oferecimento
Esqueci minha senha
Paulo Walter

Gestão Estratégica de Negócios

Paulo Walter

 

OKR: A empresa alinhada em objetivos e resultados

- 26/05/2017

São muitos os textos que já publiquei aqui neste Blog e em artigos no Linkedin falando sobre Gestão de Serviços (focado mais em Manutenção e Facilities), com dicas para se melhorar resultados e como divulga-los para conquistar mais adesão e apoio para um trabalho orientado por dados e fatos. Este é um assunto quase inesgotável pois sabemos que é muito frequente encontrarmos empresas e ou departamentos ou áreas cujos objetivos, missão, metas, mix de indicadores (KPIs) são um pouco confusos e a própria equipe não sabe de onde veio, como está indo, para onde deveria ir e para onde está indo de verdade.

A dificuldade maior encontrada na realidade de nossas empresas é que não há um trabalho estruturado, consistente, disciplinado, controlado e gerenciado para fazer “descer” a estratégia da empresa para todas as áreas – colocando na prática, no uso diário, as metas e objetivos que cada uma das áreas deve ter para somar no que se pretende como um todo para a empresa “conectada”.

Bússola e mapa para todos, com as responsabilidades de cada um na viagem.

De cima pra baixo

Quando faço trabalhos de campo, em consultorias para empresas que estão em busca de um alinhamento interno para maximização de resultados em tempos de recursos, as perguntas básicas que faço a todo mundo que possa entrevistar: Quais são os grandes objetivos estratégicos da sua empresa? E com quais resultados seus e de sua área você pretende ajudar a empresa a atingi-los?

Quando não há na empresa a cultura do Foco em Resultados, as pessoas respondem descrevendo o que imaginam ser suas tarefas.

Quando as pessoas listam suas contribuições para o sucesso da empresa e não o que é da sua rotina de trabalho, as respostas para essas duas perguntas já podem ser identificadas como os OKRs da empresa.

E o que é OKR? OKR (Objectives and Key Results) é um framework de definição de metas criado pela Intel e adotado por diversas empresas do Vale do Silício, como Google, Twitter, LinkedIn, Dropbox e GoPro.

Definir, implantar, disseminar e fazer acontecer os OKRs é da responsabilidade da alta gestão. É coisa que só se cristaliza vindo de cima para baixo.

Muitas empresas estabelecem a Missão, Visão, valores, Objetivos e Metas e isso vira um quadro emoldurado e pendurado na recepção. Serviço feito e que se pensa que dará os devidos efeitos pela organização como um todo.

Como definir e seguir os OKRs da minha área?

OKR da empresa gera o OKR da Produção. Dos OKR de produção se determinam os objetivos e resultados da Manutenção. Com base nos OKRs gerais da Manutenção posso definir os objetivos e resultados da área de Planejamento, Programação e Controle, por exemplo.

Esse alinhamento ou desdobramento das linhas dos “OKRs”  da empresa permitem que as áreas se entendam no que podem ajudar a atingir os tais resultados lá do topo da hierarquia.

Veja um exemplo:

Objetivo da empresa: Ser líder do segmento no País até o fim de 2018

Resultado (Key Result) da empresa: Estar entre as 3 empresas de menor custo de Produção do segmento até o fim de 2018

OKR da Produção: Atingir OEE de 85%, trabalhando em 3 turnos

OKR da Manutenção: Reduzir indisponibilidade de equipamentos críticos a 3%, implantar manutenção preditiva e TPM até o fim de 2017

OKR do PPCM: Implantar contrato de serviços para Manutenção Preditiva, contratar e treinar 8 colaboradores nos pilares do TPM até o fim de 2017.

Como se pode ver pelo exemplo acima, objetivos e resultados podem ou não ser numéricos. A definição do período de avaliação dos OKRs também deve estar alinhados com os OKRs gerais da empresa. Um OKR pode ser anual mas avaliado mensalmente. É o tal do work in progress, termo muito usado em projetos. 

Esse exemplo pode parecer muito simples e até com OKRs contraditórios, afinal se você quer reduzir custos como vai contratar mais gente para o staff  da Manutenção? A resposta é que ao colocar claramente os objetivos e resultados, você autoriza os recursos e direciona os esforços da área para os projetos estratégicos, em vez de deixá-la “no vácuo” trabalhando sem objetividade, em coisas desnecessárias ao mesmo tempo e o pior, sem entregar o que é verdadeiramente  importante.

E para que a gestão de verdade aconteça é mais que recomendável que cada empresa, cada área, tenha um sistema de controle de tempo investido nas tarefas, mesmo que seja um simples timesheet. Só assim se poderá saber quanto cada área trabalhou de fato nos OKRs da empresa – ou seja, quanto cada área se dedicou e aderiu aos projetos estratégicos da empresa.

De baixo da cima

Quem define as grandes linhas da empresa é o alto escalão, mas as linhas das áreas devem ser debatidas e construídas com quem de fato irá dar conta delas. Com essa tática de participação as equipes se engajarão mais facilmente nos OKRs por elas mesmas discutidos. Da empresa para a área, da área para o setor, do setor para cada profissional, todo mundo entendo seu lugar e importância dentro da organização.

Postos em prática, os OKRs se tornam um guia para o trabalho de todo dia.

Abraços

Paulo Walter
paulo.roberto@limawalter.com.br
Consultoria em Gestão de Serviços

Publicado por: Paulo Walter

Nenhum comentário ainda