Manutenção Preditiva

15/11/09

Realizar uma ação preventiva normalmente é difícil de ser aceita. Primeiro por que acreditamos que em time que está ganhando não precisa de melhoria, em segundo é desnecessário gastar dinheiro e por último, queremos manter o desconhecido bem distante de nossos olhos.

Temos medo do desconhecido, e se o tornarmos claro, deveremos assumir uma posição que demandará de nossa parte uma ação. O mesmo vale para a manutenção de nossa saúde. Enquanto jovens acreditamos que somos infalíveis e com o passar dos anos, se não aceitarmos que nosso corpo precisa de maiores cuidados, poderemos perecer precocemente.

Nas empresas vale a mesma regra. Existe um sem número de técnicas de ações preditivas. Boa parte delas são oriundas das técnicas médicas. A análise de um lubrificante é semelhante ao do nosso sangue. Procuramos nele resíduos diversos, que possam nos indicar o que está ocorrendo no interior da máquina. É a ferrografia. Através dela podemos detectar muitos desgastes em andamento.

A análise de vibração, nos permite analisar o alinhamento e o correto acoplamentos das partes. A ultrassonografia, nos possibilita identificar a regularidade da superfície, a existência ou não de trincas ou ainda variações da composição de um material.

A endoscopia, a exemplo de nosso corpo, nos mostra o que ocorre no interior das máquinas. Para que essa técnica possa ser melhor utilizada, as máquinas precisam ser construídas de maneira apropriada. No futuro usaremos pequenas câmaras fotográficas que serão injetadas na circulação de um sistema de lubrificação e veremos claramente as falhas existentes.

Com a termografia detectamos trincas em fornos, falhas de acoplamento, atritos diversos em redutores, além daqueles ligados aos aspectos elétricos normalmente já utilizados. E se aliarmos o sensoramento remoto, teremos a possibilidade de acompanhar a operação e a vida de um equipamento sentados em uma mesa nos escritórios de manutenção.

Se temos tantas vantagens com a utilização de tais técnicas preditivas, devemos ampliar esse conhecimento e divulgar o seu aproveitamento de maneira a alcançar ainda melhores resultados empresariais. Basta querermos!

Um abraço.

Milton Zen

ORGANIZAÇÃO

23/09/09

A Organização no ambiente do trabalho é um dos itens mais importantes para a obtenção de resultados empresariais.

Lembro-me de quando era criança e minha mãe ensinava que eu deveria manter meus materiais escolares limpos e organizados. O objetivo era permitir que estivessem disponíveis quando necessário.

A mesma orientação servia para os brinquedos. Ao longo do tempo parece que muitos foram esquecendo de tais orientações e deixaram de aproveitar no ambiente do trabalho toda aquela educação familiar.

Muitas vezes, quando visito outras empresas percebo as grandes oportunidades de melhoria que elas possuem, mas por estarem desatentas ao que as cerca perdem a chance de melhorar. O que devemos fazer para reaprender?

Em primeiro lugar está em abrir o coração e reconhecer que temos limitações e que necessitamos estar constantemente em um processo de aprendizagem. Aprender sempre é a chave do bom resultado.

Você que é o responsável em liderar equipes, disponibilize parte de seu tempo em sua rotina para visitar e conhecer em detalhe as áreas sob sua coordenação. Verifique o que está fora do lugar ou que considere um desvio e anote de maneira que possa em uma etapa posterior participar de ações que possam orientar a melhor maneira de realizar a organização. Isso feito, que tal montar um trabalho em grupo e através das equipes buscar aproveitar os ensinamentos do 5S.

Iniciem por conhecer a metodologia, treinando os colaboradores e buscando seu apoio para essa nova etapa empresarial. A seguir separem os objetos necessários dos desnecessários, organizando o absolutamente necessário por proximidade e utilização freqüente e pouco freqüente.

