Mercado Livre – Uma breve introdução

13/09/09

Pessoal,

Dentro da linha de termos textos de diversos autores, nesta semana temos a contribuição do Manoel Regolini, versando sobre o Mercado Livre. Tivemos a oportunidade de trabalhar juntos desenvolvendo uma iniciativa pioneira de inserção no Mercado Livre na Lojas Riachuelo se valendo da  resolução ANEEL 247/2006 que permitiu o agrupamento de várias unidades consumidoras para migração ao mercado livre – o texto é divido em 02 parte e assim, vamos lá:

Atualmente, a maioria dos consumidores de energia elétrica, inclusive residenciais e comerciais, compram a energia elétrica diretamente da concessionária (Eletropaulo no caso de São Paulo) e recebem o título de Consumidores Cativos. Em 1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso, surge o Ambiente de Contratação Livre (ACL), também conhecido como Mercado Livre, onde tornou-se possível a alguns consumidores que cumpram algumas exigências (como patamares mínimos de demanda contratada) , normalmente indústrias eletro-intensivas, a liberdade de comprar energia elétrica diretamente das usinas geradoras e estes foram chamados de Consumidores Livres. Financeiramente, este processo é interessante, pois abre a possibilidade de manter contratos bilaterais, onde os aumentos do custo de energia passam a ser regidos por índices de mercado, ao contrário do Ambiente Cativo e isso traz maior controle sobre as estimativas de aporte com este insumo. Ainda no ACL, existem os consumidores Especiais, com demanda contratada inferior ao livre, mas que por um conjunto de fatores é elegível a optar pela compra de energia diretamente do gerador.

Em 2002, através da lei 10438/2002, um desconto não inferior a 50% nas tarifas de uso do sistema de transmissão e distribuição foi garantido aos consumidores livres (opcional) e especiais (compulsório) ao comprarem energia no ACL de pequenas centrais hidrelétricas (PCH´s), fontes eólicas e biomassa, assim como os de co-geração qualificada, reforçando ainda mais os benefícios financeiros neste tipo de transação.

Importante ressaltar que, ao trocar o fornecimento de energia elétrica da concessionária local para um novo fornecedor, o consumidor livre ou especial, não se desvincula totalmente da concessionária, uma vez que esta é a proprietária das redes elétricas que o atende (infra-estrutura de distribuição) e assim sendo, continuam mantendo contratos com este.

Uma dúvida que tenho ouvido com certa freqüência diz respeito à necessidade de adequação de infra-estrutura já a compra de energia passaria a ser comprada diretamente do gerador. Na verdade, nós clientes (livres, especiais ou cativos) estamos conectados à concessionária, que por sua vez tem sua infra-estrutura inserida no que chamamos de “SIN-Sistema Interligado Nacional”. Na outra ponta, o gerador do qual adquirimos energia também se conecta, ou seja, não é necessária nenhuma alteração na infra-estrutura de transmissão de energia. Entretanto, para que sejam possíveis as medições de consumo e auditorias, que explorarei em detalhes em outro texto, é necessário que o sistema de medição seja adequado e aí surge a necessidade de investimentos.

 

Continua….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manoel Regolini

Práticas de Gestão de Energia no Varejo

24/08/09

Pois bem, como já dito em texto anterior, um mérito da Manutenção reside na sua descrição, dado que a mesma é Centro de Custo e não de Receita, porém se analisarmos melhor, poderemos identificar formas de mudar esta visão.

E para mim, uma das melhores maneiras de iniciar esta mudança no Varejo é uma boa Gestão de Energia. Ao administrar qualquer recurso de uma empresa sempre tive a preocupação de fechar a conta de Estrutura de Gestão X Resultado Obtido - na busca de maximização deste resultado, entendo que o mesmo deve ser pelo menos 2 a 3 vezes maior que o custo dos recursos empregados. Se esta relação diminui é hora de se rever a sua estrutura de recursos ou então, buscar maximizar seus resultados. É claro que a segunda opção é sempre mais conveniente…..

E neste contexto, a gestão de Energia vem contribuir com grandes resultados no Varejo e um conjunto de boas práticas deve ser considerado pelo Gerente ou Diretor de Manutenção. Aquelas que identifiquei ao longo de minha carreira foram:

- Montagem de Banco de Dados de faturas de conta de energia e respectivo gerenciamento;

- Administração dos Contratos de energia com respectiva adequação periódica;

- Correção de Fator de Potencia dentro da freqüência ideal;

- Criação de Campanha de economia de Energia com mobilização dos colaboradores;

- Divulgação de Informativos mensais com conceitos e dicas de economia para público alvo;

- Implantação de transmissão de dados de consumo e demanda on line;

- Estudo de geração alternativa – exemplo GMG e horário de Ponta;

- Uso de tecnologias para eficientização das instalações existentes – luminárias de alto desempenho, adoção de CAG, TAGs, etc;

- Analise de oportunidades junto ao Mercado Livre – principalmente, após a resolução ANEEL 247/2006.

Uma boa gestão deste portfólio de boas práticas, sem dúvidas trará resultados muito positivos que, uma vez divulgados adequadamente, tenderão a trazer a Manutenção para um patamar diferenciado, fazendo-a deixar de lado sua tímida discrição e a colocando em evidência como uma área geradora de Resultados.

