A perspectiva de que, nos próximos dez anos, a produção de petróleo e gás triplique no país, faz com que a demanda por novos profissionais de engenharia e por um modelo de gestão mais eficiente seja crescente. Neste momento, empreendimentos de grande porte como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) favorecem o aquecimento do setor, com perspectiva de geração de mais de 20.000 empregos, diretos e indiretos, movimentando capitais nas indústrias montadoras de automóveis, siderúrgicas e de geração de energia.
Mas, apesar do crescimento, muitas empresas do setor ainda não possuem uma política focada na manutenção ou gestão econômica de ativos. De acordo com Gabriel Alves da Costa, Engenheiro de Minas Doutor em Ciências pela Unicamp e consultor da Aremas, este é o momento ideal para implementar regras de decisão que visem otimizar a reposição, expansão e contração do estoque de ativos, para gerar valor para os acionistas, ou seja, uma gestão econômica de ativos.
Planejar os investimentos a curto, médio e longo prazo, em setor com utilização intensiva de capital, uma vez que em muitos casos, o custo de manutenção até o momento da troca equivale a várias vezes o preço de aquisição do produto. "O emprego desta ferramenta pode ser o diferencial na hora da tomada de decisões estratégicas", explica.
Alves afirma que esta é a forma mais simples para redução dos custos de manutenção, especialmente em setores que exigem utilização de equipamentos mais caros, como petrolífero, mineração, siderúrgico e geração de energia. Os modelos de gestão econômica de ativos podem ser aplicados em qualquer momento, mas, quanto antes melhor, de modo a permitir que um maior número de ativos (produtos, equipamentos, processos) sejam utilizado até o momento econômico ideal.
A estimativa do custo do ciclo de vida dos ativos permite às empresas elaborar uma previsão e análise dos custos de produção, possibilitando melhor alocação de investimentos e redução de custos:
- O custo de produção das empresas depende, por sua vez, dos custos de seus ativos, os quais podem ser minimizados pelas regras sugeridas por um estudo de LCC, exemplifica.
Os estudos sobre o ciclo de vida do produto e seu ciclo de vida fornecem informações necessária para um planejamento focado em projetos,que possibilitem a minimização de custos. Para Alves, as ferramentas possibilitam que profissionais das áreas de manutenção e operação assimilem a visão de negócios em suas respectivas unidades de atuação:
- Consideremos uma empresa de petróleo que possui diversos motores, bombas, etc empregados em suas operações. À medida que se acumula tempo de uso, o custo tende a crescer até o momento em que se torna ótimo a substituição destes ativos por questões de redução de custo, analisa.
O engenheiro afirma que, em alguns casos, a demora de um ano na substituição implica em até 10% de aumento no custo unitário do ativo. No setor rodoviário e gestão de ativos como tratores, caminhões e equipamentos de mina subterrânea, a permanência destes ativos em operação por um período superior às suas vidas econômicas gera custos desnecessários para seus proprietários. "Na inexistência de um modelo de gestão econômica, a diretoria pode receber inesperadamente pedidos de compra de algum equipamento cujo preço pode ser da ordem milhões de dólares. E mais, pode ocorrer que não existem provisionamento no momento. Ao se empregar um modelo de gestão econômica de ativos, tal problema não ocorre, pois a reposição de ativos, reforma, etc é planejada. Assim, gera-se mais eficiência nas operações e redução de custo", conclui.
Fonte: Aremas
Hoje não temos um plano de substituição dos ativos pela depreciação, a substituição somente é feito se houver um grande aumento no volume de produção e for constatado que o ativo não atende a demanda.
Vou fazer um estudo para apurar os gastos com manutenção nos equipamentos com idade superior a 10 anos e comprará-los com o preço do ativo, para apresentar um plano de substituição de ativos através dos números encontrados.
Parabéns pela matéria!
Abraços.
Márcio