A manutenção na cadeia do processo produtivo ou de serviços

Na semana passada dei uma entrevista para o Portal manutencao.net, que deve ser publicada na nova seção de vídeos, que estréia também na semana que vem, junto com o novo layout que o manutencao.net terá.
Na entrevista respondo a várias perguntas feitas por profissionais da área, sobre vários assuntos.

Mas um assunto teve destaque e foi alvo de várias questões, sempre girando em torno do tema: Qual o nosso papel? Qual a missão da manutenção neste inicio de século?

Adianto aqui uma parte do que respondi, até porque o tema é mesmo importante e está na cabeça de todos nós.

A verdade é que no novo contexto organizacional a manutenção deve evoluir para contribuir, nos processos produtivos e de serviços com a Redução de Custos, a Garantia da Qualidade (através da confiabilidade e produtividade dos equipamentos) e Atendimento de Prazos (através da disponibilidade dos equipamentos).

Os profissionais de manutenção passaram a ser mais exigidos no atendimento adequado a seus clientes, ou seja, os equipamentos, obras ou instalações e, ficou claro que as tarefas que desempenham, resultam em impactos diretos ou indiretos no produto ou serviços que a empresa oferece a seus clientes. A organização corporativa é vista hoje como uma cadeia com vários elos onde, certamente, a manutenção é um dos mais importantes nos resultados da empresa.

Pôr outro lado a manutenção também tem seus fornecedores, ou seja, os contratados que executam algumas de suas tarefas, a área de material que aprovisiona os sobressalentes e material de uso comum, a área de compras que adquire materiais e novos equipamentos etc. e todos são importantes para que o cliente final da empresa se sinta bem atendido.

Manutenção

O que tantas vezes passou despercebida para os executivos no passado, hoje esta bem óbvia. Má manutenção e confiabilidade significam lucros reduzidos, mais custos de mão de obra e estoques, clientes insatisfeitos e produtos de má qualidade. Para as empresas, o custo pode ficar nas dezenas ou até centenas de milhões de dólares. Só a quantidade de oportunidades é de estarrecer, porém há inúmeros exemplos que mostram isto.

Está se tornando cada vez mais aceito pelas empresas, grupos de consultoria e organizações profissionais, que para o bom desempenho da produção em termos mundiais, o gasto em manutenção deve estar ao redor de 2% ou menos do valor da depreciação do ativo, de acordo com o artigo “Maintenance as a Corpotate Strategy” escrito por Andrew P. Ginder e divulgado por AIPE Facilities (jan/fev 1996).

Exemplificando: Se os ativos de uma planta somam o valor de $600 milhões, e esta planta tem um gasto da ordem de $140 mil por mês, seu resultado esta adequado?

Se considerarmos como valor de depreciação 10% do imobilizado, por ano, a resposta seria NÃO, como indicamos no cálculo seguinte:

600.000.000 x 10% = 60.000.000
60.000.000 x 2% = 1.200.000
1.200.000 / 12 (meses) = 100.000

Portanto, a expectativa máxima para o gasto seria de $100 mil mensais e assim nossa empresa estaria gastando 40% acima do adequado, o que poderia estar afetando seu resultado de forma significativa.

Ainda esta semana vou dar continuidade ao assunto.

Vou me recuperar do fato de que fiquei 3 semanas sem atualizar o Blog por motivo de viagem a trabalho.

Abraços

Lourival Augusto Tavares

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