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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

A manutenção que nós temos e os comentários que recebemos

- 05/08/2008

Não faz muito tempo havia uma marca de biscoitos (bolachas para o pessoal da região sul) que dizia: TOSTINES é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho?
Eta slogan bom. Do tipo uma no cravo e outra na ferradura (ditado do tempo das carroças).
Explico o sentido da coisa.
Se você é consumidor, deve comprar a bolacha porque o estoque é sempre renovado, garantia de produto fresquinho, dentro do prazo, com qualidade.
E se você é comerciante, deve ter tal biscoito porque seu estoque gira rápido, não encalha, porque o público quer este produto que é fresquinho.
Trocando de biscoitos para os pepinos do dia a dia, temos que no nosso artigo anterior, neste mesmo blog, divulgamos uma série de dados oriundos das pesquisas que estamos fazendo junto as nossas empresas, sobre o universo da manutenção.
E o retorno foi batata. A quantidade e a qualidade dos comentários que recebemos mostram como o assunto levantado mexeu com nosso pessoal. De siderúrgicas a fábricas de sucos de laranja, de estatais a entidades de ensino, o tom foi quase o mesmo.
Há um consenso: a função manutenção está com sua auto-estima em baixa.
Falta de recursos, falta de consideração estratégica, falta de visão sistêmica, falta, falta, falta.
E, sem querer puxar o saco de meus leitores e companheiros desta importante função da produção e da engenharia que é a manutenção, eles estão cobertos de razão.
Falta quase tudo na nossa manutenção. E sem apoio e respeito da alta gestão, fica muito difícil fazer o que quer que seja.
Mas, moldando um pouco a questão tostines para o nosso caso, talvez algo possa ser acrescentado a esta discussão: a manutenção não dá retorno porque não tem apoio ou não tem apoio porque não dá retorno?
Cruzando e analisando as respostas, veja o que nos diz a pesquisa sobre PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO, recém encerrada:
– Em 16,4 % de nossas empresas não há sequer um plano de manutenção preventiva para equipamentos críticos e das que tem o plano, somente 23,2% tem um plano que atende plenamente o que a empresa precisa. Essa é uma péssima notícia para quem busca resultados positivos.
E aí vem a notícia que piora o que já é ruim: O plano, que não atende na maioria dos casos, foi revisado há dois anos ou menos em 71,4% das empresas.
Ou seja, revisase-se o que é ruim e não melhora. Não melhora porque é ruim.
E a pesquisa mostra como fica a embalagem final desta nossa amostra: em 54,5 % das empresas os relatórios emitidos pelo PCM, não são avaliados ou considerados pela alta gestão.
Resumo da festa: a base de programação é ruim, os relatórios giram sobre essa base não confiável, e o resultado é que quem deveria analisar não perde seu tempo em fazê-lo.
Como fazer com que a direção valorize nosso trabalho desta forma? E como melhorar o nosso trabalho sem que a direção nos de o apoio?
Fico aqui com meus botões (e meus biscoitos), a refletir sobre o tema.
Abraços
Paulo Walter

Publicado por: Paulo Walter

2 Comentários


  1. Cristhian Cavalheiro

    Com relação ao texto, quero parabenizar a excelente colocação sobre como está a situação da manutenção atualmente a nivel nacional.
    Quero aproveitar este comentário para exemplificar sobre uma das falhas que provocam este tipo de descrédito. Por experiência própria, falta o “Marketing Setorial”. A manutenção promove inúmeras mudanças dentro da empresa, melhorias de processo, enfim, situações que irão proporcionar melhores rendimentos e lucros para as empresas. E o que o setor da manutenção faz ? Nada? Deixa passar em branco a oportunidade de provar que o setor também soma e não somente diminui. Sugestão : A qualquer melhoria aplicada dentro da empresa, de pequena que seja, fotografem, elaborem relatórios de custo/benefício (baseados em dados de produção e manutenção), e enviem para diretoria. Promovam na empresa, principalmente com a produção essas melhorias. E tenham a certeza de que para o futuro, a manutenção dentro de suas empresas, estará num patamar de “parceiro” e não somente de “custo”.
    Não esqueçam que o goleiro pode fechar o gol durante 89 min., mais se tomar um aos 90 min., será classificado como “frangueiro”.

  2. Fabrício Barbosa

    Walter, gostei do texto e concordo plenamente com você e com o nosso amigo Cristhian. Temos que ser mais ativos em se tratando do “Marketing Setorial”. As emergências são sempre as mesmas, o que nos desgasta na rotina. Parabéns.

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