Óleos Sintéticos – Tecnológia ou Marketing?

8/12/2008
Por

por Tatiana Fontenelle

Muitos motoristas vivem ou já viveram este dilema. Iniciante ou não, no momento de trocar o óleo do seu carro, a dúvida aparece frente a uma série de produtos oferecidos pelo mercado: Que tipo de óleo devo usar? Quando devo trocá-lo? Quais os tipos de óleo de motor? Qual a diferença entre o óleo sintético e o mineral? Afinal o que é o semi-sintético?

Conforme já discutido em números anteriores da Lubes em Foco, o grau de desempenho de óleo lubrificante está diretamente relacionado com as especificações que ele atende. Assim, surgem os graus API, ACEA e as especificações exclusivas de fabricantes de veículos, nas quais a quantidade de aditivos e algumas funções deles normalmente variam com a qualidade do produto fabricado.

De acordo com o livro Lubrificantes e Lubrificação Industrial, de Belmiro e Carreteiro, os óleos para motor são projetados considerando as seguintes funções principais:
 Prevenir contra o atrito e desgaste das peças móveis;
 Trabalhar em uma larga faixa de temperatura permitindo uma partida rápida;
 Evitar a formação de depósitos na câmara de combustão;
 Prevenir contra ferrugem e corrosão;
 Neutralizar os ácidos gerados na combustão, resultado do teor de enxofre do combustível;
 Evitar a formação de verniz e borra;
 Colaborar com a refrigeração do motor;
 Vedar os anéis de compressão e não atacar os retentores;
 Reduzir choques mecânicos;
 Fornecer informações através de sua análise fisicoquímica.

A introdução de produtos químicos, chamados aditivos, nos óleos lubrificantes e o conseqüente desenvolvimento tecnológico da indústria química permitiram o acompanhamento, por parte dos lubrificantes, da evolução dos requisitos para exercerem as funções acima descritas.
Isso não simplifica muito a vida do consumidor, que ainda tem de escolher a viscosidade do óleo dada pelo grau SAE, que classifica o produto em monoviscoso ou multiviscoso e determina o que os leigos chamariam de óleo “grosso” ou “fino”. E os números se acumulam na cabeça do usuário.

Para complicar um pouco mais, o mercado pode oferecer três tipos de óleos lubrificantes com a mesma classificação API: o óleo mineral, o sintético e o semi-sintético.

Na verdade, essa classificação tem foco exclusivamente no óleo básico de que é feito o lubrificante. Dessa forma, temos o óleo mineral que como o próprio nome já diz, é oriundo da destilação do petróleo. Muitas de suas propriedades e qualidades dependem, portanto, da fonte do petróleo cru. O óleo sintético tem sua base “sintetizada”, ou seja, fabricada em reatores químicos, sem a necessidade de utilizar a base mineral. Foi concebido para responder às exigências dos motores mais potentes, ou para ser utilizado a temperaturas extremas e em condições de trabalho muito exigentes.

Há ainda o semi-sintético, que possui em sua base um combinado de sintético e mineral, atingindo um meio termo na composição do lubrificante entre os dois tipos de compostos. A grande diferença entre esses óleos é a capacidade da manutenção da estabilidade do produto por mais tempo.

Os profissionais técnicos do setor de lubrificantes recomendam sempre que se sigam as especificações dos fabricantes dos equipamentos, mas onde está a palavra sintético nessas especificações? Na verdade, os fabricantes estão focados em dados de desempenho dos produtos nos seus motores e não no tipo de base utilizada neste ou naquele produto. Segundo Cláudio Lopes, gerente de vendas da Afton Chemical, o importante é que o pacote de aditivos e o óleo básico utilizados na formulação tenham passado nos testes de desempenho exigidos pelas especificações API, ACEA e algumas específicas dos fabricantes de equipamentos. – “Algumas aprovações podem ser obtidas utilizando-se tanto básicos minerais como bases sintéticas; entretanto, outras, tais como as mais modernas, com requisitos mais rígidos de economia de combustível e viscosidade a baixas temperaturas, só conseguem ser alcançadas com a utilização de básicos de Grupo III ou PAO (Polialfaolefinas)” – afirma Lopes.

