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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Decisões de carreira e vida. O caso Alberico e Renildo.

- 22/08/2009

Alberico é um grande amigo. Renildo é outro amigo do peito. Ambos são engenheiros, com largas experiências em campos diferentes, com trajetórias profissionais diversas, embora sempre em manutenção ou próximo dela. Um tem pós-graduação em qualidade e experiência internacional. O outro fez pós em segurança do trabalho e conhece temas como NR-10 e NR-18 como poucos neste país.

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Ambos moram atualmente bem próximos. Um em Niterói e o outro em Ipanema, no Rio de Janeiro. 

O de Niterói morava antes em Curitiba. Mudou-se para o estado do Rio faz pouco tempo, aceitando o desafio de coordenar a manutenção de uma grande empresa. Foi, certamente, um up-grade fantástico de carreira. Mudou-se e mudou tudo. Salário melhor, perspectivas profissionais idem, ambiente de trabalho fantástico, além de uma serie de benefícios que compõe seu pacote de remuneração. Quando em Curitiba, o agora niteroiense, almoçava em casa, levava e buscava o filho na escola, chegava cedo para ajudar nas tarefas escolares do garoto e ainda curtia o tempo livre com a esposa, de hábitos simples que têm.

A conta bancaria rondando sempre o vermelho e o futuro bastante incerto, exigiam alguma atitude mais radical para mudar o cenário. Com a crise então as coisas foram ficando bem piores.

Com a oportunidade conquistada o niteroiense noviço descobriu-se trabalhando mais de 10 horas por dia, gastando outras 2 horas em transito, indo e vindo para o trabalho. Está cansado, a aclimatação ainda está curso e neste momento tem duvidas se fez o certo aceitando sair daquela zona de “conforto”.

Antes escrevia artigos técnicos, alimentava seu Blog uma vez por semana, dava cursos eventuais para preencher os buracos (um bom numero deles) na sua agenda profissional.

Agora o tempo livre, tão escasso, procura dedicar só a família.

Em Ipanema as coisas são radicalmente diferentes. Imagine um sujeito que trabalha numa grande e estável empresa, ganha um bom salário, mora num dos mais lindos e desejados bairros do mundo, acorda cedo para correr e surfar na praia e leva 5 minutos a pé para ir de casa ao trabalho. Não enfrenta engarrafamentos em pleno Rio de Janeiro!. Está indo bem em seus desafios de produtividade e gestão e está no cargo máximo que pode alcançar na empresa. Depois de dois anos trabalhando na Ásia foi parar neste, digamos paraíso pessoal/profissional. Sobra tempo para acompanhar o crescimento da barriga que prepara o novo membro da família.

Ocorre que o mercado está buscando, como sempre, os melhores profissionais para os piores desafios. E o amigo de Ipanema está sendo sondado por um headhunter para trocar de ares e assumir a gestão de uma grande “pepino”. A história se repete. Salário e benefícios muito melhores, muita autonomia (e cobrança na mesma medida), perspectivas de crescimento acelerado. O pacote se completa com a missão de gerenciar 10 plantas de produção e serviços espalhadas pelo Brasil, todas cheia de problemas, administrar as dificuldades de uma empresa que está em crescimento acelerado, viajar muito (50 a 75% do tempo), etc., etc.

A dúvida é levantar novo vôo ou aposentar-se por ali mesmo.

Ambos, excelentes profissionais que são, fizeram por merecer as posições de destaque em que estão.
Ambos não estão satisfeitos com sua atual situação. Um quer mais sossego e amaria voltar ao tranqüilo dia a dia que ficou na gelada Curitiba. O outro está achando que é muito cedo para estagnar sua carreira, mesmo que seja de frente para o mar. 

Eles não se conhecem. Fui chefe de ambos, em empresas diferentes, influenciei na carreira dos dois. E nessas horas de reflexão me chamam para uma conversa tipo  desabafo/aconselhamento/planejamento.

A questão central é: como equilibrar crescimento pessoal e profissional.
Não foi de caso pensado, mas a resposta foi igual.

Todos os “problemas” que nos ocorrem são, em sua maioria, fruto de nossas escolhas.
E sempre há um pedágio a pagar pelo que se esteja adquirindo.
Quer crescer, ter mais dinheiro no bolso e garantia de trabalho? Então há mais sacrifícios a enfrentar.
Pagando aluguel mais baixo? Mais longe do trabalho, portanto mais deslocamentos a fazer.

 E assim vai a coisa. É o desequilíbrio entre a zona de conforto em relação a família e desconforto em relação a seus ganhos e realizações a longo prazo. E vice-versa.

Toda mudança mexe com tudo isso. E a cada movimento um novo equilíbrio deve ser buscado.
E tenho certeza de que os dois vão dar conta do recado. 

Quem de nós não está ou esteve no papel de Renildo ou Alberico?
Como se diz por aí: a vida é como um ônibus. Tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador.

E você, o que me diz a respeito?
A sua vida está em suas mãos.

Boa semana.

Abraços

 

Paulo Walter

Este Blog tem o apoio cultural da HILUB.

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Publicado por: Paulo Walter

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