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Milton Zen

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Milton Zen

 

A SOCIEDADE EVOLUI E PAGA O PREÇO

- 26/07/2010

Ao final do século 19 o meio principal de transporte era através da tração animal, sendo o cavalo o mais comum. Entretanto, um grande sonho do homem na época era o de substituir a tração animal por uma máquina.

Os registros disponíveis apontam que o primeiro veículo motorizado produzido com intenção de venda tinha apenas três rodas. Em 1885, nasceu através do espírito empreendedor do alemão Karl Benz, um veículo que possuía um motor a gasolina. Ao longo do tempo, outros modelos foram desenvolvidos e construídos, sendo que vários deles o foram com motores de dois tempos que havia sido inventado em 1884, por outro alemão, Gottlieb Daimler.

Alguns anos mais tarde, ou seja, em 1892, Henry Ford produziu o primeiro Ford na América do Norte.

Daí para frente houve uma evolução muito grande e diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto, rapidez, segurança e de respeito ao meio ambiente, além de ser bem mais silencioso e utilizando uma tecnologia de material cada vez mais evoluída e, portanto, mais leve.

Com o passar dos anos, os carros tem passado por crescentes mudanças, que os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores em todas as partes do mundo. O processo de fabricação com todas as suas generalidades e especificidades gera milhões de empregos em todo os países e movimenta bilhões de dólares, proporcionando lucros para as empresas que os produzem e vendem.

Obviamente todo esse desenvolvimento ocorre em função dos desejos dos consumidores que são devidamente captados pelos fabricantes através de pesquisas constantes e elaboradas pelos especialistas em propaganda e marketing junto ao mercado.

Profissionais dedicados, debruçam-se sobre os resultados dessas pesquisas e procuram desenhar transcrevendo para o computador os anseios do desejoso consumidor. Após todo esse trabalho, caberá às equipes de engenharia de desenvolvimento e planejamento desenvolverem meios e processos que transformem em produto o desejo do futuro cliente.

Onde quero chegar?

Sempre ouço que o cliente quer muito e está disposto a pagar pouco. Pois bem, o pagar pouco é relativo.

A sociedade que é constituída pelo consumidor também evolui e vem se tornando cada vez mais crítica, rígida e exigente, impondo cada vez mais restrições em todas as esferas da cadeia produtiva, exigindo das equipes de engenharia inovação contínua.

É também correto dizer que a evolução da sociedade passa também pelos aspectos da legislação, cobrando melhores condições construtivas desses produtos. Eles devem ser condizentes com as necessidades de proteção ao meio ambiente, poluindo menos e acrescentando um melhora na qualidade de vida da sociedade.

Espera também, melhores condições de trabalho aos profissionais que os produzem e contribuem para a disponibilização ao mercado desses cobiçados produtos.

Qualidade é hoje uma condição básica em qualquer processo produtivo. Aos poucos, temas como segurança no trabalho, respeito e proteção ao meio ambiente estão sendo incorporados e tratados como valor pelas melhores empresas e não apenas como prioridade.

Sustentabilidade e responsabilidade social são as novas tendências que vieram para ficar, pois, a sociedade assim o exige. Só resta às empresas se adaptarem ou deixarem de produzir aquilo que a sociedade não mais deseja, podendo inclusive fechar as portas daqueles que não se rendem aos anseios da sociedade.

A sociedade pode ser cruel, simplesmente porque ela está disposta a pagar pelo que deseja. E como a questão financeira também evoluiu, ficou ainda mais fácil exigir. Como exemplo, basta lembrar que o Brasil terá em breve o quinto maior mercado consumidor do mundo. Serão 5 trilhões de reais gastos a cada ano.

Enfatizo que caberá, portanto, aos profissionais nos diversos campos do trabalho, alcançar e realizar tais desejos se quiserem manter-se no mercado e obviamente suas empresas.
Muitos infelizmente ainda não perceberam que é a sociedade que deseja e exige mudanças para melhor, estando inclusive disposta a pagar pelo que acredita. Essa pressão se mostrará primordialmente através da legislação.

