Gostaria de conversar um pouco com vocês esta semana a respeito do que eu chamo de “A cultura do Tudo Bem”. Acontece assim: “Tudo bem, é só para pendurar um negócio”, “Tudo bem, é rapidinho, ele desce (ou sobe, ou sai) já já”, “Tudo bem, é só até a esquina”, e muitas outras frases (na verdade ATITUDES) que falamos frequentemente.
Acontecem quando temos um trabalhinho rápido, uma saidinha ligeira, em geral a desculpa é que o negócio envolve pouco tempo e não é tão perigoso assim… ou pior, quando não fica bem usar um EPI.
Usar cinto de segurança só para ir ali no mercado? Colocar o cinto, talabarte, capacete, etc. etc. só para subir na escada instalar algo?
E na mídia, então? Alguns acontecimentos recentes:
Repórter esportivo de uma grande rede de televisão mostrando o trajeto de um circuito de corrida… sem cinto de segurança. Não adiantou nada a colega defendê-lo depois, dizendo que era só para a reportagem…
Propaganda da reforma de um teatro, com os “bailarinos” vestidos de operários e tudo… com capacete fazendo poses de balé em um andaime – diversos deles – claro que sem cinto…
Escrevam para mim que eu conto os detalhes…
Fui visitar certa vez uma fábrica de automóveis, e precisava encontrar uma pessoa lá (por sinal um Técnico de Segurança do Trabalho), mas não pude entrar na área… falta de EPI? Claro: um guarda-pó de mangas compridas. Óculos, botinas, bem barbeado, mas… de manga curta! Fico esperando na porta!
Admiro muito as empresas que fazem valer realmente as políticas de segurança. Em minha opinião, são aquelas que, mesmo nos detalhes, fazem valer seus princípios. Quem nos dera que todas (e todos os profissionais também!) fossem assim.
Gosto muito da frase que encerra este post, pois ela ilustra muito bem a nossa responsabilidade frente aos nossos colegas. Somos todos responsáveis pela nossa própria segurança e da equipe, independente do posto ou posição que ocupamos nela.
Vamos aproveitar o 1º de maio e pensarmos não somente no nosso trabalho, mas de todos aqueles que nos cercam também!
E lembrem-se: Não mande alguém fazer algo que não teria coragem de mandar seu próprio filho fazê-lo.
Grande abraço a todos!
Albely Lesnau.