Como o assunto se restringe a uma área técnica específica, em que os resultados de testes e aprovações especializadas são os fatores mais importantes, seria extremamente difícil, para o consumidor comum, o perfeito entendimento das diferenças de qualidade dos produtos à venda no mercado. Dessa forma, o termo sintético tornou-se uma utilização comercial e ferramenta de marketing das empresas para uma identificação de qualidade superior.

Especialistas do setor acreditam que, no caso do óleo semi-sintético, que utiliza uma mistura de bases minerais e sintéticas, a situação é um pouco menos clara, uma vez que não existe uma regra técnica ou determinação legal para a proporção de cada componente dessa mistura. – “Na realização dos testes de desempenho em motores, um óleo de base mineral pode ser melhorado com a adição de uma base sintética, na quantidade suficiente para se obter a requerida aprovação, tornando-se dessa forma um produto semi-sintético”, explica o consultor técnico Pedro Nelson Belmiro. Como cada caso é uma situação específica, as proporções podem variar de produtor para produtor, tornando-se impossível uma padronização geral para esse tipo de produto.

O fato é que existe uma pressão crescente das montadoras, concessionárias e dos fabricantes de autopeças para a utilização de lubrificantes de qualidade superior, chamados de alto desempenho, devido às restrições impostas pelas leis ambientais, principalmente no tocante a emissões veiculares, ao aumento dos intervalos entre as trocas de óleo e à durabilidade do motor. De acordo com Belmiro, um óleo lubrificante é considerado de alto desempenho quando atende às especificações mais avançadas do API nos Estados Unidos e da ACEA na Europa, e oferece os seguintes benefícios:
 Melhor controle de depósitos;
 Melhor proteção contra oxidação;
 Melhor proteção contra desgaste;
 Baixo consumo de óleo lubrificante;
 Maior economia de combustível;
 Menor custo de manutenção.

Belmiro lembra que mais de 70% do desgaste de um motor se dá nos primeiros segundos de funcionamento, quando o equipamento está frio, o óleo lubrificante ainda não atingiu todas as partes móveis, principalmente a parte superior do motor, e o contato metal com metal é inevitável. Com base nessa premissa, as principais montadoras estão recomendando a utilização de óleos com viscosidade cada vez menores, que atingem todas as partes do motor muito mais rapidamente do que os óleos mais viscosos no momento da partida. Dessa forma, os óleos de viscosidade SAE 5W-xx e 10W-xx são os mais adequados para suprir essa necessidade. O problema principal para esses óleos está em atender às exigências de taxa de evaporação e de resistência à oxidação, o que não é possível com os óleos básicos minerais de grupo I, e em alguns casos nem com o grupo II. Assim, só os óleos chamados de “não convencionais” ou, como queiram os marketeiros, sintéticos e semi-sintéticos, podem atuar com um filme mais fino e resistente, e manter as propriedades exigidas.

