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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

A Manutenção que nós temos.

- 01/08/2008

Impressionante a adesão que estamos tendo ao nosso Projeto IDM – Indicadores de Manutenção no Brasil.
São mais de 450 empresas participantes, representando praticamente todos os segmentos.
E os resultados, a cada pesquisa realizada, vão nos mostrando a verdadeira realidade com que nossos profissionais se deparam no dia a dia.
Alguns dos resultados:
– Em 16,4 % das nossas empresas não existe um plano de manutenção para atender os equipamentos críticos.
– Em 61,8 % dos casos a Manutenção não tem nenhum tipo de avaliação da qualidade de seus serviços e também não faz nenhum tipo de análise de falhas de forma regular.
– Em sómente 23,2 % das empresas o plano de manutenção atende plenamente ao que a empresa necessita.
– Em 54,5 % das empresas os relatórios emitidos pelo setor de PCM não são levados em conta pela gerencia e ou direção.
– Em se tratando de reprogramação de serviços, o principal motivo é falta de ferramentas e equipamentos, seguido de falta de liberação pela segurança e depois falta de mão de obra
– Em termos de indicadores nossas empresas ainda estão se organizando já que o que é mais utilizado é o da Execução da Programação, que é apurado em somente 22,9% delas. Depois temos MTBF e MTTR, ambos com 14,6%, e a Taxa de Falhas aparecendo em 12,5 % das empresas.
O que voce acha?
Se esse trabalho de questionamento fosse feito na sua empresa, já dava para tirar um belo plano de ação. Sim ou não?
Abraços
Paulo Walter

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Publicado por: Paulo Walter

19 Comentários


  1. Reginaldo Guassaloca

    Paulo,
    A pesquisa mostra o retrato real da situação da manutenção. Apesar do esforço de muitos ainda temos grandes barreias a vencer.
    Hoje vemos que todo o sucesso do planejamento depende de atitude do gestor, das pessoas envolvidas no PCM e do sistema de apoio.
    Em nossa empresa trabalhamos 7 anos com um sistema de manutenção ultrapassado e que não dava nenhuma informação gerencial.
    Trocaamos o sistema pelo Datasul-MI em dez/07 pelo fato da compatibilidade com o MRP e ainda estamos brigando com ele, pois é ainda um sistema que nada facilita a vida do usuário e ainda perdemos os dois tecnicos em PCM que já implantaram o sistema.
    Vemos que a maioria dos diretores de empresa não gostam de manutenção, entendem como ser um “mal necessário” e daí vem todas as dificuldades de se conseguir ferramentas, pessoal capacitado, investimento em treinamento. Sempre que se fala em reduzir custo se olha para a manutenção, mostrando um total despreparo, pois só se reduz custo quando se investe em manutenção.
    Em minha longa vivência profissional nunca observei nenhum caso em que não se gastar no momento certo ficar mais barato que deixar acontecer. O tempo é inexorável para os equipamentos produtivos, portanto gaste menos agora para não gastar mais depois, mas tem que gastar.
    Sugiro que se acrescente no futuro a pesquisa de avaliação de satisfação dos usuarios em relação a sistemas integrados de manutenção, estrutura de apoio (PCM+gestores) em relação ao corpo executor da manutenção.

  2. Nilson Alegre

    Também gostaria de deixar meu comentário.
    Mesmo trabalhando em empresas de porte, vemos no dia a dia total desconhecimento por parte dos gestores, da importânica de fazermos uma boa manutenção.
    Para que isto seja feito, no meu entendimento, passa por termos pessoas preparadas na manutenção para fazer um bom planejamento de manutenção, bem como um corpo tecnico que faça acontecer o que é planejado.
    Muito se fala, mas pouco se aplica. São poucas as empresas que investem na sua manutenção, para que a medio e longo prazo possam ter um retorno no seus ativos.
    Bons planejadores, são parte essencial na manutenção, pois eles é que colocam em prática a estratégis de manutenção escolhida e muitas empresas tem softwares bons ou excelentes de manutenção (SAP, SMI, Maximo e outros), mas na hora de investir em treinamentos do seu corpo tecnico ou de pagar um bom salário para manter bons profissionais, prefere reduzir custos justamente nestes profissionais.
    Temos muita tecnologia , mas temos que evoluir muito na conscientização daqueles que comandam as empresas para que olhem a manutenção como um investimento e não um mal necessário.