Depois, limpem e mantenham limpo o ambiente de maneira a permitir uma visualização do mesmo de maneira adequada e mais fácil para alocar os itens necessários. A seguir, padronize o que foi organizado, facilitando sempre sua localização e por último, busquem e mantenham a disciplina. É ela que fará com que haja o compromisso e o respeito pelo implementado.

Uma das grandes vantagens desse processo é o trabalho participativo e de camaradagem, onde aprendemos a conhecer as necessidades e anseios do grupo, melhorando o relacionamento entre todos.

Boa sorte.

Milton A G Zen
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ENVOLVIDO, COMPROMETIDO OU CONVERTIDO

14/08/09

Muitos perguntam: Por que os diversos níveis de chefia de uma empresa apresentam-se diferentemente engajados nos projetos empresariais? A mesma questão vale para os demais colaboradores.

Gostaria de lembrar-lhes a composição do “bife a cavalo”: a galinha fornece o ovo, o boi o bife. Ou seja, a galinha está envolvida com o processo de formação do bife a cavalo e o boi, verdadeiramente comprometido, visto que deu sua vida para que o mesmo existisse.

De acordo com o dicionário Michaelis, envolver significa: enrolar-se, embrulhar-se, cercar, rodear, circundar, incluir-se, comprometer-se. Já o significado de comprometer é: obrigar-se por compromisso.

Já conforme o dicionário Houaiss, envolver significa: cobrir-se com invólucro, enrolar-se, tomar parte em, e o significado de comprometer é: expor-se a risco, dar como garantia moral, obrigar-se por compromisso.

Pois é, o sentido de comprometer-se acrescenta o sentido de obrigação, de responsabilidade moral. Essa percepção é sutil, mas muito importante. Muitos dos projetos desenvolvidos em nossas empresas ganham apenas o envolvimento das pessoas e assim se desenrolam sem participação efetiva da liderança e colaboradores e os resultados esperados deixam de ser alcançados. Mas, os projetos que possuem um compromisso forte dos líderes e colaboradores resultam muito melhores.

Outro exemplo é: “João, você pode arriscar-se nesse projeto, pois estou lhe dando todo apoio, e, além disso, estou logo atrás de você. Se precisar de algo, estou à sua inteira disposição”. Tais palavras são corriqueiras nas empresas, mas não trazem consigo o compromisso do líder, pois quem se arrisca não é ele, e sim o colaborador. Quem garante que o líder estará pronto para proteger o colaborador no momento necessário?

Outra situação é a do general que manda seu soldado para o front e diz a ele que tudo que ele necessitar lhe será fornecido, ou mesmo, lhe será garantida a vida. Pois bem, o general está bem protegido no quartel enquanto o soldado está completamente exposto. Esse pensamento não possuía o General Patton, famoso por suas ações no front na II Grande Guerra, pois estava sempre ao lado de suas colunas.

Percebem que os resultados poderiam ser melhores se houvesse por parte dos líderes e dos colaboradores um sentimento ainda mais profundo pelo projeto em desenvolvimento? Que sentimento seria esse?

Eu afirmo que é o mesmo sentimento que possui um crente. Crente é aquele que possui uma fé que leva tudo demasiadamente a sério e acredita num ente superior.

O que é ser um verdadeiro crente?

O conceito necessário é o de ser um convertido. Converter segundo os mesmos dicionários significa mudar uma coisa em outra, mudando sua forma, seu estado ou sua propriedade. Fazer mudar de crença, de opinião, abraçando novo credo religioso.

Pois é, assim posso afirmar que uma Liderança Eficiente e Eficaz começa em nós mesmos. Se desejarmos que as pessoas hajam de maneira efetiva, devemos lembrar que um processo de mudança do comportamento externo das pessoas jamais será duradouro se não houver uma mudança interna.

Assim, a verdadeira mudança no comportamento ocorrerá quando houver mudança no CORAÇÃO (Espírito). É lá que está nossa essência.

