Quando os negócios vão de trem
19/07/10
Já praticamente uma cidadã paulistana, fui prestar consultoria em uma das maiores indústrias de alumínio do mundo, localizada no interior do estado de São Paulo.
Saí cedo, 04:45 da manhã pra pegar um ônibus com destino à cidade de São Roque, onde o outro executivo me pegaria para irmos juntos até nosso potencial cliente.
2 horas de viagem até chegar no destino. Sair de São Paulo a qualquer hora do dia é sempre complicado.
Primeiro dia dessa onda de ar frio que veio para nosso país. Não fui preparada e obviamente, tremi os queixos na ida e na volta.
A ida até a rodoviária de Barra Funda, de taxi, durou mais de 40 minutos e um preço final absurdamente alto.
Por mais que eu trabalhe em uma empresa estruturada, estável e madura há 15 anos, gerencio meu centro de custos como minhas finanças pessoais e achei um absurdo o valor da corrida.
Por esse motivo, na hora de voltar, já pelas 20:00 hs, optei pelo trem.
Já havia pego metrô em Sampa, em 2006, por 01 semana, durante a feira internacional de mecânica no Anhembi, mas não me recordava da sensação.
Tirei os brincos, anéis, pulseiras e relógio. Prendi os cabelos loiros e compridos. Coloquei a mochila na parte da frente do tronco e fui pro meio daquela gente toda. Negro, branco, amarelo. Menina, menino, mulher, homem. Rico, pobre, mendigo. Gente que passeia, que trabalha, que estuda e que sobrevive.
Em menos de 15 minutos estava em casa, quentinha e sem estress.
Na mochila, além do notebook, uma baita experiência adquirida com os profissionais do laboratório de calibração e manutenção de balanças daquela mega indústria com mais de 4 mil funcionários. Na bagagem agora um pouco mais de coragem e independência de me virar nessa cidade que não dorme sem gastar valores absurdos com taxis e me estressar no trânsito.
Mais uma oportunidade de negócio, justamente com a área que eu mais amo: manutenção e calibração!
Mais dois saltos altos nas estações de trens e metrôs em busca de bons negócios!
















