As pesquisas indicam que há vagas na Manutenção, com toda a turbulencia que há na economia. As pesquisas também indicam que muitas vagas não são preenchidas porque não há mão de obra qualificada que atenda as exigencias.
A verdade é que nossas empresas, através do cenário encontrado na Manutenção, estão muito mal de investimentos em pessoal e em desenvolvimento e retenção de talentos.
Recente pesquisa da RBM – Rede Brasileira de Manutenção, através de seu site www.indicadoresdemanutencao.com.br, mostra que de cada 10 empresas, somente 5,2 tem programas internos de treinamento e reciclagem de pessoal. A pergunta que fica é: como evoluir sem treinar e ou reciclar as pessoas que fazem as coisas boas acontecerem na empresa? Difícil, não?
E se 6,7 de cada 10 empresas acham que seu pessoal de manutenção é qualificado, comparando-se com a informação anterior, verifica-se que o treinamento acontece na transmissão direta do conhecimento dos mais antigos aos mais novos. Isso é bom e é ruim. É bom porque há algum nivel daquilo que chamamos qualificação na realização do proprio trabalho. Aprender fazendo.
E é ruim pelo mesmo motivo. Aprende-se o que é certo e perpetua-se o que é errado.
Sem reciclagem, não há oxigenação, melhorias.
A mesma pesquisa nos traz uma surpresa. De cada 10 empresas, em seis há uma sistemática de avaliação de seus profissionais.
Avaliar as pessoas é importante, para oferecer a possibilidade de uma medição da evolução profissional e também do cumprimento de objetivos e metas.
A competitividade se faz com desafios. Superar suas próprias marcas e, se possível, superar a concorrência.
Mas qual seria a fórmula do aumento da competitividade, sem investimento em qualificação das pessoas?
A pesquisa feita pela RBM é longa e dá um bom retrato do que acontece no mercado brasileiro, via turma da Manutenção.
No momento que se discute porque o Brasil não avança em termos de renda interna e competitividade mundial, vivendo basicamente de venda de minério e grãos, o que se vê é que nossas empresas são pouco ou quase nada organizadas.
Se entre cada dez empresas somente 5,2 tem organizado um plano de cargos e salários, como fazer acontecer a gestão de pessoal, verificar onde e em quem investir, remunerar a progressão funcional e dar reconhecimento a quem faz a diferença?
Ao fazer a leitura da Manutenção, pode-se ver como anda o todo de cada organização.
E a coisa não está boa. Na Manutenção está ruim. Nas empresas, pior ainda.
Abraços
Paulo R. Walter
paulo.walter@manutencao.net
Informações sobre o autor: O Eng. Paulo R. Walter é Diretor Executivo da Lima Walter Consultoria e Planejamento Ltda, atuando na consultoria de organização de serviços e gestão da terceirização . É também editor do portal www.manutencao.net
