CityPubli 750 x 120
oferecimento
Esqueci minha senha

Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

Indicadores, pra que os quero?

- 19/08/2010

Vida de consultor não tem programação de longo prazo. Os projetos aparecem onde são necessários os serviços e não onde onde a gente acha que eles vão acontecer. A cada instante, uma novidade. E quem trabalha na área de manutenção sabe que rotina não faz parte do esquema.

Nas tres ultimas semanas, a trabalho, estive nos estúdios de uma grande TV, na redação de um grande jornal, em dois shopping centers, em duas grandes lojas de varejo, num grande laboratorio de pesquisa da área naval e ainda numa usina de açucar e alcool.

Visitar a manutenção da empresa é ver o show das coxias, onde quem trabalha (e muito) nos bastidores não aparece nos creditos finais em letras grandes. E é muito interessante ver que em todos esses lugares, há um senso comum: Melhorar é preciso e atender o cliente é a razão de ser.

Em todos os lugares que mencionei, há uma batalha por estabelecer melhores práticas, entender os processos, implantar metodologias novas, medir os efeitos, comparar os resultados. 

Medir para gerenciar é preciso. Indicadores são uma arma terrível. Terrível de boa.
Só com base em fatos e dados é que se mudam conceitos e preconceitos.  

Os indicadores não estão na moda. Sempre estiveram.

As pesquisas recentes que temos feito pelo www.indicadoresdemanutencao.com.br tem mostrado que a turma da manutenção brasileira desembarcou definitivamente na era do benchmarking.  
E o melhor disso tudo é que antes de querer ver se estamos melhor que a concorrencia, é preciso saber como estamos internamente. O que significa um grande avanço, pois se a empresa se referencia ao mercado é porque fez sua lição de casa.

Custo de manutenção por m2 de área bruta locavel (ABL) é um indicador importantissimo para shopping centers. Qual é o da sua empresa?

Abraços

Paulo Walter

New Sense Safety Tênis a prova de choque
Publicado por: Paulo Walter

2 Comentários


  1. Afonso

    Bom Paulo em relação aos indicadores, acredito que com uma crescente necessidade de gerir melhor a atividade de manutenção os mesmos se tornam indispesáveis, porém devem ser selecionados com cautela e aí entra a questão do modismo que você mesmo comentou. Muitas vezes por aparecer uma novidade ou outra os gestores tendem a querer utilizá-la, mesmo que a novidade não se aplique exatamente para a sua necessidade.
    Uma vez um professor deu um exemplo em sala de aula que achei interessante. Ele nos perguntou se em nossas empresas nós compramos primeiro as chaves (ferramenta) e depois adequamos os parafusos a elas, muitas vezes é o que acontece aos indicadores que pensamos em fazer uso.
    Os indicadores são extremamente importantes e para a atividade de manutenção é a clara demostração de que estamos no mesmo patamar que todos os outros setores estratégicos das empresas e podemos com isso apresentar um diferencial de mercado, não em fazer manutenção, mas sim em ser provedores de soluções.

    Abraços!

  2. josé Luiz de Magalhães

    Caros amigos da manutenção,

    Com relação ao “onda” indicadores de manutenção não tenho nenhuma duvidas que são importantes e necessários, utilizando um bordão ” Quem não mede não gerencia” penso, noentanto, que nós profissionais de manutenção temos que ter bastante maduridade na escolha dos indicadores que iremos utilizar de acordo com o nosso negocio, apesar de alguns deles serem de uso/aplicação comum, o que percebo muitas vezes indicadores são criados em momentos de “emoção” e não se define claramente como medi-los deixando margem para subjetividade e em outros casos não se sabe claramente qual o proposito ou seja de posse do indicador aparece a velha pergunta: E aí o que faço agora.
    Mestre Paulo, tenho um outro ponto de vista com relação a rotinas na manutenção, que contraria um pouco que você diz “… quem trabalha com manutenção esquece rotina…” penso que quem trabalha em manutenção deve ser um amante de rotinas no seguinte sentido só teremos uma manutenção mais tranquila se formos disciplinados nas rotinas de planejamento e programação, preventiva/preditiva, manutenção autonoma, confiabilidade/analise de falhas isto é fundamental ou sejamos amantes desta rotinas e mestre em criatividade para lidar com “urgência/emergências” que apareceram ou serão criadas rsrsrs para tentar quebrar as nossas rotinas…alias vai aqui uma dica a Fundação Dom Cabral tem um treinamento excelente sobre CRIATIVIDADE vale a pena.

    Forte abraço!

× Converse no WhatsApp