Os óleos comercializados como sintéticos e semi-sintéticos são, sem dúvida alguma, de qualidade superior aos óleos de base mineral e, portanto, melhores para a saúde do motor. O problema está no preço que o usuário tem que pagar de uma só vez na troca do óleo. Um semi-sintético pode chegar o dobro do preço de um óleo mineral, enquanto o chamado 100% sintético pode atingir ao dobro do semi-sintético. Como um exemplo prático hoje, podemos encontrar no mercado produto semi-sintético, API-SL e SAE 5W-30, na casa dos R$ 20,00 por litro, que pode ser recomendado para um período de troca que pode chegar a 7.500 quilômetros, de acordo com recomendação do fabricante.
Segundo José Tyndall, gerente de assistência técnica da FL Brasil, o consumidor, normalmente, não faz as contas do valor gasto no lubrificante por quilômetro rodado, o que pode trazer uma outra compreensão sobre a real despesa com esse produto. No exemplo acima, uma troca que consumisse 4 litros de óleo teria um custo de R$ 80,00, mais o valor de um filtro, em torno dos R$ 20,00, perfazendo um total de R$ 100,00. Assim, temos um valor equivalente a pouco mais de R$ 0,01 (um centavo) por quilômetro rodado. No caso do óleo com valor em torno dos R$ 50,00 o litro, o total gasto seria equivalente a R$ 0,02. Nesse mesmo período, o gasto com combustível poderia chegar a R$ 1.200,00 ou R$ 2.400,00 dependendo do tipo de combustível utilizado e da região, o que nos mostra um valor entre R$ 0,16 e R$ 0,32 por km rodado. Considerando que alguns fabricantes estendem o período de troca do óleo até 15.000 km, os novos valores seriam bem mais contundentes.

Um mito muito comum existente no mercado é o de que um carro chamado de popular por ter um motor 1.0 pode usar um óleo também popular, ou seja, mais barato. Na verdade, a recomendação técnica é justamente o oposto dessa crença, pois, em se tratando de motores pequenos, trabalhando confinados, com altas rotações e temperaturas para produzir uma potência relativamente elevada, as exigências sobre o óleo lubrificantes são muito maiores do que para os antigos motores que possuíam maior volume de cárter, maior espaço para refrigeração e geravam potências até menores.

De fato, o rótulo de popular é dado somente devido ao preço do veículo que contempla uma redução de impostos para a classe 1.0 de motores.

Fontes ligadas às áreas comerciais de algumas empresas consideram que o mercado dos óleos sintéticos no Brasil, um país ainda em desenvolvimento e com uma população com poder aquisitivo relativamente baixo, deve contemplar um volume em torno de 1,5 a 2% do mercado de óleos automotivos, mas apresenta uma tendência de crescimento, devido a fatores ambientais e restrições a emissões veiculares, economia de combustível e à modernização da frota de veículos. Espera-se, contudo, uma maior conscientização não só dos usuários de veículos, na hora de escolher o óleo do seu carro, mas também das empresas que comercializam os lubrificantes e dos órgãos reguladores, no tocante a informações e esclarecimentos aos consumidores.

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31 Responses to Óleos Sintéticos – Tecnológia ou Marketing?

  1. Robson on 11/12/2008 at 7:47

    Comprei um Fiat Siena 2001 que só usava óleo mineral, o frentista do posto da Petrobras me disse que poderia usar o óleo SEMI-SINTÉTICO que não haveria problema. É isso mesmo, existe risco em colocar óleo semi-sintético ou também é necessário descarbonizar o motor assim como quem troca de óleo mineral para sintético?

  2. francisco Assis Medeiros Filho on 24/12/2008 at 23:43

    Tenho um siena 2006, na troca de óleo passei de semi-sintético para o sintético. Qual a quilometragem a ser percorrida agora?

  3. Daniel Francisaco on 9/01/2009 at 8:43

    Bom dia a todos, a utilizacao de oleo mineral e a melhor escolha. Pois nos nao temos problemas de congelamento, e o valor agregado e muito baixo. Seria ideal a utilizacao de oleo sintetico em equipamentos que NAO pode parar e de volume muito alto, assim poderiamos fazer preditiva e ate aditivacao para prolongarmos ainda mais sua vida util.
    Resumindo, troque sistematicamente o oleo do seu carter, pois no maximo sera 5 litros, lembrando que o filtro de oleo automotivo e de papel, compensa tambem ser trocado a cada troca de oleo assim mantem a vida util do seu motor.
    Reflit, um otimo 2009 a todos