Portanto a mensagem que devemos levar ao próximo deve ser aquela em que nos tornemos pessoas diferentes, não apenas em agirmos de maneira diferente. “Devemos aprender a não apenas fazer coisas boas, mas em sermos pessoas boas”.

Assim, posso dizer com certeza que, devemos atuar no coração para obtermos mudanças reais e assim alcançarmos resultados que além de serem eficientes serão eficazes.

Portanto, podemos acrescentar ao texto o conceito sobre Líderes que são dois os tipos: Líderes acima de tudo, e Servos acima de tudo.

Líderes acima de tudo: São os que naturalmente tentam controlar, tomar decisões, dar ordens. Não gostam de feedback porque o vêm como ameaça à sua posição, que é exatamente o que mais querem manter.

Líderes que são servos acima de tudo: São chamados e não levados a liderar, pois desejam ser naturalmente útil. São libertos em relação à sua posição. Além disso, sentem-se bem com o feedback, porque acreditam que assim poderão servir melhor.

Portanto, o líder eficaz sabe realizar sua abordagem em três áreas: Comportamental (Mãos-Corpo), Intelectual (Cabeça-Mente) e Emocional (Coração-Espírito).

Por último menciono Mateus 12:25: “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá”.
O que quero dizer com isso?

Bem, se desejamos obter resultados eficientes e eficazes, precisamos estar unidos, isso quer dizer que todos devem estar convertidos. Acreditar e agir no sentido do bom comportamento é primordial para que nossas empresas sejam perenes.

Milton Augusto G Zen
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Quem tem Problemas?

29/07/09

Estamos caminhando para terminar mais um ano e com certeza muitos estão dando graças a DEUS devido aos problemas que tiveram e ainda os que estão por aí para serem eliminados.

Recentemente ouvi uma frase: “Problema é uma oportunidade travestida de muito trabalho (Henry Kaiser). Pois bem, eu complementaria com outra. “Se estiver vivendo uma crise, CRIE”. (leia mais…)

A Empresa é justa?

19/07/09

Inicio fazendo outra pergunta. A sociedade é justa?
A resposta imediata será não. Pois bem, se a sociedade em que vivemos não é justa e está apoiada no meio familiar, que também muitas vezes não é justo. O que diremos da empresa?
Uma empresa é composta de seres humanos que são oriundos de famílias e de um meio social que nem sempre é justo. Lembrem-se que a empresa não é casa de caridade, e sendo composta de pessoas muitas vezes injustas, busca ainda basicamente o lucro. (leia mais…)

O que faz uma nação prosperar? E uma empresa?

5/07/09

Inovação é uma das ferramentas mais apropriadas para provocar o desenvolvimento de uma nação. O dinamismo de sua população evita a manutenção do status quo, provocando uma constante quebra de paradigmas que resultam em contínua mutação e melhoria. (leia mais…)

Talentos

23/06/09

Há cerca de oito anos conhecemos uma senhora descendente de espanhóis. Ela era a responsável pela organização de um restaurante self-service na cidade de Bertioga, no bairro da Riviera de São Lourenço. Uma mulher forte, inteligente, extremosa cozinheira e altamente comprometida com suas atividades e responsabilidades. Para completar também evangélica e temente a DEUS. Seu marido, ex-profissional de montadora de automóveis, hoje falecido, colaborava bastante na condução dos negócios, que compartilhavam com seu filho, genro e filha.

Por ser extremosa cozinheira desenvolvia, treinava e organizava pessoalmente todas as atividades até a colocação dos pratos no balcão para os clientes. Tudo tinha e ainda tem que ser perfeito. Treinou pessoalmente vários profissionais que hoje atuam de maneira independente. O nome dela é Conceição.

Sua filha, quando a conhecemos já atuava na parte do gerenciamento do negócio como responsável por toda a parte de relacionamento com os seus colaboradores, fornecedores e pagamentos diversos. Profissional a exemplo da mãe, comprometida e zelosa de seus deveres. Busca sempre apoiar, respeitar e orientar os colaboradores, ajudando-os em tudo que lhe é possível.