Só depende de nós!!

Aprenda a dizer NÃO e gerencie melhor seus Riscos

16/08/09

Não……não…….não……escrever esta palavra parece ser bem mais fácil do que usá-la efetivamente em nosso dia a dia. Fico pensando o que faz com que boa parte de nós se torne refém de alguma forma de culpa e deixe de dizer não com mais freqüência. Este não é um drama isolado e se forem procurar no Google a expressão que inicia o título do texto, serão encontradas 1.530.000 citações. Bastante, né! Trazendo isto para o cotidiano da manutenção ou para outras áreas corporativas vemos o quanto bons profissionais se “enrolam” trabalhando em um patamar de risco indesejável. (leia mais…)

Indicadores e Índices

29/06/09

Pessoal,

Nesta semana temos um texto que vale a pena ser lido do colega Fabio Bacchin, parceiro de longa data nesta jornada de junto à Gestão da Manutenção:

Índices e Indicadores de Manutenção

 

Percebendo constantes desencontros na conceituação de indicadores e índices, decidi dar uma colaboração ao assunto.

Antes de mais nada, vamos ao conceito propriamente dito:

Indicadores: Dados estatísticos relativos a um ou diversos processos de manutenção que desejamos controlar. Usados para comparar e avaliar situações atuais com situações anteriores.

Índices: Relação entre valores e medidas numa empresa, sobre a manutenção, para avaliar situações atuais com situações anteriores.

 

Para termos esses chamados índices e indicadores de manutenção, primeiramente deveremos ter alguma ferramenta de controle para “medir” alguns parâmetros, que na indústria do varejo os mais usuais são:

 

1)     SLA para atendimento;

2)     SLA para solução;

3)     Número de chamados (por ponto, por região, por empresa mantenedora, etc..);

4)     Satisfação do cliente;

5)     Backlog;

6)     Custos ( por ponto, por mês, por região, por m2, etc..).

7)     Entre outros…

 

Hoje em dia este controle estatístico é muito mais difundido no ramo industrial do que no varejo e temos muito a desenvolver.

 

Um indicador muito forte atualmente e que tido uma tendência de aplicação é o indicador de performance, sendo inclusive inserido nos contratos de manutenção predial. Talvez  esta seja a forma mais coerente de “cercarmos” as empresas mantenedoras, afim de manter a máxima disponibilidade possível dos ativos. E esta performance não se prende apenas a questão técnica, pode ser aferido também na área administrativa e operacional de todo processo que envolve a manutenção.

 

Além desse, há uma preocupação também por parte das empresas contratantes, com o indicador de capacitação, seja ela da equipe ou das instalações, sendo esta última um indicador importante para estudo de retrofit ou troca do equipamento em função da taxa de retorno, etc…

 

Existem outros indicadores, como o da qualidade por exemplo, mas infelizmente hoje ainda acaba ficando muito no “felling”  de cada gestor, pois raras exceções no varejo que trabalham com alguma ferramenta que mede um retrabalho ou tempo de paradas, etc….

 

E por fim, o indicador mais usual no âmbito da manutenção é custos, este sim relativamente simples de se aferir (na maioria em planilha), sendo esta análise tanto por ponto, m2, empresa, região, etc…

O exposto acima é apenas um comentário sobre o vasto assunto que refere-se a índicies e indicadores de manutenção.

Recomendo a leitura do livro abaixo, que apesar de ser focado na manutenção industrial, pode-se perfeitamente extrair conceitos voltados para a manutenção predial.

 

Índices e Indicadores de Manutenção.

Editora Ciência Moderna com parceria da Abraman

Autor: Gil Branco Filho

 

 

Manutenção X Projeto no Varejo

22/06/09

Amigos internautas,

Pensando em um tema que pudesse despertar o interesse dos colegas sofredores das tantas agruras, não tive como deixar de pensar na questão do envolvimento mais amplo da área de manutenção no ciclo de vida de uma instalação. Como já visto no texto anterior, dado a longevidade do ciclo de vida de uma instalação e o impacto dos custos operacionais, não tem como não entendermos que a visão da Manutenção deve ser usada desde a fase de projeto até a entrega da obra e comissionamento das instalações. (leia mais…)

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL NO VAREJO

1/06/09

Bom dia pessoal,

Após 13 anos de atuaçao na área engenharia no setor de Varejo e Shopping Center, em especial na Manuteção e sempre preocupado na divulgação da mehores praticas de gestão e técnica, seja através de seminários, treinamentos e, principalmente, através do encontros com o pessoal do Grupo de Manutenção do Varejo, onde conseguimos reunir empresas do setor (muitas vezes concorrentes entre si no em seu negócio principal!), como WalMart, Coop, Pão de Açucar, Riachuelo, Renner, Marisa, Pernabucanas, Centauro, Decathon, FastShop, Ponto Frio, Casas Bahia, etc, pude perceber a importância da troca de informações, sem comprometimento da ética dos negócios. Assim, seguindo o conselho do companheiro Paulo Walter decidi ampliar nosso saudável ‘network’ no inexorável mundo da Word Wide Web e aceitei seu convite e com grande prazer passo a participar da comunidade virtual da Manuteção.Net. (leia mais…)