Análise Termográfica: Complemento da Análise de Vibração

Notícias - 10/08/2017

 

Durante a entressafra, foi enviado o redutor de acionamento do primeiro e segundo terno da moenda para manutenção externa em um determinado fornecedor.

A manutenção era necessária devido ao desgaste no pinhão e coroa do primeiro engrenamento, ou seja, o pinhão do eixo de entrada e a coroa do eixo intermediário deveriam ser substituídos.

A manutenção foi realizada conforme planejada. Estando o redutor na unidade, o mesmo foi instalado, alinhado e liberado para operação.

Durante o inicio de safra, foi realizado uma análise de vibração completa no conjunto(turbina e redutor) e através desta técnica, nenhuma anomalia diagnosticada.

Conforme manda as boas praticas de manutenção, nenhuma técnica preditiva deve ser usada isoladamente e assim foi feito, o técnico de vibração realizou uma análise termográfica mecânica no redutor e observou uma diferença de temperatura significativa no mancal do lado oposto ao acionamento (LOA) do eixo de entrada.

O técnico de vibração abriu uma nota de manutenção para uma inspeção mais detalhada da anomalia.

Como este modelo de redutor possui uma tampa de inspeção, a mesma foi aberta possibilitando uma análise termográfica do interior do redutor, mais precisamente no rolamento instalado no mancal LOA.

Com esta análise termográfica foi comprovado que existia uma anomalia no rolamento e como ação, solicitado uma visita técnica urgente do fornecedor, pois o mesmo estava em garantia de manutenção realizada.

O engenheiro do fornecedor disse que aquela diferença de temperatura era normal e poderia continuar em operação; e assim foi feito, porém o rolamento falhou poucas horas depois.

O redutor foi enviado novamente para o fornecedor para manutenção de substituição do rolamento, não sendo possível realizar na unidade devido aos danos causado no eixo. Rolamento “fundiu” no eixo.

Análise de Falha

A falha do rolamento aconteceu devido à deficiência de lubrificação, sendo a mesma causada pelo excesso de cola no canal de lubrificação.

Considerações

 

Este artigo foi escrito por Aleçandro Acorsi (a.acorsi@uol.com.br)

 

                                                                              

Publicado por: Nicolas Lesnau