  4. antonio.carlos on 13/01/2009 at 12:16

    Amigos,
    Acredito que aqui precisamos alguns esclarecimentos mais técnicos. O óleo sintético automotivo é sempre melhor que o mineral, entretanto, deve-se levar em consideração a relação custo-benefício. O problema da quilometragem já deu muita confusão tanto nos consumidores quanto nas próprias montadoras, por isso, alteraram suas recomendações nos últimos anos. A utilização de sintéticos tem a ver com duas questões fundamentais: a oxidação do óleo, muito mais rápida nos minerais, e uma viscosidade mais baixa, para uma melhor partida ao frio e economia.
    Antigamente, muito pensavam que multigrau ou sintético era só para climas frios ou sujeitos a congelamento. Hoje, já se sabe que o maior desgaste de um motor se dá na partida, quando o óleo ainda não atingiu as partes superiores do motor. Quanto mais fino mais rápido ele atinge essas partes impedindo o desgaste na partida. Por isso, quase todos os fabricantes estão recomendando óleo 5W ou 10W para o primeiro enchimento.
    Obviamente, se voce troca o óleo com 2 ou 3 mil Km, não adianta usar sintético, mas, voce poderá estar gastando mais, perdendo mais tempo, e jogando mais óleo fora, o que não é ambientalmente bom. Por isso, devemos sempre fazer as contas. Um óleo sintético pode ficar de 10 a 15 mil Km sem problemas, dependendo do nível de contaminação a que está exposto e desde que os cuidados de manter o nível.
    O lubrificante pode ser uma bomba relógio, que vai explodir lá na frente se não forem tomadas as precauções corretas.
    Observação: Quando se mistura o sintético com o mineral, pode-se não ter o mesmo desempenho do sintético, mas, será melhor que o mineral.
    Vale lembrar sempre que um óleo deve ser entendido por suas especificações de desempenho (Ex. API SL) e de viscosidade (Ex. SAE 10W-30).
    Abraço a todos e um ótimo 2009
    Pedro Nelson

  5. Ivan on 19/01/2009 at 11:44

    Pedro, a tecnologia aplicada aos lubrificantes sintéticos visa aumentar os períodos de troca (ex:menor impacto ambiental) aliado a umá maior durabilidade dos motores dentre muitos outros fatores. Os lubrificantes multiviscosos devem-se ao upgrade feito nas formulações dos lubrificantes atuais onde aditivos fazem com que consigamos aumentar ou diminuir a viscosidade do óleo dependendo da temperatura ambiente (óleo inteligente). Tenho então apenas uma viscosidade no carter que se altera com a temperatura e a presença de aditivos.
    Mantenha o mesmo grau de viscosidade em toda a vida util do motor e não apenas no primeiro enchimento seguindo o manual do fabricante quanto à viscosidade requerida.
    Lubrificantes semi-sintéticos apresentam normalmente apenas 15% de base sintética. Veja se vale à pena pelo preço pago.
    Há, apenas ilustrando um pouco melhor a nomenclatura utilizada:
    SAE 0W-40, 5W-30, 15W-40 etc API SL, SM, SJ (automotiva) CG, CH, CI comercial Diesel.

    Detalhe importante: geralmente os sintéticos possuem um IV (indíce de viscosidade) bem mais alto que os minerais. Quanto maior o IV, maior a estabilidade térmica do lubrificante, ou seja, a tendência a “afinar” a altas temperaturas é controlada…

