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Crônicas do Chão de Fabrica

cronicas

 

A VIDA NA MANUTENÇÃO É UMA NOVELA

- 17/08/2011

Outro dia, num desses momentos de reflexão, entre um comercial e outro da novela das nove, comecei a pensar, lembrar, porque cargas d’agua fui parar na área de Manutenção. E pior, porque permaneci nela. Apesar das chuvas e trovoadas, tempestades mesmo, porque ainda estou por aqui.
Nesse olhar para mim mesmo, na história pessoal, fui lembrando detalhes e a primeira conclusão foi que isso que aconteceu é obra da “Senhora do Destino”, não foi bem uma escolha, algo relacionado a um “Sétimo Sentido”. Ainda estagiário fui lá pro fundo da fábrica, era na época um cara “Rebelde”, e disposto a muita “Malhação”, sem fazer “Caras e Bocas” para enfrentar os desafios de uma área que parecia um “Pantanal” tantas eram as mazelas.
O Chefe da Manutenção era uma “Celebridade” e não era um homem de “Duas Caras”. Com ele aprendi muito, uma oportunidade “Belíssima” de dar mais colorido às “Páginas da Vida” profissional.
A Manutenção, todos sabemos, em nenhum lugar, é um “Paraíso Tropical”, um lugar para “Viver a Vida” como se fosse a sonhada “América”. Não, De Jeito algum. Nas empresas a turma do trabalho duro, pesado, sabe que aquela área nunca é “A Favorita”. Pelo contrário, está mais para “O Fim do Mundo” ou como diz a turma da Operação quando as coisas não vão bem, a “Torre de Babel” da empresa, um “Deus no Acuda”.
A vida profisisonal, por mais que se tente palnejar, acontece ao sabor dos acontecimentos, do “Jogo da Vida”, sem muitas “Plumas e Paêtes”, exigindo jogo de cintura para lidar com cada “Bambolê” que nos apareça “Sassaricando” provocando “Hipertensão”.
Mas quem trabalha no chão de fábrica sabe que essa escolha é quase um “Suave Veneno”, que nos envolve “Por Amor”, apesar de saber que nunca seremos tratados como algum “Rei do Gado”.
A Manutenção pode resolver, ou evitar, 99% dos problemas mas será sempre a “Próxima Vitima” quando a falha, aquela falha maledita, acontecer na “Terra Nossa”. Aí, neste momento de interrupção da produção, não há “Laços de Familia” com o resto da empresa e nos vemos sozinhos com nossa “Mandala”, enfrentando a “Roda de Fogo”, seguindo a saga de ser o “Salvador da Pátria”. Nessa hora dá vontade de largar tudo e deixar pra tráz a “Rainha da Sucata”, mas nunca, nunca mesmo deixaríamos duvidas sobre nossa dedicação de “Corpo e Alma” para fazer as coisas voltarem ao normal e tudo “Renascer”.
Parei de prestar atenção na novela e aprofundei a reflexão, sobre a Manutenção ser meu “Meu bem, Meu mal”. Me vi subitamente perplexo sobre como a vida fez disto a “Pátria Minha”, onde pude crescer, chorar, rir, me emocionar, progredir e me decepcionar com o “Vale Tudo” que esse trabalho proporciona.
Vi então, claramente, que se, com o tempo, me tornei “O outro” que sabia não ser “O Dono do Mundo”, tinha tido a oportunidadee de aprender com grandes profissionais, que me diziam “Irmão Coragem”, para respirar fundo a cada dificuldade e dar conta da “Escalada” que a tecnologia ia nos impondo nestes anos velozes.
Nessa recuperação da memória, vi que a trajetória foi um verdadeiro “Caminho das Indias”, que agora me vinha a mente como um “Cordel Encantado”, que sempre “Vale a Pena Ver de Novo”. Não sei se estava “Escrito nas Estrelas” e se na Manutenção era mesmo onde devia “Viver a Vida”, com toda a “Passione”, de um trabalho que “Morde e Assopra”. Isso agora é parte do aprendizado.
Muitas vezes, certo do bom trabalho realizado, me senti como se fosse “O astro” ou “O Semideus”, mas procurei evitar o “Pecado Capital” de achar que era uma espécie de “Pai Herói” nessa “Selva de Pedra” dos feitos efêmeros.
Hoje, depois de tantos anos, feita esta reflexão, sei que a Manutenção é “O Casarão” onde vivemos uma de nossas “Duas vidas”, mas todo profissional devia olhar para seu “Espelho Mágico” interior e ter consciência que o profissional da área não é “O homem que deve morrer” de tanto trabalhar e que é responsável pelo “Fogo sobre Terra” que enfrentamos todos os dias.
É preciso equilíbrio, usar esse “Louco Amor” profissional, que nos faz lidar num “Corpo a Corpo” com a engenharia como se fossemos o “Porto dos Milagres”, para também pensar na felicidade pessoal, da família e das nossas “Mulheres Apaixonadas” que nos esperam em casa. Sim, pois sempre há uma “Tieta” no lar, a “Alma Gêmea” que não nos trocaria por ninguém, mesmo que fosse uma cópia, “O Clone” com mais tempo disponível.
Afinal se a cada dia que fazemos um bom trabalho, e aí há “A indomada” vontade de dizer com orgulho “Explode Coração”, devemos lembrar que não vivemos para trabalhar, mas trabalhamos para viver, fazendo da existência os “Dancing Days” que alegram nosso “Insensato Coração”.

