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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

INDICADORES DE MANUTENÇÃO – A lista dos Indicadores PIV

- 05/06/2009

Recebi de uma mantenauta a seguinte pergunta: – Paulo, gostaria de saber quais os calculos que eu posso fazer pra mostrar pro meu chefe que a manutenção está boa e que estamos deixando realmente as linhas de produção em perfeitas condições de uso?

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Minha resposta: Caro amigo, use indicadores PIV – Para Ingles Ver. São ótimos para mostrar que vamos bem, mesmo quando estamos horríveis.

Indicadores foram feitos para que saibamos, com certeza e honestidade, como as coisas estão se desenrolando. Não necessariamente para mostrar que tudo vai bem.
Indicadores sáo métricas para se medir objetivamente algo que subsidie a nossa tomada de decisão.

E sem medição, náo há gestão. E cada empresa precisa ter suas medições para comparar sua performance de hoje com a de ontem. Isto se chama evolução.

E precisamos adotar métricas consagradas no mercado, para nos compararmos aos nossos competidores. Isso se chama benchmarking.

Agora, se a idéia é dar um “cala boca” no chefe, tem muita coisa possível de se fazer.
Por exemplo o Indice de Satisfação do Cliente, é bem fácil de ser manipulado. E tem também o índice de Execução das Preventivas que não quer dizer nada se não existir um controle sobre a taxa de falhas e o custo da manutenção.

Conheço empresas que são chegadas aos indicadores “frutiferos”:
– Melancia, que é verde por fora, mas pode estar vermelho por dentro.
– Laranja, se estiver podre pode contaminar o cesto todo.
– Tomate, a maioria das pessoas não sabe que é.
– Banana, fácil de descascar, fácil de consumir, mas perde a validade com rapidez.
– Jaca, de longe a gente sabe o que é, mas poucos realmente gostam.

A expressão PIV – Para inglês Ver (dá uma passadinha na WIKIPÉDIA), ficou assim cunhada para designar tanto leis que só existem no papel como também qualquer outra coisa feita apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra.

Indicadores PIV, em geral, causam um bom impacto quando são apresentados pela primeira vez. O problema é manter o esquema com vida, sem que o ridículo bata a porta.

Na Manutenção, como no país. Haja PIV.

Abraços

Paulo Walter

Publicado por: Paulo Walter

6 Comentários


  1. Jorge

    Caro Paulo,
    Eu creio muito que devemos começar a mudar esta estória, pois, não comungo com a idéia de que a manutenção, e muito menos nosso país são coisas PIV.
    Mesmo porque, em termos de manutenção como em termos gerais já vi muita coisa do tipo PIV praticada por empresas e pessoas dos ditos país de primeiro mundo.

    VAMOS MUDAR. JÁ ESTÁ NA HORA DE NOS VALORIZARMOS!!!

  2. Eloy

    Paulo ,

    Estou subindo no bonde em movimento, – PIV na minha ótica é o verdadeiro regulamento que impera , pelo menos aqui. Com vinte anos no setor de manutenção não fui feliz de encontrar tomadores de serviços e prestadores conscientes e idôneos . Todos os projetos que me envolvi até o momento quando se fala de Normas , Legislação etc., Simplesmente gozam da minha cara …, E voçê não faz idéia de quem estou me referindo, e são muitos e muito importantes.Atualmente penso em jogar no lixo todo o conteúdo de 20 anos de carreira e mudar. No meu caso não abro mão de ser rigorosamente profissional e não mercenário…

  3. Abel de moraes

    Ola Paulo!
    conforme disse nosso colega Eloy,tmb estou com 20 anos de manutenção e não tive a felicidade de encontrar uma gerencia que conciderasse a manutenção um setor extrategico dentro da empresa!Já presenciei “responsavel pela manutenção“ridicularizar metodo de gestão e planejamento de serviços! As vezes dá vontade de mudar de area e passar a cobrar em vez de ser cobrado!

  4. Rounald de Oliveira Santos

    Senhores, concordo plenamente com Jorge, porém entendo muito bem os problemas enfrentados pelo Eloy e Abel.
    O que posso dizer é que os indicadores fazem a diferença na gestão da manutenção e consequentemente para a produção.
    O que tenho visto em algumas empresas ou áreas distintas de uma mesma empresa, são muitas pessoas com solidos conhecimentos na área de gestão da manutenção, principalmente os das áreas de engenharia, porém com alguns gestores pegados ao passado e despreparados ou preparados, porém sem fé nessas ferramentas, e pior, usando e manipulando-as para seu “beneficio”…
    Tenho visto também gestores usando esses indicadores realmente como ferramentas de mudança, ou seja, levantando os problemas, motando o respectivo plano de ações e colhendo os resultados esperados. Dentro de uma mesma empresa com o mesma politica de manutenção, é gritante a diferença dos resultados alcançados pelos gestores que presam pela VERDADE (para se trabalhar com indicadores ou outras ferramentas de gestão qualquer, a VERDADE é fundamental para levantar e consequentemente gerar as ações para correção de problemas REAIS, caso contrário estaremos gastando energia em problemas imaginários), normalmente dói a principio, mas a medio e longo prazo só vitórias.
    Quanto aos que ignoram e ridicularizam os metodos de gestão da manutenção, deverão mudar seus pensamentos e se atualizarem “ou” em breve serão ridicularizados e esta~rão com dificuldades para se manterem no mercado.
    Portanto, o que peço é que não desistam, pois somos vetores de mudança e cabe a nós a promovermos.

  5. Agnaldo Inácio da Silva

    Olá Paulo!
    Este mantenauta levantou um assunto muito interessante e infelizmente polêmico no mundo da manutenção, como observo todos os mantenautas ligado ao assunto, tem o mesmo pensamento, hora tenta mostrar uma situação, que no qual sugeriu o “PIV” e hora “briga” para obter a real gestão atual,mas também infelizmente fica de fronte com a gestão do passado, tipo aquela de “eu sou o chefe e mando aqui, tipo o super homem, eu sei de tudo, ou melhor eu sou capatás”, como se fosse ainda uma um gestão da fazenda.
    Vejo que os indicadores, são sem dúvidas nenhuma, uma forma de mostrar os resultados, e também vejo que sem eles as empresas que não os adotarem, ficaram para trás e quem sabem não sobreviver.
    Sei que é muito díficil, nadar contra a correnteza, mas também vejo que preciso tentar, na hora que cansar de nadar, precisa de parceiros, por isso é muito importante ter outros seguidores desta política da gestao, e ser estes seguidores forem fiéis a esta gestão, utilizaremos a expressão muito falado por nós “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”.
    Por isso que penso que não deve-se desistir.
    Um amigo e com certeza um grande mestre, me disse: “É muito tempo de manutenção, para ser jogado fora”.
    Tenho atualmente 29 anos de manutenção, passei e passo por isso.
    Obrigado pela participação.
    Agnaldo.

  6. Silvio C. Pereira

    Paulo, estou participando da implantação do setor de PCM em uma empresa de grande porte do setor sucoalcooleiro. Tenho vontade de poder demonstrar um bom trabalho e contribuir da melhor forma possível. Gostaria de receber orientações sobre como pode ser direcionado um projeto deste tipo.

    sds.

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