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Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

5 Pontos na Gestão de Manutenção pela ótica da Integridade dos Ativos

- 07/01/2014

O que há de novo e interessante no mundo da Manutenção, na Gestão de Ativos moderna?
Tem muita coisa boa e interessante aparecendo por aí, todos os dias.

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Uma prática pouco disseminada, restrita ainda ao mundo do Óleo e Gás e das industrias de aviação e ainda as nucleares, é Gestão pela Integridade dos Ativos. O que ela tem de diferente? Inspeção como uma atividade separada da Manutenção de rotina.

Um cliente da minha empresa de consultoria, de uma grande siderúrgica, que tem novas unidades para colocar em operação, me pediu para desenhar um “mínimo minimorum” para que se estabeleça uma projeto de Gestão de Ativos perto do que se poderia chamar Melhores Práticas ou Gestão Classe Mundial, com abordagem pela integridade dos ativos.

Aceitei o desafio e escrevi o tal mínimo, levando em consideração uma politica clara de Gestão pela Integridade dos Ativos. Ou seja, uma forte presença e importância da inspeção na composição das atividades e em concorrência com as rotinas da manutenção.
Hoje, aqui neste post, vai um resumo do que chamo “guidelines” para quem tem a chance de montar sua Gestão de Ativos, nesta ótica, desde o momento em que o empreendimento nasce, tomando formas ainda em sua montagem:

1 – Manutenção como Função Estratégica

É aquela coisa da missão, visão, valores, objetivos, metas, etc. Se a Manutenção não é considerada estratégica para os objetivos empresariais, esqueça todo o resto. Basta olhar o organograma da empresa e voce saberá se a Manutenção é ou não valorizada naquele ambiente.

Não gaste tempo e dinheiro só para dar uma melhorada no power point. Essa enganação não tem mais audiencia.

2 – A Manutenção deve participar da adequação do projeto de instalação dos ativos.

Como? Criando mecanismos para assegurar que os projetos de instalação de ativos sejam planejados de modo a prever as condições operacionais locais, preservando a vida útil do ativo e reduzindo custos desnecessários de customização e manutenção.

Fazendo o que?
• Planejando a instalação: adequando o projeto às necessidades operacionais previstas
• Desenhando os processos para verificar a sinergia entre departamentos, relevando os pontos de como a área de manutenção e inspeção podem ser estratégicas ao fornecer informações sobre as condições de operação dos ativos
• Analisando riscos: quais são os principais fatores a considerar? Dimensionar os principais benefícios de uma análise de riscos completa, que inclua os aspectos de futuras necessidades de manutenção e adaptação dos ativos, nesta fase tenra ainda da elaboração dos projetos
• Atendendo as Normas técnicas brasileiras e internacionais: quem segue as normas já tem um bom projeto em mãos. Olho na adequação dos projetos de instalação dos ativos em conformidade às principais exigências impostas ou não na legislação.
• Faça benchmark das melhores práticas para avaliar a adequação do projeto e garantir redução de custos com manutenção

3 – Engenharia de Manutenção

Manutenção é engenharia. Alguma dúvida?

Como? Criando um setor que se ocupe do tema com exclusividade.

Fazendo o que?
• Inventarie seus ativos e controle a informação, que inclui toda a documentação. Construa o histórico dos equipamentos começando pela documentação, desde a sua fabricação até as condições de uso, sem esquecer do que impactam (ou não) os custos de manutenção.
• Organize-se para ter o controle da origem da causa da raiz do problemas. Evitar, contingenciar, minimizar. Três papavrinhas mágicas que fazem o sucesso de quem está realmente no controle dos fatos.
• Não faça tudo sozinho. Estabeleça as boas parcerias com fornecedores que pode lhe ajudar a aprimorar projetos de manutenção por confiabilidade, otimizando a operação dos ativos.
• Manutenção preditiva na medida certa. Verifique quais são as técnicas aplicáveis e veja quais são as vantagens e desvantagens de optar por este ou aquele modelo.
• O futuro é logo ali. Mesmo antes de começar a operação de um ativo é bom ter em mãos as ferramentas que permitam fazer o comparativo do custo x benefício entre reparo e substituição de componentes dos ativos físicos.

4 – Inspeção Baseada em Riscos (IBR)

Como? Criando um setor que se ocupe do tema com exclusividade.

Fazendo o que?

• Avaliando os elementos chave para implementar o conceito de IBR para ativos prioritários: metodologia, software, processos, benefícios e limitações
• Analisando os prós e contras da utilização do método FMEA para avaliação do riscos ambiental e de segurança nos processos de produção e utilidades
• Pesquisa regional de como a Inspeção Baseada em Riscos está sendo utilizada pelas empresas de classe mundial e como ela está contribuindo para a redução de custos e excelência operacional. Economize tempo e dinheiro aprendendo com o erros e acertos de quem já está nesta estrada.
• Avalie se há necessidade de implantação de um sistema de gestão e controle de perdas, identificando de que maneira a IBR pode auxiliar na melhor performance das utilidades e evitar potenciais desastres ou grandes falhas, tais como explosões ou vazamentos de porte.
• Construa bons procedimentos, instrumentalize o pessoal e cuide da disciplina. Procedimentos de inspeção eficientes e bem gerenciados (controlados) podem evitar aumento do tempo de paradas nos mais diversos processos.

5 – A Manutenção e os Stackeholders

A Gestão de Ativos hoje não pode pensar só da porta da fábrica para dentro. Há toda uma conjuntura e interessados externos a atender. Lembre-se deles: vizinhos, fornecedores, entidades reguladoras, órgãos governamentais, acionistas, consumidores.

Como? Tendo uma atitude constante propícia à mudança, com o olhar também para o mercado e a sociedade.

Fazendo o que?
• Acompanhe a evolução do estado da arte em tecnologia para Gestão de Ativos e em Inspeção Baseada em Riscos (IBR), atualizando-se sobre quais ferramentas de ponta estão disponíveis para auxiliar o gerenciamento de ativos no mercado local e o que esperar delas.
• Com as pressões da sociedade e governo é bom estar em dia com a crescente importância da área de SMS e como ela impacta o futuro da Gestão de Ativos baseada em Integridade de Ativos.
• Avalie constantemente os softwares e fornecedores de soluções existentes no mercado brasileiro.
• Considere investimentos constantes em diagnóstico remoto e tecnologias de monitoramento que possam impactar os resultados de suas atividades e as evidencias de suas ações.

Tem mais? Sim. Tem muito mais. Falaremos sobre estes assuntos em outras ocasiões.

Abraços

Paulo Walter

PS – Agradeço os comentários que nos ajudem nesta discussão.

 

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Publicado por: Paulo Walter

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