A Manutenção, definitivamente, não é para “Vira-Lata” mas para “Gente Fina”, não para aqueles que “Por força de um Desejo”, decidam tudo na base do “Cara e Coroa”.
Capítulo a capítulo desta caminhada revista, a conclusão que chego é que nós da Manutenção somos especiais. Pela vida folhetinesca que vivemos, do que encaramos e damos conta, fazendo com que nos olhem sempre com admiração pelo nosso trabalho, mas principalmente pela nossa “Fina Estampa”.

Paulo Walter
paulo.walter@manutencao.net

Publicado por: cronicas

31 Comentários


  1. Flavio A Halliday

    Isso que é criatividade!
    O recado foi dado e nem adiantar dizer que agora você esta na “Roda de fogo”, para enfrentar está Selva de Pedra!

    • Gislayne

      Só com muita criatividade para enfrentar os desafios do dia a dia.
      E é por isso que tantos desistem muitas vezes antes mesmo de começarem…

  2. Valdo Aurélio Figueredo Campos

    Haja criatividade; mas a vida de mantenedores é assim mesmo. Pena que não é na telinha, está no sangue.

  3. João Carlos Flügel

    Parabéns pela crônica, toda essa criatividade retrata bem o dia a dia da manutenção.

  4. Ari Saitz Joenck

    Caro Paulo;
    “Diria mais, a manutenção é “UM FILME” pois sempre vai ter “A MUMIA” que acha que tudo se resolve num “CLIK”. Acredita se que o cara da manutenção é o “EXORCISTA” de todos os problemas e se isso não acontece todo mundo entra em “PÂNICO”, principalmente se estamos na “HORA DO RUSH”. Não adianta dizer que é uma “MISSÃO IMPOSSIVEL, vista sua capa de ‘SUPER MAN” suba pelas paredes como o “HOMEM ARANHA” e acredite você possui “UMA MENTE BRILHANTE”. Faça seu ‘PLANO DE VOO”, mas não um “VOO NOTURNO” pois você não vive na “ERA DO GELO”. Seja “O OBSERVADOR”, “O GLADIADOR “, “O DEMOLIDOR”, “O GUARDA COSTAS” e faça o que tem que ser feito, por que em casa “UMA LINDA MULHER” te espera com “O SORRISO DA MONALISA”. Esqueça os “VERMES MALDITOS” que só querem te dar um “GOLPE BAIXO”, por que em casa você é “O PAIZÃO”.
    Daria para continuar este filme mais isso poderia me dar “INSONIA”, então um grande abraço e até mais