A desculpa que os negócios poderão ser inviabilizados é pertinente àqueles que desconhecem os anseios da sociedade e preferem viver em um tempo muito atrás daquilo que hoje a sociedade espera.
Conviver e aceitar riscos é cabível, mas deve-se tomar cuidado, pois muitas são as vezes que para economizar pensamos poder gerenciar riscos que podem causar grandes prejuízos.

Reduzir investimentos, principalmente aqueles voltados à proteção do trabalhador, do meio ambiente e porque não das facilidades para execução de manutenção não podem ocorrer sem antes de uma análise minuciosa e rigorosa de todos os eventuais cenários e respectivas conseqüências.

Quando o prejuízo for menor do que a economia no investimento ou na redução dos custos operacionais, poderá valer a pena arriscar-se. Mas, em geral, isso normalmente não é o que acontece.
Vide exemplo da British Petroleum, que ao economizar algo em torno de U$D 500.000, está desembolsando cerca de U$D 37 bilhões para pagar os custos de correção, abertura de dois novos poços para equalização, pagamento de multas e indenizações. Seu presidente está às voltas inclusive com a eventual falência da empresa, colocando obviamente em risco o seu futuro.

Ou ainda, da Toyota, que para alcançar a primazia mundial deixou de lado aspectos importantes que eram qualificados como sendo valores empresariais, fato esse que resultou no maior recall da indústria automobilística e causou sérios danos à sua imagem e às suas finanças.

Cabe a nós encontrarmos alternativas de processo para que esses anseios sejam materializados, entregando ao cliente um produto avançado tecnologicamente, com alta qualidade, que respeita o meio ambiente, que seja seguro e que seja produzido com segurança pelos diversos profissionais da cadeia produtiva.

Além disso, deverá permitir e ser um processo sustentável e lucrativo, de maneira a que a empresa seja perene e se desenvolva continuamente, criando novos empregos e melhorando a condição de vida da sociedade, elevando sempre sua característica de um ente socialmente responsável.

Para que tudo isso ocorra, necessitamos cada vez mais de profissionais inovadores, que estejam antenados com as necessidades da sociedade e que olhem efetivamente para fora da empresa e não apenas para o seu próprio umbigo satisfazendo seu ego do desconhecimento.

Precisamos inclusive nos antecipar às tendências, procurando identificar antecipadamente aquilo que o futuro dirá.

“O segredo do sucesso não é adivinhar o futuro, mas sim estar preparado para um futuro incerto. Melhor será se puder criá-lo.” MAGZEN

Você profissional, o que está fazendo para contribuir para com a empresa da qual faz parte?

A SOCIEDADE agradece.

Eng. Milton Augusto Galvão Zen

www.magzen.eng.br
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www.twitter.com/magzen

Publicado por: Milton Zen

19 Comentários


  1. prwalter

    Caro Milton,
    Excelente seu texto. Sei de sua trajetória profissional na industria automotiva do Brasil e por isso voce puxou as recentes historias da Toyota e da BP. Mas servem para todas as empresas que confundem “reduzir o que for possivel em todo custo, com reduzir o que for possivel a qualquer preço”.
    Melhorar é preciso, todo dia. Uma questão de sobrevivencia. Mas não podemos ignorar que a sociedade e o mundo em que vivemos são o que fazemos em conjunto, mas sempre tendo o individuo como a peça central de todas as nossas premissas.
    Abraços e obrigado por compartilhar conosco tudo o que a vida lhe ensinou.

  2. Igor Isidro

    Essas histórias da BP e da Toyota são como a história da velhinha solitária que quer atrair a visita dos netinhos, e economiza no papel higiênico para poder investir na casa: Nem compra um video-game moderno, nem a casa fica cheirosa.

