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Luiz Verri

LUIZ

 

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL EM PROJETOS

- 20/07/2013

Por quê? Esta é uma pergunta com um infinito número de respostas, dependendo do contexto. Quando um membro da Equipe pergunta por que um determinado desafio corporativo existe e o que ele pode fazer para superá-lo, este é geralmente um bom “Por que” – especialmente se a pergunta for precursora ao desenvolvimento de uma solução inovadora.

Outras questões do tipo “Por que”, tais como “Por que eu tenho que fazer o que você pediu para mim?”, ou “Por que nossa equipe adotou esses objetivos” podem ser mais complicadas, requerem mais tempo e reflexão para responder.

Responder a esses “Por quês” pode resultar em mais dedicação e comprometimento da Equipe do Projeto. Quando os membros da equipe entendem e inclusive participam da elaboração final da MISSÃO, eles se identificam mais fortemente com a Equipe, e o que têm que fazer dentro dela. Também, eles se tornam mais satisfeitos, mais eficazes e mais criativos. O principio que está por detrás desses fatos, é um conceito novo, do ponto de vista cientifico e gerencial chamado Inteligência espiritual.

O conceito de motivar os membros da Equipe através de remover as causas que impedem que eles tenham orgulho do que fazem e mantê-los atualizados (ideia central de W. E. Deming) pode soar como coisa “etérea” demais, como fazê-los mais produtivos simplesmente colocando suas mesas mais próximas dos lugares ensolarados. O conceito de inteligência espiritual é um pouco mais especifico, pressupõe conectar as pessoas a um proposito mais profundo.

A ideia por detrás da inteligência espiritual já está, de certa forma, relatada na pirâmide de hierarquia de necessidades pelo psicólogo Abraham Maslow. Ele agrupou as necessidades em uma pirâmide, com necessidades como  segurança  ou  estabilidade  financeira  nas  partes  mais  baixas  e criatividade e atualização no topo, como na figura abaixo.

Piramide Maslow

As organizações que utilizam os níveis mais baixos da pirâmide para motivar seus funcionários correm o risco de  colocar seus funcionários na parte errada no espectro da motivação. Os Gerentes de Projeto que levam suas agendas sem buscar as opiniões e sentimentos dos membros de suas equipes promovem uma cultura que desencorajam o pensamento de visão global e inibem  suas  equipes a galgar  a  pirâmide de  Maslow no  sentido  de  uma motivação mais profunda e duradoura.

No contexto de um Projeto, a inteligência espiritual dos membros está identificada com o sentimento de estar engajado em uma missão mais ampla da organização e, por outro lado, ter a liberdade de fazer as coisas para alcançar essa missão. As pessoas com alta inteligência espiritual entendem a visão das organizações (o que quer alcançar) e estão motivadas para participar ativamente e criativamente na perseguição dessa visão. Em contrapartida, elas alcançam significado para si e o sentido de pertencimento quando as metas parciais são atingidas.

“Se  as  pessoas estão  em  sincronia  com  as  estratégias  de  suas organizações – se realmente vivem a experiência e participam na criação – elas estão motivadas para colocar um esforço adicional sempre”, diz Max Lemgosco, PMP, do International Institute for Learning, Klagnfart, Austria. “Uma organização onde a liderança é espiritualmente inteligente é uma organização preparada para o futuro, à prova de qualquer vicissitude.”

Quão espiritualmente inteligente você é?

Meça sua inteligência espiritual através de 12 indicadores.

Desenvolvido pela autora Danah Zohan.

1.   Autoconhecimento: Você encoraja “feedbacks”. Você tem compaixão e antecipa os impactos de suas ações sobre os outros. Você possui um sentido profundo das ideias, valores e missões de sua companhia.

2.   Visão e orientação para o valor: Você busca saber como o seu trabalho afeta os seus clientes. Você deseja fazer algo que valha a pena com sua carreira. Você briga por seus princípios.

3.   Uso positivo da adversidade: Você está disposto a correr riscos. Você consegue ver sempre algum ponto positivo de uma situação ruim. Você resiste quanto a culpar os outros pelos seus erros.

4.   Visão holística: Você consegue enxergar o todo e encoraja os outros a fazer o mesmo. Você consegue antecipar os impactos de longo prazo de suas decisões e inclui outras pessoas nos seus processos de decisão.

5.   Compaixão: Você cuida das outras pessoas e antecipa como as partes interessadas externas vão se sentir com relação às suas ações e decisões.