    • carlos augusto santos silva

      È ISSO MESMO, EU TRABALHO A MAIS DE 31 ANOS EM MANUTENÇÃO, MAS AGORA ESTÃO NOS RELOCANDO PARA OUTRAS AREAS DO TÃO EXPLENDOROSO AEROPORTO DO RRIO , E AI COMO GLADIAR COM COM UM TANQUE DE GUERRA……….
      BOA CRONICA E BOM COMENTARIO… POIS É SÓ A FAMILIA QUE É SEU MELHOR AMIGO DENTRO DA EMPRESA, POIS É O UNICO QUE PODE TE CONFORTAR E ESCUTAR OS ANSEIOS DE MELHORA PROFISSIONAL.

  5. Jeferson Campos

    SHOW DE BOLA ,FICOU COMO UMA HISTÓRIA .ESTOU NA ÁREA DE MANUTENÇÃO DESDE OS 15 ANOS E SEMPRE ME SURPREENDO COM AS NOVAS TÉCNICAS E TECNOLOGIAS E É LÓGICO COMO NÓS NOS TORNAMOS DINÂMICOS E FLEXÍVEIS COM AS ADVERSIDADES DO CHÃO DE FÁBRICA. PARABÉNS COLEGA.

  6. Paulo Cesar da Silva

    Impressionante a sua imaginação…não sabia que alguém pudesse saber tanto de novelas, mas tudo o que você narrou é a mais pura verdade…parabéns pela iniciativa

  7. Marcos

    Caro Paulo;
    Parabéns pela dedicação a ilustrar com tão tamanha criatividade a realidade que nada tem de fantasia em seu dia a dia.
    Em sua narrativa, é possível nos vermos diante de um espelho em determinadas questões que só nós sabemos o preço que pagamos, mas também a recompensa que obtemos como resultado de nossos esforços.
    Abraços!

  8. Leandro José Soares

    Paulo, seu texto está maravilhoso, fantástico, surpreendente, criativo, e com a sua cara, ou seja inovador.
    Em relação a manutenção, como foi você o grande responsável por eu estar nesta área, te digo que fazemos parte de uma “Grande Família”.
    Abração.
    Leandro

  9. George Coreia

    Amigos,
    Esta é a minha primeira visita a este blog e, também de primeira, vou logo rebatendo: o título do blog é quem merece reflexão!!!
    Chão de fábrica é aquilo que eu piso todo dia, sem pena!!!
    Homens de manutenção estão bem acima dos tapetes e bueiros, típicos do chão de fábrica. Bola pra frente.

  10. Stanquini

    Parabens pela criatividade, com certeza a Vida da Manutenção é uma novela, com uma unica diferença; Nos capitulos não podemos enrrolar e as nossas novelas são todas diferentes mesmo tendo o mesmo roteiro.

  11. Wenceslau da Mata

    Parabéns pelo crônica ! Com muita maestria, o Sr. Passou para nós as varias corres que vivemos no dia a dia da Manutenção.

  12. Alcimar Fernando Ecker

    Excelente texto. Retrata bem a realidade do chão de fábrica e consequentemente da manutenção. A criatividade usada com relação as novelas foi sensacional. Parabéns Paulo!

  13. Gilson José de Carvalho

    Bom dia,Sr.Paulo Walter!
    Me identifiquei com os relatos sobre o dia-dia da manutenção,sou técnico na área hoteleira.
    Parabéns pela criatividade,bem elaborado.A leitura me prendeu até o final da crônica.É mesmo uma novela da globo.

