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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Cronicas do Chão de Fábrica

- 20/09/2008

Quando em 1998 comprei este domínio na internet, não fazia a mínima idéia do que iria um dia fazer com o www.manutencao.net.
Em 2005, portanto oito anos depois, dei início ao projeto de um Portal que cobrisse um monte de necessidades, que como profissional da área, sabia que não eram atendidas pelo mercado.
Aí as coisa foram acontecendo, fruto de um trabalho insano, com a colaboração e incentivo de alguns amigos mais que especiais.
E, como nossos mantenautas têm acompanhado, estamos aí com todo esta responsabilidade do espaço criado e dos compromissos assumidos com uma imensa rede de amigos por todo o Brasil e o mundo da língua portuguesa.
No mês passado resolvi dar asas a um sonho antigo. Escrever crônicas, contando de forma leve e até romanceada, os fatos que presenciei, as histórias de carreira e também o que meus amigos teriam para contar, nesse maravilhoso mundo de quem faz acontecer, na batalha do dia a dia em nossas empresas.
Veio ao mundo então o Blog Crônicas do Chão de Fábrica.
E acontece toda uma repercussão, que até me assusta um pouco, já que o tenho a contar, certamente aconteceu com quase todo mundo, aqui e ali, pois são histórias de gente, como a gente.
Dentre dezenas de manifestações, mais a favor que contra, recebi um texto de uma jovem, que não conheço pessoalmente, que acompanha nosso trabalho quase desde o começo.
E resolvi publicá-la aqui (sem edição, viu Jamile?), pois tem ali o conteúdo e alcance e o retorno que um dia imaginei ter para oferecer e receber na troca a que se propõe todo este nosso esforço.

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Obrigado Jamile Gomes. Segue o texto:

Joinville, 18 de setembro de 2008; 23:05 hs.

[R]evolução!