  3. Wagner de Souza

    Anos e anos de evolução e a manutenção ainda continua sendo a vilã dos custos, para uma empresa ser competitiva os custos tem de ser os menores, e na cabeça da maioria dos dirigentes de empresa o numero 1 da lista é a manutenção. A relação custo / beneficio é algo que nem sempre é compreendida pela alta direção, prefere-se gastar menos hoje, resolvendo o efeito e não a causa, muitas vezes esta decisão tem sua consequencia mais rapido do que o previsto. Em relação aos sistemas de gestão da manutenção tambem sinto a falta de um software mais amigavel de forma a não necessitar de horas e horas de consultoria e com um bom nivel de informações relevantes. Um forte abraço a todos, Wagner

  4. Marcio Souza

    Para a manutenção não há formula mágica a não ser trabalho diário e muito forte bem perto da equipe que atua diretamente nos equipamentos. A conscientização sobre a política de manutenção adotada pela empresa, desde a classificação de equipamentos até a execução do check list deve ser de conhecimento não só pelo nível de coordenação mas pelo nível operacional também. Não é admitido nos dias de hoje que a manutenção não trabalhe com planejamento e esse planejamento deve ser de conhecimento do depto produtivo e respeitado por ele. Com certeza um índice de medição de eficiência deve estar implantado, caso contrário, não há como avaliar a performance dos equipamentos. Para concluir Planejamento de Manutenção é fundamental para o sucesso dos trabalhos de manutenção.

    abraço!
    Marcio

  5. Eduard Princen

    Concordo plenamente com o Reginaldo. A maioria das empresas estão sendo gerenciados por ‘bancários’ em vez de pessoas que sabem que são as máquinas que ‘criam o dinheiro’ para a empresa. Empresas de Manufatura Classe Mundial destacam porque elas dão foco nas máquinas e não lucram por causa de truquezinhos financeiros. Este tipo de empresas olham para o Dept. Manutenção não como um departamento de custos mas como um departamento necessário para continuar a criação do dinheiro. Como consultor da TPM devo também colocar uma sugestão.
    A batalha so se vai vencer com informação certa alias fatos. Nós usamos o indicador OEE para visualizar TODAS as perdas. A tendência é que o Dept. Manutenção fica responsável por alguns porcentuais das perdas e dezenos de percentuais as empresas estão perdendo por causa de problemas organizacionais. Um fato revelado após implantações em mais que 300 fábricas no mundo. Quer experimentar mesmo? Busca o OEE Toolkit.

  6. Cesar C Marinho

    Caro Reginaldo,

    Trabalho a mais de 20 anos na área de manutenção e não conheço uma empresa que tenha este tipo de preocupação, em multinacionais e nacionais (estatais inclusive) o setor de manutenção e sempre deixado de lado, pelo menos no Brasil. A impressão que tenho é que somente existe para dizer que tem ou apagar incêndio. Tanto tempo perdido para mostrar as empresas que o melhor seria investir em prevenção do que gastar 10 vezes mais do que deveria, isto acontece principalmente em empresas que lidam com equipamentos de saúde e seguem o padrão internacional (casa matriz) somente para dizer ao cliente e ao mercado que “temos um pessoal de manutenção” , infelizmente devo acreditar em que um professor e consultor meu disse “No Brasil brincamos de manutenção”. Os indices não mentem, definem a estratégia de uma empresa, seu futuro. Senhores empresários acordem porque um dia será tarde demais, contudo ainda existem empresas serias que buscam o melhor, estas com certeza estarão sempre na frente.

