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Milton Zen

 

Ecologizar: Uma questão de Livre Arbítrio?

- 11/06/2009

Com o intuito de colaborar para esclarecer alguns aspectos sobre o que significa ecologia para a sobrevivência da raça humana, bem como ampliar o debate sobre temas que interessam ao Brasil , apresento abaixo algumas considerações.

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Estamos passando por um processo de maior compreensão de nossos princípios de cidadania, ou seja, questionamos ações que foram tomadas por pessoas que se auto-denominam nossos representantes, por grupos que se dizem defensores da cidade, ou mesmo ainda por outros que dizem defenderem nossos direitos, mas defendem apenas os seus próprios.

Estamos aos poucos atingindo uma maturidade que acabará mais cedo ou mais tarde, definindo melhor o rumo de nosso país. Passaremos a ter verdadeiros representantes, que serão por nós eleitos, e que deverão apresentar resultados que considerem nossas opiniões.

A ecologia em nossa cidade, com certeza será uma delas.

Um processo de mudança, principalmente aquele pelo qual estamos passando está baseado em alguns princípios que podemos assim classificar:

1. Princípio da Atitude

Representa a incorporação do pensar em ecologia, ou seja, nossa mente assimila definitivamente o ideal de ecologia, e o raciocínio sempre se baseia na garantia da vida, seja qual ela for.

Com a finalidade de ampliar essa incorporação do pensar em ecologia, e, portanto, a aceitação do “Pensar Ecologia”, temos visto algumas ações que tem sido desenvolvidas visando aspectos ecológicos. Trabalhos em parceria com profissionais da área, seminários que tem sido realizados em nossa região, diversos artigos em jornais de nossa cidade, procuram através de ações vivenciais, transmitir aos leitores e aos ainda leigos o pensar em ecologia.

Não podemos nos esquecer também de todos aquêles que tem disponibilizado seu tempo para lutar pelos interesses de preservação da mata atlântica, onde estamos inseridos.

Este princípio corresponde ao “Pensar Ecologia”.

2. Princípio Comportamental

O comportamento é a resposta exteriorizada do princípio da atitude, ou seja, representa a ação do homem pautado pela ecologia.

Exemplo simples pode ser dado através da realização dos exames médicos de prevenção pela garantia da saúde.

Muitos não o fazem porque não acreditam que possam trazer resultados e dizem que quem procura acha. Outros o fazem porque imaginam que irão falecer nos próximos dias. Fazem, mas efetivamente não acreditam. Isso significa que só fazem, porque estão sujeitos a sofrer uma pena, ou seja, a morte.

Entretanto, muitos o fazem porque querem ter sobrevida e pensam também nos seus familiares e em suas responsabilidades para com eles.

Isto representa a ação comportamental .

Resultados objetivos estarão sempre baseados fortemente nesse princípio e serão satisfatórios todas as vezes que tivermos uma verdadeira ação em andamento. Muitas entidades têm primado pela utilização desse princípio, visto estarem sofrendo muita pressão da sociedade que a cerca.

Este princípio corresponde ao “Fazer Ecologia”.

3. Princípio Tecnológico

É aqui que devemos procurar dar forma através da ampliação do conhecimento técnico sobre o que significa fazer, e orientar nosso pensamento e ações em ecologia.

Este princípio é desenvolvido através da aprendizagem e conhecimento dos valores e normas de ecologia, sejam elas oriundas de regulamentos ou não.

Temos visto, juízes, promotores de justiça, organizações não governamentais, associações e diversas outras entidades, lutando pela defesa da ecologia. Como cidadãos que somos, devemos sempre buscar ampliar tal conhecimento e colocá-lo à disposição das diversas pessoas que possam colaborar para a defesa do meio ambiente e inclusive divulgá-lo, ampliando a informação para o grande público.

Este princípio corresponde ao “Conhecer Ecologia”.

4. Princípio Integrativo

Aqui deverá ser desenvolvido um sistema que unirá os princípios já descritos, posto que de nada adiantará possuirmos apenas aquele que se baseia no cumprimento de uma norma.

Devemos portanto, ampliar conhecimentos no sentido de integrar os aspectos de “Pensar Ecologia”, com o de “Fazer Ecologia” e o “Conhecer Ecologia”.

Esclarecendo melhor o que já foi apresentado, é interessante comentar, que para aplicar aqueles princípios, utilizamo-nos sempre do princípio do LIVRE ARBÍTRIO, determinante da base principal de toda e qualquer mudança.

Ele representa o direito mais básico do homem, que é o da LIVRE ESCOLHA.

Temos o direito de em função do livre arbítrio, escolher e tomar decisões de acordo com nossos princípios, ou mesmo quando em dúvida, seguir os passos de outrem.

Nem sempre, entretanto, as decisões são tomadas levando-se em consideração todos esses aspectos, e por vezes, escolhemos aquilo que é mais FÁCIL.

Precisamos estar preparados para as conseqüências de nossas ações. A escolha do mais fácil pode não significar que se escolheu o mais adequado e, portanto, o mais seguro para a sobrevivência de nossas espécimes. Cabe aqui lembrar que Brasil como um todo está inserida neste contexto.

Portanto, existirão conseqüências mais, ou menos graves. Como resultado da aplicação inadequada daqueles princípios podemos nos tornar “cegos”. Uma conseqüência grave poderá ser: o fim da raça humana.

Todo processo de mudança deve iniciar por nós mesmos, e não pelo próximo. Acreditando que podemos realizar algo novo, demonstrando bons resultados, outros também darão início ao processo de mudança. Afinal, as crianças crescem olhando as costas dos pais.

