Tudo na natureza tem um inicio, um meio e um fim. Em nosso trabalho também é assim. O que ontem era analógico, hoje só funciona se for digital. Porque funcionar significa dar conta das exigências.
E as exigências mudam todos os dias. Mudanças na tecnologia, na legislação, na competitividade, no gosto do público, no consumo de energia ou na própria matriz energética, ou mesmo na forma como os processos acontecem.
E assim se sucedem os ciclos. E nós da Manutenção temos que respeitar e estar atentos a isto.
Ciclo de vida dos ativos
Para que a manutenção possa cumprir com suas novas responsabilidades, deverá participar de todo o ciclo de vida dos ativos, de acordo com a figura seguinte apresentada por Carlos Pallotti no 12º Congresso Chileno de Manutenção (2001).

dos ativos” title=”Ciclo de vida dos ativos” />
Aquisição
As decisões nas compras têm, hoje em dia, um profundo impacto no potencial de crescimento e rentabilidade da companhia que pensa no futuro. Por tanto a manutenção poderá apoiar estas decisões através de:
Informação para tomar as melhores decisões:
Buscar informações relativas ao projetista e ao fabricante do equipamento em termos de qualidade, assistência técnica, facilidade de obtenção de sobressalentes e atualização tecnológica.
Estas informações podem ser obtidas em outras empresas que utilizam equipamentos similares.
Analisar a existência e/ou conveniência de duplicação (redundância)
A importância do equipamento no sistema onde atuará e a demanda de sua disponibilidade poderão indicar a conveniência de sua duplicação ou de alguma de suas partes, de forma a aumentar a confiabilidade do processo.
Colocar em foco as decisões estratégicas
As compras deverão estar baseadas na avaliação do tempo de operação; consumo de energia, facilidade de manutenção, estoque de sobressalentes, ferramentas especiais, capacitação do pessoal e valor residual.
Acompanhamento
Identificar as tendências, pelo acompanhamento dos ativos, permite às companhias aumentar a eficiência operacional e proporcionar as ferramentas para reduzir custos.
Localização e uso dos ativos
Começar a formação do Banco de Dados, pela identificação dos itens que serão alvo do controle, indicando sua localização, finalidade, áreas de atuação, função, referências, datas, custos, materiais associados e variáveis mensuráveis.
Conformidade das auditorias
Com recursos cada vez mais escassos e exigências de melhor nível de qualidade e prazos, os métodos de planejamento e controle estão sendo aperfeiçoados e automatizados, garantindo a obtenção dos requisitos exigidos pelo processo.
Garantia de informação histórica
Implementar mecanismos, simples e padronizados de coleta e registro de intervenção nos equipamentos, tanto de ocorrências, quanto de tempos, recursos e custos.
Gestão
Perde-se parte dos ganhos de capital quando não se obtém o nível mais alto possível do uso produtivo do ativo.
Manutenção Preventiva e Preditiva
Já está comprovado que a manutenção preventiva sistemática é anti-econômica e deve ser substituída pela manutenção por estado, particularmente a preditiva.
Por outro lado, as inspeções e medições devem ser cumpridas com rigorosidade e eficiência, sendo seus resultados registrados e processados para definir o momento mais adequado para a preditiva.
Produtividade humana
A produtividade é definida como o tempo em que o profissional está desenvolvendo atividades para as quais foi contratado.
Em manutenção é comum encontrar estes valores inferiores a 50% e a identificação da improdutividade associada a uma análise de tempos e movimentos pode melhorar esses valores.
Sobressalentes e Abastecimento
A avaliação dos estoques desnecessários, assim como as peças de equipamentos que já foram substituídos pode ser um fator de geração de grande economia. Entretanto, os sobressalentes estratégicos devem ser ampliados para evitar perda de produtividade.
TPM / RCM / BCM (Manutenção Produtiva Total / Manutenção Centrada na Confiabilidade / Manutenção Centrada no Negócio)
A eleição da melhor metodologia, tanto sob o aspecto de oportunidade quanto de adequabilidade às condições da empresa, pode ser responsável pelo sucesso ou fracasso do processo de gestão.
Venda (Valor Residual)
A informação exata e confiável de um ativo tem um impacto significativo no valor recebido, por este ativo, em sua revenda.
“Vender”, não descartar.
O conhecimento do valor residual de um equipamento e sua conservação podem definir o melhor momento para sua substituição ou reforma.
Valores residuais
Este, também, pode der um parâmetro de definição do momento adequado de reposição de um ativo.
A avaliação do valor residual pode ser feita tanto para a venda como para o custeio de sua desmobilização.
Retornar dinheiro para a operação
Um equipamento bem mantido apóia, com sua venda, o custo de reposição e/ou desenvolvimento de novas tecnologias para o processo.
E de ciclo em ciclo, vamos evoluindo. Ou não? Para sabermos é preciso ter índices, e deles gerarmos os indicadores. Porque o que importa, na verdade, são as tendências.
E este é o assunto de nosso post da semana que vem.
Até lá.
LOURIVAL AUGUSTO TAVARES
PS: Deixe seu comentário ou entre em contato pelo e.mail map@manutencao.net