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Milton Zen

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Atitudes Corporativas

- 16/07/2010

Quero aproveitar uma recente reportagem publicada na revista VEJA, do dia 07 de julho para fazer um complemento.

Passar por cima do próprio chefe é uma das atitudes que deve estar ausente do repertório de trabalho de um bom profissional. Tal posicionamento significa respeitar seu superior hierárquico, demonstrando, além disso, disciplina.

Mesmo em um momento de uma grande idéia, deve-se trabalhar por ela buscando apoio e sugestões do superior e também dos demais colegas. Se deseja que haja um desenvolvimento adequado de sua idéia é primordial criar parcerias.

Ser mais amigo daquele que possui poder em detrimento de outro colega profissional deve ser evitado, pois tratar pessoas de maneira tão diferente demonstra basicamente que você deseja obter vantagens dessa aproximação agindo, portanto, de maneira desonesta e não ética. É bom lembrar que ao agir dessa maneira estará também afastando outros colegas de seu convívio, pois o sinal que se dá aos demais é que a amizade deles não lhe interessa.

Lembra-se daquele abraço forte, caloroso, dos beijinhos no rosto de suas colegas de escritório que já fizeram questão de deixar claro que não gostam dessa sua atitude. Pois bem, apesar de sermos brasileiros, podemos ser respeitosos e comedidos. Assumir uma liberdade de proximidade com quem mostrou que não a quer é um comportamento indevido e, portanto, prejudicial ao ambiente de trabalho. Respeitar o ser humano seja ele, homem ou mulher é uma condição básica no ambiente profissional e social. É bom lembrar que uma empresa é um ambiente com regras que devem ser cumpridas.

Outro modelo bastante disseminado no ambiente corporativo é a velha mania de apelidar colegas de trabalho. As pessoas têm nome, não são meros números apesar dos muitos que carregamos, como o RG, CPF, PIS/PASEP, etc…

Apelidar um colega de trabalho, principalmente quando o apelido é jocoso e utilizado no sentido de menosprezar o colega, é uma tremenda gafe profissional além de poder ser considerado um crime. Chame as pessoas pelo nome e procure identificar se ela deseja ser chamada por um título anterior como Senhor, Senhora, Doutor, Doutora. Lembre-se, respeitar o que a pessoa é faz parte do relacionamento construtivo.

Diferenças existirão sempre e o segredo é saber conviver com elas e buscar aproveitar o que de melhor as pessoas possuem.

Outro aspecto que chamo atenção é o quanto você dissemina suas diferenças familiares e sociais, ou seja, o quanto briga ou discute em família, com esposa, filhos e até com vizinhos. Quando existe um fato relevante, é importante recordar que o mesmo é pertinente ao ambiente particular e não ao do trabalho. Saber separar os mesmos é uma regra que deve ser bem cumprida dentro de uma corporação.

Muitos dos profissionais hoje fazem parte de redes sociais. Elas são importantes para o desenvolvimento profissional e da troca de informações entre as pessoas. O importante é saber usar adequadamente essa ferramenta. É primordial usá-la dentro da etiqueta social e profissional, evitando despejar informações desnecessárias, fazer fofocas ou até mesmo inventar estórias sobre pessoas que conheça. Fofoca diz mais sobre quem a escreve do que daquele de quem se escreve.

Utilizar-se de atributos físicos através do uso de roupas mais chamativas e provocativas, pode ser considerado, dependendo do ambiente de trabalho como uma busca de favores pessoais que soam inadequados aos demais e, portanto antiéticos. Lembre-se, para cada ambiente existe uma vestimenta mais apropriada. Atenção para a famosa sexta-feira do happy hour, ela pode descambar para o indevido.

Para aqueles que são casados e trabalham na mesma empresa, vem aqui um alerta. Cuidado com as demonstrações de carinho e afeto. Em muitas empresas, tais demonstrações são inadmissíveis, apesar de não colocarem dificuldades para manter ambos empregados.

Muitos passam por grandes dificuldades e podem às vezes até chorar no ambiente de trabalho. Chorar é uma das recomendações dos profissionais da área médica para diminuir o estresse. Entretanto, eles não recomendam chorar em público ou até mesmo chegar a fazer escândalo, que é totalmente desnecessário e inadequado. Afinal, o que os demais colegas têm a ver com suas grandes oportunidades de melhoria. Portanto, para desestressar aproveite para dar uma volta e ao retornar que esteja ok.

Quero acrescentar que de acordo às consultorias de recursos humanos, boa parte das demissões ocorrem hoje por falhas comportamentais e não por questão de deficiência técnica. Assim, é importante estarmos atentos a mais esse detalhe no ambiente do trabalho.

Abraços

Eng. Milton Augusto G Zen

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Publicado por: Milton Zen

1 Comentário


  1. Afonso

    Professor achei o texto muito interessante e as dicas são realmente muito pertinentes ao mundo corporativo.
    No que se refere ao setor de manutenção muito do que foi mencionado em muitos casos ainda é deixado de lado, creio que por termos equipes formadas em sua grande maioria por homens e que possuem costumes diferenciados quando estão em ambientes exclusivos de homens ou com uma presença pequena de mulheres.
    No meu caso, por fazer parte de uma equipe de manutenção que é pequena, temos facilidades e problemas que grandes equipes de manutenção não possuem. Temos uma utilização de apelidos de grande parte dos funcionários, porém em nenhum caso utilizado para denegrir a imagem ou baixar a moral dos funcionários e sim ocasionado pelas facilidades de se ter uma equipe pequena, conhecemos melhor os funcionários.
    Em relação a saber separar os acontecimentos externos a empresa, acredito que deve ocorrer, porém sei pela prática e por perceber o modo de agir de outros funcionários que por mais que tentamos é complicado saber esquecer totalmente problemas externos, mas não podemos criar o ambiente de trabalho como válvula de escape para descarregar sua raiva, mas sempre é possível encontrar alguém para poder conversar e falar de algo que está acontecendo.
    Não podemos nos isentar de ouvir algo que não seja estritamente profissional, muitas vezes pode ser a única oportunidade de uma pessoa ser ouvida, mas devemos nos atentar para que estas atitudes não sejam constantes e possam prejudicar os resultados de toda uma equipe.
    Podemos, com algumas mudanças no gerenciamento das equipes em aspectos comportamentais obter melhoras no modo como são avaliados os serviços prestados e causar maior satisfação aos nossos clientes.

    Abraços e quando possível visite também o meu blog!!