    Abraço,

  6. Fritz Paes on 29/01/2009 at 22:32

    Srs
    Eu normalmente me deleito com a “promiscuidade” de informações que leio sobre óleos. Trabalho há mais de 35 anos com motores de todos os tipos, principalmente com de grandes máquinas. Transfiro p meu dia-a-dia o knowhow adquirido no controle de lubrificantes. Portanto tenho nos veículos de minha família um controle severo de manutenção, em particular nos itens ligados a líquido arrefecedor e óleo lubrificante do motor. Desde q a Sotreq (Caterpillar) instalou em BH seu avançadíssimo laboratório de analise físico-quimica de óleos venho me utilizando deles p a análise dos óleos q utilizo. Sigo, em geral, informações da indústria alemã sobre quilometragem de utilização de óleos. Tenho um Passat Alemão há 13 anos e me utilizo de óleo sintético 5w-40 do qual faço sua análise a cada 10.000km, período no qual troco o filtro. Como trabalho a mais de 10km da minha residência faço a troca desse óleo a cada 30.000km, desde q não passe de um período de mais de um ano. Segundo informações da indústria alemã, se vc trabalhar a menos de 10km de sua residência, diminua tal período p 22.000km. Quando faço a analise no final dos 30.000km do óleo este ainda possui altas qualidades de lubrificação e demais “funções” do óleo. No entanto, eu tomo extremo cuidado em escolher a fonte do combustível do qual me utilizo, pois caso venha a abastecer com cumbustível adulterado as qualidades do lubrificante são comprometidas. O motor do Passat vai muito bem obrigado no alto dos seus mais de 200.000km (nem sempre o utilizei no mesmo ritmo mensal). Os demais veículos, um Zetec 1.8 (5w40), um Focus e um Fiesta(semi-sintéticos) vão muito bem também.
    Um ótimo 2009 a todos!

  7. Ricardo Galvão Sampaio Mota on 4/02/2009 at 16:16

    Boa Tarde,
    Interessante estas pergunatas/respostas, pois estou atrás de óleo pesquisando estas diferenças que nem em oficinas que se dizem especializazadas não sabem diferenciar e explicar as minhas questões Tenho um marea 1999 2.0 20 valvulas , 72000 km originais e o manual diz de se usar semisintetico 20 w-50 w. Hoje os mareas mais novos não recomendam semisinteticos e nem as revendas Fiat. procuro óleos e até o Petrobrás que diz fabricar 0leo sintético 5w- 40w , o pessoal que revende Mobil da Esso diz que é impossível ser sintetico este da Petrobras, visto que a Empresa (Petrobrás)não importa base sintética . Daí que é mais barato este óleo, deu para entender esta confusão agora !!! Pois até os que se dizem sintetico em suas formulação , lá nas letras pequenas (no verso)no rótulo diz que é base sintética, então pode ser pertinente esta questão levantada pelo pessoal da Esso ( posto de Gasolina) . O que dá para confiar é o que sómente diz que o produto é sintetico quando diz no verso -importado de determinado País, exemplo marca Elf da França. Outro óleo da Shell diz que é Sintetico e no verso diz que é importado dos EUA . Deu para entender o meu questionamento???s-Só há oleos sinteticos qdo informa a sua procedencia de outro Pais, pois o Brasil não tem esta tecnologia. e portanto todos óleos são semisinteticos, exceto so do acima que já pesquisei.
    Enfim qual óleo poderia usar em se tratando do marea acima citado. Gostei da formulação do Castrol GSX Magnatec que diz que é sintetico -atraçõa molecular e é importado, só não diz de que País ???Outro ´´e o do Promax, mas não é usual encontrar no mercado. Deve-se confiar.
    aguardo contato
    Ricardo Mota
    Londrina Pr

  8. pedro.nelson on 16/02/2009 at 14:58

    Olá Ricardo,
    Cuidado com informações de concorrentes que querem vender alguma coisa! De fato, todos os sintéticos são importados, mas, todas as empresas distribuidoras compram óleo básico sintético, quer por importação direta ou internamente de quem tem estoque.
    A confusão do sintético mais barato do que o outro, está na base que é utilizada. Existem alguns óleos (grupo III) que estão sendo considerado sintéticos pois, passam nos testes que antes só passavam com a base de Polialfaolefina (PAO). Esses básicos de grupo III são muito mais baratos do que as PAO, mas, nem por isso deixam de atender a grande maioria das especificações e muito bem.
    Outra dica é que não se pode fabricar um óleo muito fino (5W-40 por ex.) sem que seja com uma das duas bases sintéticas referidas acima, pois, os minerais não aguentam.
    As empresas de óleo que voce citou são todas idôneas e fabricam óleos sintéticos sim. O mais importante do que falar em sintético ou semi-sintético é verificar se os óleos atendem às especificações de viscosidade SAE e de desempenho API, ACEA ou do próprio fabricante de automóvel.
    Frentista de posto ou mesmo mecânicos de oficinas (até de autorizadas), infelizmente não estão recebendo o treinamento adequado e falam muita bobagem por aí…
    Abs
    Pedro Nelson