  7. Francilei

    Caro Paulo Walter,
    depois de 16 anos em manutenção, vejo que a falta de controle, nos coloca em situação difícil, perante as metas estabelecidas pelas empresas, justamente, porque não conseguimos provar em muitos casos a nossa real importância. Um investimento em organização de dados e em corpos de análise podem facilmente mudar o jogo a nosso favor.

  8. Allan Christian da S.Oliveira

    Nos dias atuais toda e qualquer empresa tem a necessidade de ter uma manutenção bem planejada, através de software de gerenciamento de manutenção como(Siman, Sap R3, Máximo e outros). Com uma manutenção bem planejada e gerenciada, os gerentes de manutenção das empresas terão bons resultados de reduções de custos desta manutenção. Se não tivermos uma manutenção planejada e acompanhada por um sistema de manutenção as pessoas envolvidas não irão saber e nem enxergar os altos custos de manutenção, e nem vão saber qual setor estar gastando mais em manutenção.

  9. João Esmeraldo da silva

    Caro Paulo,

    Já atuei em grandes empresas e também já trabalhei na área de manutenção. Concordo com as opiniões manifestadas pelos colegas sobre a falta de visão estratégica dos empresários em relação aos benefícios para o negócio se, a manutenção for valorizada e tratada como uma peça fundamental da produção nos sentido de garantir a disponibilidade física dos ativos: prontidão.
    Atualmente sou prof. no Depto de Engenharia de Produção da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto. Aqui nós formamos os futuros engenheiros para o nosso país. a primeira coisa que ensino a eles são os objetivos de desempenho dos sistemas de produção, no atual mercado global que são os seguintes: custo, qualidade, confiabilidade, flexibilidade e rapidez; o quais são essenciais para a mnutenção e ou conquista de diferenciais competitivos.
    Com absoluta certeza a manutenção contribui diretamente para a cosnsecução desses objetivos estratégicos. Enquanto, a visão empresarial não considerar isso os lucros vão por ralo baixo.
    Acredito sinceramente que a missão de todos nós que militamos na área de manutenção é fazer com que a visão dos empresários enxerguem a realidade do processo produtivo tal como ela é porque essa realidade depende diretamente do pessoal da manutenção.

  10. Adriano Tagliatti

    Tenho mais de 11 anos em planejamento de manutenção, porém recentemente mudei de empresa mas os conceitos continuam os mesmos, a manutenção não pode-se gastar mas os equipamentos não podem parar, porém isso é inversamente proporcional à logica, pois se a manutenção gasta é para manter a fabrica em ordem, já trabalhei com os sistemas da Datasul como o Magnus e EMS, atualmente estou usando o SIEM da MF Plan, mas todos possuem fraquezas em mostrar informações gerenciais.

  11. Sandro Beltrão

    Já há algum tempo, uma consistente corrente de pensamento vem sendo incorporada à área de manutenção: “MANUTENÇÃO É INVESTIMENTO E NÃO CENTRO DE CUSTOS”. Alinho-me em gênero, número e grau a esta afirmativa.

    Há que ser INVESTIMENTO, pois todos os recursos lançados na recuperação dos ativos industriais têm a finalidade fundamental de promover a sua reconstituição física / funcional, retomando-se com isto o valor original do patrimônio. Desta forma, investe-se dinheiro para manter o valor do dinheiro utilizado na aquisição ou montagem do ativo industrial.

    Não há que ser CENTRO DE CUSTOS, pois a área de manutenção não se traduz em usuária do seu próprio serviço. Esta valorosa área constitui-se em prestadora de serviços e, conseqüentemente, os custos de sua ativação devem, logicamente, ser debitados nos Centros de Custos de seus usuários ou clientes, com queiram denominar. Com isto, desmistifica-se, definitivamente, o fato dos gestores e, principalmente, da área de produção, acusarem a manutenção como a torneirinha de escoamento dos R$ da empresa.

