Custos na Manutenção

4/10/2010
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Pessoal, a seguir tocaremos num assunto muito importante e que incomoda a muitos executivos: O Custo com a manutenção.

            Geralmente a área de manutenção de uma empresa, seja ela indústria, varejo ou outra qualquer, na maioria das vezes é vista como geradora de custos e quase nunca é lembrada. A lembrança vem quando existe algum problema de infra estrutura, aí sim levantam-se as questões:

 

            - Porque parou ?

            - Não tinha manutenção ?

            - Qual o custo que envolve esta corretiva ? etc…

 

            O que temos que ter em mente, é que um contrato de manutenção cujo escopo preventivo, se for bem estruturado, tende a diminuir a incidência de manutenções corretivas, gerando assim custos menores a médio e longo prazo, além de ser possível programar paradas, de forma que o impacto na operação seja o menor possível, entre outros.

            A ótica de muitos executivos diante de um cenário de crise, restrição orçamentária, etc.. é eliminar contratos de manutenção ou reduzir escopo para diminuir despesas. O que  muitos não enxergam, é que na ausência de uma manutenção, teremos a infra estrutura depreciada mais rapidamente e quando quisermos recuperá-la acabará saindo mais caro do que se mantivéssemos o contrato de manutenção preventiva. Sem contar com a responsabilidade técnica da instalação, que ficaria descoberta do período sem o contrato.

            Alinhados com a estratégia da empresa, os gestores de manutenção estão cada vez mais focados no quisito custos, se especializando em técnicas de negociação (tema já abordado anteriormente neste blog), artifícios que possam contribuir para “fazer mais com menos”.  Muitas negociações são concluídas com êxito, tendo em vista que as algumas empresas mantenedouras muitas vezes não sabem nem como calculam o preço de venda de um serviço, e quando se depara com algum pleito bem estruturado da contratante, acaba percebendo que existem margens para redução, melhorando assim os custos para a contratante, sem por em risco a saúde financeira da contratada, ou seja, todos ficam “felizes”.

            Algumas empresas contratantes querem “sangrar” as mantenedouras de uma forma que impossibilite que a mesma execute um trabalho com qualidade. Muitas vezes essas empresas para não perder o contrato, acabam assumindo um risco que pode ser fatal para sua instalação, pois acabam contratando profissionais inexperientes com baixo salário para poder manter a lucratividade, e o resultado disso reflete no cliente.

            Portanto, nem sempre o mais barato é o melhor, há de se levar em conta quando de uma contratação, o perfil da empresa contratada, o “know-row” adquirido em instalações semelhantes a sua, a estrutura que atenderá ao seu contrato, a logística que esta empresa terá que ter quando de atendimento pulverizado, entender e explorar a composição de custos oferecido, entre outros fatores.

           

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2 Responses to Custos na Manutenção

  1. José Alexsandre dos Santos on 14/02/2011 at 11:07

    Parabens Dr. Fábio,concordo plenamente com a vossa visão para este ítem “Contrato de Manutenção”. A ótica é contratar uma Empresa que satisfaça às exigências propostas pela Contratante ,atribuindo os serviços dentro dos parâmetros profissionais e não pelo baixo custo contratado , onde claro que não existirá profissionais e sim terceirizados insatisfeitos pelos salários pagos e colocando riscos à Contratante por uma escolha bem sucedida . Sou da área de Manutenção e me deparo cotidianamente com esta situação lamentável.
    Um grande abraço ,
    José Alexsandre dos Santos.

  2. Cleiton on 25/07/2011 at 14:31

    O custo da peça muitas vezes é menor que o custo da máquina parada .
    Uma hora de máquina parada custa quanto ?
    A produção de uma hora , que deixa de ser vendida , vale quanto em R$ ?
    E a matéria prima perdida ?
    Correias Optibelt . Tecnologia alemã .

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