  3. Glaucia Pascoal Machado

    Professor Milton,

    Concordo com seu texto no que diz respeito à necessidade das empresas se prepararem para o futuro para oferecer produtos de baixo custo, mas alto valor agregado aos seus clientes. No entanto, ainda não existe qualidade sem tecnologia e conseqüentemente não existe tecnologia sem e alto investimento, fato que, independentemente do tipo da empresa (inovadora ou just in time), irá gerar mais contribuições para elevar o valor final ao produto.
    Isto posto, entendo que a realidade de termos produtos de alta qualidade com baixo custo ainda está distante.

  4. Gustavo Justino Vessio

    Caro Milton,

    Vejo uma necessidade eminente de adaptação das indústrias para a nova realidade do mercado. Mesmo em multinacionais, na maioria dos casos não há uma análise dos riscos (ambientais, segurança, qualidade e manutenção futura) antes da redução de custos.
    Os profissionais de manutenção são pressionados diariamente para a redução de prazos e custos. Nestes casos, devemos ter como valor bem definido os limites de nossas ações para não afetar a qualidade e o compromisso ético, legal e profissional junto a empresas, seus colaboradores e a sociedade. Infelizmente, nem todas as pessoas e empresas seguem estes limites e temos caso como o da BP.

    Ótimo texto para refletirmos as ações tomadas em nosso cotidiano.

  5. Marcos Sutil de Oliveira

    De certa forma a evolução tecnológica induz a mente do consumidor a exigir novas informações e inovações de maneira constante em qualquer segmento, são desafios enfrentados pelas empresas superando inúmeras barreiras relacionadas a normas, qualidade, meio ambiente e competitividade.
    Acredito que a multiplicação de fabricantes em um mesmo território tem influência no grau de exigência da sociedade, pois a concorrência resulta em benefícios e facilidades ao consumidor que fica em uma posição confortável para comparar, criticar e escolher a melhor oferta.
    As elevadas taxas de impostos impactam diretamente no preço que se paga, podendo inclusive influenciar na redução de investimentos voltados ao consumidor e ao meio ambiente.

    Marcos

  6. Antonio CArlos da Silva

    Professor Milton,
    É certo que o progresso é uma constante em nossas vidas, cada vez queremos bens com maior conforto, com mais tecnologia agregada e com menor custo final, mas como você sabiamente aborda em seu artigo, as empresas não podem reduzir custos sem critérios mínimos que garantam a sua sustentabilidade. A segurança dos colaboradores não deve ser menosprezada nunca, a gestão ambiental agrega valor à marca e os consumidores estão cada vez mais dando preferências a estes diferenciais.
    O futuro indicará os limites para o desenvolvimento, cabe a nós, profissionais da indústria colaborar de forma firme e enérgica para que a Sustentabilidade seja alcançada buscando produzir com respeito aos consumidores, aos colaboradores, aos acionistas e ao meio ambiente.

    Antonio Carlos

  7. Eduardo Oliveira Gomes

    Caro Zen,

    Nos ultimos anos hoveram varias mudanças no mercado em relação a qualidade de produtos e serviços, uma das mais relevantes trata-se do grau de exigência do mercado passando de a qualidade ser vista como luxo para poucos à qualidade sendo uma expectativa de todos.

    Como exemplo, já presenciei dentro da indústria situações em que uma peça Y era fornecida para o cliente por mais de anos, em um determinado momento o cliente reprovou um simples detalhe aparente na peça (o qual sempre existiu) devolvendo alguns lotes, a partir daí o foco na qualidade do produto passou a ser visto com outros olhos, ou seja naquela linha de produção não existe mais aquele ditado, “isso pode mandar que passa”.

    Vejo que infelizmente, muitas empresas ainda pensam em dançar conforme a musica, ou seja, fazer para atender a legislação, ou a auditoria ou até mesmo para certificações, porém não agregam as atividades voltadas a esses fins como procedimentos que consequentemente asseguram e agregam a qualidade requerida.