Excelentes resultados já foram alcançados ao longo de nossa estória mais recente. Os movimentos sindicais, as diretas já, eleições presidenciais livres, defesa de nossos direitos civis, a luta por uma justiça mais ágil, políticos perdendo seus mandatos, além de muitos outros exemplos.

Determinação e persistência são fundamentais no ser humano que busca participar de um processo de mudança. Obviamente alguns poderão cair ao longo da implantação do processo, mas a semente estará plantada. Outros que em nós acreditaram, darão continuidade, que terminarão por implantar todo o processo, e salvarão ainda muitas vidas.

Somos nós que devemos incorporar, conhecer e fazer ecologia, não devendo comodamente delegá-la a outrem.

Existe uma passagem na Bíblia (Mateus, capítulo 13, versículo 4), intitulada “O Semeador”, que diz: “Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se por falta de raízes. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, setenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça”.

Nesse processo, até o momento não temos todos os cidadãos brasileiros, comprometidos com a função “Ecologia”, visto que não é essa a área de atuação de todos eles. No entanto, deixo aqui minha sugestão de que devemos nos orientar definitivamente por esse caminho, já que todos os cidadãos devem lutar pela preservação do meio ambiente, de uma forma ecologicamente correta e que possa ser sustentada, permitindo o convívio humano e animal adequado.

Assim nossos objetivos, como cidadãos ecológicos, passam também pela manutenção da vida de nossas famílias e descendentes, colaborando para que as mesmas sejam perenes.

Foi em função desse ponto de vista, que este artigo foi estruturado.

Assim cabe a pergunta. Estamos realmente multiplicando e aplicando adequadamente toda a informação já recebida ao longo de nossa vida humana?

Estamos buscando informações que nos permitam discernir entre aquêles que realmente lutam pelos princípios acima descritos, ou estamos simplesmente delegando sem discutir.

Quanto tempo mais perderemos sem gerar efetivamente multiplicadores do Pensar Ecologia em nosso de Brasil e porque não em toda a nossa região da América do Sul?

Integrar ecologia significa um trabalho de parceria, sendo que os aspectos de excelência de um, possam ser aproveitados pelo outro, e vice-versa. Os diversos segmentos de uma sociedade devem trabalhar de forma conjunta, como uma verdadeira equipe. ONG´s, Associações, Fundações, Entidades Públicas e Privadas dentre outras, devem primar pelo trabalho ético e perene. Devemos nos lembrar que a ética deve prevalecer. Criticas que não sejam construtivas, e que não sejam colocadas abertamente por todos, servem apenas para desagregar, e nada somam ao processo.

Cabe a nós o comprometimento e envolvimento com o processo de mudança. Seremos nós que o realizaremos.

Acreditar que podemos realizar algo, significa também aceitar correr riscos.

Vejam a estória da libélula: nasce no fundo do lago, e quando é chegada a hora, arrisca-se a subir a tona, transformando-se, deixando seu antigo corpo, e assumindo um novo.

Na transformação podemos observar que a libélula passa pelas seguintes situações:

a. Mudança da forma: deixa um corpo fisicamente constituído, assumindo outro;
b. Condição de vida: ao invés de rastejar, passa a voar;
c. Interesses: deixa de gostar do que tem no fundo do lago, e passa a gostar da liberdade do ar;
d. Ambiente: deixa a água, e passa para o ar.

Integrar ecologia significa também passar por estas fases:

a. Mudança da forma: não acreditar em ecologia, para o PENSAR ECOLOGIA;
b. Condição de vida: não salvaguardar adequadamente a vida, para o FAZER ECOLOGIA;
c. Interesses: ignorar aspectos apenas tecnológicos , para o CONHECER ECOLOGIA;
d. Ambiente: deixar de ver aspectos isolados, para vê-los INTEGRAR ECOLOGIA.

Repito sempre: “A pessoa que não corre risco nada faz, nada tem, e nada é. Ela até pode evitar sofrimentos e desilusões, mas nada consegue, nada sente, nada muda, não cresce, não ama e não vive. Acorrentada por suas atitudes, vira escrava, priva-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é LIVRE.”

Caros cidadãos, a qualquer momento podemos exercer nosso direito de LIVRE ARBÍTRIO.

Um abraço.

Milton A G Zen
magzen@manutencao.net
magzen@magzen.eng.br
magzen@uol.com.br

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Publicado por: Milton Zen

1 Comentário


  1. Marissa Turquetto

    Realmente o direito de escolha é nosso, porém precisamos pensar que temos deveres. Deveres esses, com todos os seres vivos e não apenas com aqueles mais próximos de nós. Porque muitas vezes olhamos para tudo que acontece ao redor e dizemos aos mais novos que é preciso preservar, não desmatar, reciclar e cuidar, mas esquecemos de olhar o quanto desperdiçamos em nosso cotidiano e em nossas casas, recursos não renováveis como água do chuveiro em nossos banhos de 20minutos ou lavando o carro de final de semana e coisas desse tipo.
    Acredito sim que os filhos vêem as costas de seus pais e por isso, mesmo que comecemos com pequenas atitudes como diminuir o gasto desnecessário de água; fazer a reciclagem que é tão simples e tanta gente não faz; cuidar para não haver mais desperdício de comida, diminuindo a quantidade de lixo orgânico; utilizar produtos biodegradáveis e produtos que não afetem a camada de ozônio; diminuir a quantidade de papel e uso excessivo; deixar de utilizar produtos produzidos por empresas que causem risco ao nosso planeta, entre outras coisas, parece pouco, mas se todos tivessem esses pequenos cuidados talvez não estivéssemos cada vez mais que nos preocupar com o futuro.
    Eu tento fazer minha pequena parte, espero que mais pessoas tentem fazer isso comigo.

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