  14. carlos augusto santos silva

    rEALMENTE É UMA NOVELA, A UNICA QUE PODE TERMINAR COM FINAL INFELIZ, A QUAL PROCURAMOS QUE NAÕ ACONTEÇA. EU JÁ FUI AGRACIADO COM TRES ACIDENTES DO TRABALHO QUE NÃO TIVE CULPA, APENAS PELO EXCESSO DE CONFIANÇA E CONFIAR NO AMIGO. FOI UMA QUEDA DE CIMA DE UM ANDAIME DE DEZ METROS , UM ATROPELAMENTO DE CAMINHÃO, E UMA QUEIMADURA NA MÃO ESQUERDA POR CURTO ELETRICO DENTRO DE UMA SUBSTAÇÃO.
    E NEM POR ISTO DEIXEI DEPOIS DESSES ACIDENTES SUBIR EM ALTURA, SUBI MAIS ALTO 45 M, ENTREI EM SUBSTAÇÕES DE 69Kv, E ANDEI DE PAPA TANGO(SOBRE A SELVA AMAZONICA DE AVIÃO DE PEQUENO PORTE) EM DIA DE CHUVA COM O AVISO DE TORRE, TETO BAIXO, VOLTE PARA SUA ORIGEM.NÃO SOU CONTRA A TERCEIRISADAS, MAS DE COMO QUEREM TERCEIRISAR, SEM DAR CONDIÇÕES DE TRABALHO, EX: PROIBEM ATÉ O USO DE CELULARES, PARA IR AO BANHEIRO DEVEM PEDIR AUTORISAÇÃO PARA DUAS OU MAIS PESSOAS, NÃO TEM O DIREITO DE RECLAMAR DE HORAS NÃO PAGAS, E OUTROS BENEFICIOS ADIQUIRIDOS POR LEI. sÃO TRATADOS COMO ESCRAVOS. EU JÁ FUI TERCEIRISADO EM EMPRESAS COMO PETROBRAS.
    É UNICA NOVELA QUE NÓS NUNCA SABEMOS O FIM, SE VAI SER BOM OU RUIM..

  15. Carlos Augusto Valencia

    Parabens Senhor Prwalter pela creatividade e crônica em MANUTENCAO. Eu escrevo desde IBAGUE, COLÔMBIA. Atenciosamente: Carlos A. Valencia V.

  16. Herold Torres Junior

    Paulo
    Parabens pela crônica mas não poderia deixar de tambem dar o meu recado,mas dentro da manutenção devriamos ser considerado o “O HOMEM DE 01 MILHÃO DE DOLAR” mas as empresa nos ver como “O DOLAR FURADO”.
    Abraço.

  17. Adalberto Leal de Souza

    Paulo
    Parabéns!
    Uma crônica, onde relata com muita clareza a vida de um homem de manutenção

  18. Fernando Monteiro

    Prezado Valter; são estas perolas que produzimos com nossa criatividade que fazem com que sinta orgulho de fazer na manutenção o outros não fazer em suas areas.
    Não temos a pretenção de ser popular, trabalhamos nos bastidores, e talvez esteja ai nossa satisfação de ver tudo funcionando(ou quase 99%). Parabens!

  19. erika araujo

    Olá Walter, meus parabéns pela criatividade já sou fã nº1 do seu trabalho!!

  20. Sandor Pedroso

    Parabéns!!!!! Paulo como sempre muito bem sacada suas abordagens sobre nossa realidade dentro da manutenção, são essas observções e suas crônicas transcritas que acabam nos oportunizando um olhar diferenciado nos preparando com certeza sempre para o próximo capitulo!!!!!!!!!!

  21. Alessandro Trombeta

    Parabéns Paulo!!!
    Muito bom o texto. É exatamente o retrato da manutenção de uma forma criativa e divertida. Mostra o quanto a manutenção é importante e como as pessoas que trabalham lá são comprometidas e criativas. Afinal, não é fácil trabalhar na manutenção, mas, por outro lado, é uma área de muita dedicação, desafios, aprendizado e recompensas. Me fez refletir como fui parar na manutenção. E olha que sou Eng. Químico… Kkkkk
    Um grande abraço!!!
    Alessandro

  22. Dener

    Paulo.
    Como sempre, homogenizando um bom humor com palavras extremamente realistas do cotidiano de quem vive de verdade neste ramo ! Parabéns pelas ótimas palavras.