    Na medida em que houver mudança de um paradigma para outro, com certeza a busca pelo Planejamento e Controle da Manutenção consolidar-se-á como necessidade elementar, sendo esta acompanhada da implantação de ferramentas de melhoria tais como FMEA, MCC, MASP, etc, que associadamente conduzirão à otimização dos indicadores da manutenção, à redução no desembolso para manutenção do valor do ativo industrial e à maior competitividade do produto ou serviço disponibilizado ao mercado consumidor.

  12. Robervan F Sette

    Caro Paulo Walter,

    Se pudéssemos resumir todas as insatisfações manifestadas nos comentários dos nossos colegas poderíamos dizer que:
    O ponto máximo da eficiência na manutenção é garantir a maior disponibilidade com um custo mais baixo possível. Não se esquecendo que dentro do conceito da disponibilidade impera os valores da confiabilidade!
    Como fazer isso? A saída passa por ferramentas de sistemas e principalmente metodologia e processo inserido nessas ferramentas.
    Ocorre que no mercado, somente encontramos ferramentas de sistema que estão muito bem preparadas para dizer o quanto gastamos e em que gastamos. Nada é feito para dizer por que gastamos? E, como fazer para não gastamos tanto?

    Além disso, pouco se faz para dar ao gestor uma solução de amplo espectro na captura, grande integração com os agentes envolvidos no processo de manutenção!
    A manutenção por definição envolve uma massa crítica de coleta de dados que se não for perfeitamente capturada e integrada em uma base unificada, tende a se perder ou tornar o processo enfadonho e inviabilizado em sua continuidade, e por conseqüência, caindo no descrédito.
    Soluções que aplicam conceitos de pré-atividade, ou seja, possibilita ao gestor tomar decisões de forma rápida, analisando o impacto da ação de manter, levando em conta o custo e o efeito deste custo na disponibilidade, certamente irá dar a esse gestor todos os argumentos possíveis para convencer aos demais departamentos da organização de que manutenção vale à pena, é mais seguro e mais econômico.
    A regra do jogo é simples: Estabelece-se o previsto técnico e financeiro para um determinado período, trabalhe com uma ferramenta de gestão que, a partir de um input por todos os envolvidos no processo (elimina todo tipo re-trabalho), gera automaticamente o realizado, e automaticamente acompanha item a item (nada de médias) o comportamento de cada equipamento, não há porque não convencer os demais deptos da empresa a respeitarem a manutenção como uma área importante na organização.
    O que vemos é que as ferramentas de manutenção existente no mercado como as citadas acima, são feitas para computar gastos e são totalmente desprovidas de soluções aplicável na manutenção antes que efetivamente se decida gastar para executar as tarefas. O planejamento técnico destas ferramentas é deficitário quanto à demanda que um processo de manutenção exige.
    Por isso, se gasta muito, e não atinge os objetivos de confiabilidade e disponibilidade, se é que eles são realmente mensurados na maioria dessas ferramentas citadas.
    Concluindo: A opção por uma ferramenta de gestão, que envolva em uma única base o gestor e seus fornecedores, familiarizando-os a operar em um conceito pré-aprovado, gerando, desde o suprimento puro e simples até as análises mais avançadas (KPIs), customizados para cada tipo de atividade, pode com certeza, mudar esse quadro centenário de insatisfação que força todos nós, que estamos ligados a manutenção ao terrível complexo de inferioridade em relação aos demais deptos das organizações.
    O que falta é informação correta e no tempo certo! Com isso nas mãos, nenhum gestor deve se submeter de forma inferiorizada às demais diretorias. Até mesmo porque se a metodologia for eficaz, esse diretor (poderoso) certamente participou dela no momento de elaborar o plano de manutenção.
    Finalizando: Se a condução foi perfeita, a regra do jogo foi validada, não tem porque o gestor da manutenção sair de férias com medo de perder o emprego…

    Robervan F Sette
    Administrador
    Empresário no setor de Gestão da Manutenção há 15 anos.