6.   Diversidade: Você procura dados para planejar ou tomar uma decisão e, considera ideias que desafiam a corrente de pensamento dominante.

7.   Independente de opiniões alheias (“não liga para a torcida”): Você está preparado para tomar decisões impopulares quando for necessário. Você dá a atenção máxima apenas aos aspectos críticos de um relatório ou recomendação.

8.  Tendência a perguntar “Por que”: Você se assegura em entender as causas de um problema antes de iniciar ações corretivas.

9.  “Pensar fora da caixa”: Vocês está disposto a deixar de lado ideias e opiniões que teve no passado quando fica claro que não estão mais funcionando. Você desenvolve soluções únicas.

10. Espontaneidade: Você corre riscos para melhorar o desempenho. Você pode com facilidade alterar seus planos para seguir uma oportunidade instigante.

11. Gratidão:  Você  encoraja  os  membros  de  sua  Equipe  a  ajudar-se mutuamente. Você reconhece as contribuições que as outras pessoas deram para o seu sucesso.

12. Humildade: Você dá o crédito para outras pessoas, quando for o caso. Você  está  disposto  a  delegar  e  também  identificar e  aprender  com  seus próprios erros.

Danah   Zohar,   autora   do   livro   “Spiritual   Inteligence,   the   ultimate inteligence”  afirma  que  os  gerentes  e  suas  equipes  são  muitas  vezes motivados por fatores negativos, como o medo, ganância, raiva ou autoafirmação, os quais geralmente levam a comportamentos destrutivos. Um Gerente de Projeto que lidera através da inteligência espiritual, entretanto, “age com valores elevados e um grande senso do significado da visão, e pode inspirar sua equipe para agir motivada pelos aspectos mais altos da pirâmide, tais como experimentação, cooperação, maestria, criatividade e desejo de servir”, diz ela . “E tem como consequência um comportamento mais positivo e construtivo”.

Isto é especialmente relevante em ambientes de Projeto nos quais as esquipes estão lidando com enormes desafios e metas muito apertadas. Quando equipes submetidas à fadiga encontram obstáculos, elas estão muito mais próximas de alcançar soluções se forem lideradas por um Gerente de Projeto que tenha um alto grau de inteligência espiritual.

Em tais situações, Juan Bucao, PMP, Gerente de Projetos Sênior da HP, Toronto/Canadá, diz que ele apela para a inteligência espiritual de sua equipe, o que é melhor do que usar outras formas de persuasão ou oferecer incentivos. “Eu faço perguntas que faz com que as pessoas possam ver através da parede de tijolos, e possam experimentar, fazer novas experiências e fazer frente à situação apresentada”, diz ele. “Isto promove criatividade, e uma equipe criativa desempenha Projetos com mais sucesso que aquelas equipes que, mais do que estar estritamente presos às regras, inclusive não desafiam essas regras”.

Abaixo uma pequena relação do que se deve fazer para que os times alcancem a inteligência espiritual, e, consequentemente, o sucesso:

FAÇA: Comunique a VISÃO do Projeto o mais extensivamente possível e procure sugestões de todos os membros da equipe.

NÃO FAÇA: Negligenciar a inteligência espiritual. O Gerente de Projeto não deve gerenciar apenas aspectos como Escopo, Prazo e Recursos. O Gerente de Projeto deve liderar pessoas. E, para isso, deve utilizar todo tipo de inteligência: intelectual, emocional e espiritual.

FAÇA: Mantenha o foco no desenvolvimento profissional dos membros de sua equipe.

NÃO FAÇA: Compartimentar os membros de sua equipe de tal forma que eles não tenham com precisão, o propósito global do Projeto.

FAÇA:  Quebre  as  barreiras  que  impedem  que  os  membros  da  equipe percebam um significado maior em suas vidas profissional e pessoal, através do interesse genuíno pela vida e pelas emoções dos membros de sua equipe.

LUIZ ALBERTO VERRI – Julho/2013

Tradução adaptada do artigo “Por que ?”, da revista PM Network de fevereiro de 2012.

Publicado por: LUIZ

1 Comentário


  1. Francisco Molina Rivas

    Luis Verri: Reiba Ud. mis felicitaciones por su extraordinario mensaje que me ha hecho reflexionartanto en el aspecto profesional como en el aspecto personal, lo voy a seguuir anaslizando.

    Felicidades