Às vezes paro pra pensar que se a gente combinasse, planejasse os fatos do dia a dia, com certeza não conseguiríamos alcançar a perfeição que acontece quando o natural e o acaso, (se é que posso chamar de acaso), assumem a liderança.
Esse tipo de suposto planejamento, não tem nada a ver com todos os outros planejamentos que comentamos e lemos nos portais, sites, artigos técnicos. Falo da ordem dos fatos, das coincidências, das coisas da vida, da rotina, do cotidiano.
Semanas atrás, na mesa de almoço, era dia de semana, e como costumo fazer nesta minha segunda “morada” em Joinville, desde que voltei de Brasília, almoço com toda a família todos os dias e são nesses momentos que desabafamos, contamos das coisas do trabalho, planos e tudo mais. E em um dia igual aos outros, comentei sobre o andamento do meu projeto na empresa que trabalho (Gestão de Verticais – Análise de mercado) e de como tudo que envolve esse projeto tem como sinônimo: Mudança de cultura e inovação. Chego à empresa no período da tarde, e no meu e-mail, um flyer sobre uma palestra na cidade (gratuita, acreditem) sobre Gestão da Inovação.
Esse dias, saí com uma grande amiga, diretora comercial de uma das maiores rádios do norte do estado e em meio a nossa conversa sempre muito cabeça, estávamos discutindo as artimanhas que o ser humano corruptível, o “colega” de trabalho, é capaz de fazer pra ganhar sempre alguma coisa e aí comentamos da necessidade de sabedoria pra lidar com isso e ela repetiu, incansavelmente, durante várias vezes: “É Jamile, depois de 15 anos de carreira, estou verdadeiramente me ‘reinventando’!”
Ministro dias depois um workshop para um parceiro de Dubai que estava visitando nossa sede aqui em SC e durante a enxurrada de informações que submeti meu mais novo companheiro de trabalho, o assunto caiu novamente na ‘mudança de cultura’ e ‘inovação’. Falávamos da necessidade de entendermos as necessidades do mercado, afinal com uma suíte de 23 softwares, com mais de 1.500 clientes em 25 países, não poderíamos mais continuar com nossos discursos comerciais em formas de templates.
Nunca cheguei a reparar durante todos esses meus 20 anos (sim, nascida em 1988, algum problema?) que todos os meus grandes amigos, aqueles que freqüentam minha casa são no mínimo 10 anos mais velhos do que eu. Uma colega que fez essa observação para mim. E são desses amigos, que beiram seus 30, 40, 45, 48 anos, que tenho ouvido ultimamente confissões de medo. Entre eles, há analista de marketing de um banco estatal, empresária, consultora de T.I, coordenador de televendas, engenheiro e médico. São eles que confessam para mim que sentem medo da minha geração. Enquanto eles suam para implantar um CRM, criar e obedecer a normativos, interpretar um Solution Selling, gerenciar equipes, nós, da nova geração, temos aqui us 4 ou 5 sistemas instalados no notebook pela única razão do Benchmarking, dos critérios de comparação, em busca da crítica com conteúdo; lideramos equipes, fazemos cursos de línguas diferentes paralelamente… Dizem eles que faço parte de uma geração sem medo de mudanças.
Lembrei-me que aos 19 anos saí de Joinville pra morar sozinha em Brasília, atuar como consultora de negócios em uma representação da empresa que hoje trabalho. Sem amigos, sem conhecer nem a cidade, dias depois eu estava dirigindo por todos os setores, blocos, quadras, entrequadras e superquadras (quem conhece Brasília sabe do que estou falando!). Estava eu ali apresentando uma suíte de 23 sistemas para tribunais e ministérios, apaixonada (como sou até hoje) pelo produto, pelo ramo de atuação, buscando ser bem lideradas, simplesmente decidida a suar a camisa vestida e buscar experiências de valor. Coragem não é ausência do medo, é uma maneira inteligente de administrá-los.
Certo, lembranças registradas, mas a historia de “inovação” ainda não acabou.
Sou fã de certo portal aí, manutencao.net, conhece? É uma tietagem que mistura admiração profissional, respeito pela experiência e principalmente, tietagem que soa ainda mais alto quando procuro exemplos, projeções, perfis para me espelhar. De tudo, já se entende que esse portal transpira novidade e inovação.
Este portal tira o “R” da palavra REVOLUÇÃO. Revolução qualquer um faz. Vocês, mais velhos do que eu, bem que devem ter participado das revoluções estudantis, dos manifestos e eventos do mesmo gênero. Mas insisto: perceba que sem o “R” a palavra fica “EVOLUÇÃO”, e evoluir não é assim tão fácil.
Assim, hoje recebo uma news deste portal “EVOLUCIONÁRIO”, anunciando crônicas. Como boa filha, sobrinha e irmã de professoras, e quem sabe uma futura professora (já fiz isso como “bico” na época da escola técnica Tupy – risos -), me interessei pela news mais do que sempre me interessei por todas as outras. Pensei comigo “O quê que aquele carioca (referindo-me ao Paulo Walter) aprontou dessa vez? Sempre mudando, sempre inovando, sempre EVOLUINDO!”
Isso foi depois do almoço e eu li, reli, ri, pensei e eu APREENDI! Aprender é fácil, apreender é mais difícil. É quando a informação, penetra na mente e faz o raciocínio fluir, é quando mais do que tudo, agrega valor! E nas duas crônicas o assunto volta para gestão da mudança, gestão da inovação. Não resisti, mesmo tendo 1.587 linhas de uma planilha pra revisar (Coisas do Solution Selling), tive que escrever um recado. Sim, meio atrapalhado, trocando até minha mãe por minha filha (essa só o Paulo que recebeu o recado vai entender!). Mas tive que registrar o sabor que essas crônicas tiveram para mim.
Coitado do Ciço, quis apenas “mudar”! Desejou ter duas casas e duas namoradas para “mudar” de vez em quando. No final das contas mudou a maneira de sair da empresa naquele dia, pulou o muro (que pra mim é mais um “pulo de cerca”, literalmente, do que de muro).
E o Josiel… Esse sim sabe o que são “necessidades fisiológicas” remuneradas.
E algumas horas depois, recebo um e-mail do carioca, agradecendo a audiência no blog e me dando a oportunidade de dividir umas idéias em formato de caracteres (letras) com os leitores do portal, e na assinatura dele, o que diz? – DIRETOR DE INOVAÇÃO!
É o flyer da palestra, são as dificuldades no meu projeto comercial, é a conversa com o “turco”, é o desabafo dos amigos, as crônicas, a assinatura do carioca… Tudo isso com diferentes fontes, mas com o mesmo propósito: plantar a semente da EVOLUÇÃO!