  13. Roberto Dias de Araujo

    Srs. Boa Noite! Sou profissional de manutenção a 23 anos no setor siderúrgico e iniciei nesta atividade como analista de manutenção e depois como gerente. Pude acompanhar e participar de toda a evolução da nossa atividade e digo aos senhores que não é fácil nosso papel na organização. Mas hoje depois de conseguirmos uma boa estrutura e recursos disponíveis com certa autonomia comprovei que o trabalho valeu a pena. Ainda temos muito que evoluir, principalmente nas atividades da Engenharia de Manutenção mas os gestores superiores estão conscientes do papel fundamental que temos no processo produtivo ainda mais agora que a exigência é obter o máximo da disponibilidade pela manutenção dos equipamentos. Para os mais novos aconselho que não desanimem e busquem nas técnicas modernas a forma de mostrar para os gestores da importância da atividade de manutenção dentro do contexto dos processos produtivos. E é crucial que se tenha um excelente sistema de informação para controlar as atividades de manutenção, além de ser uma ferramenta eficiente para ajudar nas justificativas de solicitação de investimento. Uma forma de crescermos e fortalecer nossa atividade é posicionarmos bem na estrutura organizacional da empresa. A função manutenção tem que ser vista como parceira da operação e não subserviente. A soma das duas resulta na produção. Procurar ser respeitado e para isto buscar entender bastante o processo para mostrar para os responsáveis pela operação que sabemos o que é importante para a eficiência deles e dos processos. Abraços a todos.

  14. Eduardo PC

    Srs

    Boa noite

    Ficamos indignados com algumas colocações de nossos colegas…custo e custo …. custo é uma coisa complicada hoje em dia em termos de Brasil… mas convenhamos…. custo / beneficio isso sim foi sempre realidade na manutenção tanto preventiva quanto corretiva….
    Não podemos “espremer” a subsistência dos prestadores de Serviços ou parceiros internos por questão de custo somente .. falta verificar verificar a Qualidade oferecida na manuntenção. Vemos empresas de uma maneira geral aprovarem serviços / orçamento sem verificar a Qualidade ofertada e sim aprovarem pelo menor custo em si…. Quem analisa somente custo não sabe o que é Excelência de Qualidade na maioria….dos casos, resultando em altos custos adicionais.. as vezes sem necessidade…

    at

    Eduardo PC

    Diretor Técnico da PCTECHNICS Tecnologia

  15. Mario

    Paulo,

    Li os diversos comentários e achei muito interessante as colocações, por isso fiz alguns comentários.

    “Temos diversas dificuldades, todos falaram do que vivemos no dia a dia mas esquecemos também que as vezes podemos também ter problemas na comunicação, trocando por miudos, será que também estamos vendendo o peixe certo? Creio que há casos e casos, casos em que nossos gestores não enxergam a manutenção como deveriam e casos em que nós colocamos de uma maneira que eles não compreendem e por isso não aprovam.
    Com relação aos sistemas informatizados temos ótimas ferramentas mas os custos com as customizações pra adequar algumas características da empresa continuam muito altos, usamos o MAXIMO e em alguns pontos realmente ele deixa um pouco a desejar, mas é um dos melhores com que já trabalhei.
    Pra finalizar, acredito que a manutenção é INVESTIMENTO SIM, temos que investir agora pra termos um retorno maior de nossos equipamentos. Afinal de contas, tem um valor muito alto pra se deixar a própria sorte.”

    Bom dia a todos!

  16. França

    Paulo,

    Trabalho com manutenção a 16 anos em uma empresa multinacional, e é claro que diante do capitalismo e das variavéis econômicas, nao tem como nao se falar em lucratividade e consequentemente em custos.

    Em meu ponto de vista falta um aprofundamento técnico por parte dos gestores da manutenção na organização do trabalho frente as variavéis e incertezas do ambiente tarefa e geral no contexto da manutenção.

    De uma forma geral todos tem um orçamento previsto mensalmente para gastos com manutenção (investimento na manutenabilidade do ativo), porém, este é mal utilizado em função das estratégias e estruturas formatadas.

    Acredito, o que falta é uma analise critica por parte dos gestores de manutenção, identificando qual prática esta falhando, propor melhorias e alocar os recursos de forma adequada.