Sua responsabilidade pela organização dos investimentos e despesas traz consigo a convivência com o estresse diário de uma vida corrida, agitada e que demanda muita atenção naquilo que realiza. Mas tenho certeza, o faz com amor e carinho. Seu esposo, profissional de grande experiência na área desempenha um papel de recepção, direcionamento e organização da equipe de garçons e atendentes, criando uma atmosfera cordial e amigável com o cliente, que sempre retorna. O nome da filha é Edivânia e o do esposo dela Euclides.

Dessa união, resultou uma menina que cresceu em um meio repleto de bons exemplos, de trabalho e de incrível talento. O resultado só poderia ser de uma excelente profissional. Aprendeu todos os macetes de uma cozinha: design, organização e orientação dos colaboradores. Para completar tornou-se maravilhosa chefe de cozinha. Formou-se em gastronomia, fez vários cursos complementares e hoje além de nos brindar com as delícias que aprendeu em família, nos premia com outros pratos que vem aprendendo com grandes chefes.

Mesmo com sua pouca idade, vem expondo seu trabalho demonstrando seu talento e fazendo degustações para pessoas bastante interessadas em aprender algo que as retire de sua rotina e lhes leve ao mundo fantástico da alta gastronomia. Seu nome é Fernanda.

Apelidei-as triunvirato GIMENEZ. Talento não é apenas um dom que se adquire ao nascer, mas também se constrói com exemplos, modelos e feed-back.

Eu e minha esposa, além de clientes, pois nos deliciamos com os quitutes talentosamente elaborados, temos a sorte de tê-las como amigas e irmãs em CRISTO.

TALENTO, como já dito, nasce e pode ser edificado. É insubstituível, e custa para aparecer outro semelhante. Mas, nos deixam de presente o seu legado.

E você? Como está desenvolvendo seu talento? E qual será o seu legado?

Milton A G Zen
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Know-how, um novo desafio!

23/06/09

Esse assunto é de extrema importância para nossa indústria e, portanto para nosso país. No artigo anterior comentei que a perda de capital intelectual, bem esse, intangível é muito perigoso para a sobrevivência da empresa mãe, quando opta por uma terceirização baseada apenas no custo.

Entendo que nesse ritmo a empresa perecerá, e perguntei: Quando será isso? Minha resposta foi: Tudo dependerá do mercado e de seus competidores. A que melhor direcionar tais mudanças e souber valorizar seus talentos manter-se-á viva.

Pergunto: É fácil substituir talentos? Minha resposta é não. Talento não se substitui, o que vem depois é um outro tipo de talento. Com certeza diferente do anterior, com qualidades e defeitos que poderão ser melhorados.

Lembremos de fatos como no automobilismo. Nick Lauda, Nelson Piquet, Airton Senna, Michael Schumaker, dentre outros, foram e continuam sendo talentos incomuns. No futebol, Edson Arantes do Nascimento, o PELÉ, continua sendo o maior. Muitos outros vieram depois dele, mas nenhum com tantas qualidades reunidas.

Pois bem, afirmei que a empresa que melhor trabalhar as mudanças manter-se-á viva. Mudança passa com certeza pela busca de novos talentos, inclusive em outras empresas e até mesmo em outros países, quando optamos por uma transferência de atividades.

Isso significa que terceirizar pode ser uma excelente alternativa para a sobrevida de sua empresa, visto que se houver a possibilidade de trabalhar com talentos melhores que os que você possui, será vantajoso, mesmo que venha a pagar mais por isso, diante dos resultados que poderão ser alcançados.

Em uma economia globalizada como a que estamos vivendo hoje, muitas empresas estão buscando alternativas em outros países, que possuem talentos incomuns e que por estarem em um processo inicial de desenvolvimento, têm um custo menor. Essa é também uma das características da terceirização na atual economia.