  8. Samuel Jesus da Silva

    A inovação é a garantia para se manter num mercado cada vez mais competitivo. A padronização dos processos é um exemplo claro que as empresas buscam produzir mais com menos, mas para não ocorrer acomodações os concorrentes são necessários e de grande valor para o cliente e/ou sociedade. Isto possibilita a melhoria contínua, a capacitação dos profissionais e a acessibilidade as novas tecnologias, consequentemente a preocupação com a sustentabilidade, a responsabilidade social e o meio ambiente serão mais valorizados e estarão incorporados aos valores das companhias.

    Obs.: O final do texto proporciona uma grande reflexão.

    Samuel

  9. Alexandre Roberto Rodrigues

    Zen:

    Na realidade o consumidor esta preocupado com a qualidade de vida, por este motivo ele esta disposto a pagar um preço maior.
    Por isso os profissionais terão que se adequar às novas exigências do consumidor, caso contraria esses profissionais serão apenas mais um no mercado.
    As empresas que se adequarem a essas novas exigências sobreviveram, e aquelas que se anteciparem a essas exigências com certeza sairão na frente.

  10. Tarcísio Couto

    O mundo se transforma o tempo todo. O ser humano evolui a cada instante. As exigências e expectativas aumentam e mudam constantemente.
    Cada vez mais precisamos nos desenvolver, avançar, aprender, evoluir… e ser quisermos buscar o nosso “lugar ao Sol”, devemos melhorar sempre.
    Buscar a excelência deve ser uma luta constante se quisermos sobreviver. Nunca esquecendo de conhecer e respeitar as tendências, os valores, seus direitos. E se isso for violado ou se deixarmos a desejar, com certeza não teremos sucesso.

  11. Daniel Vieira

    Estamos em transformação…..
    Nos anos 80, um ambiente de trabalho comum incluia uma máquina de datilografia, um armário para documentos e um telefone fixo, o resto era trabalho braçal.
    No inicio do século XXI, tudo mudou: a máquina de datilografia virou computador, os inúmeros arquivos de pastas se transformaram em bits e bytes dentro de um microchip.
    Portanto, as empresas que quiserem manter sua participação no mercado atual tem por obrigação investir em perquisas de mercado com o objetivo de entender o consumo de seus potenciais e atuais Clientes.

    Daniel Vieira

  12. Fernando Romero

    Caro Zen,

    O tempo não para, o mundo se transforma a todo instante, As pessoas hoje em dia são mais exigentes e estão preocupadas com sua qualidade de vida. As empresas e o mercado tendem a se adequarem ao novo modelo para sobreviverem para atender as expectativas e não esquecer da sustentabilidade e responsabilidade social e o meio ambiente.

  13. Eduardo Rocha

    Zen,
    É nossa sociedade evoluiu, porém é impressionante que aqueles que deveriam pensar numa sociedade planejada, não o fazem daí ficamos à mercê dos prejuízos causados pela falta deste planejamento, vale lembrar que temos nossa parcela de culpa, pois essas mudanças chagam aos nossos lares de acordo com nossas necessidades e conforto.
    Mas como diz no texto, devemos nos antecipar aos fatos e não deixar o bonde parar, infelizmente no caso da BP só nos resta aguardar no que vai dar…

  14. Alexandre Lopes Quadros

    Caro Zen;

    Excelente comentário,pontos importantes citados como:Segurança,Meio ambiente,Avanço tecnologico,Sustentabilidade entre outros porem grandes e pequenas empresas tentam atender publicos diferenciados onde acabam não respeitando o avanço tecnologico seguro visando apenas lucros esquecendo do cliente final.

