO BRASIL (1)

- 04/06/2008

Os comentários que recebi nesta coluna a respeito do que publicamos sobre indicadores de manutenção são de uma riqueza impressionante.
Identifiquei Professores, Consultores e Profissionais de gestão de empresas de vários segmentos. Temos em nossa companhia pessoal da área de manutenção de mineração, petróleo, automotiva, siderurgia, hospitalar, etc.
E não vou deixar passar em branco a bola levantada por cada um.
Vamos ao primeiro comentário do comentário:
Na empresa onde atuo como Gestor da Manutenção, este custo está entre 2 e 3% do Faturamento bruto, o que conforme média acima (citamos os 4% da Pesquisa 2007 da ABRAMAN), estaria razoável. Porém para a Diretoria da empresa, estamos muito além da meta. (Antonio Lussari)
Caro Lussari
Embora tenha citado este indicador, que é largamente utilizado nas empresas, eu particularmente prefiro o Indicador que dá o custo da manutenção por item produzido (ton., peça, unidade, m2, batelada, km rodado, etc.).
Veja o caso da Petrobrás. Com o petróleo em alta, vendas nas alturas e gasolina idem, o custo da manutenção em relação ao faturamento da empresa, parece que a cada diminui. Mas é conseqüência de mercado, não porque a manutenção daquela empresa melhorou ou é um benchmarking. Pode até ser, mas por esse indicador fica difícil afirmar.
E quanto a empresa querer mais, há, em minha opinião dois pontos a observar:
– querer mais (no caso presente, querer menos) faz parte, e
– meta é meta. Uma vez estabelecida tem que correr atrás dela. Resta saber se a meta de custo é compatível com as demais metas de disponibilidade, confiabilidade e todos os recursos que estão ao dispor da manutenção para realizar o trabalho.
Por isso esse nosso trabalho de levantamento de indicadores de manutenção são tão importantes.
Com as médias de mercado, a sinalização dos cases de sucesso e a disseminação das melhores práticas, podemos fazer o benchmarking e ter argumentos para nossas projeções e compromissos de produtividade.
Não deixe de se cadastrar no www.indicadoresdemanutencao.com.br e participar do banco de dados da manutenção do Brasil.
Abraços

monteeuse 750x120

PW

In-haus 650x380
Publicado por: Paulo Walter

1 Comentário


  1. Ronaldo Gonçalves

    Paulo,

    Apesar de manutenção não a ser a minha área de expertise, vou me arriscar a comentar sobre o assunto.
    No meu modo de ver, a escolha entre o indicador de custo da manutenção x faturamento ou custo da manutenção x item produzido deve estar atrelado ao tipo de estrutura de custo presente na empresa.

    Se a empresa possui um custeio por atividade ou algo próximo disso, ou ainda se todos os outros custos da empresa são analisados por produtos produzidos, acho interessante utilizar o custo da manutenção por item produzido, uma vez que você começa a enxergar, por linha de produtos, o impacto do custo da manutenção e seu peso na composição do custo final (por linha).

    Com isso, o gestor pode atuar de forma cirúrgica, elaborando um plano para minimizar os custos de manutenção priorizando as ações e atuando nos pontos que lhe trarão retornos maiores (seja eficiência, giro de estoque, margem ou qualquer outro indicador).

    Se a empresa utiliza o custeio por absorção, ou ainda se a empresa analisa de forma geral todos os custos, prefiro o custo da manutenção x faturamento. Eu entendo que esse tipo de indicador pode mascarar a situação de uma forma geral, mas acho que faz mais sentido para o gestor enxergar dessa forma e trabalhar para minimizá-lo de uma forma global.

    Pode ser que o que eu disse agora, seja uma opinião de quem não vive a manutenção diretamente, e que se imagina na posição de analista dos números gerados por ela (algo como um diretor analisando os relatórios da área de manutenção).

    Um abraço,

    Ronaldo.

× Converse no WhatsApp
In-Haus 750x120