Essa adaptação traz a galope a necessidade de ampliar o relacionamento entre países, empresas e profissionais. Lembre-se que um negócio não se faz sozinho, mas através de uma rede de relacionamentos. Ele será perene, se conseguir atender às necessidades e expectativas de seus clientes dentro das condições que o mesmo está disposto a pagar.

É um grande desafio, quem sobreviver, verá!!!!!

Milton A G Zen
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Para onde vai nosso know-how?

19/06/09

Atuo no ambiente empresarial, bem como no universitário. Faço palestras, cursos e mini-cursos, e aos poucos, nesses anos todos constatei que o conhecimento humano tem se reduzido nas empresas.

Elas continuam reduzindo suas estruturas, tudo para enfrentar um mercado competitivo. Antes, onde tínhamos um diretor com tres a quatro gerentes, ou ainda um gerente com três a quatro supervisões, hoje temos um supervisor com o mesmo tipo de estrutura, mantendo-se o mesmo número de colaboradores.

Assim, o conhecimento aos poucos vem sendo desvalorizado, pois em uma estrutura demasiadamente enxuta, tem-se pouco tempo, para não dizer quase nenhum, para a realização de treinamentos, tanto de reciclagem quanto para agregar novos conhecimentos. Aliado a isso, está uma reduzida estrutura de recursos humanos, que em função da perda de seu valor estratégico deixa a empresa sem possibilidades de direcionar e buscar novos conhecimentos para sua continuidade e desenvolvimento.

As indústrias estão necessariamente e obrigatoriamente atualizando seu parque de máquinas e instalações, comprando equipamentos que custam milhões de dólares, mas, as pessoas que os operam são jovens e tampouco são treinadas o suficiente para assumirem tal responsabilidade. Isso faz com que haja baixo compromisso com o objetivo determinado, bem como expõe esses profissionais a trabalho para as quais não foram devidamente preparados.

Os cargos de gestão remanescentes tem sido sistematicamente ocupados por profissionais muito jovens, sem experiência de vida e tampouco de mercado, fato que dificulta uma boa análise das ocorrências para uma adequada e correta tomada de decisão.

Isso se repete não apenas no ambiente empresarial, mas também em diversas outras áreas. É a necessidade de reduzir custos, visto a grande possibilidade de redução das despesas de salário e os encargos a ele atrelados.

A base para alcançar bons resultados está calçada no conhecimento e experiência da equipe com que se trabalha, bem como, das instalações que tem à sua disposição. Existem empresas, onde a nova liderança, antes de assumir essa função, é obrigada a conhecer as atividades e equipamentos que gerenciará.

Assim, os riscos de falha diminuem. Novos funcionários assumem responsabilidades apenas e após receberem instruções efetivas e da liderança, pois ela é a responsável direta pela orientação e condução adequada dos trabalhos.

Sou a favor de adequações estruturais nas empresas principalmente quando se busca a sinergia. Tenho participado delas nos últimos 18 anos, mas divirjo, dos princípios que muitas empresas tem usado, quando desfazem essas estruturas e terceirizam atividades olhando apenas o custo envolvido.

Assim, se perde muito, tanto na empresa contratante quanto na contratada, com reflexos em todo mercado. Isso é muito perigoso para a sobrevivência da contratante, visto que aos poucos está se desfazendo de seu capital intelectual e intangível. Entendo que nesse ritmo a empresa sofrerá conseqüências talvez irreversíveis.

Quando será isso? Tudo dependerá do mercado e de seus competidores. A que melhor direcionar tais mudanças e souber valorizar seus talentos manter-se-á viva. Boa sorte a todas!!!

Milton A G Zen
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O Medíocre e o Meio Ambiente

11/06/09

Vamos discorrer um pouco sobre o que representa o medíocre quanto ao aspecto de defesa da Natureza e do Meio Ambiente.