  23. Júlio César Giacomin

    Caro Walter,

    A manutenção surgiu para mim depois de uma crise interminável de Planos de Governo do pós militarismo.
    Depois de 2.000 h de estágios e a mesma resposta nas entrevistas para contratação: “- Você não tem experiência!” Uma indagação martelava minha cabeça: “- Se não me dão uma chance como terei experiência?”
    Resolvi ir colonizar o novo Estado de Rondônia. Três dia de viagem trocando de ônibus a cada dia e uma pergunta não me abandonava´: – “O que estou fazendo?”
    Mas a busca por uma oportunidade me leva a um local onde fazia em média duas entrevistas ao dia e sempre um sorriso e um voto de confiança dos empresários locais: “- Você tão jovem e com tanta coragem e experiência!”
    No quarto dia uma empresa me convida a trabalhar. Fabricávamos dragas para extração de ouro. De segunda a sexta na fábrica de 7:00 às 22:00 h e nos domingos e feriados acompanhando as montagens a 300 Km de distância em plena selva amazônica, que alegria, que satisfação está naquele lugar, coordenando, aprendendo, errando, cansado com as horas intermináveis de viagens e trabalhado mas sentindo mentalmente muito recompensado.
    Passado semanas, meses as outras empresas começaram a me chamar e eu ligava para os amigos que gostariam de ter uma oportunidade também. Passados dois anos, éramos 12 novos engenheiros em empresas distintas iniciando uma nova jornada.
    Mas o jovem queria mais e queria novas experiências, novos aprendizados e mais quando é convidado a trabalhar em um “dealer” CAT. Que loucura comandava a seção de montagens e desmontagem de equipamentos pesados. Que sonho, que satisfação e depois a seção de motores, transmissões, sistema hidráulicos. Depois a assistência técnica, depois a tão sonhada gerência das oficinas em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena…
    Mas as crises políticas-econômicas estavam ao lado. Com uma promoção batendo a porta para a gerência de Suporte ao Produto no estado do Acre. Sou convidado pelo gerente Regional da região Amazônica a montar uma empresa juntamente com 48 mecânicos e efetuar a “terceirização” das oficinas do Acre e Rondônia. Com uma fé inabalável vamos a luta e lá estavam as filiais operando.
    Mas o bom mineiro a casa gostaria voltar e disposto a novos desafios vai a São Paulo, e como consultor de manutenção de uma grande construtora monta planos, desenvolve fornecedores, treina operadores… Mas as crises estão aí e São Paulo não é diferente o imenso estado também sucumbe às mazelas da economia brasileira.
    De volta a Rondônia depois de 1 ano um novo projeto aparece! Coordenar a produção, operação e manutenção em 50 plantas de geração de energia no estado recém terceirizadas para uma binacional. E o jovem não pensou duas vezes, e lá de novo nas intermináveis estradas regionais, rios e igarapés de Rondônia fazendo o que gosta! Coordenando, montando, produzindo, treinando, conhecendo pessoas e tirando o máximo da equipe. Para muito aquilo era loucura, Rondônia, selva Amazônica, malária, índios, populações ribeirinhas, mas a manutenção corria nas veias, e o que para muitos era insensatez para o jovem era “satisfação”.
    E o trabalho corre de boca em boca e os black-out deixam de ser notícias, e plantas operando automaticamente somente com a supervisão de um operador, despertava a atenção de todos, o primeiro mundo estava lá, no meio do mato e somente o som das máquinas pairava dando alegria a aqueles “perdidos” na imensidão desta nação.
    Mas as oportunidades aparecem para aqueles que as buscam. E que agora um projeto de 400 MW em Porto Velho, ao lado de casa perto da esposa e filhos sem tantas viagens, sem tanta lama, sem tantos sobrevoos?
    Uma empresa internacional dizia vocês não vão conseguir operar esta Planta? Mas o desafio é o alimento da manutenção e da operação. Contratamos cursos e estava decidido! Vamos operar com nossa equipe. E mês a mês cumpriamos as metas, a população alegre, se perguntava: “- Onde estão os black-outs”. Mal sabiam que atrás daquel conforto estavam o suor de uma equipe para aprender, desenvolver e resolver problemas que o fabricante pedia um tempo!
    Mas o mundo global gira e muda a cada momento, hoje a empresa abraça o mundo, amanhã é dividida, outras esfaceladas, outras tem outros propósitos.
    E vem a oportunidade para trabalhar no SUL, que tal um terminal de contêineres que trouxe ao Brasil um modo diferente de operar, novos equipamentos, nova visão, que tal agora uma terceirização nos portos. E o bom mineiro pensava em silêncio: “Hora de novos aprendizados!”.
    Muita luta, muito desenvolvimento, uma manutenção que não termina, um navio sempre atracando e demanda e demandas de produção. Mas lá tinha uma equipe que quebrava recordes, desafios, reduzia custos e era modelo par um grupo de 10 terminais. Poucos sabem que para isso acontecer, tem que bombear a “manutenção” nas veias.
    Mas o tempo passa e você quer mais! Que tal agora uma Construtora prestando serviços nas áreas de transportes, armazéns, aterros industriais, plantas de extração de lodo, elevação de cargas, manutenção de plantas…
    Assim é a manutenção que você descreveu Paulo usando as Novelas!
    A manutenção é uma obra que se renova a cada dia, a cada dia com momentos melancólicos, de uma bagunça que se transforma em um modelo, de uma tragédia que se transforma em uma comédia, mas sempre com um FINAL FELIZ!