MUDANÇAS são boas minha gente! Quando temperadas com EVOLUÇÃO, são ainda melhores. São sempre oportunidades para se APREENDER. Pode ser conseqüência dos meus humildes 20 anos, mas essa minha sede de EVOLUÇÃO é grande e se o “trem” já está bom, penso que pode ser ainda melhor!

Para todos, os sinceros votos de sucesso, profissionalismo, equilíbrio e fé!

Um abraço da pequena
Jamile Gomes

Analista de Verticais / Mercado – Empresa de Sistemas de Informação – JLLE/SC – 2008
Técnica em Mecânica Industrial – Escola Técnica Tupy – SOCIESC – JLLE/SC – 2006
Estudante de Bacharelado em Administração de Empresas – JLLE/SC – Atual
Graduated in Advanced English / Student in Business English -JLLE/SC
Assistente de Projetos de Moldes de Injeção – CAD 2D e 3D – JLLE/SC – 2006
Assistente Comercial em T.I- JLLE/SC – 2006 / 2007
Assistente de Marketing em T.I – JLLE/SC – 2007
Consultora de Negócios em T.I – DF e GO – 2007/2008
Trabalho Experimental – nível técnico: Manutenção Centrada na Confiabilidade – MCC – 2006

Deste humilde currículo, deste breve e ainda curta experiência de mercado, o que mais aprendi foi: Jovens talentos têm a sua beleza. Jovens prodígios estão dando em árvores com o fácil acesso às informações. E em uma quantidade ainda maior existem empresários loucos por essas jóias raras. O que eles esquecem é que como toda pedra preciosa bruta, a lapidação é necessária, e para isso uma boa LIDERANÇA é fundamental! Recursos são importantes, motivação o bom profissional consegue sozinho se tem paixão por aquilo que faz, mas o líder… Ah o líder… Ele tem que lapidar, incentivar, LIDERAR! E isso está em falta! Falo com conhecimento de causa. Mas hoje eu posso aplaudir de pé a liderança que tenho. Líder que sabe lidar com a precocidade, com a ansiedade juvenil e ao mesmo tempo com a rapidez do raciocínio lógico. Sou a prova viva do pensamento de Frederick Hudson Ecker: “I don’t think anybody yet has invented a pastime that’s as much fun, or keeps you as young, as a good job”.

É isso aí.

Boa semana. Bom trabalho.

Abraços

Paulo Walter

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Publicado por: Paulo Walter

1 Comentário


  1. Jamile Gomes

    Afinal, és carioca ou mineiro. Essa história de fazer as coisas quietinho, é coisa de mineiro! risos!
    Brincadeiras a parte, nem todos os posts do teu blog seriam o suficiente pra expressar o quanto eu, profissional ainda em formação, aprendi e aprendo sempre com o teu trabalho e com o trabalho de todos os teus parceiros/equipe!

    Parabens mais uma vez pelo profissionalismo e qualidade de tudo que fazes! Querendo ou nao, já atuas como professor para muitos!

    Abraços

    Jamile da Rosa Gomes

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