Utilização adequada dos índices de manutenção

O trabalho de Professor e Consultor nos leva a muitos lugares e rapidamente.

E levando em conta os meses de Fevereiro e Março, este será um ano muito a-gitado.

Do México direto para a Bolívia e de lá para o Rio de Janeiro, para a aula inau-gural do ENGEMAN da UFRJ.

E esta semana temos um curso de PCM em São Bento do Sul, Santa Catarina.

É animador ver como, em apenas duas semanas de divulgação, se junta em sa-la de aula um número expressivo de boas empresas e dedicados profissionais, para um trabalho de aprendizado e troca de experiências, visando dar um “up-grade” na performance das atividades de manutenção em suas empresas.

Tudo porque, debaixo de um cenário de extrema competição, queremos melho-rar o que as vezes já parece bom.
O grande comunicador da televisão Chacrinha já dizia que “quem não se comu-nica, se trumbica”.

Em manutenção quem não controla, mais dia menos dia, se enrola.

É preciso saber como as coisas estão e, principalmente, para onde vão.

Daí a importância dos índices e conseqüentes indicadores.

Utilização adequada dos índices de manutenção

Para um bom gerenciamento é necessário conhecer seus valores.

Assim, em manutenção é necessário conhecer definir, implementar, avaliar e re-agir sobre uma quantidade de indicadores que sejam úteis para a tomada de de-cisão em função da situação da empresa no mercado, podendo ser definidas as seguintes condições:

1) Equipamentos fundamentais em uma empresa competitiva;

2) Equipamentos secundários em uma empresa competitiva;

3) Equipamentos fundamentais em una empresa que detém monopólio;

4) Equipamentos secundários em uma empresa que detém monopólio.

Dentro dos mais de cinqüenta índices utilizados em manutenção, alguns se des-tacam pela possibilidade de aplicação de seus resultados na melhoria do pro-cesso, na redução de custos, no aumento da qualidade, na preservação do meio ambiente e na otimização dos serviços.

Destacamos, a seguir, alguns destes índices:

Índices

Esses índices são conhecidos como “Classe Mundial” por sua aplicabilidade i-mediata e utilidade para todos os níveis gerenciais.

Entretanto o levantamento e cálculo dos índices deve estar sendo efetuado so-bre uma base de dados confiável e consolidada, isto é, que as informações não estejam sendo manipuladas, sejam consistentes, sejam completas e que os va-lores já estejam sendo coletados a, pelo menos um ano, para garantir a análise das tendências.

Os resultados devem ser apresentados em tabelas, individualizando os equipa-mentos (ou sistemas operacionais) que justifiquem, por suas importâncias no processo ou serviço, o investimento de análise e acompanhamento de seus re-sultados.

Além disso devem estar acompanhados por gráficos para auxiliar a visualização das tendências e facilitar a comparação entre eles e entre referenciais e, em conseqüência permitir a definição das ações pertinentes.

Ficamos por aqui. Na semana que vem o assunto é auditoria. Se você tem al-gum tema ou necessidade específica, escreva-nos.

Abraços e excelente semana para todos nós.

LOURIVAL AUGUSTO TAVARES

3 respostas para 'Utilização adequada dos índices de manutenção'

  1. José Ricardo Werneck Diz:

    Prezado Professor,
    Possuimos em nossos arquivos, uma apresentação do Forum de Manutenção, com o tema: Benchmarking de índices de Manutenção e suas tendências na Indústria Brasileira.
    Essa apresentação foi disponibilizada em fevereiro de 2002, pelo Sr. Presidente do Comitê Panamericano de Engenharia de Manutenção.

    O Sr. poderiam nos informar, se conseguimos essa apresentação com os indicadores de manutenção atualizados?
    Estamos necessitando de alguns valores de Benchmarking para nosso Relatório de Gestão, do programa de qualidade.

    jrwerneck@yahoo.com.br

    Grato desde já.
    José Ricardo Werneck - POEME/POEM/POE
    Coordenadoria de Engenharia e Desenvolvimento de Manutenção
    CAESB - Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal
    CNPJ - 00.082.024/0001-37
    IE - 07.324.667/001-67
    ETE SUL - Estação de Tratamento de Esgotos Brasília Sul
    Setor de Clubes Esportivos Sul, Av das Nações Sul, V. L4 sul, ETEB sul
    CEP 70.200-000 - Brasília/DF
    Phone : + 55 61 3346-8102 / 3153
    Fax : + 55 61 3346-8103

  2. Francisco Alberto Cantelmo Diz:

    Prezado Professor Lorival,
    Fui seu aluno no 5º ENGEMAN, e fiquei super contente em localizá-lo atraves desse Blog e vê-lo cada vez mais atuante. Meu pai deixou esse ensinamento para que eu sempre me mantivesse de alguma forma com a mente ocupada pois o segredo da longevidade é estar sempre com uma atividade. Parabéns!!!
    Recentemente tive outra satisfação em ver o Xerife em uma teleconferencia sobre manutenção na FIRJAN e consegui contáctá-lo.
    Que bom que ele esta na ABRAMAN, pois é um cara muito sério e acima de qualquer suspeita. Gosto e respeito muito ele!!
    Me parece que o Bernardo Friedman, também da minha turma, esta na ABRAMAN.
    Com relação a um comentário, é oportuno ler sobre a sua posição em relação a manutenção preventiva sistemática. Tempos atras tive um impasse com um auditor de sistema de qualidade ISO TS 16949, norma do setor automotivo. Ao auditar a manutenção, depois de uns 14 anos ele afirmou que não tinhamos manutenção preventiva.
    Foi exatamente através do ENGEMAN que consolidei o nosso sistema de preventiva baseado em estado, até porque a nossa condição financeira não nos permitia outra opção que não essa.
    Com relação ao nosso sistema não tenho duvida que é uma forma viável de se acompanhar o desempenho dos equipamento.
    Depois tivemos uma forte discussão sobre indicadores MTBF (TMEF) e MTTR(TMPR). Gostaria de ter do Sr. um esclarecimento:

    Esta errado calcularmos o TMEF considerando somente os equipamentos que falharam e seus respectivas numeros de ocorrencias?
    TMEF = nºhr de missão(no meu caso, periodo de tres meses) - nºhr man corretiva no periodo de tres meses / nº de falhas no periodo de tres meses que as maquinas acima tiveram.

    Com certeza o seu retorno será uma referencia de peso na nossa decisão para adequar este indicador.

    Foi um prazer contatá-lo.

    Atenciosamente,

    Francisco Cantelmo (Nova Friburgo - RJ)

  3. Silvio C. Pereira Diz:

    Tenho muitas dúvidas de como determinar índices que possam auxiliar nosso setor de PCM a constatar qual a real situação da manutenção em nossa empresa.

    sds.

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