    • Paulo Walter
      Paulo Walter

      Giacomin,
      A experiência que você tem vale por um doutorado. Muitos profissionais deveriam seguir seu exemplo e ir além de escrever um simples curriculum. Vale muito a história contada como ela foi, como ela é. O que aprendemos, sofremos, realizamos, erramos e acertamos. No campo, na chuva e no sol. Com apoio e sem. Com a participação de gente de cores diferentes mas sangue tipo M+.
      Obrigado pelo comentário e por compartilhar com a gente uma história tão rica de trabalho.
      Fico aqui imaginando o que você não contou…
      Abraços

  24. Aureliano

    Pura verdade.
    A vida de um profissional de manutenção chega a ser, como diz um grande amigo, “Uma Cachaça ” um vício que nos prende em fazer o melhor e a cada dia superar os desafios. Desta forma os anos vão passando e não nos damos conta do quanto nos envolvemos com essa novela chamada Manutenção.
    Mas fica sempre o desafio e esperança de buscar o melhor para a gestão da manutenção e tornar a vida mais saudável e os ativos mais confiáveis.

    Aureliano

  25. Ronaldo silva

    É “FANTÁSTICO”!!

  26. Alexandre Oliveira Figueiredo

    Achei muito interessante o seu comparativo entre o modelo fictício e a vida real da manutenção.

    Precisamos ter criatividade e amor naquilo que fazemos, pois somos vilões e mocinhos ao mesmo tempo.

  27. LUIZ CALEGARO FILHO

    Muito Bom !. Parabéns Paulo!
    O profissional de manutenção é sem sombra de dúvida “criativo”, até porque esta habilidade faz deste “Gente Fina” de “Fina Estampa” (parafraseando).

  28. Valter Lúcio

    Nunca imaginei encontra algo que pudesse transparecer tanto o cotidiano de um profissional da manutenção. Apesar de não ver novelas, os nomes serviram para inspiração de um texto lindo.