Trazido da língua inglesa, o nome “tag” ou mesmo o verbo inexistente em nossa língua portuguesa “taguear” acabaram por se tornar muito utilizados no dia a dia de nossa manutenção.
Na realidade, o nome “tag” significa etiqueta e o verbo em inglês “to tag” quer dizer atribuir um “nome” ou mesmo um “apelido”. Nas literaturas de manutenção, temos nos referido ao “tag” como um código definido para sistemas, equipamentos ou componentes, visando a sua identificação dentro do sistema de manutenção.
A gestão da atividade de manutenção requer a elaboração de constantes registros e a criação de um histórico, ao longo do tempo, a fim de que se possa extrair dele estudos de tendências, volumetrias, etc. Dentro desta sistemática, existe a importância de “batizarmos” os nossos itens de manutenção com os códigos que também denominamos no Brasil como “tag“.
Em termos normativos, confesso que o contato mais próximo que tive foi com a ANSI / ISA 5.1 (Instrumentation Symbols and Identification) ainda em 1987, quanto atuei na indústria automobilística e a utilizávamos para a atribuição de “tags” aos equipamentos e componentes da instrumentação. A Norma ANSI 5.1, já revisada em 1992, trata o conceito e fornece orientações para a composição de um código alfa-numérico para a identificação dos itens de manutenção.
No entanto, já tive contato com diversas instruções técnicas de engenharia (IT) e procedimentos elaborados por empresas brasileiras e norte americanas que são muito ricas, claras e extremamente objetivas em relação a este processo, o que é extremamente recomendado. O processo de identificação de um item de manutenção deve ser simples, porém efetivo, pois deverá ajudar no controle de toda e qualquer atividade de manutenção nele executada (cadastramento e histórico), assim como na fácil identificação em campo (ordens de serviço, fluxogramas, etc).
Não se deve complicar, e sim, simplicar rumo ao objetivo acima.
Lembrem-se do que sempre comentamos neste blog quanto a fundamental importância de compreendermos a finalidade de algumas ações que tomamos e de nossas metas para o departamento e procedimentos / processos adotados.
O “tag” tem a sua função e veio para ajudar.
Se alguém tiver a curiosidade de conhecer um pouco mais a ANSI 5.1 bastará consultar o próprio site da instituição (www.isa.org) ou mesmo pesquisar a norma na própria internet para verificar resumos e trabalhos a respeito; mas atenção, filtrem o que precisarão, de fato, ao aplicar em suas empresas.



Boa tarde.
Como poderíamos aplicar o método de “tagueamento” no funcionamento e manutenção de Estádios de Futebol?
Um forte abraço.
Bom dia.
Sou estudante de engenharia de produção mecânica da UFC, tenho 21 anos e trabalho no setor de manutenção de uma indústria farmaceutica multinacional (Fresenius Kabi) desde 2009. Hoje sou responsável pelo PCM e estou com dificuldades para encontrar referencial teórico sobre o “tagueamento” de equipamentos para embasar meus procedimentos operacionais e me resguardar quanto a possiveis questionamentos em auditorias de ISO 9001. Imagino que deve existir normas técnicas brasileiras para esse processo, porém devo confessar que segui uma forma conveniente para os escrever. Portanto, procuro por uma orientação mais direcionada sobre esse assunto.
Atenciosamente.