  9. Marcio H Marçal on 17/02/2009 at 3:29

    Bom Dia,

    Bem eu comprei um FIESTA 1.6 ano 2000 (zetec rocam) , em uma agência…
    ele está com mais de 160.000 mil km , segundo à agencia ele está usando o oleo 25w50 , porém o manual do carro recomenda o uso do 5w30, o q devo
    fazer? quais os tipos de oleos posso usar neste motor? estou perdidinho…..

    Agradeço desde já , fico no aguardo.

  10. pedro.nelson on 2/03/2009 at 17:04

    Marcio,
    O manual do carro recomenda o óleo para o motor novo e com manutenção bem feita. Já existem estudos muito sérios que dão conta de que uma viscosidade mais fina como o 5W-30 oferece mais vantagens, principalmente na partida ao frio, desde que com alto nível de desempenho, como o API SL. O que ocorre é que com 160.000 Km supõe-se que o motor tenha folgas que provocam vazamentos, e por isso se recomenda um óleo mais viscoso como o 25W-50. Aliás, esse é o grande argumento dos chamados óleos de alta rodagem. A única vantagem de um óleo mais viscoso é justamente compensar as folgas e evitar vazamentos, já que o nível de desempenho (API SL por exemplo) é que dá o grau de aditivação do produto.
    Concluindo, se um motor com 160.000Km sofrer uma retífica bem feita, onde terá novos anéis de segmento e folgas próximas da original, um óleo mais fino como o 5W30 volta a ser o recomendado. Lembrando sempre que o mais importante é o nível de desempenho API, ACEA, ou do próprio fabricante.
    Espero que ajude.
    Pedro Nelson

  11. sergio on 22/04/2009 at 19:35

    qual melhor oleo para vectra 2.2 8v com 160.000km

  12. leila on 5/05/2009 at 15:33

    Meu berlingo ( 150.000) está com um óleo da lubrax tecno 20w50. Me falaram que está errado.Será? Posso colocar Castrol GTX Exclusive 10w40? Vai fazer muita diferença?
    Grata.

  13. alex morales on 28/06/2009 at 11:17

    Comprei uma Strada 1.4 flex. Recomendam oleo semi-sintetico 15w40. Posso utilizar uma oleo MINERAL 15w40? Sempre troco o oleo do meu carro de 6 em 6 meses, algo em torno de 3.000Kms rodados. Por isso, acho que não compensa utilizar um oleo mais caro!! Meu pensamento está correto? posso utilizar o mineral?

  14. pedro.nelson on 6/07/2009 at 12:28

    Amigos,
    Estou entendendo que muitas dúvidas surgem quanto ao óleo a ser usado, mas, principalmente em relação aos números de viscosidade. Lembro que é muito importante a classificação de desempenho, geralmente API ou ACEA. Hoje em dia, o óleo API SL pode ser considerado a melhor opção, se bem que já existe a SM para motores que exigem baixa cinza. Normalmente se fala somente em números:15W-40, 20W-50, 10W-40 etc. Isto é somente uma classificação de viscosidade. Quanto maior o número, mais viscoso (grosso) é o óleo, o que não quer dizer que é melhor. Nesse caso a recomendação do fabricante é o que deve ser seguido. Atualmente os fabricantes estão dando preferência a óleos mais finos, mas, para motores que estão com muitas folgas pode-se utilizar óleos mais viscosos até que se faça a devida retífica do motor.
    No caso da troca a cada 3000 Km, realmente é um exagero. Com um óleo API SL isso não é necessário, e com um sintético voce pode ir até 3 vezes mais tranquilamente. Além disso, quanto menos óleo descartado, o meio ambiente agradece .