    França

  17. Silas Oliveira

    Caro Paulo,

    Planejamento da manutenção é estratégico nas organizações e tem função clara nas otimizações de recursos, produtividade, elo de ligação entre os processos e é claro que precisa tomar a sua posição dentro do setor da manutenção. A pesquisa retrata de forma assertiva o panorama brasileiro na sua gestão e a falta de visão de muitas organizações em relação a estratégia de crescimento das mesmas. Entendo que este setor é estratégico e tem algumas missões: minimizar os impactos dos custos, provisionar dados para otimizar a produtividade da força de trabalho e fundamentalmente ser o ponto de equilíbrio e decisões da gestão da manutenção.
    Sinceramente não consigo enchergar organizações que não vilumbram os benefícios de um planejamento bem estruturado e estratégico, posso aqui indicar alguns: redução global dos custos, otimização de recursos, redução de materiais e redução de inventário.
    Sem mais, acredito que não existe excelência na manutenção se o setor de planejamneto está sem visão e não está agregando ao negócio.

    Silas Oliveira

  18. Milton A G Zen

    Caros colegas,
    extremamente interessantes os resultados apresentados. Demosntram claramente que temos grandes oportunidades de melhoria. Acredito que uma das principais seja a que não estamos devidamente preparados para conversar na linguagem do empresariado, afinal a maioria informar que não é compreendida e tem dificuldades de convencer seus gestores das suas necessidades. Na minha humilde opinião entendo que o profissional de manutenção necessita estar atualizado com a linguagem econômica e principalmente com a relação custo benefício. Realizar gestão de ativos é uma atividade que tenho certeza poucas empresas o fazem, simplesmente porque desconhecem o que significa. Além disso, vivemos um momento de grande importância produtiva, fato esse que coloca as equipes de manutenção em alto grau de estresse e se aliarmos a isso o fato de estarmos desatualizados em relação aos objetivos estratétigos e empresariais, acabaremos ficando mesmo em segundo plano. Minha observação final é que necessitamos ampliar nosso conhecimento sobre gestão, colocando-o no mesmo nível de nosso conhecimento técnico. Além disso, devemos lembrar que hoje devemos fazer gestão de pessoas e não comandá-las. Devemos portanto gerenciar e termos claro que somos todos prestadores de serviço e como tal devemos usar a estratégia mais adequada para vendermos nosso serviço. É necessário utilizarmos a melhor técnica econômica para alcançarmos sucesso. Um bom trabalho começa por uma apresentação resumida a exemplo de um sumário executivo, que deve conter: Objeto, onde se descreve o que se deseja; Objetivo: o que se espera alcançar; Situação atual, onde se apresenta onde estamos e os custos de desperdícios e perdas envolvidos; Situação proposta, onde devemos elencar o propósito do trabalho as er implementado; e por último Ganhos esperados, onde deveremos apresentar o que a empresa ganhará com esse investimento cou com essa despesa, deixando bem claro que haverá retorno financeiro e portanto todos ganharão. Parabéns a todos pelas observações feitas, mas recomendo a todos que estejam atentos ao seguinte: Um projeto/serviço será vendio se e somente se tiver consitência e resultar e vantagem competitiva para a empresa. Essa regra vale também para a manutenção. Abraços a todos. Milton Augusto Galvão Zen.

  19. Israel Ribeiro

    Caro Walter,

    Todas estes comentários, que estamos lendo com relação a Manutenção, mostra cada vez mais o trabalho que esta sendo realizado por vocês é de suma importância para a valorização da Manutenção dentro das companhias.
    Mostra que Manutenção apesar de ser considerada como um setor não produtivo, tem um papel muito importante para as mestas produtivas de Led time, delivery precision, pois estas metas só podem ser atingidas se os equipamentos produtivos estiverem produzindo a 100% , com quebra zero.
    O que se percebe é que não há uma conciência plena, ou reconhecimento do trabalho realizado pela manutenção preventiva ou preditiva, pois o conceito de resultados é sómente visto pelo que se faturou , ou pelo que se produziu.

    Abraços

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