  15. Daniella

    Prezado Professor,

    É fato que a sociedade está cada vez mais exigente com o mercado, e é através dessa exigência que a própria concorrência sobrevive. Como os recursos utilizados na produção são finitos não há como atender a toda demanda, nem a todos os desejos, por isso cada pequena ideia inovadora hoje é capaz de levantar empresas e destruir outras.
    Cabe sim aos profissionais equilibrar os desejos de consumo da sociedade moderna às próprias exigências atuais, como garantir a sustentabilidade, preservar o meio ambiente, preservar a segurança do trabalhador e não almejar somente o lucro e sim em atender a sociedade de maneira ética e com respeito ao ser humano.

  16. Alexandre Gorgonio da Silva

    Prof. Zen,

    Acredito que conforme disposto no texto, cada vez as empresas devem focar seus esforços na melhoria continua, porem de uma maneira mais abrangente, onde estes aspectos precisam ser considerados da concepção de um produto até ao final de sua vida útil.
    Acredito que com o crescimento da economia a percepção do valor agregado evolui, portanto embora algo básico não satisfaça mais a necessidade do cliente, ele tambem passa a entender que isto terá um novo valor, (custo/beneficio).

  17. Alessandro Rosa Dias

    Caro Zen,
    Hoje em dia as empresas tem que trabalhar em função daquilo que satisfaça seu cliente,mas não o fazer por uma simples obrigação,mas mostrar que está disposta a oferecer o melhor para seu cliente ,que nesse mundo totalmente globalizado, está em sintonia com o que acontece no mundo e está principalmente de olho nas empresas e o que elas fazem ou deixam de fazer.Desse mesmo modo ,somos cobrados como manutentores, a satisfazer nossos clientes e cabe a nós como vamos fazer isso,executar de qualquer maneira ou fazer o que sabemos com amor na nossa profissão.

  18. Renato Gouvêa Valk

    Prezado Professor Zen,
    Entendi que o mundo é um cíclico: quanto mais a indústria evolui, mais exigente o cliente se torna.
    A longevidade de um ciclo está cada vez menor: o que é moderno hoje, amanhã não será mais.
    Esta situação traz um enorme desafio aos desenvolvedores, sejam de produtos ou serviços.
    Uma indústria não pode ditar a vontade do consumidor e, se assim pensar, desaparecerá!
    A rapidez com que as mudanças ocorrem, e nestas mudanças incluímos o comportamento do consumidor, faz com que sempre se pense qual será a próxima vontade da sociedade.
    As mudanças implicam em desenvolver novidades, sejam produtos ou serviços, sem significativo ônus ao preço final, qualidade e segurança: eis o desafio da indústria e das empresas de serviços.
    GAMBAÊ!!!

  19. Francisco Carlos Lopes

    Caro Professor

    Concordo que o desenvolvimento ocorre em função dos desejos dos consumidores, que são devidamente captados pelos fabricantes, através de pesquisas constantes e elaboradas pelos especialistas em propaganda e marketing, junto ao mercado.
    Temos profissionais competentes que transformam o produto no desejo do futuro cliente, mas sem o cuidado de respeitar a legislação, não seguindo as melhores condições construtivas desses produtos e, com isso, atacando o meio ambiente.
    Muitas empresas preocupam-se tão somente com seus lucros, numa relação direta de produto – custo – satisfação do cliente; e sem prover seus funcionários do mínimo necessário de segurança. Esse tipo de empresa está fadado a desaparecer, mas isso a muito longo prazo, pois infelizmente, a mentalidade do consumidor padrão ainda é pagar o mínimo pelo ‘melhor’, ou seja, o consumidor é muito ignorante e, faz questão de não ver, nem ouvir qualquer alerta, preferindo o conforto irresponsável da ignorância perene.
    Devemos lembrar que grande parte da sociedade paga um preço muito alto pela evolução, ou seja, no vício do consumismo irresponsável, aceita produtos que não proporcionam as mínimas condições de segurança e, principalmente, afetam de forma, muitas vezes, irreparável, o equilíbrio do planeta.