  15. claudio jose de oliveira on 5/08/2009 at 11:30

    Bom dia, gostaria de saber quais literaturas posso adquirir para aprender sobre lubrificacao e troca de oleo, pois tenho um posto de gasolina e pretendo abrir para este segmento querendo apresentar um trabalho mais completo aos meus clientes. Muito grato

  16. Diomedes de Albuquerque Melo. on 24/08/2009 at 15:51

    Mesmo que fique mais caro uma trca de óleo com o sintetico compensa pois evita e muito o risco de você ter que abrir um motor para limpeza e retifica, o que custa ai uns R$ 3.000,00 reais, quem não ver isso é porque quer encobrir o sol com uma peneira. Aí é tarde demais.

  17. Pedro Nelson on 16/09/2009 at 1:45

    Fiquem atentos pois o Instituto Brasileiro de Petroleo – IBP tem cursos específicos sobre lubrificantes. Já teve um este ano no Rio, e pode ter outro em novembro em SP.

  18. cristiane apartecida de lima on 30/09/2009 at 12:00

    Bom!!!
    Estou trabalhando em um posto de gasolina e tenho muitas duvidas de como vender o oleo certo, gostaria de receber algumas informações!!
    Tipo assim ,qual melhor oleo vender,qual rende mais,sintetico pode misturar com mineral,um motor q erauado mineral pode usar sintetico?
    Socorro por favor me ajudem!!!

  19. Pedro Nelson on 6/12/2009 at 23:22

    Olá Cristiane,
    Que bom voce se interessar em saber mais sobre óleos. os frentistas são hoje grandes vendedores também.
    O sintético é tecnicamente melhor que o mineral, mas, tudo é uma questão de custo e benefício para o usuário. Um carro muito velho ou mal conservado, certamente não precisará de sintético. Pode misturar com o mineral, mas se estiver muito sujo, recomenda-se a drenagem. O mais importante é saber as classificações API e ACEA como também aquelas dos fabricantes de automóveis. Também a viscosidade SAE é importante e deve seguir a recomendação do fabricante.
    Infelizmente não dá para explicar tudo aqui, mas as matérias da LUBES EM FOCO em http://www.lubes.com.br têm ajudado muito.
    Seria bom se o proprietário do posto entendesse também a importancia do conhecimento dos frentistas e os treinasse.
    Boa sorte.
    Pedro Nelson

  20. fabio ferrari on 19/01/2010 at 14:21

    eu trabalho num posto aqui da minha cidade ha um ano, eso agora estou começando a trabalhar na troca de oleo. as vezes fico na duvida de qual usar, se for um carro novo se for sintetico ou semi. abraços. fabio ferrari, toledo-parana

  21. Nivaldo Santos on 14/08/2010 at 0:52

    Boa noite, comprei um Fox 06 que veio com óleo semi-sintetico disse me o vendedor. Troquei o óleo dele por : F1 Master Plus SAE 20W 50 base sintética (Ipiranga). O carro está com 69.000 Km. O trocador de óleo não soube me informar com certeza quando farei a proxima troca. falou 5 , 7 e 10 mil quilometros. Ele está rodando muito bem, não apresenta baixa esta tudo ok. só não sei com quanto e quando fazer a nova troca. Por favor me ajude. abraço obrigado.

  22. Pedro Nelson on 1/09/2010 at 9:25

    Nivaldo,
    Nesses casos, o mais recomendável é ouvir o próprio fabricante do carro sobre o assunto. Mas, as vezes fica difícil, pois isso também vai depender do tipo de serviço que é executado, ou seja, se anda muito em poeira, em trânsito pesado ou estrada etc… Normalmente, em uso não severo, esse tipo de óleo pode aguentar tranquilamente até uns 7500 km. Mas, o importante é ir verificando o nível e a aparência e completando o óleo quando necessário.