“O MEDIOCRE NÃO SE EXPÕE E JAMAIS QUESTIONA. NÃO REPRESENTA AMEAÇA E CONVIVE TRANQÜILAMENTE COM QUALQUER SITUAÇÃO OU JOGO DE PODER”.

Realmente, as palavras acima são bem colocadas. Poucas pessoas fazem ou farão uma análise de sua maneira de pensar, chegando à conclusão de que jogam no time dos medíocres.

É importante notar que a palavra medíocre, aqui, não deve ser considerada em sentido pejorativo, mas sim quanto ao seu significado. Medíocre é aquele que ocupa o meio, nele se instalando, não apresentando novidades ou mesmo questionamentos e, portanto, não se expondo.

O medíocre existe em todo lugar, inclusive no Brasil. A sociedade que deseja procurar a vanguarda quanto à defesa do meio ambiente e do mundo animal, precisará dos inovadores, dos lutadores. O mesmo vale para as diversas sociedades ou organizações não governamentais. A inovação e a luta constante fazem parte da evolução. Inovar não significa apenas criar algo que seja de outro mundo, mas também realizar o mais simples ou o mesmo de maneira diferente, desde que com o objetivo de crescer e melhorar continuamente o meio em que vivemos e em que viverão nossos descendentes.

Nossa sociedade passa por um processo evolutivo, mas ainda temos um mercado cada vez mais ávido pelo lucro fácil, onde diversos empreendedores buscam espaço ao sol, visto conviverem em um mercado competitivo. Assim, as chances dessas empresas atingirem adequadamente seu cliente são cada vez menores. É preciso que tenham uma consciência profunda de seus erros e procurem corrigí-los com a maior brevidade possível. Empreendedores necessitam saber ouvir e detectar quais são os anseios do meio social onde pretendem realizar seus investimentos. Precisam saber mudar e respeitar a sociedade e a natureza.

A participação efetiva da sociedade e de seus representantes; sociedades amigos e organizações não governamentais; representará um passo bastante grande. Mas no momento tal praticamente inexiste e a consulta não ocorre e, portanto, o meio ambiente em que vivemos tem sofrido grandes danos. A Mata Atlântica nas cidades litorâneas e próximas ao litoral tem sido severamente destruída. O ciclo da Mãe Natureza vem sendo constantemente quebrado e já estamos sentindo as conseqüências. Mover o “Dinossauro” que muitas vezes são estas empresas não será nada fácil, mas terá que ser feito de forma conjunta e, um dia haverá ainda mais respeito pelo homem e pelo meio ambiente.

Várias técnicas de administração participativa têm sido usadas pelas empresas para melhorar seus fluxos internos, mas precisam ser ampliadas para o meio social onde acontecem seus investimentos. A sociedade está exigindo essa participação, não aceita mais ser ludibriada e tem lutado pelos seus direitos. Para que isso continue a acontecer, deveremos perseverar. Não tenho dúvidas de que seremos ouvidos.

A união de todos, sociedades amigos e organizações não governamentais, juntos nesse processo, é premente. Aqui, que me desculpem os medíocres. Se não se abstiverem de atitudes prejudiciais, com certeza muitos mais sofrerão as conseqüências, estas sim negativas e bastante danosas.

Devemos lembrar que muitos são os que já moram ou pretendem morar definitivamente em nosso Brasil e aqui têm delineado seu futuro familiar. Quanto mais cuidarmos da Mãe Natureza, quanto mais a respeitarmos, quanto mais melhorarmos o nosso Meio Ambiente, mais nosso Brasil será cuidado e respeitado por todos aqueles que vierem nos visitar ou aqui residir. Tudo é uma questão de cultura ambiental.

É claro que poderíamos escrever mais sobre este assunto. Faço votos de que as palavras acima sirvam para reflexão. E para aqueles que estão acostumados à reflexão e não se consideram medíocres, trabalhem multiplicando-as.

Milton A G Zen
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