  23. Edgard on 8/10/2010 at 16:56

    Nelson tudo bem ? Estou usando óleo sintetico no carro, mas se na proxima troca não encontrar o sintetico ou o preço do mesmo não for atrativo, posso voltar a usar o mineral.
    Trocando o filtro de óleo também ?
    Abraços e Obrigado

  24. Pedro Nelson on 14/10/2010 at 23:49

    Edgard,
    Voce pode voltar a usar o mineral sem problemas, mas, lembre-se que o período de troca deve ser menor, pois terá menor proteção.
    Trocar o filtro quando for trocar o óleo é sempre bom.
    Pedro Nelson

  25. Samuel Matschulat on 20/01/2011 at 8:18

    Amigos!
    Olhem,não podemos polemizar.Trocar o óleo,filtros são detalhes importantes para a manutenção de nossos veiculos motores,vejam: Como são motores… precisamos estar atentos para hora-motor-ligado. Um amigo da Alemanha nos alertou que subutizavamos nosso óleo,com trocas a cada 3.000km pois na empresa que trabalhava trocava-se o óleo mineral a cada 5.000 km sempre os filtros junto. Seguimos seu conselho e passamos exigir em nossa frota de 50 carros…tínhamos veículos que faziam facilmente 300.000km sem problemas; Agora com novos motores,falei com um primo que trabalha na Petrobras, e alegou que podemos facilmente fazermos com um bom óleo sintético 5w-40 entre 10.000km e 15.000km observando o nível com excelentes resultados, ou seja: Melhor custo benefício. Um abraço!

  26. fernanda on 9/02/2011 at 14:37

    legal as especificações

  27. Flavian on 16/02/2011 at 19:22

    Boa Noite! Tenho um Fiesta 1.0 ano 2003, ele está com 94.000 km, Sempre utilizei o óleo Mineral da Motorcraft, porém como não encontrei mais esse óleo na minha cidade acabei usando o Semi-Sintético quando ele tinha 86.000 km então deu uma pequena brotação de óleo que não chegava a pingar. Quando tive que trocar novamente, resolvi mudar e seguir o manual colocando Óleo Sintético 5w30, e agora comecei a notar que de manhã começou a aparecer dois ou três pingos de óleo na minha garagem.
    O que devo fazer?
    Desde já agradeço pela atenção!

  28. Alexandre on 22/02/2011 at 8:20

    Tenho um Fiesta 1.0 zetec rocam ano 2000 com 83.000KM, falam que este motor se usa 5w30, mas no meu manual não fala sobre esta especificação, ele fala de usar 20w50, 20w40 e 15w40, com 83.000km qual a melhor escolha 20w50, 20w40 ou 15w40?
    eu penso em colocar o 15w40 que acredito que com esta quilometragem não tem problema e pode deixar o carro mais econômico de que um 20w50… sera que estou certo? me ajudem a tirar esta duvida, pois vou viajar no carnaval e quero trocar o óleo…

  29. Gabriel de Mello on 1/11/2011 at 13:58

    Super interessante!

  30. Wadson Lima on 16/01/2012 at 19:39

    Olá, como vai?
    Estou iniciando uma representação de óleos lubrificantes e graxas em BH e região metropolitana e gostaria de aprofundar os conhecimentos nesta área pois minha formação profissional é advocacia. Informações sobre cursos presenciais nesta área serão de grande importância, pois pude perceber após pesquisar na internet que há carência de profissionais com conhecimento específico em lubrificantes e a divulgação sobre cursos é branda. Sendo assim, agradeço se puder indicara-me algum. OK?
    Antecipo agradecimentos
    Wadson Lima
    rep com

  31. paulo on 13/08/2012 at 0:08

    ola tenho um gol g5,ele bate somente quente ou se escuta mais quando quente,uso castrol 5w40 posso trocar por 5w30 de outra marca?vc acha q vai melhorar?

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